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CHAPTER 2. NUCLEAR DESALINATION

2.2. Market context

A ABNT NBR 8681:2003 define ações, como aquelas que “[...] provocam esforços ou deformações nas estruturas”. As ações são classificadas segundo a sua variabilidade no tempo em três categorias: ações permanentes, ações variáveis e ações excepcionais. As ações permanentes possuem intensidade constante e são aquelas cuja variação no tempo é pequena, praticamente desprezível, em relação ao tempo médio de vida da estrutura. Ações variáveis são aquelas de caráter transitório, cuja variação no tempo é significativa em torno do tempo médio de vida da estrutura. As ações excepcionais são aquelas que tem duração extremamente curta e baixa probabilidade de ocorrência durante a vida da estrutura.

As ações permanentes a serem consideradas em estruturas de pontes de concreto armado e protendido, podem ser subdividas de acordo com a ABNT NBR 8681:2003 em: a) peso próprio de elementos estruturais; b) peso próprio de elementos não estruturais (pavimentação, revestimento, calçadas, lastro ferroviário, trilhos, dormentes, barreiras, guarda-rodas, guarda-corpo, gradil e outros); c) empuxo de terra e de água; d) forças de protensão; e) fluência e retração do concreto. Segundo a mesma norma brasileira, as ações variáveis podem ser agrupadas da seguinte forma: a) cargas móveis (cargas verticais, força centrífuga e efeitos dinâmicos, de frenagem e de aceleração); b) cargas de construção; c) cargas de vento; d) empuxo de terra (provocados por cargas móveis); e) pressão de água em movimento; f) variação de temperatura. Por fim, as cargas excepcionais são divididas em: a) choque de objetos móveis (colisão em pilares e em elementos do tabuleiro); b) outras (explosões, sismos, ventos e enchentes catastróficos).

Conforme a ABNT NBR 6118:2014 o peso específico considerado para os elementos de concreto simples é de 24kN/m³ e para os elementos de concreto armado ou protendido é de 25 kN/m³. Em conformidade com a ABNT NBR 7187:2003, na avaliação da carga devido à pavimentação, deve ser adotado o peso específico da pavimentação de no mínimo 24 kN/m³ e necessário prever uma carga adicional devido ao possível recapeamento com intensidade de 2 kN/m². As forças de protensão e suas respectivas perdas, devem ser consideradas de acordo com os princípios dispostos na ABNT NBR 6118:2014.

Carga móvel é o sistema de cargas verticais que representa os valores característicos dos carregamentos provenientes do tráfego que a estrutura está sujeita em serviço, constituído por um veículo tipo. Ao redor dessa, cargas uniformemente distribuídas são também consideradas na superestrutura. Os valores característicos de carga móvel rodoviária e em passarela são definidos na ABNT NBR 7188:2013, já os valores característicos de carga móvel ferroviária são definidos na ABNT NBR 7189:1985.

A ABNT NBR 7188:2013 classifica as pontes e viadutos rodoviários em função do peso total do veículo, 450 kN ou 240 kN. A Tabela 2.1 apresenta os valores característicos de carga móvel rodoviária padrão (classe 450) e carga móvel rodoviária de estrada vicinal municipal de uma faixa (classe 240).

Tabela 2.1: Valores característicos de carga móvel rodoviária

Classe da ponte Veículo Multidão Peso total (kN) Carga por roda (kN) Carga na pista (kN/m²) Carga no passeio (kN/m²) 450 450 75 5 3 240 240 40 4 3

Fonte: Adaptado de ABNT NBR 7188:2013

Conforme a ABNT NBR 7188:2013 a carga móvel de ponte de classe 450 é representada por um veículo de peso total de 450 kN, com seis rodas e 3 eixos afastados entre si em 1,5 m. Aplicado sobre todo o tabuleiro (pista de rolamento e acostamento) incide uma carga de multidão uniformemente distribuída com intensidade de 5 kN/m², exceto na área de projeção do veículo e passeios. A Figura 2.7 ilustra a disposição das cargas móveis estáticas, onde a carga concentrada P representa a carga por roda do veículo com intensidade de 75 kN e a carga distribuída p representa a carga de multidão aplicada sobre o tabuleiro.

Figura 2.7: Disposição das cargas móveis estáticas

Fonte: Adaptado de ABNT NBR 7188:2013 A B p p p A B P P P p p p Corte A Corte B

O efeito dinâmico das cargas móveis é avaliado, de maneira global, com uso da amplificação da carga móvel vertical estática. Esse acréscimo é realizado por um coeficiente ϕ, denominado de coeficiente de impacto ou coeficiente de amplificação dinâmica, o qual não pode apresentar valor menor que 1. Segundo a ABNT NBR 7188:2013, o coeficiente de impacto nos elementos estruturais de pontes rodoviárias é determinado pelo produto dos coeficientes de impacto vertical (CIV), de número de faixas (CNF) e de impacto adicional (CIA), conforme expresso na Equação (2.1).

 CIVCNF CIA (2.1)

Onde:

ϕ é o coeficiente de impacto;

CIV é o coeficiente de impacto vertical; CNF é o coeficiente de números de faixas; CIV é o coeficiente de impacto adicional.

Para estruturas com vão entre 10 e 200 m, o coeficiente de impacto vertical (CIV) pode ser obtido pela formulação apresentada na Equação (2.2). Para estruturas com vão superior a 200 m deve ser realizado estudo dinâmico específico para considerar a amplificação da carga estática. CIV 1 1,06 20 Liv 50        (2.2) Onde:

Liv é o comprimento do vão teórico do elemento analisado, em metros, sendo: Liv é o comprimento do vão teórico para estruturas isostáticas;

Liv é a média aritmética dos vãos para o caso de estruturas contínuas; Liv é o comprimento do próprio balanço para estruturas em balanço.

As cargas móveis estáticas também devem ser ajustadas pelo coeficiente de número de faixas (CNF), expresso pela Equação (2.3). Este coeficiente não se aplica aos elementos estruturais transversais ao sentido do tráfego, tais como transversinas e lajes.

CNF 1 0,05 n 2   0,90 (2.3)

Onde:

n é o número (inteiro) de faixas de tráfego rodoviário. Acostamentos e faixas de segurança não são consideradas como sendo faixas de tráfego.

Os esforços provenientes das cargas móveis devem ser majorados pelo coeficiente de impacto adicional (CIA). Em obras de pontes de concreto o valor de CIA é definido em 1,25 e aplicado somente às seções dos elementos estruturais a uma distância horizontal inferior a 5 m de juntas estruturais e extremidades da obra.