A Educação é uma área do conhecimento humano extremamente relevante, pois a evolução da humanidade depende não apenas de como as sociedades são formadas, mas principalmente de como são educadas. Educar é um imenso desafio, algo rico e repleto de beleza, satisfação, felicidade, conquistas. Trata-se de uma nobre e antiga atividade humana, sobre a qual os principais pilares da evolução do homem foram construídos. Sem um intenso compromisso com a educação, seguramente nenhuma sociedade é capaz de evoluir, nem sequer de forma mínima.
O processo educacional possui diversos elementos e recursos, muitos dos quais existem desde as primeiras civilizações, enquanto outros surgiram e continuam surgindo ao longo dos tempos. Dentre os atores que constituem o cenário educacional está o docente, elemento fundamental, talvez o mais importante de todo o processo. Ou seja, a educação requer estrutura e instrumentos pedagógicos que são aplicados através de metodologias sistemáticas, mas o professor é elo que liga esse mundo ao objetivo final: ao aluno.
Sem dúvidas a parte mais especial da responsabilidade no aprendizado dos alunos recai sobre os ombros do professor e da professora, em todos os níveis de ensino, independente de qual público ou nível social os discentes sejam. Em síntese, o educador, o professor, o tecnicista ou qualquer elemento que desempenhe o papel de ensinar, representa o ator principal do contexto que rege o sentimento de formação e preparação das pessoas, para que elas possam conhecer a vida e o mundo, e fazerem parte de uma sociedade organizada.
Considerando que o processo de ensino e aprendizado depende muito do professor, é muito importante que o profissional docente seja altamente preparado para lidar com as diversas situações que envolvem tal contexto. Assim, a preparação do professor é de extrema importância para se conseguir êxito no processo.
Nesse caso, a formação docente passa a receber uma atenção especial, no sentido de se tornar um fator decisivo para o sistema de ensino. Enfim, ser professor não é uma tarefa fácil.
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Certamente a profissão docente exige bem mais do que conhecimentos específicos, já que o universo de exigência é amplo, vasto, complexo e teoricamente infindo.
Além disso, a concepção moderna da atividade de ensinar requer docentes dotados de diversas habilidades, metodologias, conhecimentos, práticas e sentimentos. Por exemplo, um professor com ótimos conhecimentos em Matemática não é interessante se tal profissional não possuir uma metodologia apurada e capaz de fazer com que os alunos se interessem e aprendam Matemática. Da mesma forma, não adianta saber e ter metodologia se o docente não é capaz de suprir os anseios dos alunos em relação a assuntos alheios à sua área de ensino, ou, numa situação ainda pior, deixar o aluno ainda mais confuso. A questão não é fazer com que o professor seja um oráculo do conhecimento, mas sim que tenha noção sobre as coisas que envolvem o mundo e da vida.
Por exemplo, imagine uma criança no Ensino Infantil perguntar a sua professora “por que as pessoas matam umas as outras”, ou “por que seus pais brigam tanto”. A indagação vai exigir diversas habilidades por parte do docente. Certamente vai. Oferecendo também um exemplo para um momento mais maduro, imagine um adolescente no Ensino Médio questionando, por exemplo, sobre assuntos dos conflitos humanos, tais como movimentos ativistas, homossexualismo, preconceito, pena de morte, religiosidade.
Essas e outras situações ocorrem nas salas de aula. Além disso, parte da responsabilidade do que deveria ser trabalhado pelos pais no ambiente doméstico tem sido passada para as escolas. É uma realidade que tem se tornado cada vez mais concreta. Também é algo que todos sabem. A ausência parcial dos pais no processo de formação de nossas crianças e adolescentes é algo não apenas preocupante, mas também comprometedora para a constituição do caráter do ser humano. Assim, a escola é forçada a gradativamente absorver as omissões paternais e, em consequência, é forçada a repassar tal parcela adicional ao docente. Novamente o docente é sobrecarregado com contextos que vão além de suas fronteiras empíricas, tecnicistas, pedagógicas. Esse cenário de passar praticamente toda a responsabilidade na formação da criança para a escola é muito delicado. Ou seja, o docente deve ser amplamente preparado para lidar com esses desafios.
Enfim, o mundo é diversificado e complexo, o que gera muitos conflitos, perturbações, inquietações, dúvidas e aflições nos alunos, sendo que uma maneira de eles suprirem essas ansiedades é no ambiente escolar, muitas vezes até como única opção. Isso sem dúvida é um drama da vida moderna, revestida de conceitos inacabados, tais como globalização, tecnologia, competitividade. Assim, o fardo cresce, fica imenso, pesado, de maneira que os ombros do professor e professora precisam ser fortalecidos pela consciência e razão de formar
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pessoas em nome da paz, ética, coletividade, respeito ao próximo, dentre outros aspectos considerados comumente como positivos no processo de evolução da humanidade.
Assim, entende-se que investigar a formação docente para a Educação Infantil é algo notável e sereno, que é o propósito deste Capítulo. Nesta parte do trabalho o foco inicial é sobre a evolução da educação brasileira, de uma maneira geral, através da produção de um extrato literário que revele o estado da arte de como evoluiu e se encontra o processo de formação de nossos professores e professoras, tendo como referência percussora o advento da Constituição Federal do Brasil de 1988, a qual dá uma importância significativa ao sistema de ensino. Em seguida, os estudos se concentram especificamente na formação docente para a Educação Infantil, discorrendo com relativa profundidade sobre o tema em evidência, de maneira que as discussões finais do trabalho levem a concepção de um professor reflexivo, no caso atuante e decisivo na Educação Infantil.