Partie I Généralités
2. Contexte géologique régional
2.4. Domaines structuraux en Méditerranée Orientale
2.4.2. Les différents domaines structuraux
2.4.2.3. La marge passive Libyo-égyptienne
Esta pesquisa foi desenvolvida com professoras do sistema educacional de ensino de diferentes municípios brasileiros, selecionados entre os seguintes estados: Alagoas, Amapá, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.
A escolha por municípios destes estados se deu pelo fato deles terem integrado, anteriormente, o “Observatório Nacional de Educação Especial: estudo em rede nacional sobre as salas de recursos multifuncionais nas escolas comuns” (ONEESP)39 – (Projeto 039, edital Nº 38/2010/CAPES/INEP)40 (MENDES, 2010). Na pesquisa do ONEESP, devido sua amplitude, a rede foi dividida em três níveis (nacional, estadual e municipal) e na presente pesquisa, num primeiro momento, o contato direto se deu com os integrantes/pesquisadores em nível nacional (composta por três pesquisadores representantes de cada estado participante, subdividida com as seguintes funções: coordenador, vice-coordenador e secretário).
Assim, foi enviado e-mail, a partir do mês de março de 2014, para os coordenadores estaduais do ONEESP. No qual continha uma carta (APÊNDICE C) solicitando que fossem indicadas pessoas que tivessem participado anteriormente do estudo do ONEESP. Como
39 A coordenadora geral do projeto foi a Profa. Dra. Enicéia Gonçalves Mendes, orientadora do presente estudo. 40 O projeto teve como objetivo a avaliação, em âmbito nacional, do programa de implantação das SRM do MEC. Desde o ano de 2010, o ONEESP vem produzindo estudos nos diversos estados brasileiros, citados anteriormente, com a intenção de pesquisar, inicialmente, sobre as políticas e práticas voltadas para a inclusão escolar atualmente na realidade brasileira e, mais especificamente, sobre o AEE. Fez parte do referido estudo cerca de 120 pesquisadores provenientes de 18 estados brasileiros, representantes de mais de 40 Instituições de Ensino Superior. No estudo do ONEESP, foram realizadas pesquisas locais em 58 municípios brasileiros com professores atuantes em SRM. A referida investigação foi baseada na metodologia da pesquisa colaborativa, realizada através de grupos focais, tendo como foco produzir simultaneamente conhecimento e formação. As informações colocadas aqui acerca do estudo do ONEESP são apenas uma parte dos diversos objetivos que o projeto se propôs a alcançar. Para mais informações sobre o ONEESP acesse: http://www.oneesp.ufscar.br/.
critérios para indicação de possíveis participantes, a solicitação era que os indicados fossem profissionais atuantes em SRM, que trabalhassem com aluno com deficiência intelectual em sua SRM, que tivessem perfil e facilidade para acessar rede social na internet, quando necessário, e que fossem considerados pela comunidade como bons professores no AEE.
Assim sendo, obteve-se o retorno de pesquisadores de 15 estados com sugestões de nomes, sendo eles: Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe. Ao todo, 56 potenciais participantes foram indicadas. A etapa seguinte foi de contato com as professoras indicadas, primeiramente, através de e-mail com uma carta convite (APÊNDICE D) com informações referentes ao estudo. Em alguns poucos casos, devido ao não êxito do contato via e-mail, foram realizadas também ligações telefônicas.
Ao todo, 24 professoras aceitaram participar do estudo, dado que o restante não respondeu ao convite. Dando prosseguimento ao estudo, foi enviado e-mail para as 24 participantes que se interessaram em participar contendo as primeiras instruções/orientações de acesso e cadastro na Ce@, juntamente com o link da rede e um vídeo tutorial.
Dentre as 24 profissionais que demonstraram interesse em participar, somente 18 efetivaram o cadastro na rede. Para que a participação fosse oficializada, foi necessário a concordância com o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) (APÊNDICE E). Das 18 professoras que realizaram o cadastro na rede, somente 13 concordaram com o TCLE, aceitando, assim, participar do estudo.
Prosseguindo, as participantes preencheram o formulário de caracterização (APÊNDICE A), fornecido on-line, composto por cinco etapas e o tempo gasto, em média, para respondê-lo era de 25 minutos. O formulário foi disponibilizado individualmente, após a concordância com o TCLE, através de um link, via e-mail, para cada participante (ver Figura 4 contendo a primeira parte desse instrumento).
Para esta atividade, que podemos chamar de terceira etapa (1: cadastro na rede; 2: concordância com o TCLE e 3: preenchimento do formulário de caracterização), 12 professoras cumpriram a tarefa. Após diversas tentativas de contato com as demais profissionais que se mostraram interessadas, devido ao tempo do estudo, decidiu-se por prosseguir com as 12 professoras que cumpriram os primeiros passos. Informa-se que o tempo decorrido do cadastro na rede até o preenchimento do formulário de caracterização foi de três meses.
Fonte: Elaborado pela pesquisadora
Assim, o grupo de participantes do presente estudo foi composto por 12 professoras de Educação Especial, ativas em SRM e que se dedicavam também aos alunos com deficiência intelectual. O mapa que segue (
Figura 5) auxilia na visualização das cidades em que as participantes trabalhavam/residiam.
Figura 5 - Mapa do Brasil com as cidades em que cada participante residia/trabalhava destacadas
Fonte: Adaptado pela pesquisadora de imagem retirada do site Google.
Considerando a necessidade de se manter o anonimato, por opção da maioria das participantes, ficou resolvido que elas seriam identificadas por nomes de flores, sendo: Cravo, Flor de lótus, Girassol, Hortência, Laélia, Lírio, Margarida, Orquídea, Rosa, Tulipa, Verbena e Violeta. A seguir, descreve-se, de forma geral, as participantes41, tomando como base as informações do formulário de caracterização de cada uma delas. O Quadro 3 retrata a caracterização das participantes, incluindo dados do município em que cada participante atuava, faixa etária, média de salário e informações sobre utilização de redes sociais.
Acerca da localização de atuação das participantes, cinco delas residiam na região nordeste, uma no norte, quatro no sudeste e duas na sul. Os estados se dividiram entre Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Pará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, São Paulo e Sergipe. Voltando aos municípios de atuação, foram: Maceió e Jequiá da Praia, Salvador, Linhares, Marabá, Nova Iguaçu e Belford Roxo, Natal, Santa Maria e Itaara, Rio Claro e Aracaju.
Quadro 3 - Informações sobre a localidade de atuação, faixa etária, média de salário e redes sociais de cada participante
Participante Região Estado Município Faixa
etária (em anos) Faixa de salário (em salários mínimos) Possuía redes sociais Quais redes
possuía de acesso às Frequência redes
Participante 1
Girassol Nordeste Alagoas Maceió/ Jequiá da Praia 31 a 40 1 a 3 Sim Facebook Instagram Diária Participante 2
Violeta
Sudeste São Paulo Rio Claro 41 a 50 1 a 3 Sim Facebook Diária Participante 3
Flor de Lótus Norte Pará Marabá 31 a 40 4 a 7 Sim Facebook Instagram Diária Participante 4
Hortência Sudeste Espírito Santo Linhares 41 a 50 4 a 7 Sim Facebook Diária Participante 5
Laélia Sul Santa Catarina Florianópolis 41 a 50 4 a 7 Sim Facebook Instagram Diária Participante 6
Rosa Sudeste Espírito Santo Linhares 31 a 40 1 a 3 Sim Facebook Instagram Quase diária Participante 7
Verbena
Nordeste Bahia Salvador 51 a 60 8 a 11 Sim Facebook Diária
Participante 8
Lírio Nordeste Sergipe Aracaju 31 a 40 4 a 7 Sim Facebook Diária
Participante 9
Cravo Nordeste Sergipe Aracaju 41 a 50 4 a 7 Sim Facebook A cada dois dias Participante 10
Tulipa
Sudeste Rio de Janeiro Nova Iguaçu e Belford Roxo
41 a 50 4 a 7 Sim Facebook Instagram
Quase diária Participante 11
Orquídea Nordeste Rio Grande do Norte Natal 51 a 60 4 a 7 Sim Facebook Diária Participante 12
Margarida Sul Rio Grande do Sul Santa Maria / Itaara 41 a 50 4 a 7 Sim Facebook Diária Fonte: Elaborado pela pesquisadora.
A faixa etária das professoras participantes variou entre 41-50 anos (50%), quatro se enquadravam na faixa etária entre 31-40 anos (33,33%) e somente duas estavam na faixa etária de 51-60 anos (16,66%). No que diz respeito a faixa de salário recebido, dentre as 12 participantes, oito ganhavam entre 4 e 7 salários mínimos (66,66%), três recebiam entre 1 e 3 salários mínimos (25%) e somente uma ganhava entre 8 e 11 salários mínimos (8,3%).
Voltando-se para a utilização de redes sociais, todas as participantes possuíam redes sociais, sendo que sete delas utilizavam apenas o Facebook (58,33%) e cinco utilizavam o Facebook e o Instagram (41,66). Acerca da frequência de acesso às redes sociais, era diário por nove das participantes (75%), quase diário por duas participantes (16,66) e a cada dois dias por uma das participantes (8,33). Deste modo, todas as participantes eram usuárias de redes sociais na internet, sendo que a maioria acessava diariamente seus perfis.
Para inserir as informações sobre curso de magistério, licenciaturas, formação Stricto Sensu e experiência profissional de cada participante foi construído o Quadro 4. Com os dados, constatou-se que, dentre as 12 participantes, oito tiveram formação inicial em Magistério. Seguindo sobre os estudos, 10 participantes cursaram Pedagogia como primeira graduação (sendo que cinco fizeram habilitação, das quais duas relacionadas à área da Educação Especial) e duas participantes possuíam licenciatura em Educação Especial como primeira graduação. Dentre as participantes, três acumulavam dois cursos superiores, sendo o segundo curso em Letras/Português ou Serviço Social ou Pedagogia.
O ano de conclusão da primeira graduação variou entre 1988 e 2006. Seguindo para cursos Stricto Sensu, dentre as 12 participantes, uma possuía mestrado concluído, duas concluíram o mestrado no decorrer da pesquisa e duas tinham a previsão de término do mestrado para 2017.
Em relação ao tempo de experiência na educação, este variou entre 10 e 30 anos, sendo que o tempo de atuação na rede de ensino que trabalhavam no decorrer da pesquisa, contabilizado em 2015, variou entre 28 e seis anos. Três das 12 participantes atuavam em duas redes concomitantemente e o tempo menor de atuação nas redes atuais foi de dois anos. Considerando o tempo de atuação na SRM, este variou entre três anos e 13 anos (este se refere a Santa Maria, realidade na qual a participante Margarida relatou já trabalhar com o modelo de SRM desde os anos 2000). Assim, é possível concluir que, em sua maioria, as participantes possuíam vasta experiência na educação, bem como na Educação Especial, pois, ainda que no Quadro 4 há indicações do tempo de atuação em SRM, muitas foram as informações dadas acerca da atuação na área da Educação Especial antes da implantação das SRM.
inicial - magistério graduação conclusão da primeira graduação graduação conclusão do curso Stricto Sensu atuação na Educação atuação na rede de ensino atuação na SRM Participante 1 Girassol
Não Pedagogia 2006 Não Mestrado em ciências da educação
Previsão para 2017
10 anos 6 anos 6 anos Participante 2
Violeta Sim Pedagogia 1990 Não Mestrado em desenvolvimento humano e tecnologias 2014 24 anos 10 anos 10 anos Participante 3
Flor de Lótus Não Pedagogia 1998 Não Não 14 anos 12 anos 9 anos
Participante 4
Hortência Sim Pedagogia 1995 Não Mestrado em ciências da educação Previsão para 2017 22 anos 22 anos 10 anos Participante 5
Laélia
Não Educação
Especial
1990 Não Mestrado em Educação 2017 25 anos 25 anos 11 anos
Participante 6
Rosa Sim Pedagogia 2001 Não Não 15 anos 6 anos 6 anos
Participante 7
Verbena Sim Pedagogia 2002 Não Não 18 anos 11 anos 6 anos
Participante 8
Lírio Sim Pedagogia 2005 Não Não 10 anos 7 anos 3 anos
Participante 9 Cravo
Sim Pedagogia 1991 Letras/ Português
Não 25 anos 13 anos 4 anos
Participante 10
Tulipa Sim Pedagogia 2002 Não Não 25 anos 6 anos 5 anos
Participante 11
Orquídea Sim Pedagogia 1996 Serviço Social Não 30 anos 28 anos 3 anos
Participante 12
Margarida Não Educação Especial 1988 Pedagogia Mestrado em educação 2016 27 anos 20 anos 13 anos Fonte: Elaborado pela pesquisadora.
Durante o decorrer da pesquisa, foi criado um grupo no WhatsApp42 com as participantes43. Este recurso foi fundamental para o bom andamento da pesquisa, tanto para as conversas no grupo quanto para as trocas realizadas entre a pesquisadora e as participantes, pois a visualização das mensagens, bem como as interações ocorriam de forma muito rápida, praticamente, sempre no mesmo dia e, muitas vezes, em questão de minutos. Além disso, a qualquer hora do dia ou da noite, participantes e pesquisadora estavam em contato, sendo que centenas de mensagens foram trocadas através deste mecanismo.
O recurso foi utilizado para diversas funções, como dar informações sobre os prazos para postagens na rede Ce@, solicitar informações pessoais das participantes e trocar acontecimentos que estavam ocorrendo na realidade de cada uma (fotos de eventos, atividades realizadas com a comunidade escolar, dentre outros). Assim, a interação era tanto grupal quanto de forma individual entre as participantes e a pesquisadora. Foi nítido o potencial que o mecanismo trouxe para a pesquisa, pois o tempo de resposta, quando enviado um e-mail, era extremamente maior do que o tempo de resposta no aplicativo de WhatsApp. Desta forma, este foi um facilitador que certamente fez muita diferença nesta pesquisa.