3. Impact de la littérature de jeunesse traitant de la maladie sur les enfants
3.3. Le bilan de mes recherches
3.3.2. Les manques de mon travail de recherche
Em um passado não muito distante, o governo brasileiro impunha restrições ao Comércio Internacional, através da adoção de barreiras tarifárias e não-tarifárias,
protegendo as empresas brasileiras da competição internacional. Com o processo de globalização ora em curso, as barreiras têm sido gradualmente eliminadas e, caso as empresas optem por atuar exclusivamente no mercado interno, sofrerão a concorrência das empresas estrangeiras dentro do próprio Brasil.
Foi durante os anos 90 que o Brasil iniciou um intenso processo de privatizações, por não dispor de recursos necessários para efetuar investimentos que permitissem atender às necessidades básicas da população em telecomunicações, transportes e energia, entre outros.
Em decorrência da abertura do Brasil ao comércio internacional, verificada a partir do governo Collor de Mello e da onda de privatizações de empresas estatais, o País tem recebido volumosos investimentos, contribuindo para a modernização da indústria nacional. No maior programa de privatização da história do Brasil, houve a alienação do sistema Telebrás por um valor superior a R$ 22 bilhões. O Governo Federal promoveu um programa de abertura econômica, flexibilizando o mercado financeiro, eliminando barreiras protecionistas, diminuindo as reservas de mercado e diminuindo ou eliminando tarifas de importação. Paralelamente, renegociou a dívida externa do País. Como resultado, o Brasil passou a receber significativo fluxo de capitais em investimentos.
Esse processo de conquista de investimentos estrangeiros propicia aos países receptores, além do ingresso de divisas, a obtenção de know how junto às organizações entrantes, acesso às modernas práticas gerenciais, estratégias de marketing (MRE, 2007) e experiências usadas e testadas em outras partes do mundo.
Segundo MDIC (2006) o montante movimentado em 2006 pelo comércio mundial, ou seja, o valor do conjunto de exportações e da importação de diversos países que participam de transações internacionais é de cerca de 22 trilhões de dólares norte- americanos (US$). Este montante é formado por exportações de cerca de US$11 trilhões. Como toda exportação corresponde a uma importação, isto é, toda a venda implica uma compra, o montante de US$22 trilhões significa o fluxo de comércio total entre os países.
A abertura comercial acelerou o processo de aprimoramento das empresas brasileiras, resultando no aumento dos índices de qualidade e produtividade. A especialização contribuiu para a racionalização de processos, redução de custos e aumento na competitividade. A partir de então, a indústria nacional vem se desenvolvendo graças aos investimentos realizados, principalmente em bens de capital,
por parte das empresas brasileiras e pelas empresas adquiridas ou instaladas por investidores estrangeiros. No entanto, em virtude da expressiva importação de bens de consumo e de capital, insumos e componentes industriais, a Balança Comercial brasileira tem apresentado sucessivos déficits21.
2.8.1 Os Principais Órgãos Internacionais de Incentivo ao Livre
Comércio
Diversos organismos multinacionais têm sido constituídos visando incentivar o comércio entre os países. Para atingir seus objetivos, essas instituições estabelecem regras para disciplinar o relacionamento comercial, tendo como premissa a isonomia, a eliminação de barreiras protecionistas, subsídios e a melhoria das condições econômicas, sociais e financeiras dos países pobres. A seguir, são apresentados os principais órgãos que atuam ou atuaram no comércio internacional após a Segunda Guerra Mundial (MDIC, 2006):
2.8.1.1 OMC
A OMC – Organização Mundial do Comércio (WTO – World Trade Organization) foi estabelecida em 01/01/1995, criada pelas negociações da Rodada Uruguai (1986-1994) e está localizada em Genebra, na Suíça, sendo conduzida por um diretor-geral, tendo em seus quadros 150 Países Membros ao final de 2006.
É, segundo ela mesma, a única organização internacional global lidando com as regras de comércio entre as nações.
O objetivo da OMC é auxiliar os produtores de mercadorias e serviços, exportadores e importadores a conduzir e realizar seus negócios, procurando o ordenamento do comércio mundial entre os países, com o estabelecimento de regras claras e aceitas por todos, de modo que tornem o comércio mais justo entre eles.
Uma das maiores preocupações da OMC é a liberdade de comércio, com a redução gradativa das tarifas e das restrições a circulação de mercadorias, a fim de tornar possível o seu acesso, bem como a sua disseminação, a qualquer país e indivíduo.
Desse modo, a OMC tem como principais funções: administrar os acordos de comércio da organização; ser um fórum para os negócios sobre comércio; tratar as
disputas comerciais entre os seus membros; monitorar as políticas comerciais dos Países Membros; dar assistência e treinamento técnico aos países em desenvolvimento; e cooperar com outras organizações internacionais (MRE, 2006).
2.8.1.2 UNCTAD
A Unctad – United Nations Conference on Trade and Development (Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento), estabelecida em 1964 na Suíça, é um fórum permanente para discussões e deliberações inter-governamentais, e é o principal órgão da Assembléia Geral das Nações Unidas para o Comércio, investimento e desenvolvimento. Ele promove a integração entre os países em desenvolvimento na economia mundial.
O principal objetivo da UNCTAD é maximizar o comércio, investimentos e oportunidades de desenvolvimento dos países em via de desenvolvimento e assisti-los nos seus esforços de integrarem-se à economia mundial nas áreas financeiras, tecnológica, de investimentos e de desenvolvimento sustentado. Ela age para convencer os países envolvidos no comércio internacional a reduzirem ou eliminarem as barreiras ao comércio entre as nações, de modo que, sendo mais livre, o comércio crie melhores possibilidades de desenvolvimento global (UNCTAD, 2006).