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Management of financial risks and fair value

Dans le document Une entité du réseau Deloitte (Page 28-34)

Casagrande, L.G.1; Zavaglia, I.M.1; Kuhn, M.F.1; Rocha, L.T.2; Schirmann, G.D.3;

Quadros, A.R.B.4; Oliveira, V.4

1Gruaduando em Zootecnia, Universidade Federal de Santa maria, RS, [email protected];

2Mestrando em Zootecnia da Universidade Federal de Santa Maria; 3Doutoranda em Zootecnia Universidade

Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegra, RS; 4Professor Adjunto, Departamento de Zootecnia da

Universidade Federal de Santa Maria.

PALAVRAS-CHAVE: Equações; Farelo de arroz parboilizado; Farelo de arroz estabilizado; Quirera. INTRODUÇÃO

O arroz é um cereal amplamente utilizado na alimentação humana em todo o mundo. Do processamento do arroz são gerados coprodutos, que podem ser aproveitados na alimentação animal, como por exemplo: a quirera (QA) e os farelos de arroz estabilizado (FAE) e parboilizado (FAP). A informação do conteúdo energético dos alimentos é fundamental para a formulação de rações para suínos. A estimativa mais próxima do verdadeiro valor energético é pela energia líquida, pois considera o grau de utilização metabólica dos nutrientes, isto é, a interação entre alimento e animal (2). Segundo Noblet (5) este sistema de energia pode fornecer estimativas mais precisas da energia verdadeira de um ingrediente e consequentemente da dieta fornecida ao animal. A energia líquida de ingredientes pode ser obtida empiricamente por meio de diferentes metodologias, como calorimetria direta, indireta e abate comparativo. Contudo, essas metodologias demandam estrutura relativamente complexa e de custo elevado (5). Uma alternativa para gerar valores de energia líquida é a utilização de equações que utilizam dados de digestibilidade ou da composição química bruta como variáveis independentes. Na literatura são encontradas diferentes equações para o cálculo dos valores de energia líquida de alimentos para suínos. Uma questão que pode ser levantada é se sobre a concordância entre os valores estimados por diferentes equações. Desta forma, o trabalho teve por objetivo comparar valores de energia líquida da quirera de arroz, farelo de arroz parboilizado e farelo de arroz estabilizado, estimados com diferentes equações, utilizando leitões em fase de creche.

MATERIAL E MÉTODOS

Procedimento experimental: Dois experimentos foram realizados para determinar os coeficientes de digestibilidade das principais frações a serem utilizadas nas equações, utilizando 12 e 18 suínos castrados com peso médio inicial de 8 ± 0,81 e 16 ± 1,57 quilogramas, no ensaio I e II, respectivamente. No ensaio I, os animais foram submetidos a uma dieta referência (DR) e uma dieta teste (DT) na qual a quirera de arroz (QA) substituiu 40% à energia da dieta referência. No ensaio II, o farelo de arroz estabilizado (FAE) e farelo de arroz parboilizado (FAP) substituíram 16% da energia da dieta referência. A composição da DR foi idêntica nos dois ensaios e formulada para atender as recomendações nutricionais de Rostagno et al. (6). A duração dos dois experimentos foi de 12 dias cada, sendo sete dias para o período de adaptação dos animais a dieta e manejo e cinco dias de coleta total de fezes. Foi realizada coleta total de fezes utilizando óxido férrico (1%) como marcador fecal. A energia bruta (EB) foi determinada em bomba calorimétrica adiabática PARR. A energia metabolizável foi calculada pela equação EM= ED – (6,8*PB%) (4).

Equações para cálculo da energia liquida: Os valores de energia líquida foram calculados das seguintes equações:

1) Just (1): EL= (-1,88) + (0,75*EM);

2) Noblet et al (5): EL= (0,703*ED) + (1,58*EE) + (0,47*AM) – (0,97*PB) – (0,98*FB); 3) Sauvant et al (7): EL= (0,730*EM) + (13,15*EE) + (3,59*AM) – (6,69*PB) – (9,8*FB); 4) Liu et al (3): EL= (-0,47) + (0,84*EM);

Onde: AM: amido; ED: energia digestível; EE: extrato etéreo; FB: fibra bruta; FDA: fibra em detergente ácido; PB: proteína bruta. As médias foram comparadas pelo teste de Tukey.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Os valores de energia líquida (EL) para QA estimados pelas diferentes equações podem ser visualizados na Tabela 1. Observando a média envolvendo todas as equações, se percebe que representa 98,67% daquela citada em Sauvant et al. (7), o que significa uma diferença de, apenas, 43 kcal/kg.

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A EL média do FAE foi próxima daquela encontrada em Rostagno et al. (2011) para o farelo de arroz integral (2646 e 2663 kcal/kg, respectivamente). A EL estimada pela equação 4 foi superior as demais, proporcionando valores de EL para o FAE cerca de 11% maior em relação à média geral. É possível que essa diferença tenha ocorrido porque a equação foi inicialmente proposta para um grupo específico de alimentos (trigo, farelo de trigo, DDGS de milho, farelos de canola e algodão). As equações 2 e 3 resultaram em EL de 2533,50 e 2517,30, respectivamente, valores 4,5% inferior a média obtida aplicando-se todas equações. Merece registro o fato de que os parâmetros das equações 1 e 4 (0,75 e 0,84, respectivamente) indicam que a EL é, invariavelmente, 75 e 84% da EM do alimento, desconsiderando diferenças na eficiência metabólica da EM que ocorrem dependendo do nutriente que a EM tem origem. Além disso, a equação 4 foi proposta para utilização com dietas.

Para o FAP, a EL média das quatro equações foi 15,2 e 23,2% maior que os dados citados em Rostagno et al. (3) e NRC (7), respectivamente, para o farelo de arroz integral convencional. A variação na composição química e conteúdo de nutrientes digestíveis possivelmente é o principal motivo para as diferenças observadas. Assim como nos outros alimentos avaliados, se constatou que a EL calculada com a equação 3 foi superior as demais. O valor de EL da equação 3 foi 16,6% superior em relação à média geral.

Em termos gerais, a QA apresentou valores de energia liquida superiores aos dois farelos, resultado esperado tendo em vista que este alimento é virtualmente livre de fibra, que prejudica a digestibilidade dos nutrientes e consequentemente seu valor energético (2). Por passar por um processo de estabilização, onde a fração gordurosa é parcialmente removida, o FAE apresentou menor valor energético dentre os três alimentos testados.

CONCLUSÕES

O uso de equações para estimar a EL dos alimentos é uma ferramenta válida. Entretanto, o valor de energia líquida varia de acordo com a equação utilizada para estima-la.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. JUST, A. The net energy value of balanced diets for growing pigs. Livestock Prod. Sci., v.8, p.541-555, 1982. 2. LE GOFF, G.; NOBLET, J. Influence of dietary fiber on digestive utilization and rate of passage in growing pigs,

finishing pigs and adult sows. Animal Sci., v.74, p.503-515, 2002. 3. LIU, Y. B. et al. Determination and

prediction of the digestible and metabolizable energy content of lipid sources fed to growing pigs. Anim. Feed Sci. Tech., v. 209, p. 119–127, 2015. 4. NATIONAL RESEARCH COUNCIL (NRC). Nutrient requirements of swine, 9 ed. Washington: National Academy, 2012, 155 p.5. NOBLET, J. et al. Prediction of net energy value of

feeds for growing pigs. Jour. Ani. Sci., v.72, p. 344-354, 1994. 6. ROSTAGNO, H. S. et al. Tabelas brasileiras para aves e suínos: Composição de alimentos e exigências nutricionais. 3 ed. Viçosa, MG: UFV.

Departamento de Zootecnia, 252 p., 2011.7. SAUVANT, D. et al. Tables of composition and nutritional value of feed materials. Wageningen Academic Publishers, INRA. 2004, 244 p.

Tabela 1. Equações e valores estimados de energia líquida (EL), na matéria seca, da quirera de arroz (QA),

farelo de arroz integral estabilizado (FAE) e farelo de arroz integral parboilizado (FAP).

Equação QA FAE FAP Fonte

1 3044,60c 2832,90ab 2987,15ab JUST, 1982 2 3215,40b 2533,50c 2833,19b NOBLET et al., 1994 3 3205,10b 2517,30c 2843,33b SAUVANT et al., 2004 4 3355,60a 3073,10a 3250,67a LIU et al., 2015 Média 3205,17 2739,20 2978,58 - DP 127,17 265,71 194,53 - Mínimo 3044 2517 2833 - Máximo 3355 3073 3250,67 -

EL= energia líquida. 1, EL= (-1,88) + (0,75*EM); 2; EL= (0,703*ED) + (1,58*EE) + (0,47*AM) – (0,97*PB) – (0,98*FB); 3, EL= (0,730*EM) + (13,15*EE) + (3,59*AM) – (6,69*PB) – (9,8*FB); 4, EL= (-0,47) + (0,84*EM); DP= desvio padrão; AM: amido; ED: energia digestível; EE: extrato etéreo; FB: fibra bruta; FDA: fibra em detergente ácido; PB: proteína bruta.

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DESEMPENHO DE SUÍNOS EM TERMINAÇÃO ALIMENTADOS COM DDGS DE MILHO Silva, I.P.A.1; Pereira, T.L.*2; Stuani, J.L.3; Paula, J.1; Corassa, A.4

1Zootecnista, mestre em nutrição animal pela Universidade Federal de Mato Grosso, Sinop, MT,

[email protected]; 2Med.Vet. doutoranda da Universidade de São Paulo, Pirassununga, SP,

[email protected]; 3Zootecnista, mestranda na Universidade Federal de Mato Grosso, Sinop, MT,

[email protected]; 4DSc professor da Universidade Federal de Mato Grosso, Sinop, MT,

[email protected]

PALAVRAS-CHAVE: Alimento Alternativo; Biocombustíveis; Carcaça; Carne; DDGS; Desempenho. INTRODUÇÃO

Os coprodutos da produção de etanol a partir do milho são referenciados na literatura como resíduos secos de destilaria com solúveis (dried distillers grains with solubles - DDGS) sendo obtidos após a fermentação do amido do milho pelas leveduras e enzimas selecionadas para produzir o etanol e o dióxido de carbono (1). Estes coprodutos possuem concentração de proteína, lipídeo e fibra aproximadamente quatro vezes maior que a do milho, devido ao fato de a maior parte do amido ser convertida em etanol durante a fermentação.

Um fator limitante na utilização do DDGS na alimentação de suínos é a variação na composição nutricional entre as fontes, o que é potencializado no Brasil pela inexistência de informações acerca do coproduto. Diante do exposto, objetivou-se com este trabalho avaliar o desempenho, as características de carcaça e carne de suínos alimentados com diferentes níveis de coproduto da produção de etanol de milho produzido no Brasil.

MATERIAL E MÉTODOS

O experimento foi conduzido na Universidade Federal de Mato Grosso Campus de Sinop em Santa Carmem, MT. Foram utilizadas 40 fêmeas suínas, de mesma origem e com peso inicial de 64,14±9,31 kg. Os tratamentos consistiram de dietas contendo 0, 10, 20 ou 30% de DDGS de milho. O peso dos animais foi utilizado como critério para formação dos blocos.

O desempenho foi avaliado a partir do consumo de ração diário (CRD), do ganho de peso diário (GPD) e da conversão alimentar (CA) a cada semana, através de pesagens dos animais e das sobras de ração. O controle das sobras das rações foi realizado diariamente.

Os dados de desempenho foram submetidos ao procedimento Mixed do programa SAS (SAS Institute, Inc, Cary, NC, USA), interpretadas por meio de análise de variância a 5% de probabilidade.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Não foi verificada diferença (P>0,05) de consumo de ração entre os diferentes níveis de inclusão de DDGS nos períodos 0 a 7, 0 a 21 e 0 a 28 dias (Tabela 1). Contudo, para o período de 0 a 15 dias, foi verificado efeito quadrático (Ŷ= 1,9015+ 0,0272x - 0,0007x2, R2=0,94) para os níveis de DDGS. Evidencia-se o nível de maior consumo com 19,42% de inclusão de DDGS, com consumo estimado de 2,16 Kg/dia e redução de consumo a partir deste nível.

Os índices de GPD e CA, no presente estudo, não apresentaram diferenças (P>0,05) em função dos níveis de DDGS. Estes resultados estão de acordo com aqueles observados que avaliaram dietas contendo até 20 (3), 25 (2) e 30% de DDGS (4) e também não observaram diferença nestes parâmetros de desempenho.

Possíveis efeitos negativos sobre o desempenho dos suínos alimentados com DDGS podem estar relacionados às suas características nutricionais. Valores elevados de componentes fibrosos e valores reduzidos de aminoácidos digestíveis poderiam prejudicar o desempenho dos animais principalmente em dietas com inclusões maiores. Contudo, ao levar-se em consideração a composição do DDGS na formulação no presente estudo, foi possível corrigir as limitações aminoacídicas permitindo a expressão de desempenho igual entre suínos alimentados com milho e farelo de soja e com até 30% de DDGS.

CONCLUSÃO

A utilização de até 30% de coproduto da produção de etanol de milho não altera o desempenho de suínos.

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