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Management actions and instruments to reduce the adverse effects of cyanobacterial mass populations and cyanotoxins

Survey 3: Eight townships were randomly selected as study sites in Haining City of Zhejiang Province. Four hundred and eight colon and rectum carcinoma cases diagnosed

6. Management actions and instruments to reduce the adverse effects of cyanobacterial mass populations and cyanotoxins

Conforme os resultados observados no Gráfico 3, a “disponibilização de mate- riais por meio de recursos informatizados” (DMINF) é muito utilizada. Contudo, ou- tras estratégias que podem proporcionar maior interação e participação ativa do alu- no no processo de ensino por meio de recursos informatizados não são muito utili- zadas. Observe-se que, enquanto na variável DMINF a maior concentração de da- dos se deu no ponto “sempre”, na variável “orientação extraclasse por meios infor- matizados” (OEMIN) os dados apresentam-se mais dispersos, o que indica uma me- nor utilização desse recurso. Outras variáveis que abordaram formas de utilização de recursos informatizados, como a “listas de discussão por meios informatizados” (LDMIN) e “ensino na hora certa” (EHCER), em que os alunos respondem a ques- tões formuladas pelo professor sobre o conteúdo de aulas que estão por vir, apre- sentaram médias bastante baixas, o que as posiciona entre os pontos “nunca” e “poucas vezes” utilizadas.

Esses resultados mostram que, de forma geral, os professores utilizam recur- sos informatizados em suas aulas, mas limitam-se, na maior parte das vezes, a utili- zá-los principalmente para a disponibilização de materiais, recebimento e envio de trabalhos e estabelecimento de contato com os alunos, em detrimento da utilização de outros recursos disponibilizados pelos ambientes virtuais, como as listas de dis- cussões, chats, entre outros.

A variável SOFTW, que diz respeito à utilização de softwares educacionais para disciplinas específicas, apresentou uma grande distribuição dos dados. Além disso, os resultados revelaram que os professores no início da carreira docente no ensino superior (de 0 a 5 anos) utilizam com mais frequência softwares educacionais do que os professores em estágio avançado (13 anos ou mais) (Tabela 17). Resul- tados semelhantes foram apresentados por outros autores como Purcell et al. (2013) e Freire Filho e Lemos (2008). O primeiro afirma que professores mais jovens (com menos de 35 anos) são mais propensos a se sentirem confiantes ao utilizar novas tecnologias digitais do que professores com 55 anos ou mais. Freire Filho e Lemos (2008) afirmam a existência de um rótulo geracional que enfatiza a curiosidade, a confiança e a destreza ímpar de indivíduos, nascidos depois de meados dos anos 80 ao utilizarem microcomputadores, internet e telefones celulares para as mais diver- sas finalidades. Contudo, é necessário ressaltar que o corte amostral por idade utili- zado nos estudos citados acima é diferente do corte amostral realizado por estágios na carreira.

Outras estratégias de ensino frequentemente utilizadas pelos professores são a “aula expositiva” (AEXPO) e a “aula expositiva dialogada” (AEXDI). As médias ob- servadas nessas variáveis tiveram valores bastante próximos, o que sugere que a aula expositiva dialogada não tem servido à substituição, à superação da aula expo- sitiva, conforme propõem autores como Anastasiou e Alves (2006) e Ghelli (2004). Pela proximidade das médias e da semelhança da distribuição dos dados, a aula expositiva dialogada ou tem se constituído como mais uma estratégia utilizada con- comitantemente à aula expositiva, ou os professores não conseguem diferenciar uma estratégia da outra. Por sua vez, a predominância da aula expositiva é explica- da por Freire e Schor (1986, p. 57) pelo “fato de os professores a considerarem co- mo a forma profissional correta de ensinar. Ela lhes é apresentada, durante sua for- mação profissional, como a pedagogia do profissional, do expert”.

Além dessas, a “resolução de exercícios” (REXER) obteve a quarta maior média, o que a posiciona entre os pontos “algumas vezes” e “frequentemente” utili- zada.

Sobre a “aula prática executiva” (APEXE) e “aula prática demonstrativa” (AP- DEM), é interessante perceber que a primeira obteve média um pouco superior à segunda. Esse resultado pode sugerir uma participação ativa dos alunos no proces- so de aprendizagem, podendo vivenciar, visualizar, experimentar os conteúdos tra- balhados.

A “aprendizagem baseada na solução de problemas” (ABSPR) obteve média que a posiciona entre os pontos “algumas vezes” ou “frequentemente” utilizada. Pesquisadores das áreas de educação tecnológica e educação em engenharia (ANGELO et al., 2014; VILLAS BOAS et al., 2012; BARBOSA; MOURA, 2013; PE- REIRA et al. 2007; RIBEIRO, 2005) argumentam que estratégias capazes de promo- ver o desenvolvimento de pensamento crítico, a habilidade de solucionar problemas em situações incomuns, a adaptabilidade a mudanças e a aprendizagem de concei- tos, o trabalho em equipe etc., podem fornecer atributos indispensáveis à formação do engenheiro.

Os resultados também mostram que algumas estratégias como o “ensino por projeto” (EPROJ), o “ensino com pesquisa” (EPESQ) e o “estudo de caso” (ECASO) apresentaram médias mais próximas ao ponto “algumas vezes”. A estratégia “es- tudo de campo” (ECAMP) apresentou uma média mais baixa, que a posiciona entre os pontos “nunca” e “poucas vezes”, apesar de essas estratégias envolve- rem fundamentos da pesquisa científica, certamente, conhecidos e vivenciados pelos mestres e doutores (94%) que compõem a amostra investigada.

A média da estratégia “simulações” (SIMUL) ficou posicionada entre os pontos “algumas vezes” ou “poucas vezes”. Já a média da estratégia “visitas téc- nicas” (VTECN), indicada para ambientes de aprendizagem profissional (MASETTO, 2003), ficou posicionada entre os pontos “poucas vezes” ou “nunca”.

Estratégias de ensino que têm como objetivo principal o desenvolvimento da capacidade de estudo e de análise de textos (“ensino dirigido" – EDIRI e “es- tudo de texto” – ETEXT), de desenvolvimento de capacidade de sínteses (“mapa conceitual” – MCONC, “anotação do último minuto” – AUMIN, “tempestade cere- bral” – TCERE) a participação em discussões, debates e a troca de ideias (“se-

minário” – SEMIN, “discussão e debate de temas” – DDTEM, “atividades de dis- cussão em grupo” – ADGRU, “dinâmica de grupo” – DGRUP, “oficinas, mesa re- donda, painel, fórum, simpósio” – OMPFS, “resolução em voz alta de problemas em pares” – RVAPR, “questionamento guiado entre pares” – QGPAR, “tomando nota cooperativamente em pares” – TNCPA), são estratégias “algumas vezes”, “poucas vezes” ou “nunca” utilizadas, conforme pode ser observado nos resulta- dos.

Sobre as atividades capazes de promover discussões, Freire e Schor (1986, p. 57) relatam que “os professores assistem a tão poucas boas discussões em classe que evitam testar sua própria habilidade como líderes de discussões”. Além disso, os professores ouvem poucos palestrantes estimuladores e críticos e, de forma geral, não recebem treinamento que lhes dê confiança em sua pró- pria criatividade verbal. Os autores ainda destacam que os alunos, por sua vez, são condicionados a serem passivos quando o professor começa uma preleção, o que acaba por consistir em uma armadilha para modalidade de aulas em que se pretende a discussão. Em outro extremo, as discussões, os debates podem “esquentar” e constranger muitos professores que, dessa forma, se sentem mais seguros continuando a dar aulas expositivas a partir do conhecimento oficial.

As estratégias que apresentaram menores médias e maior índice de res- pondentes, optando pelo ponto “não se aplica”, foram “portfólio”, “jogos” e “dra- matização”.

A partir de uma perspectiva geral, o que se observa é que as estratégias de ensino mais utilizadas ainda são aquelas que remontam principalmente à pe- dagogia tradicional, na qual, o processo e os conteúdos são centrados no docen- te, com pequena participação discente. Contudo, observa-se também que essas não são as únicas estratégias utilizadas. Algumas, que possibilitam uma partici- pação mais ativa dos alunos, têm sido utilizadas, embora com frequência menor. Nesse sentido, merece destaque a “aprendizagem baseada na solução de pro- blemas”.

As demais estratégias que têm como principal objetivo o desenvolvimento de características pessoais, como a participação em trabalhos em grupo, a capa- cidade de exposição de ideias, de discussão e de análise de textos, tão necessá- rias às práticas profissionais da atualidade, estão dentre as menos utilizadas pe-

los professores. Isso pode ser resultado de uma concepção conteudista que ain- da prevalece no ensino superior, em que o ensino se concretiza por meio do re- passe de informações e não na troca de informações e na construção do conhe- cimento por meio de discussão e experiências.

Essa visão de educação também pode ser percebida na utilização dos re- cursos informatizados, que, conforme apresentado anteriormente, também têm sido utilizados principalmente como um instrumento para facilitar o contato com os alunos e menos como proposta de ensino capaz de ampliar a aprendizagem.