Chapitre 02 : Généralités sur les plantes mellifères
7. Ennemies et maladies des Eucalyptus
7.5. Maladies physiologiques
(Objectivo: OE2) 3.2.1 Identificação dos municípios
- municípios em território nacional intersectados por POAAP 92
3.2.2 Elaboração do roteiro e envio dos questionários
- definição da estrutura do roteiro
- envio dos questionários usando a ferramenta LimeSurvey5
4.
Análise de dados
4.1 Análise quantitativa - análise de conteúdo
- análise numérica, uso do software Excel que permite o cálculo de frequência de ocorrência dos termos seleccionados
- tratamento dos resultados do questionário 4.2 Análise qualitativa - análise documental
- inquérito por questionário - uso do software webQDA
5 Por forma a ser acessível ao universo do estudo, o software foi alojado graciosamente nos servidores da G9telecom,
SA, estando disponível no seguinte URL:
Tabela 5.9 - Regulamentos de PDM associados aos planos de albufeiras considerados no estudo. POAAP
(ano)
Concelho Regulamento de PDM - diploma legal (1)
antes do POAAP após POAAP analisados Odeleite (2014) Castro Marim RCM 56/94, de 20.07 ---
Ermal (2013) Vieira do Minho RCM 113/95, de 28.10 Aviso 6569/2015, de 12.06 Odelouca (2009) Monchique RCM 4/94, de 19.01 ---
Silves RCM 161/95, de 04.12 ---
Roxo (2009) Aljustrel RCM 138/95, de 15.11 Aviso 1387/2015, de 06.02 Beja Portaria 359/92, de 22.04 Aviso 4296/2014, de 28.03
Fronhas (2009) Arganil RCM 143/95, de 21.11 Aviso 10298/20015, de 09.09 Vila Nova de Poiares RCM 34/93, de 28.04 Aviso 706/2014, de 15.01
São Domingos
(2009) Peniche RCM 139/95, de 16.11 Aviso 9518/2016, de 01.08
Sabugal (2008) Sabugal RCM 114/94, de 09.11 Aviso 9600/2013, de 25.07
Aguieira (2007)
Carregal do Sal RCM 22/94, de 13.04 --- Mortágua RCM 39/94, de 06.06 ---
Penacova RCM 101/99, 08.09 Aviso 9079/2015, de 17.08 Sta Comba Dão RCM 127/2002, 25.10 Aviso 11539/2014, de 16.10 Tábua RCM 107/94, de 28.10 --- Tondela RCM 99/94, de 06.10 Aviso 9560/2011, de 16.04 Alqueva e Pedrogão (2006) Alandroal RCM 150/97, de 15.09 Aviso 12482/2015, de 27.10 Elvas --- Delib. 279/2010, de 02.02 Évora --- Aviso 2174/2013, de 12.02 Moura RCM 15/96, de 23.02 Aviso 964/2011, de 10.01 Mourão RCM 163/95, de 06.12 --- Portel RCM 177/95, de 22.12 Aviso 8303/2016, de 01.07 Reguengos de Monsaraz RCM 106/95, de 16.10 --- Serpa RCM 178/95, de 26.12 Aviso 12785/2014, de 14.11 Vidigueira RCM 39/93, de 15.05 ---
Vila Viçosa RCM 153/95, de 25.11 Decl. 237/2010, de 25.11 Touvedo e Alto
Lindoso (2004)
Arcos de Valdevez RCM 72/95, de 25.07 Aviso 24235/2007, de 10.12
Melgaço RCM 3/94, de 17.01 Aviso 10929/2013, de 03.09 Ponte da Barca RCM 30/1995, de 05.04 Aviso 9043/2013, de 15.07
Castelo do Bode (2003)
Abrantes RCM 51/95, de 01.06 Aviso 12448/2016, de 11.10 Ferreira do Zêzere RCM 175/95, de 20.12 ---
Figueiró dos Vinhos RCM 11/95, de 10.02 Aviso 9814/2015, de 28.08 Sardoal RCM 95/94, de 30.09 ---
Sertã RCM 119/94, de 02.12 --- Tomar RCM 100/94, de 08.10 --- Vila de Rei RCM 31/95, de 06.04 ---
Nota: (1) informação disponível no sítio oficial electrónico da Direcção Geral do Território
http://www.dgterritorio.pt/sistemas_de_informacao/snit/igt_em_vigor__snit_/acesso_simples/ , consultado em março
de 2017
A etapa 3 (tabela 5.8) usou como suporte de pesquisa o conjunto de regulamentos de PDM identificados na tabela 5.9 e neste procurou e quantificou a referência explícita aos três conjuntos de termos seleccionados (ponto 3.1.1 - tabela 5.8). A opção por este conjunto de termos, garante a coerência com o estudo dos PGRH (secção 5.3.1).
O ponto 3.2 (tabela 5.8) diz respeito à realização de questionário como técnica de recolha de dados. O questionário é uma ferramenta particularmente adequada para obter dados quantitativos, mas também usado para dados qualitativos (Bryman, 2006). Apesar de ser uma ferramenta flexível, de formato estruturado e de rápida divulgação por um grande número de casos abrangendo diferentes áreas geográficas, a formulação das questões exige alguma atenção. A elaboração do roteiro do questionário procurou redacções claras, concisas e unívocas e evitou induzir uma determinada resposta. Quanto ao formato, consideraram-se respostas fechadas e resposta abertas. As primeiras permitem a escolha entre um conjunto de respostas dadas, são de resposta rápida, mas limitam o intervalo de respostas possíveis. As segundas permitem a liberdade de expressão, as respostas estão mais abertas à interpretação do investigador, mas são mais exigentes para o inquirido. Nas questões destinadas à caracterização de aspectos são utilizadas escalas simples, em que as categorias de resposta são qualitativamente diferentes e na maioria dos casos mutuamente exclusivas. Existem alguns casos em que é permitida a resposta múltipla. Nas questões em que se pretende avaliar opiniões é utilizada uma escala que usa cinco categorias de resposta, que são orientadas desde a posição mais negativa para a mais positiva. De acordo com a literatura (Bailey, 1992; Flyvbjerg, 2001), a validade do questionário pode ser garantida através de um teste prévio antes da sua divulgação.
A literatura também refere que quando o questionário não é fornecido e realizado pessoalmente, a taxa de resposta é difícil de prever ou controlar, mesmo no caso de haver sistema de acompanhamento (Bailey, 1992). A questão de saber qual a taxa de resposta aceitável, tem sido desenvolvida por alguns autores (Bailey, 1992) e o valor de 50% de resposta é considerado adequado. No entanto no contexto da administração pública, devido à frequência de solicitações para responder a questionários no âmbito de estudos académicos, entre outros, que as chefias recebem, e segundo Majumdar (2008), um estudo com uma taxa de respostas relativamente baixa é aceitável e pode trazer contribuições importantes.
Este ponto 3.2 (tabela 5.8) é desdobrado nas seguintes componentes,
i. identificação dos municípios a quem dirigir o questionário (ponto 3.2.1 - tabela 5.8). Por consulta de cada plano de albufeira em vigor, é possível identificar todos os municípios abrangidos por POAAP. Este conjunto constituído por 92 municípios, é apresentado no Apêndice III (tabela III.1);
ii. elaboração do questionário. A construção do questionário foi realizada em duas etapas. A primeira consistiu na elaboração do questionário-teste e na sua validação e a segunda na redação da versão final. A construção da primeira versão do questionário permitiu validar a sua aplicabilidade ao conjunto de municípios e a sua adequação aos objectivos inicialmente formulados. Este pré-teste permitiu melhorar, entre outros, aspectos de linguagem, de conteúdo e gráficos, e contribuiu para garantir a compreensão das questões e dos conceitos presentes no questionário. Este procedimento foi realizado através da colaboração de um técnico superior de planeamento da Câmara Municipal de Mortágua, tendo sido possível identificar as questões a reformular, algumas a eliminar e outras propostas para incorporar. Após a análise deste contributo, procedeu-se à redação definitiva do questionário. O questionário é composto maioritariamente por questões fechadas, de modo a objectivar as respostas, apresentando um número limitado de escolhas, através de uma escala. As questões abertas associam-se a justificações de opções dadas com resposta, e permite que o inquirido manifeste a sua opinião. O questionário é apresentado no Apêndice III (Roteiro do Questionário dirigido aos Municípios);
iii. criação e divulgação electrónica do questionário. Esta componente usou o software LimeSurvey. O uso desta ferramenta permite enviar o questionário de forma rápida e fácil, alargar a dimensão do público alvo, gerir o questionário online, facilitar a recolha, armazenamento e processamento das respostas. O LimeSurvey tem a possibilidade de exportação dos dados para programas dedicados à sua análise, como por exemplo, o Excel. A interface com o utilizador desenvolve-se num ambiente friendly e o software é do tipo open source. A criação e gestão do questionário, usando o LimeSurvey, envolveu quatro fases principais:
- criação em Excel da base de dados dos endereços de emails dos municípios; - importação dessa base de dados para o LimeSurvey;
- criação e teste do questionário no LimeSurvey, que inclui fluxo condicional simples; - activar o questionário, por forma a ficar disponível online;
- criação e envio, via email, do link de acesso
iv. acompanhamento na implementação do questionário. Esta componente tem por objectivo assegurar uma taxa de resposta satisfatória e envolve as seguintes fases:
- contacto prévio, via fax, o qual visa preparar os municípios para a recepção do email com o link para o questionário;
- envio de um segundo email dirigido aos municípios que, após o envio do primeiro email, não tinham respondido, por forma a recordar o assunto;
- contacto telefónico de acompanhamento do estado de resposta ao questionário. Os documentos de suporte a estas várias fases são apresentados no Apêndice III.
Devido ao número de não-resposta ser inicialmente considerável, optou-se por alargar o prazo do questionário em dois meses. O questionário esteve disponível online entre junho e agosto de 2017.
A etapa 4 (tabela 5.8) foi dedicada à análise qualitativa e quantitativa dos dados obtidos na etapa anterior. A abordagem quantitativa recorre ao cálculo de frequência de ocorrência, traduzida pelo número de vezes que os termos seleccionados surgem nos regulamentos de PDM. A análise estatística descritiva dos dados é usada nomeadamente nos resultados das respostas ao questionário. Esta última é realizada após a exportação das respostas do LimeSurvey para o Excel. A abordagem qualitativa permite identificar o contexto em que os termos pesquisados surgem nos regulamentos de PDM e como ocorrem as respostas abertas do questionário.
5.4 CONCLUSÕES
A investigação baseia-se no modelo metodológico formado por cinco fases, em que se define a posição filosófica, a estratégia de investigação, a recolha de dados, a análise de dados e os critérios de validade e fiabilidade. A investigação adopta o realismo como posição filosófica, é ontologicamente focada na objectividade da realidade, epistologicamente centrada em factos e usa o estudo de caso, com abordagens qualitativa e quantitativa, como estratégia de investigação para estudar os factos. Utiliza várias fontes de recolha de dados, faz uso de diferentes técnicas de análise de dados e procede a vários tipos de triangulação. A investigação usa três estudos empíricos, a envolver planos distintos. O estudo empírico principal associa-se a um conjunto de planos de albufeiras, e os outros são referentes aos PGRH e aos regulamentos de PDM. Os estudos empíricos envolvem um conjunto alargado de informação, que confere heterogeneidade à investigação e permite interpretar e explicar criticamente os resultados apresentados no Capítulo 6.