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O desenvolvimento da criança é complexo, está dependente do ambiente onde a criança “atua” e de diversos fatores biológicos e genéticos. Segundo Neto (1995), nos primeiros tempos a criança vai adquirindo autonomia corporal através do controlo da postura, da locomoção e manipulação de diferentes objetos. Bailey (1977) reforça a ideia de Neto, dizendo que «a expressão motora é essencial para a criança porque permite um crescimento normal e um desenvolvimento funcional».

Portanto, torna-se fundamental que o educador explore a motricidade com a criança através de diferentes experiências, preparando-a assim para o seu futuro. É essencial que o desenvolvimento motor seja apetrechado de experiências enriquecedoras de forma a estimular na criança o aperfeiçoamento das suas competências. Cada vez mais o educador tem de colmatar as lacunas provenientes da sociedade. Estamos a entrar numa onda de sedentarismo que não terá boas repercussões no futuro da criança. Apesar de não ser total a responsabilidade do educador neste campo, cabe-lhe desenvolver hábitos mais ativos e saudáveis na vida da criança, estimulando a prática da atividade física.

Acredito que o desenvolvimento motor é essencial e se não for feito de forma estruturada e pensada poderá ter implicações no futuro da criança. A motricidade é a base do funcionamento do nosso corpo e por isso é tão importante para o nosso desenvolvimento global.

Durante todo o processo de pesquisa foi possível confirmar a importância da atividade motora para a aprendizagem e desenvolvimento da criança.

O desenvolvimento motor é um processo contínuo e demorado. Conforme a criança vai crescendo, ela vai desenvolvendo e aperfeiçoando as habilidades motoras sendo que os primeiros anos de vida, do nascimento aos seis anos, são anos cruciais.

O desenvolvimento motor na infância caracteriza-se pela aquisição de um vasto conjunto de habilidades e competências motoras, que possibilitam o gradual domínio do corpo em posturas estáticas e dinâmicas, deslocar-se de variadas formas - andar, correr, saltar, etc. - e manipular objetos e instrumentos diversos. Essas habilidades básicas são necessárias, diríamos mesmo fundamentais, para as rotinas diárias em casa e na escola, como também para as brincadeiras (o lúdico), tão características e essenciais na infância.

Como já nos indicara a revisão da literatura podemos dizer que o desenvolvimento, apesar de ser um processo comum a todas as crianças, pois todas passam pelas mesmas etapas, é também um fenómeno extremamente singular, pois cada criança vivencia de uma maneira própria

Outro aspeto importante a considerar é que a escola onde decorreu o estudo tem um sistema de ensino diferenciado, o que tem uma influência significativa no desenvolvimento das crianças.

Após toda a intervenção pode concluir-se que houve evoluções visíveis no grupo de crianças. Infelizmente foi muito complicado chegar a todos e não se conseguiram observar alterações nas habilidades motoras de um dos participantes. Apesar das questões levantadas no estudo terem sido respondidas pelos resultados obtidos, acredita- se que com mais tempo se conseguiria desenvolver na mesma algumas das competências exigidas para a sua faixa etária.

Foi muito positivo a confiança e liberdade dada pela instituição para o desenvolvimento de todo o trabalho e o facto dos encarregados de educação terem permitido e compreendido o estudo que se estava a realizar, permitindo a intervenção dos seus filhos ao longo de todo o percurso.

Ao longo do estudo, uma das grandes limitações foi a falta de tempo. Esta falha surge do facto da investigadora ser trabalhador estudante e ter que conciliar ao mesmo tempo, além do seu trabalho, todas as unidades curriculares, o estágio profissional, o portefólio reflexivo e o estudo que decorreu. No entanto, crê-se que a problemática foi atenuada e que com alguma continuação se conseguiria ver a evolução do grupo de participantes.

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