B- Les rapports des inspecteurs avec les acteurs locaux
2- Avec les maires
Foram testados 4 corpos de prova para cada idade de 3, 7 e 28 dias. Os valores médios de resistência à compressão axial podem ser observados na tabela 4.7.
De acordo com a tabela, é possível observar que nenhum dos traços, independente da idade, possui média em números absolutos que atinja ou supere a resistência à compressão axial do concreto referência, ainda que o concreto S15 apresente o resultado mais próximo na idade de 28 dias. Nas outras idades, porém, a diferença entre os resultados é mais acentuada.
Tabela 4.7 - Resultados dos valores médios de resistência a compressão axial
Traço Idade (dias) Resistência média à compressão axial (MPa) Coeficiente de variação
3 22,8 1,1 REF 7 28,0 1,5 28 36,2 1,7 3 22,0 1,5 S5 7 26,4 1,9 28 34,0 3,7 3 21,4 4,7 S10 7 24,8 2,6 28 34,7 1,2 3 20,9 1,0 S15 7 25,4 3,6 28 35,2 0,7 3 18,1 3,6 S20 7 23,7 4,7 28 33,4 6,0
Os dados de resistência à compressão axial foram submetidos a uma análise de variâncias (ANOVA) e avaliadas quanto aos fatores controláveis definidos no modelo estatístico. Os resultados estão resumidos na tabela 4.8.
Tabela 4.8 - Análise de variância (ANOVA) dos resultados de resistência à compressão axial, para os fatores controláveis considerados no modelo estatístico.
Fatores de variação SQ GL MQ F cal F tab p Resultado Modelo 2043,254 14 145,9467 219,8832 1,92 0,000000 significativo Erro (resíduo) 29,86860 45 0,663747 -- -- -- --
Total 273,1226 59 -- -- -- -- --
%Substituição 96,11 4 24,03 36,20 2,61 0,000000 significativo Idade (dias) 1929,37 2 964,68 1453,39 3,23 0,000000 significativo %Substituição x
Idade (dias) 17,78 8 2,22 3,35 2,18 0,000000 significativo
Erro (resíduo) 29,87 45 0,66 -- -- -- --
R²mod = 0,98 Rmod = 0,99
Nota:
SQ = Soma quadrática; GL = Graus de liberdade; MQ = Média quadrática; F = Parâmetro de Fischer para o teste de significância dos efeitos
Resultado = resultado da análise, indicando se o efeito é significativo ou não
R²mod= Coeficiente de determinação do modelo; Rmod = Coeficiente de correlação do modelo Fonte: Statistica 7.0 (STATSOFT, 2004)
A análise de variâncias provou que o modelo fatorial adotado é significativo, já que o valor de Fcal do modelo é maior que o Ftab. O valor resultante de R²mod comprova que 98% da variação total dos dados é explicada pelo modelo adotado.
Em números absolutos, nas idades de 3 e 7 dias, os concretos S5 demonstraram os melhores resultados à resistência à compressão axial quando comparados ao concreto REF. O mesmo ocorre com o concreto S15 aos 28 dias de cura. Os concretos S20, com maiores teores de resíduo, apresentam os resultados menos favoráveis.
A análise estatística mostrou que os efeitos individuais dos fatores controláveis percentual de substituição e idade, são estatisticamente significativos a um nível de confiança de 95%. Portanto, pode-se afirmar que cada um desses fatores exerce, isoladamente, influência na resistência à compressão axial.
Uma importante consideração sobre este aspecto diz respeito à intensidade de influência dos fatores. Neste sentido, tomando-se como base a magnitude dos valores de Fcal, pode-se constatar que a variável mais influente na resistência à compressão axial foi a idade e sendo o percentual de substituição de influência secundária, embora significativo. A interação entre os fatores controláveis, apesar de também ser significativa é o fator de menor influência.
Com o teste de Tukey, foi possível agrupar os resultados das resistências à compressão axial obtidos na idade de 28 dias, considerando-se cada variável, no intuito de corroborar com as análises de variância. Este teste indicou que, quanto à resistência à compressão axial, os concretos testados dividem-se em três grupos distintos, conforme a tabela 4.9. Isto comprova que o teor de substituição do cimento pelo resíduo de ETE é estatisticamente significativo, conforme identificado pela ANOVA.
Tabela 4.9 - Grupos heterogêneos determinados pelo teste de Tukey, se avaliados entre si os traços quanto à resistência à compressão axial aos 28 dias de idade.
Traço Médias das resistências à compressão
axial aos 28 dias (MPa) Grupo I Grupo II Grupo III
REF 36,17500 ***** S5 33,95000 ***** ***** S10 34,67500 ***** ***** ***** S15 35,20000 ***** ***** S20 33,35000 ***** Erro entre SQs: 0,54772; GL: 15
Fonte: Statistica 7.0 (STATSOFT, 2004)
Representam-se graficamente na figura 4.1 os valores globais de resistência à compressão axial obtidos nos ensaios dos concretos com diferentes teores de substituição, nas idades de 3, 7 e 28 dias.
Ainda que com a mesma idade de cura, todos os concretos obtiveram resistências inferiores ao concreto referência. No entanto, os teores de substituição demonstraram ter influência direta nos valores de resistência à compressão axial, visto que, quanto maiores os percentuais de substituição, menores são os valores de resistência à compressão axial obtidos, ao menos no que tange à idade de 3 dias.
Figura 4.1 - Valores médios globais de resistência à compressão axial dos concretos nas idades de 3, 7 e 28 dias em função do percentual de substituição
Fonte: Acervo Pessoal
Diferentemente do que ocorreu aos 3 dias de idade, o aumento da resistência à compressão axial em valores absolutos aos 7 dias de idade não ocorreu de forma proporcional ao aumento dos teores de substituição. Nesta rodada de ensaios, os concretos S5 e S15 atingiram maior resistência que os concretos S10. Porém, os valores de resistência obtidos pelos concretos S20 ainda são os menores dentre os concretos estudados.
A maior resistência dos concretos estudados é alcançada na idade de 28 dias. Dentre as misturas, o concreto S15 apresenta-se mais próximo ao concreto referência, atingindo a maior resistência à compressão axial. Admitindo-se que, ainda que secundários, os teores de substituição influenciam nos valores de resistência à compressão axial, pode-se afirmar que a redução dos valores de resistência à compressão axial é proporcional ao aumento das substituições, pois o concreto S20 apresentou valores de resistência inferiores aos outros traços em todas as idades.
Na figura 4.2, está representada a interação da resistência à compressão axial e dos fatores controláveis. Torna-se mais clara a consideração de que, embora o percentual de substituição influencie diretamente na resistência à compressão axial, é a idade o fator de maior influência, visto que independente do percentual de resíduos contido nos concretos, a resistência sempre apresentou aumento em
relação às menores idades de uma mesma mistura, ainda que sem proporção homogênea.
Figura 4.2 - Gráfico representativo de interação de todos os fatores controláveis e dos dados de resistência a compressão axial considerados no modelo estatístico
Fonte: Statistica 7.0 (STATSOFT, 2004)
Porém, os concretos com maiores quantidades de resíduos apresentam constantemente resultados inferiores aos outros concretos, com menores teores de substituição.