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Maintenances modulaires et d’autres non modulaires dans un programme structuré selon le

O objetivo deste trabalho foi desenvolver uma ferramenta metodológica para avaliação da sustentabilidade de habitações de interesse social para fins de aplicação no estado de Goiás, com possibilidade de ampliação de seu escopo para outras regiões do Brasil e do exterior. Pode-se concluir que tal objetivo foi alcançado, uma vez que foi criada a nova metodologia de avaliação de habitações de interesse social, denominada MASP-HIS, viabilizada com a criação neste mesmo estudo da ferramenta computacional PROMASP-HIS, a qual auxiliou no estabelecimento dos critérios e requisitos de sustentabilidade, bem como nos cálculos e operações lógicas previstos na metodologia MASP-HIS.

Este trabalho apresenta, por meio da metodologia desenvolvida e dos resultados obtidos, em atendimento aos objetivos específicos traçados no início da pesquisa, importantes contribuições na busca de uma construção mais sustentável, conforme se observa a seguir:

1) foi desenvolvida uma ferramenta metodológica para avaliação da sustentabilidade de habitações de interesse social para fins de aplicação no estado de Goiás, com possibilidade de ampliação de seu escopo para outras regiões do Brasil e do exterior, com base em indicadores e índices passíveis de serem expandidos e atualizados;

2) a metodologia MASP-HIS identifica os critérios essenciais de sustentabilidade de projetos baseada no alinhamento dos conceitos de sustentabilidade e de gestão do processo de projeto mediante a elaboração dos temas propostos, como por exemplo o uso de coordenação e compatibilização de projetos, ou pelos indicadores de caracterização da categoria Qualidade do produto habitação e da subcategoria Construtibilidade;

3) tal metodologia considera as dimensões ambiental, sociocultural e econômica da sustentabilidade, tanto para a análise dos projetos completos como para a especificação de materiais e componentes.

4) a metodologia desenvolvida, com seus respectivos indicadores e índices, pode ser expandida e aplicada em vários outros subsistemas de uma edificação, além do subsistema de vedações verticais, como no subsistema de estrutura, possibilitando o mapeamento da

sustentabilidade de projeto de edificações de interesse social, bem como a evolução dessa sustentabilidade ao longo do tempo, na localidade onde estiver sendo aplicada;

5) por conter quadros de Boas Práticas e indicadores de caracterização, a metodologia contribui para o desenvolvimento de benchmarks, mas, para tanto, torna-se necessário o monitoramento das aplicações da ferramenta, por parte da autora e do grupo de pesquisa, para as possíveis atualizações e ampliações;

6) conforme apresentado e discutido no capítulo 5, foi possível analisar os indicadores e índices parciais e gerais de sustentabilidade, o que permitiu a identificação dos pontos fracos e críticos de projeto de modo a ajudar os projetistas em proposição de melhorias que tenham potencial de elevação dos respectivos índices;

7) foi desenvolvido o software PROMASP-HIS para cálculo dos indicadores e índices de sustentabilidade da metodologia proposta e para as operações lógicas necessárias, com saída numérica e gráfica dos resultados. Esse programa computacional encontra-se em anexo no Apêndice A4, na forma de disco magnético.

8) montou-se um banco de dados referente ao uso de recursos naturais, ao consumo energético e à emissão de CO2, quando da produção e do transporte dos materiais, para fins de auxílio à especificação dos materiais para o subsistema de vedação vertical, o qual pode ser ampliado e atualizado sem influenciar nas formulações da metodologia MASP- HIS;

9) por intermédio dos critérios estabelecidos na metodologia MASP-HIS, em conformidade com a evolução da ciência atual é possível escolher e especificar os materiais e componentes para o subsistema de vedações verticais, considerando os aspectos ambiental, sociocultural e econômico em conjunto, todos com o mesmo grau de importância;

10) observa-se, nos capítulos 4 e 5, que a metodologia MASP-HIS não leva em conta apenas o material ou o componente isolado; avalia também, por meio de combinações, qual é a melhor solução para a especificação dos materiais quanto aos aspectos da sustentabilidade;

Após serem cumpridos os objetivos estabelecidos, as contribuições desta tese culminaram em algumas originalidades no contexto da sustentabilidade de edificações:

a) criação de uma metodologia de avaliação da sustentabilidade de projetos de habitação de interesse social para aplicação específica no estado de Goiás, mas aberta e com possibilidade de aplicação em outras regiões do Brasil e do mundo;

b) avaliação da sustentabilidade de projeto de habitações de interesse social, passível de análise independente para cada subsistema da edificação, considerando as dimensões ambiental, sociocultural e econômica; dimensões essas que somente têm sido abordadas em avaliações de edificações de escritórios comerciais, de acordo com a literatura atual no contexto brasileiro;

c) criação de um banco de dados relativo ao uso de recursos naturais, ao consumo energético e à emissão de CO2, quando da produção e do transporte dos materiais para fins de auxílio à especificação dos materiais;

d) desenvolvimento de uma ferramenta computacional, denominada PROMASP- HIS, a qual engloba todos os procedimentos da metodologia proposta.

A metodologia MASP-HIS, mediante sua validação com dois projetos da região metropolitana de Goiânia, mostrou-se consistente, com alto grau de aplicabilidade e de fácil e amigável manipulação para entrada e saída de dados, apesar da complexidade do tema que trata e da grande quantidade de informações essenciais para a obtenção de resultados confiáveis.

Foram obtidas respostas (saídas do PROMASP-HIS) relativas aos índices de sustentabilidade parciais e de projeto, que possibilitaram a identificação dos pontos fracos e fortes dos projetos analisados em relação às especificações dos materiais e aos requisitos de sustentabilidade de projeto necessários. Quanto aos projetos estudados, como exemplos de pontos fracos podem ser citados: baixa preocupação ambiental, como conforto acústico negligenciado ou falta de gerenciamento de resíduos; baixa preocupação sociocultural, como a não-participação dos usuários na concepção dos projetos ou falta de preocupação com a educação ambiental; baixa preocupação econômica, como pouca preocupação com o fortalecimento da economia local; e especificação inadequada dos materiais, como a utilização de materiais sem incorporação de reciclados, a não-participação dos usuários na especificação e o uso de materiais com o custo do ciclo de vida maior em relação a outros materiais disponíveis no mercado. Já os pontos fortes são: boa preocupação ambiental, como previsão de áreas públicas para recreação ou

sociocultural, como projeto para execução em região urbanizada ou análise do impacto social das atividades; boa preocupação econômica, como estudo de viabilidade econômica e preocupação com uso de lâmpadas fluorescentes.

Ao final, informações relevantes relativas à sustentabilidade dos dois projetos foram detectadas, como o fato de terem apresentado índices baixos de sustentabilidade para as diversas especificações (combinações) de materiais, com uma média na escala de 0 a 100 de 34,56 para o projeto 1 e de 32,41 para o projeto 2 em relação aos aspectos ambientais; e uma média de 34,68 e 32,44 para os mesmos projetos quanto aos aspectos socioculturais. Em contrapartida, ambos apresentaram boa sustentabilidade considerando os aspectos econômicos, com médias de 57,18 e 52,84, respectivamente. Assim, os aspectos econômicos contribuíram para melhorar os índices de sustentabilidade médios dos projetos, que ficaram em 42,14, para o projeto 1, e em 41,23, para o projeto 2. Dessa forma, é possível concluir que o projeto 1 é mais sustentável do que o projeto 2, embora haja apenas uma pequena diferença de 0,91%. É razoável também afirmar que os dois projetos precisam melhorar sua sustentabilidade, principalmente nos aspectos ambiental e sociocultural.

Ademais, foi possível verificar nos dois casos analisados que o uso de gesso nas vedações verticais internas não é um fator determinante de sustentabilidade de projeto. Isso se deu porque houve pequenas variações nos índices de sustentabilidade, quando do uso do gesso nas vedações internas no lugar de revestimento de argamassa mista.

É importante observar que, mesmo com a utilização de metodologias como a MASP-HIS, existem algumas limitações no emprego desse tipo de ferramenta no Brasil: 1) pouca disponibilidade de dados na literatura nacional68, principalmente para a ampliação dos critérios como os da etapa 2 da metodologia MASP-HIS, de maneira que se tenha uma análise completa do ciclo de vida no que se refere às emissões de NOx, SO2, CO, materiais particulados, entre outros; 2) os valores estabelecidos por normas ou leis nacionais não refletem o estágio atual da evolução dos conceitos de construção sustentável, muitas vezes pela falta de conscientização dos envolvidos no processo de construção de habitações de interesse social ou até mesmo pela falta de metodologias como a MASP-HIS, que permitam a atualização e aplicação das normas e leis. Esse fato pode ser confirmado pelos baixos índices alcançados pelos projetos que validaram a metodologia desenvolvida.

68 Foram considerados neste trabalho, apesar da intensa pesquisa nacional e internacional, apenas dados de

produção nacional, pois conforme salientado por diversos autores a forma de produção é bastante diferente entre países desenvolvidos e países em desenvolvimento.

Acredita-se que, em um futuro próximo, os requisitos de sustentabilidade serão considerados requisitos técnicos como segurança estrutural e contra incêndio, buscando assim, maior segurança e conforto aos usuários. Tais requisitos estarão apoiados em normas. Estas por sua vez estarão fundamentadas em metodologias de avaliação de sustentabilidade consistentes, que guiarão os profissionais envolvidos em busca de soluções mais adequadas para a construção do ambiente, pois projetos e especificações mais sustentáveis figuram-se como uma das alternativas para mitigar os impactos gerados no processo construtivo, principalmente em um ambiente como o Brasil, onde há uma carência de habitações.