• Aucun résultat trouvé

LE MAGNÉTOPHONE À CASSETTES

Dans le document COULEURS D'ESSAI (Page 21-26)

A autoavaliação institucional colabora para a melhoria do trabalho escolar como um

todo, não tendo como propósito a punição ou premiação dos envolvidos. Este tipo de

avaliação, portanto, fornece informações para processos de planejamento e implementação de

ações que possibilitam à escola cumprir seu papel educativo. Sendo assim, o processo

avaliativo da instituição deve se respaldar em princípios básicos como: 1. globalidade; 2.

comparabilidade/unidade delinguagem; 3. respeito à identidade da escola; 4. não-premiação

ou punição; 5. permanência.

Para autores como Dias Sobrinho (2008), Ristoff (2008) e Fernandes (2002) o

princípio da globalidade se expressa no intuito de avaliar a real necessidade da instituição

como um todo e não apenas a partir de uma de suas atividades ou características. Para além da

participação de todos os segmentos da comunidade escolar, Fernandes (2002, p. 43) considera

que esse princípio se refere à "[...] utilização de pontos básicos de análise abrangendo todos os

aspectos da escola. É um instrumental de coleta de informações respondido por todos".

Esse princípio refere-se, então, à necessidade de trabalhar os diversos setores

institucionais, evitando que se enfoquem uns em detrimento de outros. A escola é composta

por diferentes segmentos que precisam funcionar adequadamente e articular-se entre si, para

que a atividade fim, que é o processo de ensino-aprendizagem, ocorra a contento. Para

Libâneo, Toshi e Oliveira (2012, p. 412), "[...] as formas de organização e gestão são sempre

meios, nunca fins, [...] os meios existem para alcançar determinados fins e lhes são

subordinados".

São consideradas atividades meio, portanto, além da própria equipe gestora,

responsável por motivar e coordenar a ação dos diferentes setores, as tarefas desempenhadas

tanto pelo setor técnico-administrativo (secretaria, zeladoria, multimeios, cozinha) quanto

pelo setor pedagógico (coordenação e orientação escolar). Em um processo de avaliação

institucional, portanto, a atuação de cada um desses setores precisa ser avaliada, tendo em

vista a melhoria da qualidade dos serviços prestados e o suporte prestado ao processo de

ensino-aprendizagem.

Essa prática avaliativa não tem finalidade de comparar a atuação dos profissionais

entre si, de forma que o segundo princípio que se refere à comparabilidade e/ou unidade de

"linguagem", consiste não no sentido de promover ranqueamentos institucionais ou dos

sujeitos, mas sim o de buscar "[...] uma uniformidade básica de metodologia e indicadores

[...]” (RISTOFF, 2008, p. 42). Em outras palavras, significa apresentar uma linguagem

comum nos diversos instrumentos de avaliação, de fácil compreensão à comunidade

educacional, que propicie "[...] um entendimento comum dos conceitos, princípios e

finalidades do projeto, já que há várias concepções de avaliação", segundo Fernandes (2002,

p. 44). Corroborando com essas ideias, Dias Sobrinho (2008, p. 69) explica que a

comparabilidade se refere

[...] à união de propósitos, de linguagem, de instrumentos e procedimentos metodológicos que evite a dispersão e as rupturas do processo. Além disso, cada instituição deve estabelecer as comparações entre os seus projetos e compromissos e aquilo que consegue realizar, entre o seu passado e o seu presente, entre o que está sendo e aquilo que julga dever ser [...].

A comparação refere-se, portanto, ao que se pretende fazer ou ao que já foi feito, ao

que fomos, somos e queremos ser. Esse princípio está diretamente articulado a outro, que diz

respeito à identidade da escola, que “[...] busca contemplar as características próprias das

instituições e visualizá-las no contexto das inúmeras diferenças existentes no país [...]”

(RISTOFF, 2008, p. 43). Cada instituição de ensino é única e constroem lógicas, tarefas,

valores que lhes são próprios, geralmente expressos no seu projeto educativo. Isso requer

instrumentos avaliativos próprios que traduzam a especificidade da ação educativa, capaz de

desvelar a lógica dos nexos internos e colabore para a sua melhoria.

O desenvolvimento da autoavaliação institucional não deve prestar-se, conforme já dito,

à premiação ou punição dos profissionais, mas consiste em processo contínuo que visa à

melhoria das ações. Nesse sentido, as falhas, as dificuldades enfrentadas e as condutas devem

ser examinadas para que se busquem soluções para os problemas e assim, aprenda com as

experiências. Ristoff (2008, p. 43-44) destaca que

[...] o processo de avaliação não deve estar vinculado a mecanismos de punição ou premiação. Ao contrário, deve prestar-se para auxiliar na identificação e na formulação de políticas, ações e medidas institucionais que impliquem atendimento específico ou subsídios adicionais para o aperfeiçoamento de insuficiências encontradas.

A avaliação deve constituir-se em processo dialógico e construtivo que contribua

para a melhoria da qualidade educacional, visando consolidar “[...] um conjunto de valores

[...], atitudes e formas coletivas de conduta que tornem o ato avaliativo parte integrante do

exercício [...] de nossas funções” (RISTOFF, 2008, p. 49). A punição e a premiação incitam a

concorrência e a separação dos sujeitos entre si, distanciando-os de um trabalho participativo,

cujos membros se empenhem na melhoria de processos e produtos educacionais.

Por fim, defende-se a permanência do processo avaliativo como subsídio ao

planejamento e implementação das ações, para a melhoria contínua das ações. Dias Sobrinho

(2008) considera que a avaliação que possui orientação qualitativa, formativa e prospectiva,

deve ter uma permanência garantida na vida da instituição. Por isso, devem persistir para além

dos mandatos daqueles que os instituíram, tornando-se permanentes pelo impacto que

produzem nos processos e produtos educacionais.

Construir uma avaliação nessa perspectiva requer profissionais envolvidos, cultura

de planejamento e avaliação e participação. Requer, também, método e organização racional

das ações tendo em vista os fins almejados. Nesse sentido, Fernandes (2002) apresenta três

fases indispensáveis a sua efetivação: preparação, implementação e síntese. A autora explica,

porém, que não existe uma única forma de empreender esse intento. Essas fases, portanto,

consistem em sugestão, pois cada escola elabora sua avaliação conforme realidade própria,

uma vez que cada instituição é única, as estratégias também o são.

comissão responsável por elaborar o projeto de avaliação institucional. Cabe a ele construir e

discutir as propostas avaliativas com os vários segmentos: pais, alunos, professores, gestores,

funcionários e representantes da comunidade local, para que todos tenham conhecimento do

projeto a ser construído e das reais necessidades da instituição. Nessa etapa, constam:

[...] todas as ações que antecedem a implementação do processo avaliativo. Para que seja um processo organizado e consequente, é preciso termos clareza do que queremos, o que só será possível através da elaboração do projeto da Avaliação Institucional. E como a avaliação é um processo coletivo, esse projeto terá que ser elaborado por um grupo de trabalho e discutido entre os vários segmentos que formam a escola (FERNANDES, 2002, p. 49).

É importante a participação dos diversos segmentos escolares para que todos

conheçam e se comprometam com o projeto de avaliação institucional o qual deve se

constituir em uma ação integrante do projeto político pedagógico. Assim, cabe aos

representantes da comissão articular-se com seus pares para que se tenham uma visão geral da

escola e possam construir juntos o projeto de avaliação institucional.

Fernandes (2002, p. 49) destaca que o projeto de avaliação deverá contemplar “[...]

justificativa, princípios, problematização, contextualização, objetivos (gerais e específicos),

etapas, procedimentos metodológicos e cronograma”. Observa-se que um projeto avaliativo

não deve ser construído de forma aleatória, mas contemplar todos os segmentos e aspectos

institucionais, observando os princípios de globalidade e a continuidade do processo. Também

é necessário se pensar estratégias para que a avaliação seja aplicada, além de testes de

aplicação dos instrumentos de coleta de informações.

Todas as questões que foram levantadas na elaboração serão discutidas na etapa

posterior, a implementação. Nesta fase, discute-se com mais precisão todas as questões

elaboradas, em função da realidade vivenciada e dos dados provenientes dos vários segmentos

que atuam na instituição. Sobre essa fase, Fernandes (2002, p. 49) afirma que:

[...] constam as ações de elaboração e aplicação de instrumentos de coleta informações e de organização e análise dessas informações. É o momento de ouvir a comunidade interna e externa da escola e de compreender o que as informações indicam como anseio dos vários segmentos.

Portanto, na etapa de implementação, os dados coletados são analisados

criteriosamente, confirmando ou negando

o que foi levantado na etapa de elaboração.

Observa-se também a participação de todos os profissionais nesse processo, pois esta ação faz

o diferencial na instituição, podendo contribuir para a construção de um trabalho de

qualidade.

Por fim, a etapa síntese. Nesta fase ocorrerá o fechamento de todo o trabalho

realizado nas etapas anteriores por meio da “revisão do processo e ajustes, elaboração de

relatórios conclusivos, discussão sobre o uso dos resultados, com encaminhamento de ação e

publicação e divulgação do relatório final” (FERNANDES, 2002, p. 49). Assim, nesta etapa:

“[...] estão concentradas as informações já organizadas, que deverão servir de orientação para

as posteriores ações da escola. A divulgação e uso dos resultados da avaliação requerem

tomada de decisão, que depende muito da comunidade escolar” (FERNANDES, 2002, p. 50).

Portanto, observa-se que construir um projeto avaliativo escolar vai além das

necessidades subjetivas institucionais, pois pensar em um modelo para esse fim requer ações

fundamentais de planejamento e a participação efetiva da comunidade no processo

desenvolvido. Vale destacar que, para elaborar o projeto de avaliação, é importante para os

segmentos não só conhecerem, mas também vivenciarem de perto a realidade institucional,

para que sejam evitados equívocos que comprometam a atuação dos profissionais. Além

disso, esse processo avaliativo não tem um fim em si mesmo, mas se insere em um processo

maior, orientado pela visão política firmada no projeto político-pedagógico da escola,

constituindo-se em uma de suas fases. Sendo assim, no próximo item discute-se a

autoavaliação como uma etapa desse projeto.

Dans le document COULEURS D'ESSAI (Page 21-26)

Documents relatifs