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85 No Quadro 10 apresentam-se os capítulos que compõe o Manual Didático, os quais são expostos em forma de ficha com delimitação de título, conteúdo e resumo.

Quadro 10: Ficha técnica do Manual Didático

AJUDE-NOS A COMPREENDER O ESPAÇO GEOGRÁFICO - MANUAL PEDAGÓGICO COM ORIENTAÇÕES AO PROFESSOR DE ALUNO COM

AUTISMO

PARTE I – A GEOGRAFIA ESCOLAR PARA ALUNOS COM AUTISMO CAPÍTULO 1

Título: A Geografia no Ensino Fundamental – Anos Iniciais

CONTEÚDOS

 Categorias de análise da Geografia para o Ensino Fundamental – Anos Iniciais;  Unidades temáticas da Geografia;

 Princípios do raciocínio geográfico;  Competências e habilidades da Geografia.

RESUMO

Neste capítulo situa-se a Geografia enquanto conteúdo de ensino no nível fundamental a partir da legislação educacional – BNCC e as diretrizes estaduais.

Por meio dessas discussões o professor compreenderá o alinhamento dos documentos normativos quanto à educação Geografia e o que eles afirmam sobre os objetos de conhecimento, unidades temáticas, competências e habilidades a serem ensinadas e requisitadas dos alunos dos anos iniciais do Ensino Fundamental.

CAPÍTULO 2

Título: Mas afinal, o que é TEA? A Geografia pode ser ensinada a alunos com autismo?

CONTEÚDOS

 Definição do Transtorno do Espectro Autista;  Sintomas;

 Níveis de gravidade;  Barreiras de aprendizagem;

 Relevância da Geografia Escolar para os alunos com autismo.

86 Nesse capítulo apresentam-se as características comportamentais, os sintomas e os níveis de gravidade do autismo. Também se aborda suas barreiras de aprendizagem, bem como a relevância da Geografia para a vida desses alunos.

Através dessa leitura, os professores poderão identificar o quadro sintomático do autismo e o quanto ele pode comprometer a aprendizagem escolar desses alunos. Além disso, compreenderão os motivos que justificam a importância do ensino dos conteúdos da Geografia Escolar para a vida social desses sujeitos.

PARTE II – PRINCÍPIOS DA ABA CAPÍTULO 1

Título: O que é ABA?

CONTEÚDOS

 Princípios da abordagem ABA;  Descriminação e generalização;

 Ensino naturalístico e ensino por tentativas discretas;  Aprendizagem sem erro;

 Programa de ensino em ABA.

RESUMO

Nesse capítulo apresenta-se os princípios que norteiam a abordagem ABA e as estratégias de ensino que a tornam uma proposta eficaz para o desenvolvimento da aprendizagem de alunos com autismo. A partir desses dados o professor terá acesso aos diferentes tipos de processos e estratégias de ensino que são basilares para a estruturação de um planejamento didático individualizado, tendo como público-alvo alunos com autismo.

CAPÍTULO 2

Título: Comportamento. Ação ou característica?

CONTEÚDOS  Comportamento;  Manejo do comportamento;  Análise funcional;  Funções do comportamento. RESUMO

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CAPÍTULO 3

Título: Reforço. Por que não?

CONTEÚDOS

 Reforço negativo;

 Reforço positivo: social, comestível, tangível, atividade e físico;  Esquemas de reforço: contínuo e intermitente;

 Reforço diferencial: DRA, DRI, DRO.

RESUMO

Nesse capítulo apresenta-se e descreve-se os diferentes tipos e esquemas de reforço, oferecendo ao professor um repertório variado de estilos de premiação e extinção da dependência do reforço. Também pontua os procedimentos de uso de reforçadores. Através da leitura desse capítulo o professor terá condições de utilizar estratégias para selecionar reforçadores que funcionem com o seu aluno.

CAPÍTULO 4

Título: Dicas. Um tipo de ajuda?

CONTEÚDOS

 Dica intraestímulo;

 Dica extraestímulo: gestual, verbal, modelação, física, visual/textual e inadvertida;  Esvanecimento da dica;

 Procedimentos de dica: apresentação simultânea de dica, apresentação da dica da mais para a menos intrusiva, apresentação da dica da menos para a mais intrusiva, não-não- dica.

RESUMO

Nesse capítulo são apresentados diferentes tipos de dicas a fim de que o professor tenha Nesse capítulo conceitua-se o comportamento humano objetivando ajudar o professor a identificá-los, observá-los e medi-los na tentativa de manejar o comportamento do aluno com autismo.

A partir desse capítulo, o professor aprenderá a identificar as funções do comportamento humano com vistas a lidar com comportamentos problemas por meio de intervenções apropriadas.

88 condições de selecionar aquela que melhor se ajusta ao momento de ensino, bem como fornece ajuda necessária para que o aluno emita respostas assertivas. Além disso, pontua os diversos tipos de procedimentos de dicas, os quais ajudarão ao professor esvanecer as ajudas fornecidas ao aluno, visando que o estudante não fique dependente delas, uma vez que, o objetivo de ensino é levar o aluno a realização das demandas escolares de forma independente.

Por meio desse capítulo o professor terá condições de selecionar o tipo e procedimento de dica que melhor condiz com o conteúdo de ensino da Geografia e aquela que mais fortalecerá o aprendizado do aluno.

CAPÍTULO 5

Título: Procedimento de correção. Como fazer?

CONTEÚDOS

 Ausência de consequência;  Feedback vocal;

 Modelação;

 Resposta ativa do aluno;

 Ensaio dirigido ou reapresentação de tentativas.

RESUMO

Nesse capítulo aborda-se os tipos de procedimentos de correção que podem ser utilizados durante um programa de ensino para alunos com autismo. Esses procedimentos visam fazer com que o aluno não seja condicionado a dar respostas erradas antes de emitir respostas assertivas.

Com os conteúdos tratados nesse capítulo o professor poderá testar quais são os procedimentos de correção mais adequados para cada momento do ensino da Geografia Escolar, e aqueles que melhor se ajusta a realidade comportamental do seu aluno.

PARTE III – A ABA NA GEOGRAFIA ESCOLAR CAPÍTULO 1

Título: Avaliação inicial e Plano de Ensino Individualizado

CONTEÚDOS

89 procedimentos para coleta de dados, seleção de materiais e locais de condução, formas e instrumentos de avaliação;

 Plano de Ensino Individualizado (PEI);  Análise de tarefa e encadeamento.

RESUMO

Nesse capítulo abordar-se a primeira ação que o professor precisa definir com relação ao planejamento das intervenções com o aluno com autismo, que se trata da avaliação inicial. Ela deve identificar o nível de linha de base das habilidades do aluno, pois somente a partir dessas informações é que o professor poderá elaborar o Plano de Ensino Individualizado (PEI) do estudante. Para isso, terá que realizar uma análise de tarefa e definir as formas de ensino do conteúdo.

A partir desse capítulo, o professor terá condições de realizar a avaliação inicial de repertório comportamental do aluno e elaborar o plano de ensino dos conteúdos geográficos seguindo orientações e princípios da abordagem ABA.

CAPÍTULO 2

Título: Pareamento. O que é? A que serve? Como fazer?

CONTEÚDOS

 Estímulos reforçadores;

 Pareamento com estímulos reforçadores;  Processo de pareamento.

RESUMO

Nesse capítulo aborda-se a segunda ação que o professor precisa definir com relação ao planejamento das intervenções com o aluno com autismo, tratando-se da transferência de função por pareamento de estímulos. Essa etapa requer que o professor identifique e se associe repetidamente com os estímulos significativos para o aluno. Tal procedimento é indispensável uma vez que a ausência dele pode comprometer todo o planejamento de ensino.

Por meio dos conteúdos tratados nesse capítulo, o professor terá uma sequência de passos para colocar em ação a fim de construir uma relação reforçadora com o aluno com autismo.

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CAPÍTULO 3

Título: Orientações didáticas e procedimentos de ensino do conteúdo geográfico

CONTEÚDOS

 Etapas de ensino da Geografia Escolar para aluno com autismo;

 Procedimentos de ensino e aprendizagem do conteúdo geográfico em: estímulo, dica (se necessário), resposta e reforço.

RESUMO

Nesse capítulo apresenta-se orientações didáticas para se conduzir o ensino do conteúdo geográfico para o aluno com autismo, sendo abordadas: organização do ambiente, duração do ensino, quantidade de habilidades a ser ensinadas inicialmente e nível de dificuldade das demandas.

Além disso, apresenta-se como devem estar estruturados os procedimentos de ensino e aprendizagem dos conteúdos geográficos, considerando os princípios teóricos que norteiam a abordagem ABA.

A partir dos conteúdos tratados no capítulo, o professor poderá ensinar os mais variados conteúdos da Geografia Escolar para seus alunos com autismo, uma vez que a abordagem ABA possui propostas metodológicas que podem ser adaptadas para qualquer conteúdo escolar.

CAPÍTULO 4

Título: Instrumentos de organização do ensino e avaliação da aprendizagem escolar

CONTEÚDOS

 Instrumento de organização do ensino: Checklist de Programas;

 Instrumentos de avaliação da aprendizagem escolar: Avaliação ABC; Folha de DTT; Folha Geral de Dados; e Folha de Manutenção;

 Pasta curricular: organização dos instrumentos de registro.

RESUMO

No capítulo 4 são apresentados dois tipos de instrumentos de registro: instrumento de organização do ensino e instrumento de avaliação da aprendizagem escolar.

Em relação ao instrumento de organização do ensino, apresenta-se o Checklist de Programas, utilizado para que o professor possa descrever os programas de ensino que compõe o currículo escolar do aluno com autismo e ter o controle daqueles que foram

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ensinados durante a aula. O instrumento ajuda o professor a não priorizar o ensino de um único programa, mas tendo a percepção de trabalhar todos igualmente.

No que se refere aos instrumentos da avaliação da aprendizagem escolar, discute-se sobre a Avaliação ABC; Folha de DTT; Folha Geral de Dados; e Folha de Manutenção ou revisão dos conteúdos. Os instrumentos buscam guiar o professor na identificação de estratégias para lidar com comportamentos disruptivos, bem como saber avaliar o aluno com autismo, identificando quando o aluno atingiu o objetivo da aprendizagem, quando é capaz de aprender uma nova habilidade, e quando é necessário realizar revisão dos conteúdos.

Neste capítulo também é apresentado a pasta curricular, uma estratégia pedagógica de organizar os programas de ensino do currículo do aluno com autismo e seus respectivos instrumentos de registro.

CHAVE DE RESPOSTAS

Nessa seção apresentam-se as respostas das questões propostas em cada capítulo do Manual.

REFERÊNCIAS

Nesta seção disponibilizam-se as referências bibliográficas consultadas para elaboração do corpo textual do Manual.

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CONSIDERAÇÕES FINAIS

Neste relatório define-se como problema de investigação responder: De que modo a Análise do Comportamento Aplicada pode contribuir para o ensino de Geografia para alunos com autismo que cursam os anos iniciais do Ensino Fundamental? Com vistas a contribuir para o processo de ensino e de aprendizagem do aluno com autismo nas aulas de Geografia, neste trabalho objetivou-se elaborar um manual instrucional contendo orientações teórico-metodológicas sobre o ensino de Geografia para alunos com autismo nos anos iniciais do Ensino Fundamental.

Para subsidiar a produção do Manual Didático situa-se o ensino de Geografia no contexto do Ensino Fundamental - Anos iniciais. A partir das diretrizes da legislação educacional, identifica-se que tanto a BNCC (2017) quanto o Documento Curricular do Estado do Rio Grande do Norte (RN, 2018) preveem competências específicas para a componente curricular Geografia, de modo que os alunos tenham assegurado seus direitos de aprendizagem e desenvolvimento em conformidade com o Plano Nacional de Educação (PNE) e as Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica (DCN). Os objetos de conhecimento, competências e habilidades delimitadas visam à formação humana integral para o exercício da cidadania e a construção de uma sociedade democrática, justa e inclusiva.

A partir dos documentos analisados, identifica-se que o objetivo central da educação geográfica deve ser o de dar conta de levar os alunos a compreenderem as categorias geográficas a partir da sua realidade e entorno, em diferentes escalas de análise e em suas relações com os temas geográficos. Para isso, o professor deve utilizar metodologias de ensino de caráter interdisciplinar, que leve o aluno a desvendar a complexidade do espaço, permitindo que se insira em um processo de pesquisa a partir da problematização, sistematização e sintetização de saberes. De modo que os conhecimentos do campo da Geografia se articulem com os saberes de outros componentes curriculares e contribuam para o desenvolvimento da alfabetização e letramento, bem como outros raciocínios.

Para que o aluno com autismo desenvolva estas habilidades, faz-se necessário que o professor reconheça que estes alunos também podem aprender, mas que, especialmente, tenha a sensibilidade de propor estratégias de ensino especializadas que trabalhem o conteúdo geográfico de forma diferenciada, visando à construção de conhecimentos. E que

93 tenha o propósito de levar esses alunos a generalizar os conteúdos aprendidos para as diversas situações do cotidiano escolar, a partir de um ensino que explore uma diversificação de atividades, espaços de aprendizagem e procedimentos básicos com os quais a ciência geográfica opera e constitui suas teorias e explicações.

As propostas de ensino ancoradas na Análise do Comportamento Aplicada têm se revelado como importante aliada da aprendizagem de alunos com autismo, uma vez que no escopo de suas discussões se mostra comprometida com o processo de aprendizagem que envolva a descriminação e a generalização dos conteúdos escolares. Diversos estudos evidenciam as experiências de sucesso que confirmam a construção de conhecimentos pelos alunos com autismo em ambientes escolares, espaços clínicos e residências. Existem dados que comprovam a utilização da ABA no ensino dos conteúdos geográficos.

Nesse sentido, os resultados da pesquisa permitem responder a questão do estudo, uma vez que apresenta evidências de como utilizar a Análise do Comportamento Aplicada para o ensino da Geografia Escolar para alunos com autismo. Essas evidências possibilitaram o embasamento do Material Didático “Ajude-nos a compreender o espaço geográfico - manual pedagógico com orientações ao professor de aluno com autismo”. Esta produção objetiva subsidiar as práticas dos professores que atuam com alunos com autismo e que tem a responsabilidade de ensiná-los.

O Manual apresenta princípios que se julgam absolutamente necessários para qualificar o ensino da Geografia para alunos com autismo, ao passo que oferece caminhos possíveis de implementação e garantia de inclusão a sujeitos que historicamente sofrem com a segregação nos ambientes de ensino. Não se busca apresentar prescrições técnicas, mas princípios de natureza metodológica que buscam orientar as práticas docentes.

O Manual dispõe de discussões e estratégias de ensino que precisam que o professor realize adaptações considerando as características individuais do seu aluno, uma vez que seria impossível dar conta de uma proposta que mapeasse todas as variáveis comportamentais e de aprendizagem que estão associadas à condição do autismo.

Considera-se sua contribuição para a aprendizagem escolar, para a promoção da inclusão do aluno com autismo, e para o universo acadêmico, com ênfase, para o Programa de Pós-graduação em Geografia - GEOPROF, por permitir aos professores da Educação Básica, que vivenciaram a formação continuada na área de Ensino de Geografia, pesquisar sobre o escopo da ciência geográfica e da Geografia Escolar para contribuir com

94 evidências científicas e produtos educacionais que visem à diversificação da prática didático-pedagógica do professor.

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