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Archéologie d’un théâtre de mobilisation de masse

III. Tensions entre nationalisme et avant-gardes

1. Deux perspectives antagonistes sur la catastrophe de Neurode

2.2. La machine spatiale du « théâtre total »

tipo de dados provenientes de detecção remota que não estejam rectificados. O terreno não é completamente plano, e isto faz com que os pontos mais elevados em ralação à média do terreno estejam mais perto do sensor e os pontos abaixo da elevação média estejam mais distante do sensor. Assim, mesmo que a imagem esteja georreferenciada, diferentes pontos da imagem terão diferentes escalas.

A situação óptima é quando a fotografia aérea ou qualquer outra imagem foi geometricamente rectificada e o efeito do terreno corrigido, de forma a se tornar um ortofotomapa ou ortoimagem, onde todos os objectos estão na sua localização planimétrica correcta. Nestas condições é então possível medir o tamanho dos objectos com precisão.

3.5.3 - Padrão e Textura

Padrão é a organização espacial dos objectos na paisagem. Este elemento é bastante utilizado em fotografias aéreas e em imagens de alta resolução. O padrão é definido a partir da união e extensão das formas, as quais se podem repetir regularmente na imagem com ligeiras variações de tom. Os objectos podem estar organizados de uma forma aleatória ou sistemática. O padrão pode ser representado por formas artificiais ou naturais, e.g. padrões de drenagem, padrões das plantações, das construções, etc. Em estudos de bacias hidrográficas o padrão de drenagem é um elemento importante, pois ele está associado ao tipo de solo, rocha e estrutura geológica da área. O Padrão também permite identificar alguns tipos de coberturas artificiais tais como plantações, áreas de reflorestamento, áreas urbanas, etc.

A textura é o agrupamento e disposição característicos da repetição da tonalidade e cor na imagem. A textura corresponde à disposição dos tons numa área da imagem, podendo resultar num aspecto que vai do suave até ao rugoso. Usam-se frequentemente adjectivos como textura suave (uniforme, homogénea), intermédia e rugosa (heterogénea e grosseira).O elemento da textura passa a ser a menor forma

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contínua e homogénea distinguível numa fotografia aérea, porém passível de repetição, e.g. uma árvore ou um conjunto de árvores”.

Numa fotografia aérea, a textura é criada pela repetição da tonalidade de grupos de objectos. Por vezes, dois objectos com características espectrais similares exibem características de textura diferentes que permitem a um fotointérprete experiente distingui-los.

A textura varia sempre com a escala (Figura 3.24). Por exemplo, numa fotografia de grande escala (e.g. 1:500) podem-se ver as folhas e os ramos das árvores e descrever a textura como rugosa. Contudo, quando a escala fica menor (e.g. 1:5 000) as folhas e os ramos individuais da mesma copa podem coalescer dando impressão duma textura intermédia e quando passamos para uma escala pequena (e.g. 1:50 000) a textura torna-se suave. Assim, a textura é uma função da escala da imagem e da capacidade do fotointerprete em percebe-la e descreve-la.

Figura 3.24 – Alteração da textura com a redução da escala

0,5 x 0,5 m 1 x 1 m 2 x 2 m 10 x 10 m 5 x 5 m 15 x 15 m 20 x 20 m 30 x 30 m 30 m 15 m 5 m IFOV Vista aumentada da Resolução Espacial (Pixel)

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3.5.4 - Associação (local e situação)

As características do local e da sua situação (associação) são muito importantes quando se tenta identificar um objecto (ocupação do solo) ou uma actividade (uso do solo). Cada local possui características físicas e/ou socioeconómicas únicas. As características físicas podem incluir elevação, declive, orientação das vertentes, etc., e as características socioeconómicas podem incluir o valor do solo (e.g. Imposto Municipal de Imóveis – IMI), o sistema de posse da propriedade, as características da população residente (e.g. empregados, reformados), etc.

A situação refere-se à forma como certos objectos se encontram organizados e orientados relativamente uns aos outros. Por exemplo, as pistas de um aeroporto não diferem de uma estrada asfaltada, mas a forma como se relacionam entre elas indica perfeitamente que se trata desse tipo de equipamento.

O local e a situação raramente são usados de forma independente ao analisar uma imagem. Ao invés disso, são usadas em conjunto para se chegar a uma conclusão lógica. Portanto recorre-se ao que se designa de associação. A associação refere-se ao facto de que quando se identifica certo fenómeno ou actividade, há grande probabilidade de se encontrar nas proximidades outro fenómeno ou actividade relacionada. Por exemplo, a tonalidade de uma praia é muito semelhante à de um areal mas sabe-se que as praias se encontram junto ao mar/rio e esse conhecimento pode ser fundamental para diferenciar entre os dois.

3.5.5 - Sombra

A sombra é um elemento importante na interpretação de fotografias aéreas. A maioria das fotografias aéreas são captadas entre ±2 horas do meio-dia para evitar ao máximo as sombras na imagem. Na maioria das vezes esta dificulta a interpretação das imagens, porque não permite obter informação sobre o sítio onde está a ser projectada. De um modo geral o relevo provoca sempre uma sombra do lado oposto à

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incidência do Sol, fazendo com que estas áreas apresentem tonalidades escuras na imagem, e dificultando assim a caracterização dos objectos na superfície terrestre.

Por outro lado, a sombra projectada por um objecto pode ser a única pista para a identificação do objecto. Na verdade a sombra pode providenciar mais informação que o objecto em si mesmo. Por exemplo as sombras projectadas por pontes são mais importantes que os objectos em si nas fotografias aéreas verticais. Em alguns casos, as sombras podem providenciar pistas acerca da altura de um objecto quando o intérprete da imagem não tem acesso a imagens estereoscópica. Por exemplo a sombra do edifício da Figura 3.25 fornece informação acerca da altura relativa do edifício acima da superfície.

Figura 3.25 – Ortofotomapa de uma área do concelho de Mafra que demonstra como as sombras ajudam a interpretar os objectos

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