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1-Transmission horizontale 1.1-Chez l'homme [9, 33]

C. Etiologie générale des Microsporidioses [23]

2. Microsporidioses de l'homme et de l'animal

3.2. Méthodes de diagnostic

3.2.3. Méthodes sérologiques [70, 5]

Antes de abordar propriamente os princípios do paradigma, cabe considerar que a comunicação interna destinada aos diferentes atores sociais internos configura-se como uma modalidade da comunicação organizacional, isto é, um microssistema, que, de maneira formal ou informal, permite que se estabeleçam as relações e processos interpessoais nos ambientes profissionais de trabalho, neste estudo, os ambientes das universidades.

A comunicação organizacional, por sua vez, constitui-se num outro sistema, que se inter-relaciona com os demais sistemas e subsistemas gerenciais; é produtora de sentidos planejados estrategicamente, ou não, em razão das interações que se estabelecem entre os diversos públicos com os quais a organização mantém relacionamentos, seja de forma direta, seja indireta.

Por sua vez, as universidades públicas estão diretamente inseridas no macrossistema que é o Estado nacional e subordinadas diretamente ao MEC e seus subsistemas: a Capes e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). As universidades comunitárias privadas confessionais ou laicas, embora tenham estruturas de gestão autônomas, também estão inseridas no

macrossistema, uma vez que estão subordinadas às normas e determinações do MEC.

Nesse complexo sistema organizado, os fenômenos agem e interagem, podendo ser desmembrados em partes ou unidades, que também comportam em seu interior um determinado tipo de organização. Assim, é possível contemplar que a parte está no todo, bem como o todo se estabelece, se configura, na parte. A comunicação interna é entendida e estudada, então, como uma organização, um subsistema que possui características próprias, inserida num sistema organizado.

Tendo como referência o foco sistêmico sobre os fenômenos que permeiam a comunicação e a comunicação interna do prisma da avaliação institucional, segundo a proposição do Sinaes, busca-se perceber alguns possíveis encadeamentos de relações e inter-relações entre esses componentes do sistema universitário.

Os componentes interligam-se numa espiral, num movimento circular inacabado, uma vez que cada elemento que forma a organização se (re)organiza sistematicamente. Essas relações caracterizam o vínculo entre o elemento central e os demais elementos simultaneamente, estabelecendo as relações, que podem ser complementares, concorrentes ou antagônicas, entre o todo e as partes, entre as partes e o todo e entre as partes entre si, tendo-se, assim, a complexidade do sistema.

Feitas essas considerações, a seguir são apresentados os princípios que norteiam o paradigma na perspectiva da auto-eco-organização dos sistemas, isto é, que estabelecem estreitas e íntimas relações com o ambiente.

O princípio dialógico origina-se da associação complexa, ou seja, complementar, concorrente e antagônica, “de instâncias necessárias junto à existência, ao funcionamento e ao desenvolvimento de um fenômeno organizado.” (MORIN, 2000, p. 201). Nesse contexto, a relação ordem/organização assume uma posição circular:

A organização produz ordem, que mantém a organização que a produz, ou seja, co-produz a organização. Esta ordem organizacional é uma ordem construída, conquistada sobre a desordem, protetora contra as desordens: é no mesmo movimento que a ordem transforma a improbabilidade da organização em probabilidade local, salva a originalidade do sistema e constitui uma ilha de resistência contra as desordens do exterior (acasos, agressões) e do

interior (degradações, arrebentações dos antagonismos). (MORIN, 2005a, p. 166, grifo do autor).

Para o autor, a tríade desordem/ordem/organização está no interior do sistema e é dotada de um caráter original, na qual ordem organizacional é, na realidade, uma ordem relativa, frágil, perecível, mas, ao mesmo tempo, é evolutiva e construtiva. Já a desordem não é apenas anterior (interações ao acaso) e posterior (desintegração) à organização, mas está presente no sistema de forma potencial, ou, então, ativa.

Entende-se que esse princípio permite a associação de termos como ordem/desordem, organização/desorganização, como conceitos que são antagônicos e, ao mesmo tempo, complementares, pois estão sendo atualizados de forma sistemática um em relação ao outro dentro dos processos que compõem o sistema complexo.

De acordo com Morin (2003a, p. 107), “a ordem e a desordem são dois inimigos: uma suprime a outra, mas, ao mesmo tempo, em certos casos, colaboram e produzem organização e complexidade.” Assim, o princípio dialógico procura manter a dualidade no seio da unidade, uma vez que associa, ao mesmo tempo, o que é complementar e o que é antagônico. O autor explica que a dialógica remete à ideia de que os antagonismos podem ser, ao mesmo tempo, estimuladores e reguladores.

O segundo princípio é o da recursão organizacional ou recursivo. Para Morin (2003a, p.108), “um processo recursivo é um processo em que os produtos e

os efeitos são ao mesmo tempo causas e produtores daquilo que os produziu.” A recursão, em termos de práxis organizacional, assume o significado de produção-

de-si47 e re-generação48. Trata-se do fundamento da lógica generatividade, em

outras palavras, “recursividade, generatividade, produção-de-si, re-generação e (em

47 Produção-de-si significa que é o “processo retroativo/recursivo que produz o sistema, e que o produz sem descontinuar, num recomeço ininterrupto que se confunde com a sua existência.” (MORIN, 2005a, p. 232).

48 Re-generação significa que “o sistema, como todo sistema que trabalha, produz um aumento de entropia, tende, portanto, a se degenerar, precisa, portanto, de generatividade para se regenerar. A produção-de-si permanente é, sob este ângulo, uma regeneração permanente.” (MORIN, 2005a, p. 233).

conseqüência) reorganização49” são aspectos do mesmo fenômeno central.

(MORIN, 2005a, p. 232). Assim, “tudo o que é produzido volta sobre o que produziu num ciclo ele mesmo auto-constitutivo, auto-organizador e auto-produtor” (MORIN, 2003a, p. 108), ou seja, os produtos e efeitos gerados por um processo recursivo são, ao mesmo tempo, causadores desse processo.

Dessa forma, pode-se conceber que o efeito é, ao mesmo tempo, causador do que o causou e foi construído pelo que o construiu. Seguindo essa linha de pensamento e considerando o âmbito social, a sociedade é constituída pelos indivíduos, que estão em constante interação e, retroativamente, também estão sendo construídos pela sociedade. Assim, pode-se dizer que o princípio recursivo encerra a ideia de causa/efeito, de produto/produtor.

O princípio hologramático vai além das ideias do holismo, que têm foco único no todo, bem como do reducionismo, cujo foco único se centra nas partes. Por holograma Morin (2005b, p. 181) define “imagem física cujas qualidades de relevo, de cor e de presença são devidas ao fato de cada um de seus pontos incluírem quase toda a informação do conjunto que ele representa.”

A “inter-relação que liga a explicação das partes à do todo e vice-versa” conduz a uma descrição e a uma explicação recursiva: “a descrição (explicação) das partes dependentes da do todo que dependem da das partes”. É neste “circuito partes–todo, que então se forma a descrição ou explicação.” (MORIN, 2005a, p. 158, grifo do autor). O significado dessa explicação, conforme o autor, é que nenhum dos dois termos é redutível ao outro. Concebe-se, então, que a parte está no todo, assim como o todo está na parte. Considerando a lógica recursiva, entende- se que o que se adquire como conhecimento das partes regressará ao todo.

Para uma maior compreensão do princípio hologramático, Morin (2005a) explica que a organização cria e desenvolve regulações ativas, controles e

49 Na reorganização permanente o termo regeneração “ganha sentido em função da generatividade, o termo reorganização ganha sentido com relação à desorganização que trabalha no sistema em permanência: conseqüentemente, a organização fenomenal do próprio ser exige uma reorganização permanente.” (MORIN, 2005a, p. 233).

especializações internas, manifestando o princípio de emergência50 e o princípio de

imposição.51” Assim,

as imposições só podem ser destrutivas de liberdade, quer dizer, só podem se tornar opressivas, no nível de indivíduos dispondo de possibilidades de escolha, de decisão e de desenvolvimento complexo. Assim, o problema das imposições se coloca ao mesmo tempo de maneira ambivalente e trágica no plano das sociedades, e singularmente no das sociedades humanas. É certamente a cultura que permite o desenvolvimento das potencialidades do espírito humano. É certamente a sociedade que constituí um todo solidário protegendo os indivíduos que respeitam suas regras. Mas é também a sociedade que impõe suas coerções e repressões sobre todas as atividades, desde as sexuais até as intelectuais. Enfim, nas sociedades históricas, a dominação hierárquica e a especialização do trabalho, as opressões e escravidões inibem e proíbem as potencialidades criadoras do que as suportam. Assim, o desenvolvimento de certos sistemas pode se dar ao custo de um formidável subdesenvolvimento das possibilidades que ali estão contidas. (MORIN, 2005a, p. 145).

Morin (2005a) conclui, então, que, quando se está analisando todo o sistema, é preciso considerar não apenas o que se ganha com emergências, mas também o que se perde com as imposições, escravidões, repressões, deixando claro que o sistema não é somente ganho, mas também é perda. Também é evidente que existem diferenças nos sistemas, não somente nos componentes físicos ou de classe de organização, como, ainda, pelo tipo de produção de imposições e emergências. Assim, tem-se uma visão de complexidade, de ambiguidade, de diversidade sistêmica.

Sobre o indivíduo-sujeito, na perspectiva do princípio hologramático, Castrogiovanni (2008, p. 3), entende que “cada um de nós (Sujeito), parece ser um ponto singular de um holograma que, em certa medida, contém o todo planetário que o contém.”

50 Considerando o fenômeno mais importante, que se pode qualificar de sistêmico, da “palavra sistema, conjunto organizado de partes diferentes, produtor de qualidades que não existiriam se as partes estivessem isoladas umas das outras”. É a este fenômeno que o autor chama de “emergências.” (MORIN, 2003b, p. 15).

51 Conforme Morin (2005a), toda organização que determina e desenvolve especializações e hierarquias determina e desenvolve imposições, servidão e repressões.

Os três princípios interagem concomitantemente e se complementam, ou seja, “a idéia hologramática está ligada à idéia recursiva, que por sua vez está em parte ligada à idéia dialógica.” (MORIN, 2003a, p. 109). Ao princípio dialógico une-se o princípio hologramático, ao qual, por sua vez, une-se um outro princípio de complexidade, que é o de organização recursiva, cujos efeitos e produtos são necessários a sua própria causação e produção.

Com o objetivo de melhor compreender a inteligibilidade complexa, Morin apresenta desdobramentos e complementações aos três princípios anteriormente comentados. São eles: o princípio sistêmico ou organizacional (liga o conhecimento das partes ao conhecimento do todo); o princípio da auto-eco- organização, que pressupõe a autonomia/dependência, isto é, “os seres vivos são auto-organizadores que se autoproduzem incessantemente, e através disso despendem energia para salvaguardar a própria autonomia”; o princípio da reintrodução “daquele que conhece em todo o conhecimento”, ou seja, todo conhecimento é uma “reconstrução/tradução por um espírito/cérebro numa certa cultura e num determinado tempo”; e o princípio do anel retroativo, que rompe com o princípio de causalidade linear, isto é, a causa age sobre o efeito, e este, sobre a causa. (MORIN, 2003b, p.26-27-28, grifo nosso).

Apresentados e discutidos os conceitos norteadores do Paradigma da Complexidade, reitera-se que este estudo propõe-se investigar sobre a concepção e a relevância da comunicação e comunicação interna conforme a percepção dos gestores responsáveis pela comunicação e avaliação institucional nas IES e compreender o significado de canais de comunicação, sistemas de informação e ouvidoria, conforme a proposição do Sinaes para análise do indicador Comunicação Interna.

A opção pelo método do Paradigma da Complexidade centra-se no entendimento de que a organização é um sistema vivo, repleta de outros sistemas que se (des)articulam, se (inter)relacionam, se complementam e se (retro)alimentam, possibilitando a sua auto-eco-organização, compreensão esta que se tem sobre a universidade.