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1.2.1 Méthodes hiérarchiques
É a estação final do Metrô-DF no Plano Piloto, onde os usuários provenientes de Ceilândia e de Samambaia podem desembarcar e ter acesso à Rodoviária que é servida de várias linhas de ônibus. Esta integração é apenas física, não havendo ainda integração tarifária entre os modos.
Ela foi escolhida principalmente por ser uma estação de grande fluxo de usuários em horário de pico, pela sua integração com o maior e principal terminal rodoviário do Distrito Federal e pela comprovada carência de informações para o usuário que sai da estação e necessita localizar-se ou fazer embarque em ônibus.
Essa carência deve-se principalmente ao fato de que o projeto de sinalização visual implantado nas estações do Metrô-DF restringe-se às áreas internas das mesmas, trazendo informações exclusivas sobre o sistema metroviário, o que no caso da estação Central deixa uma lacuna em termos de informações sobre ônibus, já que a mesma permite a integração com o sistema rodoviário.
6.3.1 Sinalização visual da estação central
Segundo Vigna (2005) é “corriqueira a identificação de elementos, ou projetos inteiros, de comunicação visual em equipamentos de transportes que se revelam totalmente ineficientes quanto à transmissão da informação”.
No caso da estação de integração Central, existe sinalização visual para o usuário à partir da sua entrada no sistema metroviário, ou seja, dentro da estação após a linha de
bilhetagem (na chamada área paga). Com isso, o usuário que está dentro do sistema, visualiza informações sobre o metrô e suas estações (mapa da linha, mapa da área lindeira) e sinalizações das áreas de embarque e desembarque dos trens.
O Quadro 6.1 traz amostras da sinalização visual existente internamente na estação Central, tirando a nomenclatura própria da estação segue a mesma padronização visual de todas as estações do Metrô-DF.
Quadro 6.1: Sinalização visual interna da estação Central.
- Sinalização orientacional - mapa da cidade – mostra a linha do metrô saindo da estação Central na Rodoviária do Plano Piloto, passando pelo Guará, Águas Claras (onde se bifuca), Taguatinga, Ceilândia e Samambaia.
- Sinalização orientacional - mapa dos arredores – mostra esquematicamente as áreas lindeiras da estação.
- Sinalização direcional – indicação da área de embarque para Ceilândia e Samambaia.
- Sinalização orientacional – indicação do destino do trem.
Quadro 6.1 (continuação)
- Sinalização informacional – identificação da estação.
6.3.2 Necessidade de informação
O usuário que sai da estação no intuito de embarcar em ônibus, sente-se desamparado caso precise tomar uma decisão rápida em relação a escolha de uma linha de ônibus a ser usada, caso ele não seja usuário regular da linha que presta o serviço ao destino desejado. Isto ocorre em função da falta de sinalização visual de informações e da falta de costume capaz de automatizar o seu deslocamento até local de embarque do ônibus. Não existe quaisquer tipos de sinalização orientacional, direcional e informacional. Por observação no local, percebeu-se que o usuário não cativo, consegue chegar até a rodoviária por meio da lógica dedutiva, a qual o induz a seguir sempre em frente, simplesmente seguindo o fluxo dos usuários habituais, ou perguntando aos funcionários do metrô (ou à outros passageiros que também desembarcam).
A falta de sinalização é sempre um fator de tensão e insatisfação do usuário também pelo risco constante de mudança do local de embarque em ônibus na rodoviária. A Figura 6.2 possibilita algumas considerações importantes acerca da carência de sinalização entre a saída da estação Central e a rodoviária. Conforme pode ser visto, entre a linha de bloqueio da estação e a escada rolante de acesso à rodoviária existe uma longa distância para percurso do usuário, aproximadamente 110 metros, não existindo nenhum tipo de informação sobre localização e/ou linhas de ônibus, cabendo nesse trecho a implantação de um SIV.
A – Acesso à entrada da estação Central do Metrô-DF.
B – Escada rolante que liga o piso térreo da rodoviária ao acesso da estação. C – Grade de proteção
D – Colunas próximas à bilheteria e linha de bloqueio da estação. E – Linha de bloqueio – local de acesso à área paga da estação.
Figura 6.2: Desenho esquemático – do acesso da Rodoviária até a Estação Central.
Após verificação do local, onde realizou-se um levantamento fotográfico, foi possível identificar os melhores pontos para a implantação de um SIV tanto no trecho de 110 metros - conforme mencionado no parágrafo anterior – sem mencionar que existe a necessidade de implementação do SIV como também nas baias de embarque e desembarque dos ônibus.
O Quadro 6.2 traz imagens de pontos mencionados no desenho esquemático da Figura 6.2, a fim de elucidar o espaço entre a bilheteria e a escada rolante da rodoviária. Inicialmente como opção de ponto para possível implantação do SIV optou-se pelo espaço existente entre as pilastras logo após a bilheteria (segunda fotografia do Quadro 6.3), pois permitiria um contato imediato com o usuário logo após sua passagem pela linha de bloqueio, porém constatou-se (através de observação visual durante três dias em horário de pico na estação) que a proximidade com a bilheteria pode causar problema em momentos de filas extensas, e também que durante o horário de pico, o fluxo de usuários no respectivo trecho é muito grande, podendo a sinalização (SIV) causar incômodo durante a circulação das pessoas. Sendo assim um outro ponto ideal localiza-se entre as pilastras próximas da grade de proteção (terceira fotografia do Quadro 6.3), que se encontra aproximadamente no meio do caminho entre os bloqueios da estação e a escada rolante de acesso à rodoviária.
Quadro 6.2: Pontos específicos entre a linha de bloqueio da estação Central e o acesso à rodoviária.