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Chapitre II : Les nanocomposites polymériques a base d'argile

II.5 Méthodes de modification de la montmorillonite

A escola adota a metodologia nomeada por Ur (1995) de “compromise methodology”, que é uma combinação de princípios da abordagem comunicativa com o que há de melhor em outras metodologias, por exemplo, a gramática-tradução e a áudio-lingual. Num artigo para a revista Laurels News em 1995, Ur faz uma comparação entre os três grandes métodos e abordagens para o ensino de língua estrangeira, o método da gramática-tradução, o método áudio-lingual e a abordagem comunicativa. Os princípios sobre ensino de língua inglesa expostos neste artigo são os princípios que norteiam o trabalho das professoras da English School, uma vez que as mesmas recebem esse texto para estudo e discussão assim que ingressam na escola.

De acordo com Almeida Filho (1998, p. 37), os métodos comunicativos se caracterizam pela “[...] ênfase maior na produção de significados do que de formas do sistema gramatical.” Neste tipo de abordagem, o professor utiliza materiais e procedimentos que incentivam o aluno a interagir na língua-alvo, expressando aquilo que ele deseja ou o que ele precisa, abrindo espaços para que ele aprenda e sistematize conscientemente aspectos escolhidos da nova língua.

O objetivo maior da abordagem comunicativa é fazer com que o aluno adquira “competência comunicativa” ao invés de simplesmente aprender formas corretas da língua (UR, 1995). Essa abordagem foi introduzida nos anos 70 e tornou-se altamente aceita entre os professores durante a década de 80. A sua popularidade foi o resultado, pelo menos em parte, de uma reação contra as metodologias previamente adotadas, a gramática-tradução e o áudio- lingualismo.

Na metodologia denominada gramática-tradução, a maior parte da aula era conduzida na língua materna dos aprendizes, os quais aprendiam regras e entravam em contato com partes da língua alvo que eram manipuladas, traduzidas e explicadas. Esperava-se que os aprendizes lessem e escrevessem bem na língua alvo, e que tivessem um bom domínio de gramática e vocabulário.

Já no método áudio-lingual, que era essencialmente baseado na psicologia behaviorista, a língua era vista como um conjunto de hábitos, os quais podiam ser adquiridos através da imitação, memorização e drilling6. Nesta metodologia, a língua falada é mais destacada do que a escrita.

Segundo Ur (1995), a abordagem comunicativa veio para mudar tudo isso. O objetivo passou a ser preparar aprendizes que fossem capazes de comunicar-se na língua alvo e não apenas de produzir sentenças corretas. Nas aulas que se baseiam nesta abordagem, são usados materiais autênticos na língua alvo e trabalha-se com amostras contextualizadas da língua e não itens soltos. A produção do aprendiz não é tão controlada pelo professor, que, em geral, não corrige os erros cometidos enquanto o aprendiz está se comunicando. As aulas baseadas nessa abordagem se tornaram mais interessantes e mais relevantes para as necessidades do aprendiz.

Todavia, já nos anos 80, algumas pessoas passaram a ter algumas reservas em relação à abordagem comunicativa. O não enfoque às formas corretas da língua deixava o aprendiz com muitas falhas na comunicação e professores que ainda ensinavam regras gramaticais sentiam-se culpados, pois a abordagem comunicativa se tornara axiomática, sinônima de “bom ensino de língua”. Para Ur (1995), não faz sentido seguir uma abordagem só porque é considerada a melhor. Ao contrário, a melhor metodologia é aquela que possibilita aos alunos aprenderem a língua bem, que desenvolva sua fluência e, ao mesmo tempo, sua capacidade de produzí-la corretamente (accuracy). Os professores devem, sim, aproveitar os aspectos positivos da nova abordagem, mas não desprezar aspectos de outras metodologias que funcionavam bem.

A proposta de Ur (1995) vem, então, para unir as características positivas de cada uma das metodologias anteriores, objetivando desenvolver tanto a fluência quanto a capacidade de produção de língua correta (accuracy). Ela chama essa mistura de “compromise methodology”, mas logo em seguida diz que o que sugere não pode ser considerada uma metodologia, pois é muito permissiva e não tem uma direção metodológica clara. Conclui que talvez deva ser considerada não pós-comunicativa, mas pós-metodológica. Abaixo, segue um quadro comparativo dos diferentes métodos e abordagens no ensino de língua estrangeira (Quadro 2), elaborado por Ur e por nós traduzido (veja original no apêndice E):

Gramática-tradução Áudio-lingualismo Abordagem comunciativa

Compromise Methodology (UR, 1995) Objetivos Produzir a língua

alvo corretamente (principalmente escrita) Produzir a língua alvo corretamente (principalmente falada)

Entender e comunicar Comunicar na língua alvo corretamente

Língua Amostras de língua soltas, descontextualizados, corretas e artificiais. Prescritiva Amostras de língua soltas, descontextualizados, corretas e inventadas. Prescritiva

Discurso inteiro, itens em contexto, autênticos, amostras de uso significativo. Descritiva

Tanto itens soltos como língua em contexto, dependendo do objetivo. Amostras de língua correta, como a produzida por usuários escolados e competentes. Amostras artificiais ou autênticas de língua, dependendo do objetivo. Foco tanto na forma quanto no significado.

Produção do aprendiz

controlada controlada Menos controlada, mais pessoal

Algumas vezes, controlada, outras, livre, dependendo do objetivo.

Tarefas: Para manipulação da língua

Para manipulação da língua

Para comunicação Para produção e entendimento corretos e significativos da língua.

Erros: Todos são corrigidos Corrigidos quando necessário

Freqüentemente não corrigidos

Geralmente corrigidos

Língua materna Usada Não usada Não usada Usada quando necessário e para ajudar na compreensão lingüística

Testes medem: Accuracy (acuidade) Accuracy (acuidade) Fluência Ambos fluência e accuracy (produção gramatical correta – acuidade )

Papel do professor: Instrutor Driller (aquele que

fornece exercícios para prática de padrões de memorização e repetição

Facilitador Professor (às vezes instrutor, outras driller, outras facilitador, mas, acima de tudo, um educador.

Quadro 27- Quadro comparativo dos diferentes métodos e abordagens no ensino de língua estrangeira

É importante ressaltar que as professoras da English School passam a conhecer e ou rever esses princípios expostos acima a partir do momento em que ingressam na escola, durante o “treinamento” que recebem, e os retomam, para reflexão, todo início de semestre quando a equipe se reúne para planejamento.

Apesar de estarmos contextualizando a escola nesse momento, achamos relevante apontar, de forma bastante breve e concisa, já que não é esse nosso objeto de estudo, que temos consciência que a abordagem comunicativa colocada por Ur (1995) no quadro acima é a forma como foi concebida nos primeiros momentos de seu surgimento e a mesma já passou por muitas críticas e reformulações e, semelhante à sua proposta “compromise methodology”, encontramos na literatura outros autores que entendem a abordagem comunicativa nos dias de hoje de forma diferente. Entre eles, destacamos Almeida Filho (1998), que afirma que:

[...] um método comunicativo não é aquele que exige um professor que execra a gramática ou outras formalizações, nem aquele que exige professor e materiais para ensinar linguagem oral. Um método comunicativo pode certamente incluir traços da oralidade e carga informativa, mas não esgota nem de longe o seu potencial. (p.36)