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CHAPITRE 3 : SOINS DE SUITE ET READAPTATION ET

3. MATERIEL ET METHODE

3.3. Les recueils de l’indice Karnofsky

3.3.2. Méthode de recueil

Nos textos programáticos de Português do Ensino Secundário, indicam-se, nas páginas seguintes (Idem, pp. 11-13), as “Competências específicas” para cada ano de

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escolaridade (10º ano, 11º ano, 12º ano), isto desde a Compreensão oral ao Funcionamento da língua, e notando-se uma cada vez maior complexidade segundo os níveis de escolaridade. Todavia, no caso concreto do Funcionamento da língua são apresentadas apenas duas metas que se mantêm ao longo dos três anos: “O aluno: - sistematiza os conteúdos de funcionamento da língua previstos para o 10º ano; / - mobiliza estes conhecimentos em situações de uso da língua.” (Idem, p. 13) Aquilo que se espera é que haja uma adaptação e um aumento da complexidade dos conteúdos relativos a cada uma dos três anos, o que será visível noutras secções deste programa.

Entretanto, é na secção relativa ao “desenvolvimento do programa de Português” que se apresentam os “tópicos de funcionamento da língua que deverão ser objeto de uma abordagem explícita” (Idem, p. 15). De facto, ao mesmo tempo que os alunos do 10º ano abordarão o tópico da “Diversidade linguística em Timor-Leste”, terão de ir contactando com vários conteúdos programáticos (num total de 26) do Funcionamento da língua, desde “ - Classes de palavras: classes abertas e fechadas; / - Palavra simples e complexa” até às “ - Funções sintáticas ao nível da frase: sujeito, predicado, vocativo e modificador da frase” (Idem, pp. 18-19). O que se pode concluir de uma análise dos conteúdos relativos ao 10º ano é que há cerca de metade (13 itens) que dizem respeito ao verbo, à flexão verbal e a questões sintáticas.

Se as metas de aprendizagem para o 11º ano são idênticas (“O aluno: - sistematiza os conteúdos de funcionamento da língua previstos para o 11º ano; / - mobiliza estes conhecimentos em situações de uso da língua.” (Idem, p. 20)), quer as unidades temáticas deste ano de escolaridade, quer os conteúdos (22 itens) do Funcionamento da língua são distintos e vão desde os “Processos irregulares de formação de palavras” até à “Frase ativa e frase passiva” (Idem, pp. 22-23). Mais uma vez se verifica que 50% desses itens dizem respeito ao verbo, aos modos verbais e às funções sintáticas, entre outros.

As metas de aprendizagem do 12º ano, para o Funcionamento da língua, voltam a ser as mesmas, mas os conteúdos gramaticais reduzem-se para apenas 10 itens, desde os “Processos de formação de palavras” até ao “Ato de fala – direto e indireto”. Sendo metade dos conteúdos relativos a questões verbais / sintáticas, no 12º ano, os alunos (tal como acontecera no 11º) têm de realizar uma “Consolidação de conteúdos dos 10º e 11º anos” (Idem, p. 26).

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As metas de aprendizagem que se espera que o aluno manifeste no final de cada ano de escolaridade nas competências específicas da disciplina de Português em Timor- Leste (compreensão oral, expressão oral, leitura, escrita e funcionamento da língua) são, por outras palavras, aquilo que se espera que o aluno seja capaz de realizar eficazmente no final do percurso escolar do Ensino Secundário.

Em suma, para além das competências da leitura, da escrita e da oralidade, este programa do Ensino Secundário de Timor-Leste também atribui um lugar de destaque significativo ao saber gramatical, ficando-se assim a compreender que este conhecimento é valorizado no currículo oficial deste país, e que o mesmo deverá acontecer nos exames oficiais, nas práticas dos professores e nos manuais escolares.

Antes de terminar esta análise dos programas de Português do Ensino Secundário de Timor-Leste, não podemos deixar de fazer referência a duas das últimas secções desses programas: as Orientações metodológicas (Idem, p. 28) e os Recursos didáticos (Idem, p. 31).

Para além de uma referência à necessidade de articulação das competências gerais com as competências linguísticas específicas, há um conjunto de princípios que, segundo os autores dos programas, devem ser tidos em consideração para que a aprendizagem do aluno seja mais eficaz:

- o perfil linguístico-comunicativo e de aprendizagem do aluno. […]; - a exposição a uma pluralidade de textos […];

- o envolvimento ativo do aluno nas atividades propostas […]; - a diversificação das formas sociais de trabalho […];

- a promoção de situações de aprendizagem ativa e significativa […]; - o desenvolvimento integrado das diferentes competências específicas […]; - a articulação com outras disciplinas do currículo […]. (Ançã, s/d, pp. 28-29)

Ao nível específico do Funcionamento da língua, sublinha-se ainda que é necessário realizar, por um lado, a “abordagem contextualizada do funcionamento da língua e em articulação com as competências anteriormente enunciadas (oralidade, leitura, escrita)”, e, por outro, a “comparação entre os sistemas linguísticos presentes em sala de aula (nomeadamente entre a Língua Portuguesa e o Tétum e/ou as Línguas Maternas dos alunos)” (Idem, p. 30).

Finalmente, quanto a recursos didáticos de acompanhamento do programa, diz- se fundamental o uso de “pelo menos, um dicionário de Língua Portuguesa e de uma

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gramática” (Idem, p. 31), sugerindo-se o Dicionário Editora da Língua Portuguesa

2011 da Porto Editora e a Gramática Prática de Português da Lisboa Editora.

Indicam-se ainda outros dicionários (Dicionário Editora de Verbos Portugueses,

Dicionário Editora de Sinónimos e Dicionário de Tétum-Português de Luís Costa),

assim como algumas gramáticas escolares: Gramática de Português Língua Não

Materna da Porto Editora; Gramática Activa 1 e Gramática Activa 2 da Lidel; Gramática de Português da Porto Editora. Por fim, referem-se, como outros materiais

de apoio, os manuais da Lidel ou cursos de Português Língua Não Materna Português

em Timor 1, 2 e 3 (respetivamente para os níveis A1, A2 e B1/B2 do QECR). (Idem, p.

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Destas indicações, pode concluir-se que quer o manual quer a gramática escolar se assumem, então, como materiais privilegiados para o ensino do Português em Timor- Leste, apresentando explicações, exercícios destinados ao treino das principais estruturas da língua. Tal como esclarecem os programas a “Gramática Activa 1 destina- se a ser usada pelo utilizador elementar (nível A1 e A2 do QECR) e apresenta três apêndices gramaticais (listas dos tempos simples dos verbos regulares e irregulares, plural dos substantivos e adjetivos, e pronomes pessoais”). Por seu lado, a “Gramática

Activa 2 destina-se a ser usada pelo utilizador independente (nível B1 e B2 do QECR) e

apresenta quatro apêndices gramaticais (regras de acentuação, pontuação, formação de palavras e conjugação)”. (Ibidem)

As gramáticas de Português acima mencionadas, algumas das quais são comuns ao ensino da língua materna em Portugal, são recursos de apoio utilizados para o ensino do Português língua não materna e que junto com o manual escolar (único) se destinam, essencialmente, a alunos e professores do Ensino Secundário de Timor-Leste.

Ora, é exatamente o estatuto dos manuais no desenvolvimento do currículo e no cumprimento dos programas (em particular no ensino das línguas) que discutiremos no ponto seguinte.

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