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Uma exploração adequada do setor turístico contribui para o desenvolvimento económico, sociocultural e ambiental dos destinos turísticos (LIMA, 2012; STEIN e VIANNA, 2015).

Podemos afirmar que um destino turístico tem sucesso quando a gestão dos seus agentes é positiva e ativa (STEIN e VIANNA, 2015).

O desenvolvimento do turismo num determinado lugar, pode contribuir para uma melhor qualidade de vida em determinados indicadores, tais como o acesso a postos de trabalho e melhoria das condições de saneamento básico (STEIN e VIANNA, 2015). Daí terem de ser avaliados os impactes económicos do seu desenvolvimento, pois muitas regiões desenvolvem

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esta atividade como complemento da sua base económica tradicional, no sentido de diversificar e consolidar o processo de desenvolvimento do ponto de vista económico (LIMA, 2012).

O turismo possui um maior significado nos países em desenvolvimento, pois nestes países os gastos feitos pelos turistas influenciam o crescimento das pequenas e médias empresas, as quais pertencem aos residentes locais. Pode contribuir para a criação de mais postos de trabalho, podendo contribuir para a melhoria da economia do território (LIMA, 2012). Mas quando estamos a falar do turismo cultural, podemos concluir que tem os mesmos benefícios para as médias e as pequenas empresas que estão relacionadas com este tipo de turismo e, consequentemente pode contribuir para a diminuição do número de pessoas em busca de trabalho.

Um dos aspetos positivos que o turismo tem associado é a criação de megaeventos nas cidades que investem no turismo porque promovem a imagem da “cidade anfitriã” (REMOALDO et al., 2015), fazendo com que a cidade se torne mais conhecida e atrativa.

O turismo pode contribuir para a criação de empregos e rendimentos, podendo aumentar os casos de empreendedorismo. Mas também tem aspetos negativos, como a forte dependência do setor turístico, o aumento da importação e uma baixa taxa de retorno do investimento, criando outros custos externos (LIMA, 2012; STEIN e VIANNA, 2015).

O turismo não só beneficia os serviços relacionados com a atividade, mas também beneficia outros setores da economia local, como por exemplo a agricultura, a construção, a manufatura, os quais fornecem bens e serviços para os setores que fazem parte da indústria turística (SILVA, 2004; LIMA, 2012). Porque também se investe em novas infraestruturas e eleva os padrões de vida dos residentes (REMOALDO et al., 2015).

O turismo também apresenta problemas, como o aumento dos preços dos produtos, devido a uma elevada procura dos mesmos, em certos momentos do ano, mas que depois se mantêm ao longo do ano, fazendo com que os residentes tenham que comprar os produtos mais caros. E também provoca dependência económica, sendo as economias destas regiões influenciadas pela sazonalidade desta indústria sofrendo oscilações ao nível de emprego e preços de bens e serviços (LIMA, 2012).

O turismo “nas últimas décadas tem sido cada vez mais considerado uma aposta adequada para o desenvolvimento das economias nos países com poucos recursos económicos” (LIMA, 2012, p. 12), por ter uma grande capacidade de afetar a qualidade de vida dos residentes dos destinos.

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Muitas vezes os autores falam em qualidade de vida relacionado com a busca de um turismo sustentável, porque o desenvolvimento sustentável é composto pelo ser humano e meio ambiente em simultâneo, possuindo a questão ambiental a mesma importância que a questão social e económica, daí oferecer uma melhor qualidade de vida aos residentes que moram num destino turístico (STEIN e VIANNA, 2015).

O turismo também é importante para os residentes, porque proporciona intercâmbio cultural, garantindo aos residentes e também aos visitantes, contacto com outras culturas e línguas, e uma maior compreensão, aceitação e respeito por outras culturas. Mas também traz outro tipo de consequências, já que os modos de vida, as crenças e a alteração das atividades tradicionais, podem ser pontos negativos para os residentes de um determinado local (LIMA, 2012).

Com o turismo surge a melhoria das condições sanitárias da região onde se desenvolve o turismo assim como outros serviços, tais como a recolha de lixo, os serviços financeiros, a iluminação pública e as comunicações, o que proporciona à comunidade uma melhor qualidade de vida (SILVA, 2004; LIMA, 2012).

O turismo também pode ajudar a estimular os interesses dos moradores pela própria cultura, tradições, costumes e património histórico, devido a serem procurados pelos visitantes, e este facto faz com que os mesmos se preocupem com o que possuem, contribuindo para a reabilitação de monumentos, edifícios e locais históricos e também reabilitando os costumes locais (LIMA, 2012).

Mas também se alteram atividades tradicionais, a mercantilização da cultura como um comércio, o aumento das doenças infeciosas, a perda de diversidade cultural e das principais crenças religiosas, a alteração da autenticidade e do significado cultural dos objetos e dos eventos, a destruição e descaracterização do património histórico e cultural e o aumento do tráfego, nos locais que desenvolvem o turismo, o que é negativo para os lugares que investem no turismo (LIMA, 2012).

Com o desenvolvimento da atividade turística promove-se o investimento na acessibilidade e nos meios de transporte, o que prejudica algumas áreas de turismo rural, porque com os transportes vem a contaminação, a poluição sonora, entre outros fatores, que são prejudiciais tanto para o meio ambiente como para as pessoas que habitam nestes locais (ANDRADE e VIEIRA, 2005).

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Em termos de síntese dos impactes positivos e negativos que são provocados pelo turismo, tanto a nível económico, como sociocultural e ambiental, adiantamos os seguintes.

 A nível económico os pontos positivos são o aumento das oportunidades de emprego;

o aumento dos rendimentos; oportunidade de haver mais publicidade de produtos e serviços da cidade e do país; atração de investimentos em novas instalações e infraestruturas e a elevação do padrão de vida.

 A nível económico os pontos negativos são o aumento dos preços de bens, serviços e propriedades e aumento do custo de vida.

 A nível sociocultural os pontos positivos são o aumento da autoestima da comunidade; a

elevação do padrão de vida; o fortalecimento e preservação da cultura local, valores e tradições; contribui para a construção de uma identidade; oportunidade para conhecer novas pessoas.

 A nível sociocultural os pontos negativos são o aumento da delinquência; o aumento da taxa de criminalidade; a superlotação e os conflitos entre visitantes e residentes.  A nível ambiental os pontos positivos são a preservação do património construído e

uma maior segurança pública.

 A nível ambiental os pontos negativos são a degradação do ambiente físico e natural; o aumento da poluição sonora; a diminuição da qualidade do ar; a diminuição da qualidade da água; o congestionamento de trânsito e problemas de estacionamento e o aumento do tráfego ferroviário e aéreo.

Podemos concluir que existem mais impactes positivos tanto para a economia como em termos socioculturais, ainda que em termos ambientais sejam reconhecidos vários impactes negativos.

Existe outra perspetiva do que é que procura um turista, sendo que ANDRADE e VIEIRA (2005) defendem que o turista, na maior parte das vezes, se preocupa com os recursos paisagísticos, e não com a qualidade de vida da população local. Deste modo, muitos locais de países menos desenvolvidos não se poderem desenvolver, porque os turistas não investem nem consomem nestas áreas, deslocando-se só por umas horas para usufruir das paisagens e logo de seguida voltarem para as áreas urbanas mais próximas para pernoitar.

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3.3. Notas conclusivas

A atividade turística tem vários recursos, estando entre eles o património cultural, que promove os valores patrimoniais e culturais, que são procurados por muitos turistas (COSTA, 2005).

O património cultural pode ser um estímulo para o turismo, porque esta atividade pode conduzir ao restauro e conservação do património histórico. O turismo cultural promove o património de lugares esquecidos, o que pode propiciar a regeneração de aldeias e centros históricos esquecidos e degradados.

Só com o investimento turístico é que se pode restaurar e conservar as estruturas ou monumentos culturais, que estejam degradados e em mau estado.

Este tipo de turismo, o turismo cultural, remonta aos séculos XVIII e XIX, já que se criou então a figura do museu na Europa. Para que este tipo de turismo tenha sucesso tem de haver um envolvimento de diferentes tipos de organizações, porque só desta maneira se pode responder, de uma forma positiva, às necessidades dos turistas.

O turismo cultural é importante para o desenvolvimento tanto dos territórios como das populações, já que com esta atividade económica os lugares têm benefícios económicos, socioculturais e ambientais, mas os ambientais são menos tidos em consideração nas investigações que são realizadas, assim como pelos próprios políticos.

Os residentes que habitam em espaços que desenvolvem a atividade turística acreditam que com esta atividade económica há um aumento do número de postos de trabalho, uma maior publicidade tanto para os produtos como para as cidades, há uma maior atração para a criação de novas infraestruturas e há uma elevação do padrão de vida, isto no que diz respeito ao setor económico. Na perspetiva sociocultural, a autoestima da comunidade tende a aumentar, é proporcionada uma maior preservação da cultura, dos valores e tradições locais e existe a oportunidade de conhecer novas pessoas. Já no que se refere ao ambiente, a preservação do património construído e uma maior segurança pública são os mais relevantes impactes.

Existem mais impactes negativos no que diz respeito ao ambiente, já que com o aumento de turistas, também há um maior fluxo de carros, contaminando tanto o ar e contribuindo para uma maior poluição sonora. E estes fatores vão contaminar a água, o ar e a paisagem.

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PARTE II – CARACTERIZAÇÃO DO PATRIMÓNIO DE VIEIRA DO MINHO E

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