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4.2 Approches variationnelles du problème inverse

4.2.1 Méthode adjointe

Ao iniciar a PP o ano letivo já estava em curso e, por isso, tivemos de nos integrar e adaptar ao programa já planificado e aprovado pelos órgãos do colégio e em execução, bem como à orientação metodológica assumida institucionalmente no ensino-aprendizagem da música, que assenta essencialmente, na pedagogia de educação musical de Zoltán Kodály e de Carl Orff, de quem faremos uma breve exposição, apesar de outras utilizadas, conforme constam nas planificações.

Estas pedagogias apelam à atenção, à concentração, à criatividade, à improvisação, ao treino auditivo e à imitação, com vista a facilitar a aquisição e compreensão dos conhecimentos dos alunos.

O método Kodály

Zoltan Kodály (1882-1967) estudou «em Galantá (atual Galanta Tchecoslováquia), instalou-se em Budapeste, onde estudou composição com Koessler, na Academia Franz Liszt. Simultaneamente matriculou-se na Faculdade de Letras, onde se doutorou em 1906 com uma tese sobre a estrutura da canção popular húngara» (Gorina, 1986, p. 200).

Kodály enfatiza a importância do canto a todas as pessoas e a alfabetização musical para todos, trazendo a música para o quotidiano as atividades de lazer, bem como para o público, em geral. A filosofia do método de Kodály é que a educação musical é mais eficaz quando iniciada precocemente e de que todos são capazes de alfabetização musical. A sua pedagogia é fortemente marcada pelo caráter imitativo das

intervenções dos alunos. O desenvolvimento curricular inclui leitura e escrita da

música, treino auditivo, ritmo, canto e perceção musical. A consciência e o sentido rítmico são desenvolvidos nas crianças, através de movimentos e jogos, que ajudam a reconhecer e compreender sensorialmente os métodos rítmicos, orais e visuais. O

ritmo é ensinado integrado na melodia, a experiência de vivenciar a melodia é tão estruturada quanto a do ritmo.

Cantar é apontado como a base para a musicalidade com o uso do folclore de música popular de alto valor artístico (Kebach 2011).

O canto em grupo, a utilização da manossolfa (fonomímica) (Fig. 40) e a audição relativa contribuem positivamente no processo educativo. Os sinais fonomímicos propostos por Kodály são os da figura abaixo:

Figura 40: Gestos manuais do sistema Kodály Fonte: Torres, 1998: p. 103

Kodály no sistema rítmico criado por Maurice Chevais (1804-1864) usando, sobretudo, as sílabas ta e ti, para estabelecer a associação entre célula rítmica e fonema.

Figura 42: Método Kodaly

O método de Carl Orff

Carl Orff (1895- 1982), foi cantor, sonoplasta, compositor, encenador, libretista, diretor, Korrepetitor e Mestre de Capela em Munique e, mais tarde, em Manheim e Darmstadt e, novamente, em Munique, para onde voltara, tendo ainda trabalhado também no teatro de marionetas desta cidade.

O conceito de música elementar é o principal fundamento da pedagogia de Carl Orff. A ideia de educação musical por ele desenvolvida tem como princípio a ideia de que a música é uma forma de expressão natural e deve ser aprendida como qualquer outra linguagem, através da observação, da imitação e da apropriação.

O seu método assenta no movimento e na linguagem, enquanto partes integrantes e constituintes dos principais aspetos da música. Este exercício natural da música que é acessível não necessitando de nenhuma prática específica. Na pedagogia de Carl Orff está patente a influência de Dalcroze, bem como de Kodály, no que respeita recurso das tradições, dos cantos e das danças de cada povo.

Segundo Gagnard, a metodologia de Carl Orff se parte de:

[…] de uma palavra, procura-se o seu acento tónico, o ritmo; numa frase posterior, escolhe-se uma frase que o professor diz de uma forma monocórdica a fim que seja o próprio aluno a redescobrir a acentuação que lhe é própria ou a encontrar nela acentuações falsas. (…) Como se vê, e contrariamente ao que se passa no ensino

tradicional, a compreensão vem depois da experiência, pois as crianças começam por sentir o ritmo em vez de analisar as suas componentes” (Gagnard, 1974, p.133).

Para este metodólogo, a construção do conhecimento através do fazer música, coloca a criança em contacto direto com a arte dos sons. É uma aprendizagem ativa, onde a criança é o principal “ator” e elemento da força motriz de um constructo. Conhecer pela vivência, pelo seu próprio “sentir”, físico e emocional, contribuem para que a criança disponha de bases sólidas na construção de um pensamento mais organizado. Este processo envolve o fazer, o sentir e o pensar, que é o grande referencial na criação da sua vasta obra pedagógica do pedagogo.

Orff produziu um conjunto de peças infantis didáticas, com o objetivo de proporcionar às crianças um contacto intenso e organizado com os conteúdos e elementos culturais da linguagem musical. Propôs um fazer musical com intencionalidade e expressividade e acessível a todos, profissionais e amadores, através de um conjunto de atividades de improvisação, expressão vocal, corporal e instrumental (o uso de instrumentos Orff de altura definida, por exemplo, xilofones, metalofones, entre outros) e levar o aluno a integrar na sua experiência a arte musical.

Tanto o diretor do colégio, como o professor cooperante foram recetivos à iniciativa da estagiária no que respeita ao estudo da linguagem não-verbal dos alunos. Para o efeito, recorremos à colaboração do fotógrafo profissional Humberto Barbosa, especializado na captação emoções através da imagem. Como referimos anteriormente, as turmas não ultrapassam os vinte alunos, o que é relevante para a concretização dos objetivos pedagógicos. Todavia, deve dizer-se o valor atribuído a práticas existentes na instituição dedicadas aos primeiros minutos de cada aula. Imediatamente após a reflexão, sempre feita no início de cada sessão, a aula passava a ser lecionada pelo professor estagiário. No final das diversas sessões lecionadas, maioritariamente assistidas pelo professor cooperante (e algumas pela orientadora), o qual não intervinha, mas registava observações para posterior reunião.