• Aucun résultat trouvé

III – Matériaux de la dorure

3. Les métaux et alliages

O Índice de Esforço ou Tensão do Cuidador

(IEC)

(López & Moral, 2005; Robinson, 1983) é um instrumento concebido para medir a carga percebida e subjetiva daqueles que cuidam dos seus familiares. Constituído por 13 questões, em que cada resposta é cotada com um, em caso de resposta afirmativa, ou com zero, em caso de resposta negativa. Pontuações superiores ou iguais a sete sugerem nível elevado de esforço.

A escala apresenta uma consistência interna boa com um alfa de Cronbach= 0.86 (Robinson, 1983), originalmente, semelhante aos encontrados numa amostra na Espanha (0.808) (López & Moral, 2005) e numa amostra na Turquia (valores de 0.73 e 0.77, em duas administrações diferentes da escala) (Ugur & Fadiloglu, 2010). A estrutura fatorial encontrada pelos diversos autores vaira muito, quer no número de fatores a reter, quer nos itens que os compõem, devido, em grande parte, às diferenças culturais das amostras e das técnicas estatísticas utilizadas, pelo que é, em muitas situações, aplicada como escala unidimensional (Diwan, Hougham, & Sachs, 2004; Robinson, 1983; Ugur & Fadiloglu, 2010).

Realizámos a tradução e a retroversão do IEC por dois tradutores independentes portugueses, fluentes em língua inglesa, com semelhanças de resultado em relação ao original. A versão final foi comparada com uma versão preliminar já utilizada em Portugal sem validação, no projeto “Cuidar de Quem Cuida”, implementado na região Entre Douro e Vouga promovido pelo Castiis - Centro de Assistência Social à Terceira Idade e Infância de Sanguedo (2009-2013) (Alves et al., 2015), sem se encontrarem grandes diferenças.

Neste estudo, procedemos à avaliação da consistência interna do IEC, e numa fase inicial o coeficiente de correlação do item total corrigido levou-nos a inverter o item 3 (r=-0.018) e prosseguir com a avaliação.

O IEC apresenta valores de alfa de Cronbach que variam entre 0.593 e 0.670, com um alfa para o global da escala de 0.653, indicando fraca consistência interna (cf. Tabela 11).

Os itens 3, 4, foram os que apresentaram menor estabilidade (r<0.20) o que indica que seriam para eliminar, mas mantivemos, nesta fase e submetemos a AFE. A correlação máxima situa-se no item 6 (r=0.541). A percentagem de variância explicada, alcançada através do coeficiente de determinação, indica que o item que apresenta mais variabilidade é o item 11, explicando 53.6% de variabilidade.

Os valores da média e desvio padrão, nos diversos itens permitem-nos afirmar que estes não se encontram bem centrados, variando entre 0.200 e 0.764.

Alisámos as comunalidades de cada variável e verificámos que os valores variam entre 0.549 e 0.787, sendo por isso considerados adequados.

Tabela 11 – Consistência Interna do IEC N.º

Item Itens Média D.P.

r item/ total r

2 α sem

item h

2

1 Tem perturbações do sono (por exemplo, porque o

paciente se deita e levanta ou passeia pela casa de noite). 0.423 0.497 0.428 0.455 0.609 0.711 2

É um inconveniente (por exemplo, porque a ajuda que presta consome muito tempo ou a viagem é muito demorada).

0.282 0.452 0.314 0.247 0.630 0.750

3 Representa um esforço físico (por exemplo, você tem que

senta-lo(a), levanta-lo(a) de um assento). 0.200 0.402 0.018 0.359 0.670 0.787 4 Implica uma restrição (por exemplo, porque a ajuda que

presta restringe o tempo livre ou não pode fazer visitas). 0.600 0.492 0.075 0.198 0.668 0.629 5 Houve mudanças na família (por exemplo, porque a ajuda

perturbou a rotina ou há falta de privacidade). 0.611 0.490 0.429 0.389 0.609 0.699 6 Houve mudanças nos planos pessoais (por exemplo, teve

de recusar um trabalho ou não pôde ir de férias). 0.717 0.452 0.541 0.437 0.593 0.691 7 Houve outras exigências do meu tempo (por exemplo, por

parte de outros membros família). 0.541 0.501 0.317 0.422 0.629 0.549

8 Houve mudanças emocionais (por exemplo, devido a fortes

discussões). 0.423 0.497 0.244 0.265 0.641 0.604

9

Alguns comportamentos são perturbadores (por exemplo, a incontinência, o paciente tem dificuldade em lembrar-se das coisas ou acusa os outros lhe tirarem as coisas).

0.529 0.502 0.245 0.391 0.641 0.763

10

É perturbador perceber que o paciente mudou muito em comparação com antes (por exemplo, é uma pessoa diferente do que costumava ser).

0.752 0.433 0.259 0.404 0.638 0.669

11 Houve mudanças no trabalho (por exemplo, por causa da

necessidade de tempo reservado para a ajuda). 0.482 0.502 0.326 0.536 0.627 0.752

12 É um encargo económico. 0.482 0.502 0.256 0.340 0.639 0.600

13

Tem-se sentido completamente sobrecarregado (por exemplo, com preocupações com a pessoa que cuida ou preocupações sobre como continuar a cuidar).

0.764 0.426 0.248 0.466 0.640 0.697

Coeficiente alfa de Cronbach global 0.653

Passámos de seguida à realização de AFE, para avaliar a validade de construto do IEC. O teste de KMO ao apresentar um valor de 0.603, mostra haver uma correlação medíocre entre as variáveis, mas ainda assim aceitável, permitindo-nos continuar com o processo de validação da escala.

Efetuada a extração dos fatores obtiveram-se cinco fatores, com eigenvalues superiores a 1, que no conjunto explicam 68.48% da variância total.

O gráfico de variâncias, designado por Scree Plot, aponta para a retenção dessas cinco componentes, onde apresenta maior inclinação da reta, ou seja, retêm-se os fatores até aquele em que o ganho de variância total explicada já não é considerado (cf. Gráfico 1).

Gráfico 1 – Gráfico de variância de Scree Plot do IEC

Continuando a análise fatorial verificámos que dois fatores saturavam apenas com dois itens, pelo que procedemos a nova análise fatorial, forçando a três fatores, que explicam 51.76% da variância total.

Verificámos que o item 8 tinha saturações inferiores a 0.4 pelo que era eliminado, verificámos, ainda, que o item 3 saturava em dois itens, sendo um negativo pelo que também era eliminado, ficando um fator apenas com dois itens. Por este motivo, procedemos a nova analise fatorial, forçando a dois fatores, que explicavam 37.18% da variância total, mantendo os itens 3 e 8.

Através da nova análise fatorial verificámos que se mantém a decisão de eliminar os itens 3 e 8, pelo que realizámos nova análise fatorial com estes itens eliminados, que mostra um primeiro fator, constituído pelos itens 2, 5, 7, 11 e 12, e um segundo fator, constituído pelos itens 1, 4, 6, 9, 10 e 13 (cf. Tabela 12), que explicam 43.62% da variância total.

Tabela 12 – Análise fatorial em componentes principais do IEC

N.º

Item Itens

Fatores