A. L’ÉMERGENCE D’UNE COMPRÉHENSION EUROPÉENNE DU PROJET
3. Un mécanisme de filtrage des IDE qui se renforce mais reste fragile
A definição de eficiência energética, segundo a resolução 414 (2010) da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) é:
“Procedimento que tem por finalidade reduzir o consumo de energia elétrica necessário à realização de um determinado trabalho, excetuado o uso de energia proveniente de matéria- prima não utilizada, em escala industrial, na matriz energética” (ANEEL, 2010, p.4)
Para Geller (1994), a eficiência energética é maximizada em situações em que se consegue realizar um serviço ou trabalho e assim produzir um resultado com uma quantidade de energia inferior à que era normalmente utilizada, de maneira a não prejudicar a qualidade, o conforto e/ou eficiência. Assim a eficiência energética equivale a consumir menos energia para o mesmo propósito final, e com isso acarretar a redução dos custos com a eletricidade utilizada, custos com a manutenção dos equipamentos entre outros.
Em 2001 foi criada no Brasil uma lei visando à eficiência energética, a lei 10.295 – Politica nacional de conservação e uso racional de energia e dá outras providências – estimula a utilização racional da energia, o desenvolvimento tecnológico, a preservação ambiental e a introdução de produtos mais eficientes no mercado nacional.
A ELETROBRAS por intermédio do PROCEL instituiu, em 2003, o PROCEL SANEAR – Programa de Eficiência Energética em Saneamento Ambiental, que atua de
forma conjunta com o Programa Nacional de Combate ao Desperdício de Água (PNCDA) e o Programa de Modernização do Setor de Saneamento – (PMSS), ambos coordenados pela Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental – SNSA, vinculada ao Ministério das Cidades.
O PROCEL SANEAR, atualmente, possui ações quanto ao uso eficiente de energia elétrica nos conjuntos moto-bombas e conservação da água. Conforme consta no site da PROCEL SANEAR, o programa tem como principais objetivos:
Promover ações que visem ao uso eficiente de energia elétrica e água em sistemas de saneamento ambiental, incluindo os consumidores finais;
Incentivar o uso eficiente dos recursos hídricos, como estratégia de prevenção à escassez de água destinada à geração hidroelétrica;
Contribuir para a universalização dos serviços de saneamento ambiental, com menores custos para a sociedade.
De acordo com Tsutiya (1997) e Gomes (2005) as medidas de eficiência energética podem ser divididas em redução de custo de energia elétrica sem investimento e redução de custo de energia elétrica com investimento.
As reduções de custo de energia elétrica sem investimento não demandam novas construções ou aquisição de equipamentos, necessitando apenas o contato com as concessionárias de distribuição de energia elétrica. A seguir são exemplos de tais medidas:
Classificação: Verificar a classe em que se enquadra a instalação, pois as instalações classificadas como de água, esgoto e saneamento, possuem um desconto de 15% na tarifa conforme mencionado anteriormente.
Regularização da Demanda Contratada: Adequação das demandas contratada e registrada, assim evitar o pagamento de uma demanda não utilizada, ou ainda, em situações de tarifação horo-sazonal, da demanda de ultrapassagem.
Alteração da Estrutura Tarifária: O conhecimento detalhado das características do sistema tarifário existente e com isso visar a redução nos custos de energia elétrica.
Desativação: Trata-se do corte de ligação em situações que não se utiliza a instalação ou permaneça desativada por período superior a seis meses. Em tais situações, apesar de não haver consumo de energia ativa, paga-se o consumo mínimo em baixa tensão e, no caso de alta tensão, a demanda contratada.
Erro de Leitura: É detectado a partir da conferência dos dados da conta de energia elétrica com os dados de campo das instalações. Tais tipos de erros são comuns na leitura de demanda, da energia ativa, da energia reativa e da data de leitura. Em qualquer destes casos o erro poderá representar prejuízos irrecuperáveis.
As reduções de custo de energia elétrica com investimento demandam novas construções ou aquisição de equipamentos, necessitando de estudos para a implementação. A seguir são exemplos de tais medidas:
Correção do Fator de Potência: O fator de potência não influi diretamente na energia elétrica paga nas contas mensais, isso porque os medidores de energia medem apenas a potência absorvida e não a potência aparente. Entretanto nos motores em que o fator de potência é baixo, as correntes são maiores, aumentando as perdas na instalação.
Alteração da Tensão de Alimentação: Consiste na modificação do padrão de entrada de energia elétrica, de baixa para alta tensão. O consumo com tarifa em alta tensão na maioria das vezes é mais econômico que em baixa tensão. No entanto, essa alteração só é possível, se for construída uma nova entrada de energia elétrica para alimentação.
Melhoria do Fator de Carga: Dentre os vários índices que podem ser utilizados como indicativos da racionalidade do uso da energia elétrica, destaca-se o fator de carga que, no caso de elevatórias, serve para verificar o nível de utilização dos conjuntos motor-bomba. O fator de carga é a relação
entre a potência média solicitada pela instalação e a demanda de potência máxima ocorrida em um determinado período de tempo. A melhoria do fator de carga é uma das alternativas para a diminuição do custo de energia. Conforme mencionado anteriormente é possível atingir a eficiência energética de diversas maneiras e com variados custos de implantação.
Tonn e Peretz (2007) evidenciaram no artigo o potencial para a conservação de energia nos sistemas de abastecimento de água do tipo convencional dos Estados Unidos, os mesmos concluíram que os programas de eficiência energética poderiam gerar reduções de 20% a 30% do consumo de energia em contextos residenciais e industriais.
Portanto é relevante nas empresas de saneamento básico que embora determinada unidade consumidora não tenha condições para alimentação a níveis de alta tensão, em algumas situações torna-se viável a instalação de transformadores para o enquadramento como unidade consumidora de alta tensão já que há maiores opções de modalidade tarifária. Caso se mantenha a alimentação em baixa tensão, a modalidade tarifária branca, implementada em 2015 no Brasil, possui custo da energia elétrica diferenciado conforme o período do dia, mas seus valores são superiores quando comparado ao custo de energia elétrica em alta tensão.