CHAPITRE 3 : LES FILMS NANOCRISTALLINS DE FE-N
2. V ERS LA NANO - INGENIERIE DES FILMS
2.1 Loi de Sieverts
Para melhor aplicabilidade do projeto faz-se necessário estabelecermos princípios que fortaleçam e fundamentem a nossa proposta, que deverá estar alicerçada, primeiramente, na possibilidade de inovação das práticas pedagógicas com as TIC e na possibilidade de compreendermos os professores e estudantes como protagonistas do processo de ensino/aprendizagem. Para isso, entendemos que um ponto forte dessa proposta é a valorização de princípios fundamentais para que os sujeitos possam construir possibilidades diante das ações do projeto. Por isso, definimos como princípios fundamentais deste Projeto de Intervenção: o trabalho em rede, a autoria, inovação, autonomia, participação e colaboração.
O trabalho em rede:
Ao definir o foco da intervenção, buscarmos realizar ações propostas com possibilidades voltadas para o trabalho em rede, onde incentivaremos constantemente a articulação e conexão entre os professores, estudantes, coordenadores pedagógicos e outros sujeitos envolvidos. A ideia defendida é pautada na concepção que os sujeitos podem se encontrar em diversos espaços, presencialmente e também em espaços virtuais, construídos coletivamente. O que na verdade se pretende é contribuir para a criação de espaços onde os
conhecimentos se entrelacem, onde os sujeitos se encontrem, criando-se grandes redes de colaboração entre os mesmos. Assim, este princípio está articulado com o conceito de rede de Castells:
Redes são estruturas abertas capazes de expandir de forma ilimitada, integrando novos nós desde que consigam comunicar-se dentro da rede, ou seja, desde que compartilhem os mesmos códigos de comunicação (por exemplo, valores ou objetivos de desempenho). Uma estrutura social com base em redes é um sistema aberto altamente dinâmico suscetível de inovação sem ameaças ao seu equilíbrio (CASTELLS, 1999, p. 499).
Diante disso, vale reforçar que o trabalho em rede sugerido para a proposta tem o objetivo de articular objetivos comuns, trabalhar com a expansão de possibilidades, criar “sistemas abertos”, capazes de garantir a participação dos sujeitos, independente da sua presença física nos encontros. Esses “sistemas abertos” se contrapõem à organização rígida permeada em alguns espaços, e promovem conexões, articulações e flexibilidade das ações.
Autoria:
Partimos do pressuposto que é importante pensarmos em ações que promovam processos criativos que valorizem a autoria. Assim, é imprescindível que os sujeitos participantes do Projeto de Intervenção sejam incentivados constantemente a produzirem possibilidades autorais. Para que essa condição seja criada, o projeto deve impulsionar práticas pedagógicas que fomentem a criatividade e que compreenda o ato criador como possibilidades que não limitem o conhecimento. Essa autoria a que nos referimos está permeada de potencialidades dos sujeitos diante dos processos coletivos, e, por esse motivo, entendemos que a efetivação da mesma é uma busca constante. Para Salles (2008, p.152) a “[...] a autoria se estabelece nas relações, ou seja, nas interações que sustentam a rede, que vai se constituindo ao longo do processo de criação”.
Diante disso, compreendemos que é possível promover o princípio da autoria, valorizando a capacidade criadora dos sujeitos envolvidos e garantindo a qualidade das ações implementadas em rede. Acreditamos que essa compreensão produzirá práticas pedagógicas autorais, tendo as TIC um papel imprescindível como
possibilidade estruturante dos processos de ensino e aprendizagem.
Inovação:
Ao tratarmos do princípio de inovação, reforçamos a concepção de criatividade que, nessa proposição, significa garantir que todos os sujeitos participem ativamente de construções de possibilidades de transformação de padrões anteriores. Portanto, o que se pretende com esse princípio é fortalecer a mudança. Dessa forma, professores, estudantes, gestores, coordenadores técnicos e pedagógicos serão incentivados para efetivarem uma participação qualificada, onde possam produzir uma diversidade de ações que fomentem as práticas pedagógicas inovadoras.
A inovação trazida aqui se relaciona diretamente com a criação de um ambiente que fomente e valorize o processo de mudança. Assim, está conectada com o conceito de que inovação é “um conjunto de intervenções, decisões e processos, com certo grau de intencionalidade e sistematização, que tratam de modificar atitudes, ideias, culturas, conteúdos, modelos e práticas pedagógicas” (CARBONELL, 2002, p. 19).
Diante disso, o que se pretende é criar condições favoráveis que valorizem estratégias alternativas voltadas para a criatividade. Inovar, nesse sentido, é fortalecer a criatividade dos sujeitos. Dessa forma “falar de inovação é falar de formação de atitudes, destrezas e hábitos, manejar estratégias, prever e superar resistências, conhecer processos, afrontar conflitos, criar climas construtivos, etc.”. (TORRES, 2000, p. 10)
Autonomia:
É preciso questionar a postura passiva dos sujeitos e, mais ainda, criar condições para que esses sujeitos se emancipem através de práticas pedagógicas que os desafiem. Por esse motivo, este Projeto de Intervenção está pautado na utilização das TIC como proposta de criação de possibilidades pedagógicas onde professores e estudantes são sujeitos ativos que constroem e divulgam seus próprios conhecimentos. Paulo Freire (2003, p. 25) reforça essa ideia quando diz que “ensinar não é transferir conhecimento, mas é criar as possibilidades para a
produção ou a sua construção”.
A autonomia trazida aqui está fundamentada na concepção de que reconhecemos no sujeito a capacidade de participar efetivamente do processo de construção do conhecimento. Assim, o sujeito é desafiado a potencializar a sua própria participação, levando-se em consideração a sua independência, que nesse caso representa “[...] a grande capacidade de autonomia e de discernimento, juntamente com o esforço da responsabilidade pessoal, na realização de um destino coletivo”. (DELORS, 2001, p. 20).
Participação:
Outro princípio primordial para o projeto é garantir a participação efetiva dos sujeitos (professores, coordenadores pedagógicos, gestores e estudantes) da Rede Municipal de Educação de Irecê. Essa participação será concretizada pela promoção de ações que fomentem o envolvimento dos sujeitos no desenvolvimento dessa proposta, que vai se construindo coletivamente. Para isso, serão levados em consideração os processos horizontais de construção de saberes, que são fomentados pela efetiva participação dos sujeitos, que também assumirão uma postura de envolvimento com as dinâmicas de cada etapa, pois nessa conjectura “participar é visto como criar uma cultura de dividir as responsabilidades na construção coletiva de um processo [...].” (GOHN, 2001, p. 19).
A participação dos sujeitos na construção coletiva desse Projeto de Intervenção se constitui como uma possibilidade de criar processos que se alimentem da liberdade de criação e de produção de conhecimentos. Essa concepção é articulada com a ideia de que “a participação pode aumentar o valor da liberdade para o indivíduo, capacitando-o a ser (e permanecer) seu próprio senhor” (GOHN, 2001, p. 22). Ao promovermos essa condição, acreditamos potencializar a autonomia dos sujeitos. Essa autonomia é produzida pela “[...] participação plena e irrestrita de todos os agentes desse processo” (PINTO, 1994, p. 08).
Colaboração:
A colaboração que propomos aqui é voltada para a concepção de produção colaborativa, compartilhamento de informações/conhecimento, a partir da disseminação de opiniões e saberes entre os sujeitos envolvidos no projeto. Umas das vertentes mais utilizadas nas ações propostas estarão conectadas à concepção de trabalho em equipe. Assim, incentivaremos posturas voltadas para o comportamento solidário, onde os sujeitos se ajudem mutuamente durante o processo de construção do conhecimento. Portanto, a colaboração expressada nesse trabalho se refere à capacidade do sujeito de se perceber útil para outros seres humanos e ao mesmo tempo compreender que pode ser ajudado por outros sujeitos.
O grande diferencial da colaboração será o trabalho em conjunto. Nessa organização, não existem distinções hierárquicas entre os sujeitos. Uns colaboram com os outros, formando, assim, uma proposta coletiva. Nessa proposta, o sujeito precisa “[...] enxergar seus colegas como colaboradores para seu crescimento, isto já significa uma mudança importante e fundamental de mentalidade no processo de aprendizagem”. (MASETTO, 2006, p. 141).
Portanto, nessa proposta colaborativa, todos os sujeitos podem, em dado momento, ser orientadores, em outro, aprendizes. Assim, a aprendizagem acontece através da interação resultante do trabalho coletivo e da reflexão constante sobre os processos de construção do conhecimento, promovidos através da criação de um movimento de participação efetiva dos sujeitos.
Além dos princípios que nortearão este Projeto de Intervenção, estabelecemos algumas diretrizes (tabela 04) que darão sustentabilidade para a execução do mesmo. Essas diretrizes articularão o caminho que desejamos percorrer com as ações interventivas propostas.
Tabela 04: Diretrizes do Projeto de Intervenção Diretrizes
Respeito ao contexto em que as escolas estão inseridas.
A comunidade local será valorizada no que diz respeito a sua cultura, crenças e opiniões, por isso, incentivaremos a integração da escola com o seu entorno.
Incentivo constante ao acesso livre ao conhecimento.
Partimos do pressuposto de que todo conhecimento, material e ideias produzidas pelos sujeitos devem ser acessíveis ilimitadamente. Assim, com o projeto, incentivaremos essa possibilidade, fomentado, através desse acesso, a produção de outros conhecimentos.
Avaliação constante do projeto
Todas as etapas do projeto serão avaliadas continuamente, com o intuito de torná-lo objetivo, reflexivo e para compreender e gerenciar os efeitos das ações propostas, avaliar os resultados e sistematizar conclusões, de forma a aprimorá- las. Essa avaliação será sempre feita de forma coletiva, com a participação dos sujeitos envolvidos.
Fortalecimento dos processos horizontais
A dimensão horizontal, nesse sentido, diz respeito à construção de processos educativos onde todos os sujeitos envolvidos na construção do conhecimento são valorizados integralmente.
Valorização das produções colaborativas
Todas as produções colaborativas dos estudantes, professores, coordenadores pedagógicos e gestores serão reconhecidas e valorizadas. Essas produções serão resultados da colaboração que surge como grande possibilidade de interação, de valorização dos diversos saberes e de produção de conhecimentos, dinamizando, assim, os processos de ensino/aprendizagem.
Fonte: Criação do autor