3. Résultats
3.1 Mise en place de la bibliothèque
3.1.4 Logiciel documentaire
Para darmos resposta às necessidades, exigências e comportamentos dos seniores portugueses é preciso saber quem são e o que procuram.
Segundo o estudo “A Outra Geração: Os Seniores”, realizado em 2008, pela Novadir em parceria com a Marktest, a população sénior portuguesa engloba perfis diferenciados, apesar de partilharem alguns traços (Marktest, 2008).
Os mais velhos têm dificuldade em reconhecer que são seniores, principalmente os que ainda estão no ativo, com idade entre os 55 e 65 anos, considerando que “[...] o termo se aplica apenas aos outros, não a si mesmos principalmente se ainda pertencem à população ativa.” (Rodrigues C. , 2010, p. 4) Esta é uma tendência que também se constata a nível mundial.
A década de nascimento, vida profissional e redes familiares são os principais fatores de diferenciação com influência no comportamento, valores, atitudes, vivências e estilos da população sénior portuguesa (Duarte, 2009).
A idade em que vivenciaram determinados acontecimentos reflete-se no modo como se posicionam, atualmente, na vida e as necessidades que têm. Os seniores com 55 e 65 anos, que viveram pós II Guerra Mundial, apresentam diferenças da geração com 65 e 75 anos, influenciada pelos primeiros anos do Estado Novo (Duarte, 2009).
Os seniores querem manter os hábitos que tinham quando eram mais jovens. “[...] se gostavam de Rock and Roll, continuam a ouvir as mesmas bandas, se apreciavam arte, continuam a visitar galerias.” (Rodrigues, 2010, p.4).
A situação profissional é o principal fator com reflexos em vários aspectos da vida dos seniores, “As mudanças da condição de vida ativo-inativo influenciam as necessidades e comportamentos dos seniores na saúde física e financeira, na ocupação de tempos livres e no consumo de serviços e meios.” (Rodrigues C. , 2008).
Para além da influência na rotina e dia-a-dia dos mais velhos, a vida profissional determina, igualmente, o estilo de vida e o papel social assumido. A utilização e familiarização com as tecnologias (computador e internet); motivação para novos hobbies, atividades e o modo como veem a reforma são situações influenciadas pela situação profissional.
As preocupações e ambições futuras dos seniores estão estreitamente relacionadas com os descendentes, em função da situação profissional.
Os investimentos dos seniores não ativos são muito direcionados para ajudar os filhos e os netos, refere o estudo da Novadir. A situação difere no caso dos seniores que ainda trabalham. Apesar de não admitirem que estão a preparar a reforma, mostram alguma preocupação com a poupança ativa. As principais formas de poupança são os produtos bancários e os seguros, alguns limitam-se a realizar descontos para o sistema da Segurança Social (Marktest, 2008). Relativamente às aplicações financeiras a maioria mantem-se fiel à instituição bancária há mais de 10 anos (Simões, 2007).
Este segmento da população coloca a família, amigos e dedicação aos animais no centro dos seus afectos, a rede de familiares alargada ganha importância para os seniores (Marktest, 2008).
Na lista das ambições que têm para si próprios figuram no topo a saúde, autonomia e disponibilidade económica para viverem com qualidade.
A saúde e alimentação são as áreas onde despendem mais dinheiro. Praticamente metade dos seniores portugueses padece de uma doença crónica ou aguda, levando a que a maioria consuma medicamentos regularmente.
Os seniores partilham a vontade de ainda quererem fazer muitas atividades. Viajar está no topo da lista das atividades de lazer. Maioritariamente as viagens são feitas com familiares. Portugal consta na lista dos destinos preferidos para realizar viagens de turismo e lazer, apesar da Europa ser o lugar de eleição de férias para os mais velhos (Marktest, 2008).
Descobrir novas culturas é o motivo mais relevante, referido por mais de metade dos seniores portugueses, para a escolha do destino de férias. Alguns viajam à procura de sossego, outros preferem o contato com a natureza e novas paisagens.
As viagens são planeadas com alguma antecedência, entre um a quatro meses. As agências de viagens são aos meios onde mais procuram informação, seguindo-se os sites de viagens e a recomendação de amigos (Marktest, 2008).
Mais de metade da população sénior portuguesa pratica exercício físico, demonstrando preocupação com a aparência física e bem estar. As caminhadas e a modalidade de hidroginástica, são modalidades que consideram adequadas para as suas idades. Consomem produtos de cosmética, frequentam termas e Spa’s.
A educação também ganha adeptos junto dos mais velhos. Voltar a estudar ou ter “hobbies” como a pintura, restauro são atividades que os motivam.
Apesar de ser uma percentagem baixa, 26% dos seniores, entre os 55 e os 74 anos, admite recorrer a um lar ou residência sénior “[...] desde que estas contribuam para uma vida com dignidade, nomeadamente através de atividades culturais e de lazer que os ajudem a continuar mentalmente ativos.” (Duarte, 2009). Apenas 17% dos seniores pondera frequentar um centro de dia. O afastamento dos familiares e amigos, e a falta de privacidade, são as principais razões para justificar a resistência a este tipo de equipamentos.
Relativamente ao consumo de media, o estudo da Marktest de 2008, revela que os seniores são grandes consumidores de televisão. Em média passam cinco horas e trinta minutos, por dia, a ver televisão. Os jogos de futebol são uma das suas preferências televisivas (2007, Simões). Os seniores ouvem menos rádio e também leem menos que a média da população do universo do estudo (Marktest, 2008).
Á semelhança do que são as tendências mundiais, os cidadãos seniores portugueses estão cada vez mais familiarizados e ganham competências na área das novas tecnologias. Nos Estados Unidos mais de metade (59%) dos seniores, com 65 ou mais anos, são utilizadores da internet, segundo dados de 2012 referidos do Pew Research Center (Pew Research Center).
Segundo dados do Pordata, 32,9% da população portuguesa, entre os 55 e 64 anos, e 18,6% entre os 65 e 74 anos, utilizavam regularmente a internet em 2013. A percentagem de utilizadores nas duas classes etárias registou um considerável aumento comparando com 2010, em que os valores eram de 27,7%, dos 55-64, e de 10,4% dos 65-74 (PORDATA).
Os seniores “[...] adquirem cada vez mais produtos “high end” que há uns anos atrás associávamos apenas aos mais jovens” refere Fernanda Catarino, sales account manager da Dell Portugal, à RevisMarket. (Rodrigues, 2010).
O Google.pt é o domínio mais acedido, mas é no portal sapo.pt que dedicam mais tempo quando navegam na internet em casa. Apesar de frequentarem as redes sociais, verem fotografias e lerem posts, o envio de mensagens é feito através do uso do e-mail que “continua a estar no centro da comunicação entre os adultos mais idosos” refere uma especialista do Pew Centre – citada pelo jornal Público (Ribeiro, 2010).
Os seniores portugueses são ativos e estão em crescimento. A família, saúde e viagens, são as grandes prioridades deste segmento da população, cujo principal objetivo é manter a qualidade de vida.
“(…) as readers’ needs change, and society changes, so do magazines” David j. Hanger, EMMA5 President