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Logic Verification Module

Dans le document The DART-Europe E-theses Portal (Page 145-149)

4.3 Semantics

5.1.3 Logic Verification Module

19NOV2003

Desde o início da minha actividade tenho trabalhado a metodologia de projecto, começo no IEFP, onde desenvolvi actividades na formação profissional e sempre tive um carinho especial pela aprendizagem contínua, face à era que vivemos e da introdução das tecnologias neste processo. As ferramentas que encontramos à disposição serão propriamente o e-learning. Estive envolvida num grupo em Copenhaga, numa experiência piloto sobre e-learning em 1996, onde trocámos várias práticas daquilo que poderia ser interessante no e-learning, mas todos nós mostravam uma necessidade por esta ferramenta para potenciar uma aprendizagem mais vasta, em momentos diferenciados, de diversos grupos ao mesmo tempo.

Interessante é que apesar da necessidade sentida, este grupo também manifestava muitas resistências, e nesse grupo de 15 pessoas em actividades síncronas apareceram duas pessoas e nas actividades assíncronas poucos foram aparecendo, e o que é interessante é eu este projecto morre pela mão das mesmas pessoas inovadoras que pretendiam testar a formação à distância. Os aspectos que demonstram as resistências: as questões da Língua, a resistência à tecnologia, a possibilidade de estar a falar através de uma máquina e da reacção do receptor aquilo que o emissor dizia.

Este projecto morre, mas a necessidade mantêm-se, pelo menos para o ISCTE.

Há necessidade de gerir cerca de 40 alunos, deslocados nas organizações de estágio profissional, e que necessitam de apoio semanal, não só no âmbito do estágio, mas também para o desenvolvimento de um projecto aplicado.

Recorrendo a métodos, que julgo serem adequados, estipulei com eles uma aula presencial semanal, onde há espaço de partilha de experiências tidas nas empresas onde estão a estagiar, isto é feito semanalmente durante 3 horas, durante a semana estão nas empresa e muitas delas não estão preparadas tecnologicamente; ora que forma de e-learning eu pude adoptar aqui? Criámos uma base de dados com os emails de todos, onde eu estou inserida e sempre que há necessidade eles contactarem, a mensagem ou dúvida é do conhecimento de todos, e todos podem responder ao colega, o docente passadas algumas horas responde à dúvida do aluno com o conhecimento dos restantes, uma forma básica de metodologia assíncrona.

Relativamente aos conteúdos, neste momento por falta de conhecimento não tenho uma página web com a disponibilidade dos conteúdos da cadeira, há medida que vai sendo necessário envio para o mailgroup os conteúdos que serão necessários para aula, para uma preparação prévia e uma discussão na aula face à metodologia da cadeira.

De qualquer forma já tenho uma oferta por parte de uma colega, para criar uma página da Internet, e onde serão disponibilizados os conteúdos.

Como não tenho conhecimentos tecnológicos, nem uma plataforma adequada, recorro a esta metodologia de uma forma rudimentar, tentando reproduzir e praticar as metodologias de e- learning.

Em relação à adesão dos alunos, de início houve alguns problemas, de facto o mailgroup tem algumas desvantagens, e tomei a iniciativa de iniciar a comunicação e eles vão complementando, dizendo o que querem fazer, se querem fazer parte do mailgroup e enviam o seu curriculum vitae, e este grupo fica permanentemente disponível mesmo depois de saírem do ISCTE, para o seu futuro profissional, havendo regras de utilização e de inserção de mensagens.

A reacção inicial é de grande adesão, depois se eu não for fomentando a comunicação vai morrendo, mas há medida que houver disponibilidade de líder-docente, o líder é fundamental, se ele for estimulando o grupo funciona, caso contrário a participação é muito reduzida.

Para fomentar vou colocando questões pertinentes de encontro às suas expectativas, no sentido de solicitar feedback, se for uma estratégia informativa, este tipo de estratégia não resulta.

Há cerca de meio ano estive num projecto com Angola, em que falamos numa tecnologia mais rudimentar que a nossa, a nível de competências e disponibilidade de tecnologia, tem problemas de comunicação, mas apesar disso funciona de forma extraordinária, e para isso contribui o tipo de informação que entra no mailgroup.

A introdução de tecnologias e metodologias de e-learning no ISCTE. A passagem para essa metodologia e pela experiência que venho tendo, ao longo destes últimos anos; de ser professor, poderemos…de facto recorrer a modelos de novos cursos académicos e adoptar algumas postura mais pessoais e ao longo do processo ir adquirindo posturas andragógicas, formação de adultos, cada vez mais adequadas, passando para uma óptica de formadores, e que é expectável um saber fazer e um saber realizar, há que dotar os professores de mais competências, ou seja, enquanto no ensino é possível um método expositivo e interrogativo, numa formação profissional eu tenho que recorrer cada vez mais a uma metodologia activa, esta metodologia numa base de participação, participação colectiva, fomentar a aprendizagem de todos, porque ter vontade de aprender. A participação é essencial pela falta de feedback corporal e gestual, se enveredar por um método expositivo, não vendo as pessoas, rapidamente os formandos desmobilizam.

Portanto em qualquer equipa de e-learning o fundamental é dotá-la de competências pedagógicas, ou melhor andragógicas; segundo, toda a problemática da comunicação que está associada à metodologia deve ser cada vez mais questionada, para que se possam adoptar métodos perfeitamente adequados a esta prática. Igualmente teremos que ajudar a equipa a ultrapassar a resistência à tecnologia… se estou habituada a falar para um conjunto de pessoas que vejo e passo a falar para um microfone, dando a palavra às pessoas que a pedem…e isso depende das tecnologias e das plataformas, porque há plataformas que dão ainda mais poder ao professor do que em métodos tradicionais…e se eu achar que alguém não deve participar não o permito, mesmo que veja lá o pedido…

Ajudar estas pessoas e docentes, a ultrapassar estes problemas e resistência, melhorando esta relação de poderes, é fundamental, tem que se saber fazer uma mudança organizacional adequada e ainda por cima estamos a tocar numa burocracia profissional.

As estratégias de mudança devem ser pensadas em função do grupo alvo, que nós pretendemos que seja adepto desta estratégia, isto do lado dos docentes.

Depois temos, a questão dos alunos é que desde muito cedo estão habituados a vir todos os dias à Escola e a conhecer um certo número de docentes, com diversas metodologias, ora a utilização e práticas do e-learning levam a que realize esta ruptura, colocando em causa o sistema e o comportamento habitual dos alunos…e a sensação que tenho é que o e-learning actualmente reproduz em parte a tele-escola, sem a preocupação de interacção…essencialmente é uma forma diferente de divulgar conteúdos, porque muito que existam ferramentas síncronas e assíncronas, aquilo que vejo é a uma réplica de uma aula presencial…e isso porque os docentes não estão preparados…a formação que se tem sobre métodos pedagógicos, é muito mais evidente e necessária quando se fala em e-learning tem que se estar mais apto a técnicas muito mais aperfeiçoadas do que tradicionalmente.

Em contexto de Ensino Superior. Cabe à Universidade dotar os seus alunos de competências de aprendizagem ao longo da vida, haveria temas que poderiam passar a ser adoptados pela metodologia de e-learning, sendo fundamental estimular a aprendizagem contínua a futuros profissionais…eles serão inseridos em organizações e estas serão cada vez mais competitivas, têm necessidade de actualização e existem dificuldades de deslocação para formação pós- graduada. Deste modo, este é um dos papéis que a Universidade teria de conseguir, perpetuando os seus clientes, e aumentar a possibilidade de resposta à oferta que é feita.

As desvantagens é que se não adoptarmos esta metodologia vamos ser ultrapassados, porque internacionalmente essa metodologia está a ser cada vez mais adoptada, e vamos sentir isso de uma forma vincada…até porque face ao Tratado de Bolonha, existe a necessidade da redução da carga horária nas licenciaturas e há aqui uma grande oportunidade para afastar os receios de que determinados conteúdos deixem de ser dados, continuem a ser disponibilizados.

Este modelo traz uma ameaça, a não adopção de um modelo adequado de e-learning, e que transpondo as práticas tradicionais para este modelo pode ser desastroso.

Existem experiências validadas noutras universidades, o Instituto de Formação Bancária… e o grande problema em algumas destas entidades tem sido a resistência pela não adequação ao público-alvo.

Nós no ISCTE e em especial na Escola de Gestão, temos competências muito específicas para os alunos e olhando globalmente para as metodologias de e-learning considero ser uma prática adequada para esses alunos.

Devemos ter em conta os meios disponíveis… eu tenho vindo ao longo do tempo a conhecer várias plataformas e não vi ainda nenhuma, que respondesse às necessidades de um projecto académico…e nesse aspecto o docente é privilegiado na plataforma, o Centra…o líder. A partir do momento que vejo uma liderança imposta recuso a plataforma e no trabalho em equipa há regras, se o docente não dá possibilidade de intervenção, ou colocar dúvida e está preocupado em dar o conteúdo, quando me dá a palavra, eu já estarei num contexto diferente, e uma das grandes desvantagens é o docente ter um papel central e por outro lado têm ainda um problema no que respeita ao trabalhos de grupo, nas inter relações entre grupos.

Se estou a dividir a aprendizagem não vale a pena introduzir o e-learning.

No aspecto dos conteúdos, o Centra…, nas aulas síncronas a disponibilidade dos conteúdos se revela poder ao docente, se os conteúdos são faseados, eles só são disponibilizados na medida e que o docente quiser e segundo o seu próprio ritmo, mas se eu estou no e-learning eu posso estar a ouvir o docente e procurar aquilo que me interessa no momento, eu vou procurando a minha aprendizagem à espera daquilo que ele poderá dizer a seguir e isto não acontece na maioria das plataformas.

Há docentes com dificuldades em produzir conteúdos digitais… e estamos a falar em diferentes gerações, em que se aprenderam determinadas tecnologias de base e…estamos a falar de pessoas que gostam de aprender, mas que na sua raiz de aprendizagem não avia esta tecnologia, é normal que haja muitos que têm resistências…

Quando queremos mudar uma organização não poderemos dizer que todos os docentes têm de saber…

A questão dos conteúdos, um PowerPoint, se não houver suportes não vale a pena… a gestão de conteúdos digitais numa sala de aula para uma sessão síncrona é completamente diferente. Os conteúdos terão de ser adaptados e construídos em função dos objectivos e dos alunos… e a implementação de metodologias de resolução de problemas era fundamental para desenvolver trabalho com os alunos.

A contabilização do trabalho docente…através da plataforma, continuamos a contar as actividades, para uma participação assíncrona, em média terei que ter 3 vezes mais tempo do que o normal.

A experiência do Indeg é interessante, é um projecto viável considerando a estratégia da Escola, há mais procura e os docentes são mais solicitados.

Serão dotados docentes de competências de e-learning, estes serão aqueles que vão alimentar a plataforma, os e-tutores serão igualmente formados, assumindo também um papel de alunos. Normalmente os conteúdos tradicionais de ensino a distância são pré-formatados, independentemente do grupo alvo, o docente cumpre-os e a mais não é obrigado e como é que estes cursos normalmente são elaborados: há a tendência para valorizar estas novas metodologias e diminuir o papel de outras metodologias, e o que teremos que fazer é assumir um papel de complementaridade entre elas.

Os experts disseram aos docentes nas formações, tudo aquilo que vocês fazem, esqueçam, e começa aí o primeiro fenómeno de resistência…independentemente do grupo alvo, eu tenho aquilo para dar, vou dar….

Depois falamos no método propriamente dito, estamos a falar em produzir para adultos e em meio universitário tratamos com adultos, e a andragogia é aplicada mais que nunca…e quando estou face a uma pessoa, um formador que numa aula síncrona consegue falar quase duas horas, depois de ouvir os alunos dizer que já foram comer bolachas ou beber uma cerveja, que lhe dizem adeus porque se vão embora e ele continua a falar, porque tem a aula preparada e o conteúdo

tem de ser despejado, significa que se importou uma metodologia tal, que nem no ensino presencial tem cabimento.

Mas quando estamos à distância parece valer tudo…o problema passa por aqui…a plataforma tem uma interface agradável, de qualquer forma o falar para um aparelho e não sei bem o que está a transmitir, e nesse aspecto foi importante que as aulas síncronas fossem realizadas numa sala, todos juntos, a distâncias iguais, para não desistirmos.

É muito importante perceber estas questões e na formação a distância ela tem de se adaptar à minha disponibilidade e não ao contrário.

Tem a ver com os próprios conteúdos, que podem ser mais adequados para sessões síncronas ou assíncronas, terá que haver muitas actividades, a questão da interactividade tem de ser permanente e é muito difícil manter uma pessoa em frente a um monitor durante uma hora, mesmo que seja muito participativa.

É imperdoável que o líder chegue à sessão depois desta começar… e as fragilidades tecnológicas…jamais se pode colocar um aluno em espera…

Este projecto continua porque as pessoas são perseverantes e pensam ser fundamental a melhoria contínua de alguns dos erros porque passámos.

A postura dos e-tutores deverá ser semelhante… e esta tecnologia deve ser bem testada e numa óptica de total eficácia quando se avançar para o mercado… e o ISCTE poderá aproveitar algumas dessas experiências.

Dans le document The DART-Europe E-theses Portal (Page 145-149)