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Other Logic Programming Languages

Dans le document Prolog Programming A First Course (Page 151-159)

12.5 Prolog and Logic Programming

12.5.5 Other Logic Programming Languages

Este ramo da comunicação não é recente: a assessoria de imprensa nasceu no início do século XX, a partir da atuação do jornalista Ivy Lee que em 1906 inventou esta atividade especializada na área de comunicação. Conforme Manuel Carlos Chaparro (2003, p. 35), grandes capitalistas norte-americanos, homens de negócios ambiciosos, a partir de seu poder, controlavam governos e colocavam-se acima das leis. Seria de um destes industriais considerados sem escrúpulos, William Henry Vanderbilt, a autoria da frase the public be dammed (o público que se dane), mostrando a despreocupação e o despreparo desses empresários em relação à imprensa e aos públicos.

A partir da necessidade de estabelecer uma nova atitude de respeito à opinião pública (CHAPARRO, 2003, p.36), os capitalistas encontraram em Ivy Lee o profissional que iria auxiliá-los a corrigir sua imagem pública ―com a divulgação de informações favoráveis às empresas, pela imprensa informativa‖ (HEBE WEY apud CHAPARRO, 2003, p.36).

Ainda fazendo referência a Chaparro, o modelo norte-americano de relações públicas (ou assessoria de imprensa) foi exportado a vários países, dentre eles o Brasil, que começou a enveredar nesta seara após a Segunda Guerra Mundial, ―mais acentuadamente após a eleição de Juscelino Kubitschek‖ (CHAPARRO, 2003, p.41).

Mas as primeiras experiências brasileiras em assessoria de imprensa são do início do século XX, como abordam Maristela Mafei (2004, p.34) e Jorge Duarte (2003b, p. 82). Isto

ocorreu a partir da iniciativa do Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio, no governo Nilo Peçanha (1909 – 1910), com o serviço Secção de Publicações e Biblioteca, ―para integrar serviços de atendimento, publicações, informação e propaganda‖ (DUARTE, 2003b, p. 82). Anos após, o órgão passou a ser responsável também pela produção de um boletim com sinopses de atos governamentais, notícias e informações sobre agricultura, indústria e comércio, sendo a fonte mais completa possível de consulta, esclarece Duarte (2003b, p. 82).

Nos anos 30, a divulgação de informações via mídia transformou-se em política de Estado, com a estruturação do Departamento de Propaganda e Difusão Cultural (DPCP) e do Departamento Nacional de Propaganda (DNP). Ambos visavam o ―uso da imprensa como vetor de informação governamental‖ e este conceito teve seu auge entre 1939 e 1945, com o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), como ―instrumento para orientação da imprensa‖ (DUARTE, 2003b, p. 83).

A partir da década de 60, houve um franco desenvolvimento das relações públicas, principalmente com a criação da Assessoria Especial de Relações Públicas da Presidência da República (AERP), um super-ministério que ―coordenava a rede governamental de divulgação, criando e difundindo ‗verdades‘ oficiais‖ do governo militar (CHAPARRO, 2003, p. 41).

As Assessorias de Imprensa no setor privado começaram a surgir na década de 50, a partir da implantação de algumas empresas estrangeiras em solo brasileiro, principalmente dos setores automobilístico e de higiene (DUARTE, 2003b, p. 85). A Volkswagen, ainda esclarece Duarte, foi pioneira como a primeira empresa a criar uma estrutura, a ―Seção de Imprensa‖, com a finalidade de promover o relacionamento com a imprensa, de maneira sistemática e planejada. Duarte (2003b, p.86) mostra que uma das atuações deste setor era a produção e envio à imprensa de pequenas notas sobre o mercado de transportes, tornando a Volkswagen uma fonte permanente de informação e, dessa forma, conquistar a credibilidade por parte dos órgãos de imprensa.

Um fato considerável para a profissionalização das assessorias de imprensa no Brasil é a criação da Aberje – Associação Brasileira de Comunicação Empresarial, como acena Duarte (2003b, p. 86), que foi fundada em 1967 como Associação Brasileira de Editores de Revista e Jornais de Empresa. Mais recentemente, diz Mafei (2004, p. 36), a Associação Brasileira de Agências de Comunicação, a Abracom, criada em 2002, propõe-se a ―organizar e defender as empresas‖ de comunicação. Com a modernização e a profissionalização, as empresas têm buscado implantar segmentos de comunicação organizacional ou empresarial, que atue nas

áreas de assessoria de imprensa, comunicação mercadológica, comunicação interna e institucional.

Outra alternativa é a da utilização de agências de comunicação externas, que prestam serviços a empresas e instituições. Uma das pioneiras neste ramo foi a Unipress, fundada pelos jornalistas Reginaldo Finotti e Alaor Gomes, em 1971, funcionando inicialmente como uma agência de notícias, conforme cita Duarte (2003b, p. 87). As empresas e grandes organizações, pouco a pouco, foram percebendo que deixar a incumbência de publicação de jornais de empresa e atendimento a jornalistas a cargo do responsável pelo setor de Recursos Humanos nem sempre funcionava e, conseqüentemente, a real necessidade de investimentos em Comunicação.

Uma experiência marcante, como cita Bueno, ocorreu na segunda metade da década de 80: o Plano de Comunicação Social da Rhodia, que contemplava sua Política de Portas Abertas. O pioneirismo da Rhodia foi marcante pois ―antes dela, nenhuma outra empresa ou entidade havia sistematizado e tornado público o seu projeto de comunicação‖ (BUENO, 2003, p. 7). Este fato serviu de paradigma principalmente por posicionar a comunicação de maneira mais pró-ativa e democrática (KUNSCH, 2005, p. 11). O programa de comunicação da Rhodia pode ser consultado no livro Portas Abertas, de Walter Nori e Célia Valente, publicado em 1990.

Devido à crescente implantação de assessorias de imprensa nas empresas e a vulgarização dos press releases2, muitas vezes despejados nas redações sem qualquer critério, a Federação Nacional dos Jornalistas – Fenaj, publicou em 1986, o Manual de Assessoria de Imprensa, que descreveu as atribuições do assessor e determinou os procedimentos necessários para o exercício da profissão (MAFEI, 2004, p. 37).

Já a década de 90 foi preponderante para um novo cenário na Comunicação Empresarial segundo Mafei (2004, p. 38) e Bueno (2003, p. 7). Para a autora, este período traz um novo impulso para as assessorias de imprensa com a redemocratização do País, onde a população voltou a eleger seus governantes de maneira direta, e a abertura de relações comerciais entre o Brasil e outros países, provocando

[...] aumento na demanda pelos serviços de relações públicas, tanto das empresas multinacionais, que passaram a atuar ou que intensificaram sua

2

Material distribuído para a imprensa sobre assunto ao qual se pretende dar divulgação. Respeita a linguagem específica dos diferentes veículos e a estrutura discursiva básica do texto jornalístico. (DUARTE apud LOPES, O., 2003, p. 409).

atuação no Brasil, como por parte das empresas brasileiras, às voltas com a necessidade de readaptar as áreas de comunicação (MAFEI, 2004, p. 38), esforço este também explicado pela autora por uma maior preocupação em conquistar ou manter seu espaço no cenário político, social e econômico. Outras circunstâncias marcantes, para Mafei (2004, p.38), foram as privatizações, que modificaram o relacionamento das empresas ex-estatais com seus funcionários e principalmente com a sociedade, que passou a fiscalizar e cobrar uma gestão mais eficiente e de resultados.

Já Bueno cita a década de 90 pelo refinamento do conceito de Comunicação Empresarial, orientado para se constituir estratégia dentro da empresa ou organização, quando

deixou de ser um mero conjunto de atividades, desenvolvidas de maneira fragmentada, para constituir-se em um processo integrado que orienta o relacionamento da empresa ou entidade com todos os seus públicos de interesse. (BUENO, 2003, p. 7)

Este cenário impulsionou a criação de setores de comunicação empresarial com maior infra-estrutura e formados por profissionais qualificados, com o respaldo cada vez maior das empresas, que perceberam a importância estratégica de se estabelecer políticas de relacionamento com seus stakeholders3, adotando ―o profissionalismo, a ética, a transparência, agilidade e pleno exercício da cidadania‖ (BUENO, 2003, p. 8).

Esses são os critérios que as empresas e organizações têm buscado utilizar a partir de setores integrados de Comunicação, denominados por alguns autores por Comunicação Empresarial, outros por Comunicação Integrada, e ainda, Comunicação Organizacional ou Corporativa. O cenário atual da Comunicação tem sido entendido que, apesar de serem várias as estratégias de Comunicação (Relações Públicas, Assessoria de Imprensa, Comunicação Interna, Propaganda, Marketing), o planejamento dessas ações deve ser centralizado (BUENO, 2003, p. 9).

Contudo, Bueno opina que esta integração ainda não tenha sido efetivamente concretizada, muitas vezes por falta de consciência nesse sentido por parte dos próprios profissionais, que insistem em permanecer em suas divisões de objetivos comunicacionais (BUENO, 2003, p. 9). Kunsch (2005, p. 28) revela que o mercado de comunicação organizacional no Brasil é de ―crescimento e consolidação‖, onde as ―organizações vão ter de pensar estrategicamente sua comunicação‖, ter ―filosofia e políticas claras de comunicação integrada‖.

Esse fenômeno da integração é percebido também nas agências de comunicação, que agora apostam na gama de serviços que podem oferecer a seus clientes de maneira associada, principalmente com a presença e atuação conjunta de empresas multinacionais de comunicação no mercado brasileiro, que já operam dessa maneira em seus mercados originais (MAFEI, 2004, p. 42).

Duarte (2003b, p. 98) ainda aponta que há um novo ramo de atuação para os profissionais de comunicação, em organizações não-governamentais, o chamado terceiro setor, entidades de classe, associações, escolas, órgãos públicos, e ainda, as chamadas assessorias para profissionais liberais, personalidades e pessoas públicas, como políticos, atletas e estrelas de televisão, teatro e cinema. E complementa que grupos de música e estabelecimentos culturais também podem ser focos de atuação desses profissionais de comunicação.

Estudos sobre o desenvolvimento da Comunicação Organizacional e Assessoria de Imprensa iniciam nas décadas de 60 e 70, destacando-se pesquisadores como Cândido Teobaldo de Souza Andrade, que publicou o primeiro livro de Relações Públicas no Brasil, e de Francisco Gaudêncio Torquato do Rego, que utilizou o tema Jornalismo Empresarial em sua tese de doutorado defendida na Universidade de São Paulo em 1972. Já nas décadas de 80 e 90, os estudos de Simões, Peruzzo, Kunsch, Freitas e outros, sobre Relações Públicas, e Torquato, Bueno, Chaparro, sobre Jornalismo Empresarial, foram consolidando este campo da Comunicação (CURVELLO, 2003, p. 121-122).

De maneira resumida, Duarte (2003b, p. 96) define como se desenvolveu a evolução da atuação de jornalistas fora das redações: nos processos de divulgação, edição de publicações institucionais, assessoria de imprensa e gerenciamento de sistemas de comunicação, este último para os profissionais com a visão da importância da comunicação de maneira integrada, sistêmica, estratégica e integrante da cultura da organização.

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