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Location à titre exceptionnel de l'espace d'exposition

Visit of Louis Michel to Kinshasa

6. GRAND NOIDA, ETAT DE L'UTTAR PRADESH

3.1. Location à titre exceptionnel de l'espace d'exposition

Contextualizando a educação no país, de modo geral, podemos dizer que ela passou por algumas fases, as quais vão desde o período colonial com os ensinamentos dos jesuítas (finalidade religiosa, catequística), o monárquico (ensino primário, secundário e superior) e o republicano (inovação das leis da educação). Esses períodos foram marcados por vários acontecimentos históricos, entraves políticos, econômicos e sociais até chegar à concepção de educação que temos hoje. No que diz respeito à educação superior, a história nos remete à Europa medieval.

As primeiras universidades surgem no início do século XIII na Europa, ganhando dimensão na Itália, França e Inglaterra e, posteriormente, se expandem paulatinamente pelo mundo. As disciplinas que faziam parte do ensino universitário

eram as que marcaram a Antiguidade, consideradas de cultura erudita e saber intelectual necessário para o homem, como as Artes Liberais, Teologia, Direito, Medicina etc. (FAINGOLG, 2006). Esse foi um período marcado pelo viés religioso no qual a Igreja monopolizava o saber por meio das escolas monásticas.

As universidades, na Idade Média, eram as difusoras das ideias, ainda que manipuladas pela Igreja, tinham a preocupação com o aprimoramento sociocultural, sendo as responsáveis pelo crescimento intelectual de uma pequena parcela da população da Europa. Aos poucos, elas saíram do restrito quadro diocesano, embora vinculada à cristandade, cada instituição de ensino conseguiu aprimorar sua linha pedagógica e capacitar as pessoas.

Na América Latina, a expansão do ensino universitário começou a partir do século XVI trazido pelos espanhóis. Surgem então, as universidades da Guatemala, Peru, Argentina, Chile, entre outras. Houve várias tentativas isoladas para implantar a educação universitária no Brasil, mas seu efetivo desenvolvimento teve seus primórdios no Estado do Rio de Janeiro,como afirma Stallivieri (2012, p. 3) “A primeira universidade brasileira, Universidade do Rio de Janeiro, foi fundada em 1920, no Rio de Janeiro, e definitivamente marcou os rumos da educação superior no Brasil, sinalizando para o estabelecimento de uma nova era”. A autora ainda afirma que:

A Universidade surge no Brasil no começo do Século XIX, como resultado da formação das elites que buscaram a educação principalmente em instituições europeias durante o período de 1500 a 1800 e que retornaram ao país com sua qualificação. Elas surgem em momentos conturbados e são basicamente fruto da reunião de institutos isolados ou de faculdades específicas, fato que lhes deu uma característica bastante fragmentada e frágil. (STALLIVIERI, 2012, p. 3).

A vinda da família real para o Rio de Janeiro em 1808 foi determinante para a inserção do ensino superior no contexto nacional. O Estado tornou-se o berço dos primeiros sinais de crescimento intelectual da sociedade brasileira. Nesse período, por exemplo, D. João VI assinou o documento que mandou criar a Escola de Cirurgia da Bahia, atual Faculdade de Medicina da Bahia, no antigo Hospital Real Militar da Cidade do Salvador, no Terreiro de Jesus, Salvador – BA. Um fator que impulsionou a efetiva implantação do ensino universitário foi a necessidade de formar intelectuais especializados para atender às demandas sociais.

Nesse sentido, a sociedade começou a passar por significativas transformações, as universidades, consequentemente, seguiram os novos modelos impostos pela mesma; esses, de ordem econômica, política e cultural. A partir do final do século XX a universidade começa a desempenhar efetivamente seu papel social de disseminadora de conhecimentos e saberes, formadora de agentes/profissionais transformadores, conscientes e compromissados com o social. Atualmente, o papel das universidades se constitui para além da mera formação dos sujeitos sociais, vez que:

ao constituir-se como uma instância de formação em diversos níveis, um locus de produção e de reprodução do conhecimento crítico, a Universidade assume o compromisso de mobilizar mentes para desenvolver reflexões e formular idéias para suprir as necessidades de formação das gerações que, a cada dia, se renovam em seus diferentes cursos. (UNIVERSIDADE, 2008, p. 5).

Além de trazerem consigo a decisão de formar cidadãos empenhados com o compromisso social, as instituições de ensino superior iniciaram, indiretamente, a busca pela redução das desigualdades e criação de oportunidades, contribuindo para o desenvolvimento socioeconômico e educacional do país. Esses aspectos têm como norte a LDBEN que em seu artigo 43 afirma as finalidades da educação superior.

I – estimular a criação cultural e o desenvolvimento do espírito científico e do pensamento reflexivo;

II – formar diplomados nas diferentes áreas de conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua;

III – incentivar o trabalho de pesquisa e investigação científica, visando o desenvolvimento da ciência e da tecnologia e da criação e difusão da cultura, e, desse modo, desenvolver o entendimento do homem e do meio em que vive;

IV – promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber através do ensino, de publicações ou de outras formas de comunicação;

V – suscitar o desejo permanente de aperfeiçoamento cultural e profissional e possibilitar a correspondente concretização, integrando os conhecimentos que vão sendo adquiridos numa estrutura intelectual sistematizadora do conhecimento de cada geração;

VI – estimular o conhecimento dos problemas do mundo presente, em particular os nacionais e regionais, prestar serviços especializados à comunidade e estabelecer com esta uma relação de reciprocidade;

VII – promover a extensão, aberta à participação da população, visando à difusão das conquistas e benefícios resultantes da criação cultural e da pesquisa científica e tecnológica geradas na instituição. Estas finalidades, na perspectiva do profissional da informação, trazem uma reflexão sobre o ensino comprometido e qualificado, o papel docente e a responsabilidade e participação discente para o bom êxito da formação acadêmica, bem como do exercício profissional. De forma ampla, a formação do profissional da informação será referida no contexto da formação universitária sob a concepção de ensino que vigora na universidade. Esta privilegia um conhecimento em detrimento de outro. Esse fato é percebido quando é analisado como se configura a organização curricular dos cursos de graduação.

Este texto seguirá discutindo a formação do profissional da informação e sua prática no Brasil. Para isso, será feito um breve resgate histórico na tentativa de situar e melhor elucidar o processo formativo na área da informação, em vista das peculiaridades que o envolvem.

3.2 O PROFISSIONAL DA INFORMAÇÃO: FORMAÇÃO ACADÊMICA DOS