I Phases de préchauffage et d’inflammation
II. B.1 Lobe d’alumine
A terapia de casal se mostra apta quando circunstâncias individuais ou comuns em uma união amorosa tiram a instabilidade da relação e causam problemas que atingem um ou ambos os lados, mas que também podem irradiar para os entes familiares ou afetivos. Seu objetivo principal é causar qualidade de vida e satisfação para o casal, através de soluções de desordens e facilitar, também, a comunicação e anseios de ambos os lados para no fim alcançar a estabilidade emocional e expectativas almejadas. Para fins de estudo, definiremos casal, cônjuges e parceiros como a representação da relação amorosa e voluntária entre dois seres humanos e que não se limita à união de gêneros diferentes, idade, tempo de relacionamento e nem formalidades civis que atestam compromisso legal (PORCHAT, 2006).
Segundo Porchat (2006, p.13), a psicoterapia de casal possui um bom desenvolvimento quando os entes da relação procuram reestruturar um vínculo que, por algum motivo, deixou de ser efetivo e confiável. Portanto, é necessário um passo voluntário, humilde e consciente dos parceiros para o avanço e sucesso da terapia.
No decorrer dos anos tem-se notado a crescente procura por terapias de casal em decorrência de problemas conjugais. De acordo com uma pesquisa realizada em 2014 pelo portal online MundoPsicólogos.com, a terapia de casal é o serviço mais procurado dentre todos os outros oferecidos. Através de um levantamento, foi constatado que uma de cada quatro pessoas que procuram apoio psicológico estão em busca da terapia de casal, tornando esse serviço responsável por quase 28% do total de solicitações enviadas através do portal (PORCHAT, 2006).
Portanto, podemos observar que tal serviço se destaca de maneira evidente por uma razão: a recorrência de relacionamentos que necessitam de aconselhamento e ajuda na solução de diversos tipos de problemas. Os parceiros que procuram pela terapia comportamental de casal podem decidir, junto ao respaldo do profissional da área, o tipo ideal de aplicação em cada sessão.
Quando casais procuram, na terapia comportamental, uma esperança para os problemas, podem encontrar nela uma maneira de recuperar a autoestima que foi destruída e a capacidade de sair de relacionamentos destrutivos ou contribuir em
84 reconstruí-lo com base na reciprocidade. Para tanto, um terapeuta familiar também é importante, pois as mentes e os psicólogos dos familiares devem ser entendidos a fim de se ter uma compreensão profunda das relações entre parentes (BECK, 2013). Segundo Beck (2013, p.25), a terapia cognitivo - comportamental surgiu no fim da década de 1950 e no início da década de 1960 quando Aron T. Beck examinava pacientes deprimidos e via que eles possuíam uma visão distorcida de si mesmos, que o fez concluir que pensamentos negativos alteram nosso humor e comportamento.
[...] O modo cognitivo propõe que o pensamento disfuncional (que influencia o humor e o pensamento do paciente) é comum a todos os transtornos psicológicos. Quando as pessoas aprendem a avaliar seu pensamento de forma mais realista e adaptativa, elas obtêm uma melhora em seu estado emocional e no comportamento. (BECK, 2013, p. 23)
Para o mesmo autor, a terapia cognitivo - comportamental possui princípios básicos que caracterizam a abordagem e que fazem com que seja possível o êxito no tratamento. Portanto, quando pessoas que possuem tal quadro de comportamento se prontificam a descartar pensamentos negativos, conseguem progresso no que diz respeito ao estado emocional que é prejudicial e que as comprometem em seus comportamentos (BECK, 2013).
Segundo Porchat (2006), tal abordagem na solução de casos de relacionamentos abusivos deve deixar claro que se uma pessoa deseja realmente sair da relação abusiva, deve entender que em um relacionamento ambos os parceiros podem possuir uma parcela de participação, mesmo que inconscientemente. O sucesso de tal tentativa se dá quando os parceiros compreendem a gravidade do comportamento e os motivos que os levam a agir de tal maneira. Ao longo das terapias deve ser planejado etapas graduais com alternativas e opções.
Portanto, a existência de um olhar realista e abrangente da verdadeira motivação e determinação dos parceiros em alterar esses padrões de comportamentos destrutivos é imprescindível. O profissional deve constantemente estimular o casal a fim de encorajá-los a responsabilizar-se por seus pensamentos, sentimentos, percepções e comportamentos para que possam desenvolver uma forma mais positiva, justa e progressiva de pensar e sentir sobre si mesmos, com o
85 intuito de fortalecer a autoestima e desconstruir hábitos desrespeitosos e abusivos, ou até mesmo dar um fim em um relacionamento (BECK, 2013).
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Toda experiência na relação humana resulta em situações que sempre acabam influenciando de maneira positiva ou negativa as ações e comportamentos daqueles que são dominados ou constantemente expostos à submissão de sentimentos, ideias e valores. O relacionamento humano é a fonte de todas as satisfações ansiadas pelo homem. Procuramos no parceiro, formas de alcançar a felicidade e a estabilidade, podendo até correr o risco de não conhecer por completo a pessoa que nos acompanha. E é nessa dependência que surge os casos onde a autovalorização, o amor próprio e o cuidado pela saúde psicológica e emocional são negligenciados.
Vários motivos podem determinar a permanência de pessoas em relacionamentos abusivos, mas todos eles dependem de variáveis que podem estar relacionadas com o contexto familiar, financeiro, social e emocional, como tem sido mostrado. Tal escolha, em muitos casos, não atinge somente a vítima, mas podem ser irradiadas para os entes familiares e amigos. Nesse contexto, o cuidado, a assistência e a observância de casos de relacionamentos abusivos demandam estudos e práticas que possam ajudar a resolver problemas e reconstruir um laço amoroso ou, simplesmente, dar um fim a toda essa situação.
Com base na análise de pensamentos e intenções, podemos entender que o comportamento destrutivo das vítimas pode ser alterado, assim como as ações que causam a destruição provocadas pelo abusador. A terapia cognitivo – comportamental se pontua em entender as origens dos problemas, a absorção dos sentimentos, a manipulação dos pensamentos e por fim o padrão de comportamento que é exteriorizado pelos parceiros.
Portanto, desde que haja a disposição do casal para mudanças e o uso adequado de técnicas psicológicas que a abordagem cognitiva - comportamental pode oferecer, é possível que exista a reconstrução e o recomeço da relação afetiva ou até mesmo a interrupção do laço amoroso de maneira que seja emocionalmente saudável para ambos os lados. O sucesso se dá ao entender essas intenções,
86 estudar os comportamentos e visualizar de que maneira é possível colocar em prática todas as orientações e hábitos que garantirão a transformação e o passo progressivo na solução dos problemas.
REFERÊNCIAS
BECK, Judith. Terapia Cognitivo – Comportamental. 2.ed. Porto Alegre: Artmed Editora, 2013.
HIRIGOYEN, Marie-France. A Violência no Casal: da coação psicológica à
agressão física. Trad. Maria Helena Kühner. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2006.
MARQUES, T. M. VIOLÊNCIA CONJUGAL: Estudo sobre a permanência de
mulheres em relacionamentos abusivos. 291f. Dissertação (Mestrado em
Psicologia) – Universidade Federal de Uberlândia Instituto de Psicologia, 2005.
Disponível em: <
https://repositorio.ufu.br/bitstream/123456789/17261/1/TMarquesDISSPRT.pdf.> Acesso em 08 de agosto de 2018.
Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. Violência Intrafamiliar: Orientações para práticas em serviço. Brasília; 2002.
Origem da palavra relacionamento. Disponível em: < https://www.dicionarioetimologico.com.br/relacionamento/> Acesso em 08 de 22 de julho de 2018
PORCHAT, Ieda. Psicoterapia do Casal. 1º edição. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2006.
Terapia de Casal. Disponível em: < https://www.psicologosberrini.com.br/terapia-de-
casal/ > acesso em 21 de julho de 2018.
Terapia de casal é o serviço mais procurado. Disponível em: <
https://br.mundopsicologos.com/artigos/terapia-de-casal-e-o-servico-mais- procurado> Acesso em 19 de julho de 2018.
Terapia cognitivo-comportamental com casais: uma revisão. Disponível em: <
http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1808- 56872008000100009 > Acesso em 8 de outubro de 2018.
VANDENBERGHE, L. Terapia comportamental de casal: uma retrospectiva da
literatura internacional. Rev. Bras. de Ter. Comp. Cogn. v.8, n.2, p. 145-160. 2006.
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