Ao limitarmos este estudo às questões tratadas, provocámos o levantar de outras questões que nos parecem pertinentes.
Sendo a ilustração digital hoje assumida como uma forma de expressão da linguagem visual, com códigos próprios que a diferenciam, e que a colocam ao nível de qualquer outro tipo de expressão plástica da linguagem visual, não seria de considerarmos a utilização dos dois suportes colaborativamente nesta unidade didáctica? A própria natureza da disciplina apela à riqueza da multiplicidade de aprendizagens e diversificação de experiências. Limitar a expressão plástica da comunicação visual a esta forma de expressão, hoje com vida própria, poderá ser tão limitador como não a abordar.
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123 E seguindo ainda esta linha de pensamento, seria de interesse reflectir sobre a influência destes recursos digitais na expressão gráfica. O emergir desta nova linguagem veio questionar conceitos no domínio da expressão plástica, há muito instituídos, e aos quais continuamos a resistir. É certo que as condições físicas e materiais nas nossas escolas são muitas vezes o maior obstáculo à diversificação de experiências de aprendizagem. No entanto, temos sempre que ter presente que, até com um só computador dentro da sala é possível promover aprendizagens significativas. Mas como? No contexto preciso deste estudo.
Outra questão de interesse seria poder prolongar o estudo de forma a envolver um universo mais alargado, não só a outras turmas, como também a outros conteúdos programáticos, podendo mesmo assumir um carácter interdisciplinar. Será que quando propomos aos alunos a ilustração, inserida na didáctica da comunicação visual, com recursos digitais, de uma obra que estão simultaneamente a explorar em Língua Portuguesa, os resultados em termos de aprendizagem, na referida disciplina, também mostram diferenças significativas? Até que ponto as nossas estratégias com base nas TIC se podem estender interdisciplinarmente de uma forma positiva?
Todos os dados e resultados obtidos levam-nos assim a concluir que a utilização do computador na sala de aula neste contexto específico, pode potenciar aprendizagens significativas, envolvendo o aluno activamente no seu processo de aprendizagem, mas ainda há muito por reflectir.
Capítulo V Conclusões e considerações finais
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