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Dans le document 7 Rapport Haute Autorité de Santé RPS (Page 133-148)

Esta dissertação foi realizada em âmbito de estágio numa empresa de consultoria, que implementava um novo core system para uma das principais empresas de seguros na Escandinávia. Tal como se fez uma introdução sobre a indústria de seguros, é também essencial conhecer e perceber algumas questões técnicas e modelo de negócio do sistema, de modo a ter uma noção de que tipos de casos de teste poderão eventualmente surgir e quais as funcionalidades e validações que se terão que realizar na automação desses testes.

O sistema suporta e gere processos de seguros centrais em toda a cadeia de valor, desde o planeamento das atividades de marketing e criação de cotações até a todo o ciclo de vida de uma apólice, comissões e sinistros, incluindo integração a fornecedores de serviços externos, ajuste de perdas, resseguros e gestão de informação (ver Figura 7). Todo esse gerenciamento e suporte são possíveis, tendo em foco no sistema um cliente ou entidade.

Início Participação Receção Abertura da Reivindicação Fim Gestão Fornecedores Investigação / Perícia Pagamento Compensações Fecho da Reivindicação

3. Enquadramento dos Testes Automáticos no Desenvolvimento de um Sistema Informático

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O sistema central tem uma arquitetura orientada a serviços, conhecida em inglês por Service Oriented Architecture (SOA), em que o princípio fundamental recomenda que as funcionalidades implementadas pelas aplicações devem ser disponibilizadas na forma de serviços (Mackenzie et al, 2006).

A Figura 8 apresenta o modelo da arquitetura do sistema, sendo que, é um modelo de três camadas que separa a lógica de negócio das interfaces e dos clientes (ou consumidores). Esta organização do sistema, em arquitetura multicamadas, permite a máxima reutilização das funcionalidades do negócio e uma acessibilidade flexível a múltiplos canais. Ao utilizar uma arquitetura multicamadas, o sistema separa-se das funcionalidades de negócio e transações centrais das interfaces do utilizador e de outros pontos de integração, como por exemplo, web

services.

Figura 7. Processos e componentes do core system de seguros. Risco e Investimento Definição do Produto Vendas e Underwriting Manutenção de Clientes e Apólices Gestão de Sinistros Coleções e Desembolsos

39 A “Camada Fundação” apresentada na Figura 8 é baseada em Oracle Database 11g e encapsula toda a lógica de negócios do sistema de seguros, abrangendo apólices, produtos, entidades, reclamações, contas e resseguro.

Todo o núcleo do sistema localiza-se num conjunto de pacotes PL/SQL reutilizáveis, permitindo o acesso a todo o modelo de negócio central. Tem uma perspetiva orientada a tarefas de suporte ao negócio, como por exemplo criar ou alterar uma cotação de seguros, ou orientada à utilização de uma abordagem mais CRUD10 onde aborda diretamente entidades, apólices ou reclamações.

10 Em programação CRUD é o acrónimo para create, read, update e delete, sendo as quatro funções básicas numa perspetiva de armazenamento de informação. Obtido em:

https://en.wikipedia.org/wiki/Create,_read,_update_and_delete. Acedido em Agosto de 2015. CAMADA CLIENTE CLIENTE ADF CLIENTE FORMS SERVIÇOS WEB OUTROS PACOTES DE FUNDAÇÃO CAMADA FUNDAÇÃO ENTIDADES ADF PACOTES SOA CAMADA MIDDLEWARE

ADF FORMS SERVIÇOS

WEB

ICOM

3. Enquadramento dos Testes Automáticos no Desenvolvimento de um Sistema Informático

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Esses pacotes estão adicionalmente expostos a dois wrappings11 através dos pacotes SOA e entidades da Oracle Application Development Framework12 (Oracle ADF). Os pacotes SOA caracterizam as funcionalidades do negócio num modelo de serviços em camadas, definidos por Thomas Erl (Erl, 2008). Esses princípios são amplamente aceites como padrão para a conceção de software orientado a serviços.

As entidades ADF são uma abstração aos pacotes PL/SQL da “Camada Fundação”, e permitem a integração com o Oracle ADF. O Oracle ADF representa a interface do utilizador na versão mais recente do sistema.

O sistema de seguros permite a importação e exportação de dados, utilizando uma área que atua como um interruptor para os dados serem transportados entre o sistema e os seus adjacentes. Os dados podem ser processados utilizando mecanismos de fila, permitindo processamento assíncrono e estreitamento de volume, minimizando assim o impacto da comunicação externa sobre o desempenho geral do sistema.

A “Camada Middleware”13 apresentada na Figura 8 consiste em componentes do Oracle Fusion Middleware 11g e é responsável por acolher pontos de integração e aplicações para o utilizador final, com interfaces baseadas em Oracle ADF e Oracle Forms. Esta camada não contém nenhuma lógica de negócio e depende inteiramente da funcionalidade da “Camada Fundação” subjacente.

A “Camada Middleware” atua como ponto de integração comum para fornecer acesso externo ao sistema. Os serviços web fornecem uma interface Web Service Interoperability14 (WS-I), para aceder a vasta funcionalidade da “Camada Fundação”, através dos pacotes SOA. A interface do serviço web é projetada para o desenvolvimento de portais e de outros aplicativos para o utilizador final, personalizados no topo do sistema (“Camada Cliente”).

11 Tem como propósito providenciar o componente extraído de um código legado com uma interface Web Services Description Language (WSDL). Obtido em: http://www.mendling.com/XML4BPM2006/XML4BPM- Sneed.pdf. Acedido em Agosto de 2015.

12 Providencia uma framework Java para desenvolver aplicações corporativas. Obtido em: https://en.wikipedia.org/wiki/Oracle_Application_Development_Framework. Acedido em Agosto de 2015. 13

Em distribuição de sistemas, middleware é um programa que faz mediação entre o software e as demais aplicações. É utilizado para mover ou transportar informações e dados entre programas de diferentes protocolos de comunicação, plataformas e dependências do sistema operativo. Obtido em:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Middleware. Acedido em Agosto de 2015. 14

WS-I promove a interoperabilidade entre um conjunto de serviços web. Obtido em:

41 A “Camada Middleware” também contém componentes de um adaptador, designado por Information Communicator, que são utilizados para a comunicação com a “Camada Fundação”. Permite gerir a integração com parceiros externos e outros ambientes. É um adaptador que aproveita os adaptadores da Oracle para uma integração fácil e robusta de uma grande variedade de pacotes de aplicativos, sistemas legados e mainframes15, tais como SAP e CICS, utilizando várias tecnologias e protocolos, como por exemplo, FTP, JMS, e AQ.

A “Camada Cliente” contém clientes mobile, web-based e outro tipo de aplicações. A única aplicação mobile do sistema é uma aplicação para iPad que fornece um suporte para vendas e foi construído em Objective C no topo dos serviços web. Os aplicativos em Oracle ADF e Oracle Forms são aplicações web-based.

As soluções de portal, são clientes de serviços web que são considerados uma parte conceitual do sistema na “Camada Cliente”, uma vez que o sistema não oferece nenhum componente para esta camada.

Como se pode perceber, existem muitas outras arquiteturas pertencentes ao sistema e que se podiam detalhar ainda mais. Todavia não se pretende entrar num detalhe muito técnico sobre o core system, uma vez que esta dissertação tem um foco na automação de testes. Porém torna-se percetível, com a arquitetura genérica do sistema, que se está perante um projeto de implementação e desenvolvimento complexos, que poderá ter impacto na forma como se efetua a automação de testes e em que tipo de testes se poderá automatizar (testes de integração, performance, regressão, entre outros).

Dans le document 7 Rapport Haute Autorité de Santé RPS (Page 133-148)