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2. Table ENQUETE_FERTIL_MINERALE

2.3. Liste des champs de la table

Apesar das 16 Internacionalizações, dos 208 recordes do clube (34 juvenis B, 34 juvenis A, 47 juniores, 35 seniores, 38 absolutos e 20 estafetas absolutas), dos 576 recordes pessoais (176 juvenis B, 86 juvenis A, 200 juniores e 114 seniores), da conquista de 17 títulos nacionais (NP e AA) e de 91 títulos regionais, os valores das progressões médias por prova não indicam valores tão positivos como o esperado. A análise da progressão da performance desportiva é a melhor forma de avaliar o efeito do planeamento de treino que foi implementado pela equipa técnica (figura 43 e 44).

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O taper está relacionado diretamente com ganhos em termos de performance e a literatura relacionada com o mesmo refere que melhorias de 2% na performance são melhorias com um nível médio, se forem à volta de 3% são de um nível bom e, por fim, se forem de 1% essas melhorias são classificadas de baixo nível (Avalos et al., 2003; Bonifazi et al., 2000; Hellard et al., 2007; Houmard e Johns, 1994; Kenitzer, 1998; Mujika et al., 1995; 1996ª; Mujika e Padilla, 2003; Pyne et al., 2009).

Os picos de forma foram projetados em cada macrociclo para os campeonatos zonais e nacionais e, no 3º macrociclo, as competições internacionais foram na sua grande maioria coincidentes com o open de Portugal. Ao analisarmos as figuras 30 e 31,que demonstram a progressão dos vários escalões nas principais provas do ano, podemos já afirmar que os resultados nos campeonatos regionais foram sempre melhores do que os resultados nos campeonatos zonais e nacionais, principalmente nos escalões de juvenis e juniores. O escalão sénior em nenhuma competição principal teve uma média de progressão positiva e mais à frente irá ser feita uma análise com possíveis causas que expliquem estes dados. Iremos introduzir também nesta análise a média de progressão em cada

3,22% 0,14% 0,54% -0,38% 0,46% -0,68% -1,00% 0,00% 1,00% 2,00% 3,00% 4,00% RC NC RL NL RV NV -1,13% -1,52% -1,45% -1,37% -1,63% -2,56% -3,00% -2,00% -1,00% 0,00% RC NC RL NL RV NV 3,65% -0,19% 0,54% 0,35% 0,10% -0,89% -2,00% -1,00% 0,00% 1,00% 2,00% 3,00% 4,00% RC Zonal RL NL RV NV 6,50% -0,87% 2,28% 0,77% 0,29% -0,05% -2,00% 0,00% 2,00% 4,00% 6,00% 8,00% RC Zonal RL NL RV NV

Figura 43:Progressão média por prova nos escalões juvenis B e A (RC- Regionais Curta, NC-Nacionais Curta, RL-Regionais Longa, NL- Nacionais Longa, RV-Regionais Verão, NV-Nacionais Verão).

Figura 44:Progressão média por prova nos escalões júnior e sénior (RC- Regionais Curta, Zonal, RL- Regionais Longa, NL- Nacionais Longa, RV-Regionais Verão, NV-Nacionais Verão).

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escalão do tempo das três melhores provas de cada nadador tanto em piscina de 25 como em piscina de 50.

Como já foi referido, o primeiro macrociclo correspondeu a 32.61% do período total de preparação da época no caso dos fundistas e de 33.33% no caso dos velocistas. A principal competição dos juvenis situou-se no 12º microciclo e no caso dos juniores e seniores o campeonato nacional de piscina curta esteve inserido no 13º microciclo (figura 10 e 11). Apesar de alguns clubes darem a máxima importância aos campeonatos nacionais de clubes, não nos devemos esquecer que esta modalidade é uma modalidade individual e que, por isso, as competições individuais devem ser o foco, quer de atletas, quer de treinadores. Nesta época, os campeonatos nacionais de clubes ocorreram uma semana depois dos campeonatos nacionais de piscina curta e, sendo assim, 1 nadadora juvenil, 7 nadadores juniores e 10 nadadores seniores passaram pelo processo de retaper depois das respetivas competições, no caso da nadadora juvenil durou 2 microciclos e no caso dos juniores e seniores durou apenas 1 microciclo. Em termos de progressão, os juvenis B nos campeonatos regionais de curta apresentaram em média uma progressão na ordem dos 6.50%, este valor é bastante superior ao valor apresentado por D’Aquisto et al. (1992) e Papoti et al. (2007), num estudo onde nadadores na mesma idade apresentaram uma melhoria na performance entre 1.6% e 5.2%. Já nos dois campeonatos regionais de piscina longa apresentam valores de melhoria bastantes mais baixos, 2.23% e 0.29%. Os juvenis A e os juniores apresentam um comportamento idêntico aos juvenis B, pois os valores de melhoria são sempre melhores nos regionais em comparação com os campeonatos zonais e nacionais.

Existem alguns fatores que podem ter condicionado tanto a melhoria nos campeonatos regionais, como uma performance menos positiva nos campeonatos zonais e nacionais. No caso dos juvenis B, a diferenciação do processo de treino na passagem de escalão pode ter imensa influência, assim como os juvenis, que se encontram numa idade que corresponde à idade pubertária e segundo Lätt et al. (2009) o processo de crescimento e maturação estão relacionados e ambos influenciam a performance desportiva. Já Rama et al. (2006) afirmam que o rendimento desportivo é afetado por traços morfológicos

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de grande determinismo genético sendo que a maturação parece ser um dos fatores determinantes do rendimento desportivo nas idades pubertárias, por isso os nadadores com maior sucesso desportivo tendem a ser nadadores maturacionalmente mais avançados, mais altos, com maior massa corporal, maior capacidade em gerar força e com valores superiores de resistência aeróbia e anaeróbia.

Em todos os microciclos onde estão inseridos os campeonatos regionais houve um decréscimo significativo do volume e da intensidade de treino. Isto pode ter levado a um pequeno pico de forma fazendo com que os nadadores melhorassem os seus recordes pessoais.

Em relação aos campeonatos zonais e nacionais as percentagens de melhoria não se equiparam às percentagens que são referidas na literatura, pois Maglischo (1993) afirma que através do período de taper os nadadores apresentam melhorias entre 2 e 4%, já Anderson et al. (1992) e Costill et al. (1985) apresentam valores na ordem dos 2.8% e 3% respetivamente. Nenhum valor em qualquer escalão apresenta valores iguais ou melhores aos referidos pelos autores anteriores.

É possível que, em relação aos campeonatos zonais de juvenis, os nadadores não estivessem completamente descansados, visto que o penúltimo microciclo que antecedeu esta competição foi caracterizado por um coeficiente de intensidade bastante alto (0.92) e a unidade de treino de sábado da mesma, apresentou um valor de coeficiente de intensidade na ordem dos 1.25, muito devido a tarefa de potência láctica que foi realizada.

Se compararmos os campeonatos nacionais em piscina longa, podemos afirmar que os campeonatos de inverno foram mais positivos do que o open de Portugal. É possível que o 2º macrociclo tenha tido um maior balanceamento relativamente as cargas de treino em comparação com o 3º macrociclo.

Maglischo (2003) defende que, como consequência da falta de balanceamento das cargas de treino durante o macrociclo, os nadadores que só façam grandes quantidades de trabalho intensivo aeróbio e de velocidade reduzam a sua potência anaeróbia levando à falta de ritmo nas fases inicias de cada prova, e nadadores que façam pouco trabalho aeróbio podem produzir níveis altos de

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concentração de lactato a velocidades de nado mais baixas. Estes fatores não puderam ser comprovados devido a falta de métodos de controlo de treino. Outro fator que pode ter tido influência é o stress competitivo. O stress pode ser entendido como a carga constituída por um conjunto de exigências que incidente sobre o indivíduo, mediadas pela perceção que realiza sobre a capacidade de lhes fazer face (Serpa, 2005). Segundo o mesmo autor, existem alguns fatores que podem levar a que um desportista sofra de stress competitivo, como a importância a que o praticante atribui à competição, a importância a que o praticante atribui às consequências do resultado, a relação atleta-treinador, as capacidades que o mesmo atribui aos adversários, o historial de resultados com o adversário e ainda experiências desportivas anteriores. Os praticantes menos experientes, tendem a reagir a estes fatores durante a competição levando a alterações cognitivas, emocionais e comportamentais. Podemos então afirmar que uma possível causa é a importância, que os nadadores deram quer aos campeonatos regionais quer aos campeonatos zonais e nacionais. Esta primeira competição como não tem uma grande importância a nível nacional, não induziu pressão nos nadadores. Já nos campeonatos zonais e nacionais, a importância é maior, os adversários são melhores e isto pode levar a que tenha havido um acréscimo de stress competitivo.

O escalão sénior, como já foi referido, não apresentou melhorias em nenhuma competição principal nos 3 macrociclos. Apesar de Mujika et al. (2002) e Hellard et al. (2007) terem apresentado nos seus respetivos estudos realizados em nadadores olímpicos, valores de melhoria de 2.2%, os seniores do CFP apresentam valores que variam entre -1.13% e -2.56%. Estes valores podem ser explicados pela dificuldade que é melhorar os recordes pessoais de um sénior, mas também pela falta de disponibilidade que estes têm para se dedicar a tempo inteiro ao treino por motivos de trabalho, relembrando que 15% dos seniores já estão no mercado de trabalho e ainda estudam. Nos campeonatos nacionais de clubes também se registaram poucos recordes pessoais e um número negativo em termos de progressão. Isto pode ser explicado pois o pico de forma tinha sido planeado para uma semana ante, o facto de alguns nadadores não nadarem as

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suas principais provas e ainda o facto de o que interessar verdadeiramente é a classificação e não a performance.

Por fim, outro possível fator que possa ter condicionado o efeito do processo de treino no estado físico dos nadadores é a assiduidade, dado que todos os escalões ao longo do ano apresentam uma percentagem de faltas bastante elevada. Este fator irá ser analisado no capítulo do controlo de treino. Foi analisada também a diferença de performance nas três melhores provas de cada nadador através da comparação dos melhores tempos do ano nessas provas e os respetivos recordes pessoais até esta época (anexo VII).

Tabela 33: Média de Progressão das três melhores provas (Melhor tempo desta época/Melhor tempo até ao início da época)

Através dos valores da tabela 33,podemos afirmar que os tempos em piscina de 25 foram melhores do que em piscina de 50, o que revela uma melhoria significativa nas partidas, viragens e percursos subaquáticos através do trabalho específico que foi realizado em quase todas as sessões de treino. Nos escalões de juvenis e juniores houve melhorias significativas dentro dos valores que são referidos na literatura, tanto em piscina de 25 como em piscina de 50, e os dados no escalão sénior refletem os resultados menos positivos que foram apresentados anteriormente.

As competições internacionais mais importantes foram as participações nas taças do mundo de AA, as participações nos campeonatos do mundo de AA e NP e ainda a participação no campeonato europeu de AA. Relativamente as competições de AA, temos de ter em conta que estas reúnem os melhores nadadores da atualidade em AA e esta modalidade difere bastante da NP. As condições a que os nadadores estão sujeitos a cada competição são de tal modo variáveis que constituem, só por si, um enorme desafio (Borges, 2015). Já

Média Progressão Média Progressão

(25) Média Progressão (50) Juvenis B 5,42% 6% 5,06% Juvenis A 4,29% 5,69% 2,77% Juniores 3,05% 3,07% 2,33% Seniores -0,71% -0,62% -0,79%

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Fernandes e Vilas-Boas (2003) afirmaram que o fator contextual é um dos fatores principais relativos ao rendimento desportivo do nadador, em AA este fator é ainda mais importante e complexo porque comtempla mais variáveis que podem influenciar o resultado, que a NP como por exemplo o tipo de prova, o tipo de água, a temperatura da água, a tática de prova, as dificuldades naturais de orientação, o contorno das boias, o contacto físico constante, o abastecimento, entre outras. Com isto e apesar de muitos objetivos não terem sido cumpridos, a prova dos 5km no campeonato mundial de AA foi a melhor prova do ano, onde se renovou dois estatutos de alta competição e uma bolsa.

Já o nadador que representou a seleção do Malawi no campeonato do mundo de NP apresentou uma melhoria significativa (2.32%). Esta melhoria pode estar relacionada com o processo de treino que foi implementado quer pelo treinador do CFP, quer pelo processo de treino (desconhecido) que foi implementado pela federação do Malawi nos últimos três microciclos antes da competição, mas também pelo facto de este nadador ser extremamente competitivo e por estar numa competição entre os melhores do mundo, pode ter sentido uma motivação extra.

Em anexo 4,5 e 6, apresentamos todas as provas do ano com as respetivas progressões por atleta.

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12. Conclusão

Como conclusão, diria que este ano foi um ano bastante importante para a minha futura carreira como treinador. As funções do treinador principal são bastante difíceis e complexas, principalmente tendo uma equipa muito grande, onde estão inseridos três escalões com características muito diferentes.

Relativamente ao processo de treino e aproveitando a análise realizada ao planeamento, podemos afirmar que algumas componentes do planeamento não vão de encontro à vasta literatura.

Através da análise da progressão média por prova de cada nadador, concluímos que as melhores marcas foram realizadas nos campeonatos regionais, sendo que as competições alvo nos três macrociclos são os campeonatos zonais/nacionais.

Seria interessante implementar um maior controlo de treino, pois como já pudemos observar é através do controlo de treino que sabemos o estado de forma do nadador e conseguimos avaliar se os efeitos do treino que

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