Os objetivos da população-alvo centram-se prioritariamente na consolidação e aperfeiçoamento das técnicas de nado.
Hoje em dia todos os utentes preocupam-se com a sua forma física e bem estar, e principalmente a maioria dos pais desejam inscrever os seus filhos para que estes venham a desenvolver competências para se sentirem á vontade no meio aquático.
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A preocupação pelo bom desenvolvimento físico e motor da criança está subjacente á ideia da prática do exercício físico e da Natação em geral.
Também os adultos como já referi á pouco, preocupam-se em manterem-se saudáveis através de atividades que promovam o exercício físico e completo, sendo mais facilmente identificada a Natação como primeira opção da população alvo.
Julgo que estes são os principais objetivos da grande maioria das populações que frequentam as escolas de natação.
Outro dos objetivos que estão agregados ao anterior e que faz parte de uma grande percentagem da população alvo, são de facto aqueles pais que têm gosto que os seus filhos se fidelizem á modalidade podendo mesmo seguirem para competição mais tarde, havendo outros que apenas querem fidelizar os seus filhos devido á boa atividade física que a natação oferece bem como a boa capacidade de desenvolver o bem-estar e a parte física da criança.
Os objetivos a atingir com a população-alvo mais especificamente do nível “pré-competição” são descritos de seguida em 4 pontos principais;
3.1 Aperfeiçoar a técnica para Costas e Crol
No que respeita a aperfeiçoar as técnicas Alternadas, ou seja, de crol e costas, o trabalho exigido deve ser no sentido de deixar de se executar uma técnica rudimentar e passar a introduzir o ensino da técnica específica propriamente dita, e que segue o modelo descritivo da técnica correta.
Para o desenvolvimento da técnica correta deve ser dado feedback constante e aplicação de “drills” com progressão pedagógica na maioria dos casos de forma a tentar que o nadador adquira a execução mais próxima possível do modelo técnico do nado.
Este padrão de ensino deve ser aplicado com maior intensidade neste nível nas técnicas alternadas, visto que são as que já têm uma base de sustentabilidade aceitável e justificável para o fazer.
3.2 Desenvolver a técnica de bruços e criar bases sólidas para seguir o aperfeiçoamento da técnica
Já nas técnicas alternadas a continuidade do ensino da técnica rudimentar de Bruços deve ser tida em conta e não ser descorada, terminando assim o ensino da técnica que foi iniciada no nível anterior (Nível II).
De acordo com a evolução da turma e do nadador vamos introduzindo a técnica perfeita e melhorando progressivamente de forma a “largar” a técnica rudimentar e entrar de forma mais sistemática e exaustiva no modelo biomecânico da técnica.
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3.3 Iniciar a técnica de Mariposa
Ao mesmo tempo que se vão trabalhando em todas as aulas as outras técnicas sou da opinião que se deve fazer desde logo cedo a introdução também da técnica rudimentar de mariposa, especialmente quando se trabalha nessa aula a outra técnica simultânea.
Tratando-se de técnicas simultâneas, a capacidade do nadador adquirir e pôr em prática o feedback tem uma maior lógica de aplicabilidade e verifica-se uma maior evolução de certa forma quando se conjugam o ensino destas duas técnicas.
Gosto também particularmente de desenvolver alguns exercícios de Mariposa após dar a técnica de crol, visto que as técnicas têm uma parecença muito semelhante na sua execução quando dividida unilateralmente, e a aplicabilidade e desdobramento da técnica e os exercícios a dar são mais facilmente postos em prática devido exatamente a essas mesmas semelhanças.
3.4 Aperfeiçoar partidas e viragens
Quanto ao facto de aperfeiçoar partidas e viragens, as simples são facilmente assimiladas e aplicadas, sendo que nas técnicas simultâneas nunca se encontra grandes problemas na sua assimilação da execução técnica, mas as viragens das técnicas alternadas dão mais trabalho e por vezes requer algum tempo de prática, insistência, exemplificação e até mesmo visualização do exterior e feedback quinestésico.
Apesar disto, neste estágio não foi aplicado ensino das partidas e viragens que possa ser considerado como específico, de forma que, mais as viragens, não constaram de uma forma específica no trabalho de planeamento.
Quanto às partidas aplico muitas vezes uma progressão pedagógica no salto e utilizo alguns métodos de feedback visual e quinestésico.
Tabela 5. Objetivos gerais e respetivos objetivos específicos do nível de pré-competição
Técnica de crol
Deslocar-se na técnica de crol mantendo uma posição hidrodinâmica
Deslocar-se em linha reta com o movimento dos braços dentro de água
Deslocar-se em linha reta com a recuperação dos braços dentro de água
Em nado completo, procurar uma boa coordenação dos braços e depois dos braços / pernas
Em nado completo, respeitar as referências básicas da coordenação braços/pernas/respiração
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Técnica de costas Deslocar-se na técnica de costas mantendo uma posição Hidrodinâmica
Deslocar-se em linha reta com um bom movimento dos braços dentro de água
Efetuar uma ligeira rotação do tronco para assegurar um bom trabalho no eixo do corpo
Em nado completo procurar uma boa coordenação dos braços e depois dos braços / pernas
Em nado completo respeitar as referências básicas da coordenação braços/pernas/respiração
Técnica de Bruços
Deslocar-se só com ação dos braços sem desalinhamentos
Coordenar a ação dos braços com a ação das pernas insistindo particularmente nas pernas
Coordenar a ação dos braços com a ação das pernas insistindo particularmente nos braços
Em nado completo, respeitar as referências básicas da coordenação braços, pernas e respiração
Técnica Mariposa
Deslocar-se só com ação dos braços sem desalinhamentos
Procurar uma continuidade das ações dos braços, tentando manter uma amplitude dos movimentos Melhorar a coordenação dos braços em relação á
posição da cabeça e ao momento ideal para respirar Em nado completo, procurar uma boa coordenação
dos braços, e depois dos braços/pernas.
Deslocar-se só com ação dos braços sem desalinhamentos
Partidas e Viragens
Não chegaram a ser dadas as progressões pedagógicas de viragens durante este estágio. Foram apenas explicadas e efetuadas algumas viragens simples de forma a dar continuidade ao nado durante as tarefas de maior volume.
Quanto ás partidas forma trabalhadas, mas ficou muita pedagogia ainda por dar, trabalhando-se apenas o salto e a entrada na água.
4. Divulgação da planificação e projetos desenvolvidos
A época Desportiva requer uma planificação elaborada e pensada, se possível sustentada em autores e estudos dentro dos mesmos objetivos.
Para isso é necessário desenvolver um calendário que nos guia e nos dá a informação em tempo real do nosso tempo e capacidade de conseguir atingir os objetivos propostos de início de época para os nossos atletas.
Apresenta-se um calendário que desenvolvi onde demonstra toda a época desportiva a promover bem como os períodos de férias e de avaliação e interrupções.