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LISTA DE EQUIPOS

Dans le document CAPÍTULO 1: E SPECIFICACIONES DEL P ROYECTO (Page 98-103)

De acordo com Luckesi (2011, p. 291), “[...] concluído o diagnóstico de um objeto de avaliação, há, na modalidade de avaliação de acompanhamento, ainda algo a ser feito: uma tomada de posição, que conduz a uma intervenção se necessária”. A partir da necessidade constatada nas entrevistas — em que os entrevistados afirmaram que os resultados obtidos nas avaliações diagnósticas serviam apenas para classificar os alunos e nada era feito com essas informações — foi idealizada uma intervenção em que a partir dos dados obtidos na avaliação diagnóstica de aprendizagem de matemática seria realizada a divisão de cada turma em dois grandes grupos.

Um grupo de alunos com um nível de aprendizagem satisfatório, de acordo com o instrumental de avaliação aplicado, e outro não satisfatório. Essa divisão serviria para o desenvolvimento e implementação de um grupo de estudos, em que aqueles que estão com o nível de aprendizagem satisfatório e que manifestarem interesse e habilidade para serem tutores

seguindo o pensamento de Perrenoud que diz:

Enquanto os professores se virem como a única fonte de impulso e de regulação das aprendizagens dos alunos, pode-se temer que não se cansarão de tentar estar ‘em todos os lugares’. Mesmo concebendo dispositivos engenhosos e recorrendo às tecnologias mais avançadas, não conseguirão enfrentar todos os problemas. Sem que isso se constitua em uma solução miraculosa, é interessante apostar na cooperação entre alunos. O ensino mútuo não é uma ideia nova, já florescia no século passado na pedagogia inspirada por Lancaster (PERRENOUD, 2000, p. 62).

A proposta de introduzir um grupo de estudos com o objetivo de nivelar os diferentes desempenhos acadêmicos na disciplina de matemática por meio da avaliação diagnóstica está descrito no Quadro 20 de forma sintética.

Quadro 20 - Grupo de estudo: escola pitagórica

O quê? Por quê? Onde? Quando? Quem? Como? Quanto? Grupos de estudos Diminuir o número de alunos com baixo desempenh o na disciplina de matemática No laborató rio de matemát ica Nos horário de Projeto interdisci plinar semanalm ente Alunos do 1° ano e professo res de matemát ica e do LEI 1- Identificar o

desempenho dos alunos na sala de aula a partir do resultado da

avaliação diagnóstica e separá-los em dois grandes grupos: monitores (com bom desempenho e desenvoltura para ensinar) e monitorandos (com baixo desempenho) 2- Elaboração de

planos de aula com explicações e atividades a partir de cada descritor a ser trabalhado 3- Plano de aula, atividades e orientação acompanhadas pelo professor de matemática Utilização dos recursos existentes na escola Custo com folhas e impressõe s: R$ 300,00 (custo estimado)

da escola —terá início, durante a semana, o grupo de estudos “Escola Pitagórica”. Os grupos serão separados pelo professor, pois, conforme retrata Luckesi (2011), temos de utilizar a avaliação com um recurso pedagógico de diagnóstico de aprendizagem a fim de que sirva de orientação nas intervenções de melhoria de resultados.

É preciso, aqui, explicar a escolha do nome do grupo de estudos. “Escola Pitagórica” foi pensado por proporcionar uma motivação imediata, para que aqueles que fossem escolhidos para participar desse projeto se sentissem valorizados ao conhecerem a história dessa “escola” e começarem, também, a desenvolver um sentimento mais de descoberta da magia que envolve os números. Pensa-se em contar a história da escola pitagórica, que foi fundada por Pitágoras de forma secreta para estudar a magia dos números, e assim desenvolveu um conhecimento matemático bem significativo. Pitágoras tinha os números como ideal de vida e acreditava que a matemática tinha propriedades mágicas. É essa magia que pretendemos levar aos estudantes. Quando se tem interesse, há um esforço maior em querer aprender. Perrenoud (2000, p. 64) afirma que “[...] toda pedagogia diferenciada exige a cooperação ativa dos alunos... Portanto, é importante que o professor dê todas as explicações necessárias para conseguir a adesão dos alunos, sem a qual suas tentativas serão todas sabotadas por uma parte da turma”.

Com base na afirmação de Luckesi, entende-se como indispensável a realização de alguma ação com o resultado da avaliação diagnóstica:

Um gestor que, por meio da avaliação, conhece a qualidade dos resultados de sua ação e, por isso, intervém para obter melhores resultados, estabelecendo uma ponte entre o que está ocorrendo e o que deve ocorrer. Nesse sentido, a intervenção é formativa do produto final desejado. Ela subsidia a conquista desse produto com qualidade satisfatória. É nesse sentido que a avaliação subsidia o sucesso da ação (LUCKESI, 2011, p. 292).

As aulas acontecerão nos horários de Projetos Interdisciplinares, que compõem a grade curricular de todas as turmas. Dessa forma, nem o horário destinado a outras aulas e nem o horário de almoço serão prejudicados. Importa ressaltar que a escola pesquisada é de tempo integral, e cada aula tem duração de 50 minutos. O professor regente fará a divisão da turma antecipadamente, formando os grupos de estudos. Aqueles alunos que não participarão nem como monitores e nem como monitorados serão acompanhados pelo professor do Laboratório de Informática para a realização de atividades on-line de estudos previamente escolhidas pelo professor regente da disciplina de matemática. As atividades serão planejadas pelo professor

pelos seus alunos tutores, no caso do grupo e para os demais pelos professores colaboradores. O aluno tutor, sob orientação do professor, ficará encarregado de até no máximo 5 alunos. Nas mesas previamente dispostas em grupos, realizarão o estudo, a aprendizagem e/ou aperfeiçoamento dos assuntos a serem desenvolvidos. Antes disso o professor regente já terá feito um estudo com duração de 50 minutos somente com os seus tutores, repassando os conteúdos que serão abordados e tirando possíveis dúvidas.

A cada bloco de atividades o professor poderá realizar atividade oral ou escrita para verificar se está havendo ou não progresso no processo de ensino aprendizagem de cada aluno. Conforme alerta Perrenoud (2000, p. 63), “O desafio didático é inventar tarefas que imponham uma verdadeira cooperação. Isso só será interessante se essas tarefas provocarem as aprendizagens almejadas”.

Com a criação desse grupo de estudos vislumbraríamos a utilização dos resultados de uma avaliação não para fins classificatórios, mas para subsidiar um processo de desenvolvimento e crescimento das competências e habilidades do aluno, garantindo a ele um ensino de qualidade.

Já imaginando possíveis obstáculos à implementação desse processo, mormente no que diz respeito à desmotivação dos alunos para frequentarem as aulas, a resistência, a vergonha em participar de situações que poderão elevar a sua aprendizagem, foi pensada uma oficina motivacional para os alunos selecionados para a Escola Pitagórica, a qual detalharemos na subseção a seguir.

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