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Linking hospital emergency records with police data in Spain 2002-

A indústria do cinema - como a Paramount Pictures ou a MGM - teve como principal objetivo rentabilizar os seus estúdios expandindo-se na indústria de produção televisiva de forma a conquistar novos mercados de consumo. Novas formas para televisão surgem adaptadas ao novo media que é tecnicamente diferente, traduzindo-se numa qualidade de som e imagem bastante inferior à oferecida pelo cinema. A indústria do cinema para além de procurar novas estéticas na forma/conteúdo para a televisão, também aproveitava o media para promover a indústria cinematográfica.

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Paralelamente, a indústria da tecnologia como a RCA ou a DuMont laboratories, que investiu inicialmente no novo media com o objetivo de vender equipamento para televisão, televisores e serviços técnicos de apoio ao cliente/telespectador, observa que as novas formas têm grandes audiências e com isso retorno económico. O investimento no desenvolvimento tecnológico para mais oferta televisiva com mais qualidade fez com que a evolução da eletrónica para televisão acontecesse a uma velocidade vertiginosa. De tal forma, que durante a década de 50 e 60, os equipamentos ao fim de dois anos de serem lançados no mercado eram considerados obsoletos (Almeida, 1989).

A produção de programas de televisão só tinha duas formas: rodar a ação ao vivo ou filmar a ação em película com uma câmara cinematográfica standard e posteriormente utilizar um telecinema para transmitir45. Isto porque o único método de gravação de imagem de televisão consistia na utilização de uma câmara de cinema para filmar a imagem televisiva apresentada num tubo de alta densidade. Com um difícil controlo técnico do meio, os resultados obtidos podiam ser muito bons ou muito deficientes.

A ausência de um suporte de vídeo fez com que o filme fosse durante muitos anos o único suporte na produção de programas televisivos com segmentos de ação ordenados a partir da montagem fílmica e o único suporte que permitia a produção de stock46. Esta realidade da produção televisiva começa a ser alterada pela Ampex Corporation em 1956 num encontro da Associação de radiotelevisão em Chicago, que apresenta para comercialização o primeiro gravador de Videotape (VTR)47, com o sistema Quadruplex (Quad) que se tornou numa norma em vigor durante mais de duas décadas. O interesse por um suporte de gravação de vídeo é de tal forma que seis meses depois as principais cadeias de televisão norte-americanas possuíam as Videotape record como equipamento indispensável (Almeida, 1989: 45).

Esta primeira máquina de gravar vídeo ainda não tinha a possibilidade de montagem no suporte de vídeo. Mas em 1958 este obstáculo foi ultrapassado ao ser apresentado o primeiro processo de montagem mecânica de vídeo - que consistia em cortar e colar a fita de vídeo como se fazia com o filme ou com a fita magnética de som utilizada na rádio. Este processo era muito complicado porque o registo de imagem era, e ainda é, desfasado do registo do som. Isto significava que nos cortes tinha que se ter em conta o

45 Um dos telecinemas mais comuns até aos anos 80 foi o “multiplexer”. Possui uma série de prismas interiores que permite receber imagens projetadas por diversas fontes (projetores de 16mm, 35mm,

slides e Super 8). No telecinema propriamente dito, existe uma câmara que transforma a imagem recebida

em sinal de vídeo. – ALMEIDA, Manuel Faria (1989)

46Tipologias de programas de TV – Por sua natureza comercial, os programas de Stock (filmes, ficção televisiva, documentários, desenhos animados) são programas de maior investimento e risco, mas geralmente de larga vida comercial o que permite gerar ativos empresariais. (Bustamante, 1999: 108)

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som em detrimento da imagem. A Ampex Corporation resolve esta grande limitação técnica quando apresenta em 1960 o primeiro processo de montagem eletrónico que consistia na transcrição para uma fita virgem os planos gravados por outras bobines, pela ordem a começar e acabar nos fotogramas escolhidos. Estes primeiros gravadores funcionavam com fitas de vídeo com 2 polegadas de largura. Por comparação a fita de vídeo DVCAM, formato digital de vídeo profissional desenvolvido pela Sony em 1996, é de ¼ de polegada.

Apresentação oficial do primeiro Videotape record (VTR) da Ampex Corporation

Gravação analógica em fita de vídeo - O processo de gravação analógico em fita de vídeo consiste na passagem da fita por uma cabeça gravadora e a quantidade de informação recolhida pela fita depende de dois fatores: das características da fita e da velocidade a que a fita passa pela cabeça gravadora. Isto significa que quanto maior for a velocidade maior é a qualidade. Mas este facto também se traduz em problemas mecânicos e de duração de fita na gravação.

Por este motivo desenvolveu-se o processo de disposição típica de exploração helicoidal. A fita segue uma trajetória inclinada em redor do tambor – que tem as cabeças de vídeo – que se movimenta em alta velocidade de forma a poder gravar as altas frequências do sinal de vídeo. O movimento combinado da fita e do tambor produz uma série de pistas magnéticas oblíquas na fita. Este processo de leitura – exploração – helicoidal – oblíqua - utiliza-se em todos os sistemas modernos de gravação em fita de vídeo e em todos os equipamentos modernos de gravação de vídeo.

As pistas de uma fita de vídeo analógico estão divididas da seguinte forma: Pista de vídeo composta por um formato de pistas estreitas para a gravação do sinal de vídeo em FM (frequência modelada); Pista de áudio para gravação normal de áudio situada na borda

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da fita; Pista de controlo (control track), situada na borda da fita para a gravação de impulsos regulares especiais para sincronizar o movimento da fita e velocidade de leitura; Pistas de ordens (Cue track), também situadas na borda da fita, para a gravação de um código de tempos para uma possível edição eletrónica (Millerson, 1990; 368)

Organização tipo das pistas de áudio, vídeo, sincronização e controlo para edição de uma fita de vídeo

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