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Limitations du nombre d’oscillations de Bloch

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I.6 Plan du manuscrit

2.4 Limitations exp´ erimentales aux oscillations de Bloch

2.4.2 Limitations du nombre d’oscillations de Bloch

No mesmo ano da falência da Companhia Gráfico-Editora Monteiro Lobato, o editor e seu sócio começaram um novo empreendimento, a Companhia Editora Nacional. Como citado anteriormente, o novo negócio começou de modo mais modesto, sem a grandiosidade da antiga editora.

O gráfico de assuntos da Editora Nacional comprova a afirmação anterior. É possível visualizar facilmente que apenas dois assuntos foram publicados em 1926: filosofia e literatura. Ao todo, encontramos cinco obras de literatura brasileira e cinco de literatura estrangeira. Foram elas: Brio caboclo, de Aureliano Leite; Amores de Dulcinéia, e Laís, de Menotti Del Picchia; Choque das raças ou O presidente negro, de Monteiro Lobato; e a versão, que segundo Edgard Cavalheiro (1955), Lobato escreveu de How Henry Ford isregarded in Brazil. Jean de Lery, Hans Staden, Florence Louise Barclay, Henrique Perez Escrish e Ilka Chase são os autores estrangeiros com obras publicadas em 1926.

Em 1927, último ano que Monteiro Lobato atuou como editor, o assunto filosofia abre espaço para administração e didática, contudo, o número de obras de cada um desses assuntos não passa de uma, assim como em 1926, com a obra de Will Durant. A obra de administração, Hoje e amanhã, é de autoria de Henry Ford, com tradução de Monteiro Lobato e a obra de didática, Saudade, foi escrita por Thales de Andrade e encontrada no IBEP-CEN.

Gráfico 12: Assuntos publicados em 1927 pela Companhia Editora

A quantidade de títulos ascende de 11, em 1926, para 30, em 1927, mostrando uma queda substancial de produção de uma editora para outra. Aqui, como não poderia deixar de ser, o destaque são as obras literárias: são 28 títulos, sendo duas obras de crônicas de Viriato Correa, as primeiras edições de Baú velho e O Brasil dos meus avós.

Os gêneros publicados pela Nacional não foram tão variados. Em 1926, o maior destaque se deu com os romances, com cinco títulos, sendo quatro primeiras edições: O choque das raças ou O presidente Negro, de Lobato, único lançamento nacional; O cura da aldeia, de Henrique Perez Escrish; Lágrimas da meia noite, de Ilka Chase; e a obra O rosário, de Florence Louise Barclay.

Já em 1927, os romances somavam nove títulos e o destaque passou, pela primeira vez, às obras de literatura infantil, contando 11 obras desse gênero, todas com a autoria de Monteiro Lobato, que nessa época já havia diminuído sua produção voltada para adultos e se dedicava mais aos textos direcionados às crianças.

Em 1926 e 1927, apenas um título de contos foi encontrado, os menores índices de todos os anos. Os livros de poemas também tiveram baixíssima quantidade de obras editadas, com apenas um livro em 1926 e quatro em 1927.

Gráfico 13: Gêneros publicados em 1926 e 1927 pela Companhia

Como observado, a quantidade de obras encontradas enquanto Monteiro Lobato esteve na direção da Nacional foi bastante baixo, obtendo índices muito menores do que em qualquer outra de suas editoras. Entretanto, é necessário compreender que o editor trabalhou por pouco tempo em sua última editora e que, naquele momento, já ansiava uma temporada fora do país.

Não é apenas por ter fundado três editoras que Lobato é considerado um grande editor, mas pelo fato de ter feito uma verdadeira revolução no mercado editorial do país na época em que trabalhou no ramo. O editor inovou na maneira de distribuir livros, na maneira de ilustrar e colorir as capas, na configuração gráfica das obras e no pagamento de direitos autorais, algo que era praticamente inexistente na época, e que, como editor, insistia para que o pagamento fosse feito. Lobato tornou os livros mais atrativos, saindo dos padrões da época, que pouco chamavam a atenção de seu público alvo: os leitores.

Enquanto editor, Lobato procurou fazer com que os livros tivessem poder de encantar os consumidores. Tornou-os atraentes por fora e, quando necessário, por dentro também. Transformou a matéria prima de suas empresas em objeto de desejo dos brasileiros, trazendo-os para perto de toda a população. Como editor e como escritor, compreendia que o livro não poderia continuar escondido e precisaria estar nas mãos de pessoas de todas as faixas etárias: crianças, jovens e adultos.

Ver os brasileiros lendo bons livros era o desejo predominante de Lobato e o objetivo principal de sua Revista e de todas as suas editoras. Seu ideal, como editor e como escritor, era que a população tivesse acesso à cultura literária com mais facilidade, que o Brasil fosse um país leitor, intelectualizado, e que, dessa forma, viesse a progredir.

No cenário brasileiro, Monteiro Lobato representa uma destas poucas exceções de verdadeiro e ardente idealista do progresso material. A origem de seu pensamento

encontra-se na consideração deste povo maltratado e sofredor que é o brasileiro, e para o qual criou o símbolo consagrado e imortal do JÉCA TATU. [...] Não se contentou, como simples escritor, em estudar o caso brasileiro e propor remédios. [...] O seu pensamento não ficou pairando no mundo dos sonhos e dos projetos e predicas. Transformou-se em ação; e seu ideal de melhorar a sorte do povo brasileiro, de regenerar o seu Jéca tatu, materializou-se num negocio de grandes perspectivas e amplas possibilidades. (PRADO JUNIOR, 1959, p. X)

Como afirma Caio Prado Junior, Lobato foi um homem de destaque em todas as áreas que atuou. Lutou pela evolução do Brasil como editor e como escritor, criando personagens que ficaram marcados por suas características únicas, como Jeca Tatu. E será com esses personagens e com seu trabalho como editor que Monteiro Lobato sempre será lembrado e considerado como um dos grandes intelectuais brasileiros.

Como visto no primeiro capítulo, a carreira de Monteiro Lobato contista iniciou antes de seu progresso na vida editorial, mas, independente de ordem cronológica, ambas as frentes levaram o taubateano ao amadurecimento como empreendedor na área da literatura.

Como escritor, embora houvesse colaborado em diversos jornais, foram suas publicações no jornal O Estado de São Paulo que o consagraram como contista. A partir de Jeca Tatu e de tantos outros caipiras que viriam a ser seus personagens, o editor-escritor criou estigmas sobre a população caipira do estado de São Paulo. Essas marcas são lembradas até os dias de hoje, como veremos no próximo capítulo.

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