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Limitation ou exception pour la réalisation d’examens

CHAPITRE 2 : ANALYSE DES LIMITATIONS OU EXCEPTIONS À DES FINS

2.1.6 Limitation ou exception pour la réalisation d’examens

ÍÓO

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R05U.

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V

FONTE : Mapa da Cia Sul Brasil Museu P e . Fernando Nagel

N O T A S

‘ * C o n t r a t o a s s i n a d o em 14 de janeiro de Í92E . . . O p . cit. H E RW IG T. e KNORR I.. Op Cit. p. 63.

Livro de R e gi s t r o dos contratos da Cia. Sul Brasil, Volumes i e 2. Museu P e . Fernando Nagel. Maravi 1 ha--SC. Id.

GIALDI, Francisco. Câmara Hunicipal de Maravilha; 30 anos de História. Brescovici. Maravilha, 1988. p. 11 KUSS L E R F.. Entrevista. Op Cit.

l-Üelatório da Cia. Sul Brasil. Í938. Op Cit. R e l a t ó r i o da Cia. Sul Brasil. 1936. Op Cit. SILVA, J . . Entrevista. Op Cit.

< i . o > |_|ogg^ Ervino. Entrevista. Op Cit.

C a r t a da Cia. Sul Brasil enviada ao Diretor Gerente a u t o r i z a n d o - o a efetuar a abertura de estradas. Porto .Alegre, 12 de junho de 1945. Museu P e . F e rn a n d o Nagel.

M a r a v i 1 h a - S C .

SILVA, J . . Entrevista. Op Cit.

<d.3> R e la t ó r i o da Cia. Sul Brasil enviado ao B a n c o do Brasil s o l i c i t a n d o f i nanciamento para a c o n s t r u çã o da fábrica de m a de i r a s com pensai d a s . Abril de 1941. Arqu i v o de P orto Alegre. Pasta 04. Arquivo da Cia Sul Brasil, r-'o r t o A 1 e g r e -RS.

Id.

SEHNEli, 0.. Entrevista. Op Cit. KUSSLER, F.. Entrevista. Op Cit.

RODOí, F-‘edro. Entrevista. Op Cit. Id.

SIÍBASTIANI, P.. Entrevista. Op Cit. RODQx, P.. Entrevista. Op Cit.

KUSS L E R F.. Entrevista. Op Cit. RIZZI, C.. Entrevista. Op Cit. <ea> Hoss, E.. Entrevista. Op Cit.

Id.

SEHNEH, 0.. Entrevista. Op Cit.

<e^> R e l a t ó r i o da Cia. Sul Brasil. Í938. Op Cit. <e7-> c a s t r o, Fontoura. Entrevista. Op Cit.

tHESSIHG, a .. Entrevista. Op Cit.

kOEHLER, Elsa. Entrevista. Op Cit. KUSSLER, F.. Entrevista. Op Cit. SEHNEH, 0. Entrevista. Op Cit,

<se> R e l a t ó r i o da Cia. Sul Brasil. í 9 3 í . Op Cit.

o 3 > p,-Qcesso de r e q u i s iç ão s o li ci ta d o pela Cia. Sul Brasil, ao G ov er n o do Est-ado para a quitação da colonização. Abril de Í94E. A r qu i v o da Cia Sul Brasil. Porto A l e g r e ~ R S .

ZIMMER, Otto. Entrevista. Op Cit.

SEBASTIANI, Pedro. Entrevista. Op Cit MEES, Guilherme. Entrevista. Op Cit

<37’ > |v|,í,cKE, Aneliese. 0 xndio e a T e r r a ; a luta pela s o b r e v i v ê n c i a no F‘. I. Xapeccj - SC. PPGCS . UFSC, D isser taç:ao de Mestrado. í983. p. 07.

0 presente estudo tratou do processo de c o l o n izaçâ'o do o este cata r i n e n s e a partir da atuaçao da Companhia T erritorial Sul Brasil. Nos S .77S milhões de metros quadrados, localizados entre os rios Chapecó, Uruguai e Antas, a Cia. Sul Brasil introduziu, entre os anos de i9S5 a .1.953, mais de 30 mil habitantes.

Esta área colon i z a d a pela Sul Brasil esteve em d isp u t a com a Argentina na questão de Palmas, e com o Paraná, na questão do Contestado.. Fechado o acordo dos l imi t e s com o estado do Paraná, em 20 de outubro de 19Í6, o governo de Santa C a tarina tratou de regularizar as c o n c e s s õ e s feitas até então pelo estado do Paraná e pela C o lô ni a Militar do Chapecó. As demais posses e f e t u a d a s na rc-rgiao pelos luso-brasileiros, a partir da e xtraçao da erva mate e outras atividades, s i m p l e sm en te foram ignoradas. 0 d i re i t o de o c upaçao foi p r e t e r i d o pelo direito de posse.

As terras c o ns i d e r a d a s devolutas foram ampla m e n t e d i sp ut ad as entre os e m pr es ár io s interessados nos lucros v i s l um br ad os com a c o m e r c i a l i z a ç ã o da madeira e das terras da região. Por causa disto, as terras somente eram conseguidas, junto ao E s tado catarinense, através de i n f l u ê n c i a política. No caso da Sul Brasil, os então d e p u tados Abelardo Luz e H e nr i q u e R u p p Junior eram a c i o n i s t a s da Empresa Oeste Catarinense, criada com o o b j e t i v o de colonizar a área c o ns eg u i d a junto ao governo do Elstado. Tal influência política também foi decisiva para garantir a posse da mesma, quando a Brazil Development r e c l a m o u estas terras para si. Esta última, de grande poder e c o n a irii c o , foi, no e n t a n to, d e v i d a m e n te c o irip e n s a d a c o ni ou t r a s t e r r a s n a r e g ião.

0 pagamento das terras devolutas junto ao G o ve r n o do E s t a do foi efetuado m e diante a ab e r t u r a de estradas. Para isto, as companhias c ol on i z a d o r a s contr a t a v a m o u tras

e m p r e s a s a preços i nfer :i. or es aos pagos pelo governo c a t a r i n e n s G . Portanto, além das terras terem sido r e p a s s a d a s às c o l o n i z a d o r a s a preços baixos, as c ompanhias lucravam ao r ep a s s a r a c o ns tr u ç ã o das estradas.

As c o l o n i z ad or as que não c o n seguiram a d qu ir i- la s j un t o ao governo do estado, ac a b a r a m comprando terras da Brazil Development, que as r e p a ssava com a f inalidade de s er e m c o l o n izadas. Para tanto, elas pagavam um preço bem ac i m a ao valor pago pela Brazil Development ao Estado. De posse de grandes e x t e n s õ e s de terras do oeste catarinense, a Brasil Eievelopment tratou de repassar estas terras a d i f er e n t e s c o l o n i z a d o r a s . Hesmo assim, acabou perdendo parte delas por nao conseguir c o l o nizar toda a área dentro do prazo previsto.

A s c o l o n i z a d o r a s foram organ i z a d a s a partir das p er s p e c t i v a s de lucros a que o oeste c a t arinense acenava, a t r a v é s da venda de grande e xt en s ã o de terras férteis e de m a d e i r a s para a exportação. A falta de e x p eriência no setor o b r i g o u as c ol on iz ad or as a c on t r a t a r e m pessoas com e x p e r i ê n c i a em projetos de colonização, como foi o caso da Cia. Sul Brasil, que c o nt ra t o u para diretor gerente Carl o s Culmey. A p e r s p ec ti va de lucros imediatos, no entanto, foi f r u s tr ad a pelos c on s t a n t e s c o nf l it os políticos o c o r r i d o s no e s t a do do Rio Grande do Sul a princi p a l m e n t e pela crise m un d ia l de í929, que deixou a economia gaúcha em séri a s d i f i c ul da de s até o ano de 1938. Algumas e m p r e sa s c o l o n i z ad or a s, p r in ci p a l m e n t e as que compraram suas terras da Brazil Development, passaram sérias d if ic u l d a d e s e c o n ô m i c a s neste período. A venda da madeira para a Argentina, no entanto, mant e v e as e m presas em atividade, pois o número de lotes ven d i d o s até í938 era reduzido.

Embor-a a política do governo c a ta r i n e n s e tenha sido a de implantar a pequena e média propriedade, d ependendo da

a fc i V ;L d a d e a q u a; s e de s t i rt a s s e , q i.ia s e t: o das a íü t a r i - a s d o o este c a t a r i n e n s e Porairi demarcadas em lotes de £0 a 35 hgíctares, c o n s i d e r a d o s pequenas propriedades. A Companhia Sul Eirasil demarcou toda a sua área com este princípio. A a d o ç ã o dessa política deu-se em função do r e l e v o acidentado, c o b e r t o de mata, que nao inter e s s a v a ao latifundiário. Q u a n t o à madeira, a c o l o n i z a d o r a r e s e r v a v a - s e o direito da (íxplorá-la, não precisando, para tanto, c o n s t i t u i r a grande

p r o p r i e d a d e .

A Cia. Sul E<rasil troune da A l e m a n h a vários agrimen s o r e s , que dividiram as glebas de terras em lotes coloni a i s , ch á c a r a s ou lotes urbanos. A pr e c i s ã o das m e d i ç õ e s e a l o c alização dos lotes, d e v i d a m e n t e mapeados, é uma dos p r i n c i p a i s causas do bom c o n c e i t o de que a c o m panhia gozava e ntre os colonos. A o r g a n i z a ç ã o da coloni^íadora também pode ser sentida na d i s t r i b u i ç ã o destes colo n o s em d i f e r e n t e s áreas, a partir da sua o r igem é t n i c a e credo r e l i g i o s o .

E s t a divisão além de evitar conflitos, facili t a v a a o r g a n i z a ç ã o das comunidades, p r i n c i p a l m e n t e na impl a n t a ç ã o de e s c o l a s e igrejas. A p r e o c u p a ç ã o da Sul Brasil com a i m p l a n t a ç ã o de escolas e com o a t e n d i m e n t o re l i g i o s o era visível, pois isto era fundamental para atrair novas famílias. Este tipo de d i s t r i b u i ç ã o p r e v a l e c e u até i945, quando da impla n t a ç ã o do e n s i n o público.

A maioria dos colo n o s veio das a n t i g a s c o lônias gaúchas. 0 grande número de e x p r o p r i a d o s e a queda da p r o d u t i v i d a d e facilitou a atu a ç ã o das c o l o n i z a d o r a s nesta região. A oferta de terras férteis, c o b e r t a s de matas a preços inferi o r e s aos p raticados no Rio G r ande do Sul, c o n t a g i o u muitas famílias. Os colonos, i n t r o d u z i d o s pela Sul B r a s i 1 n o s p r i m & i r o s a iios, f o r a m a t r a í d o s p o r |;>r o p a g a n d a s

t í:> n t; a d o i" a s , o n d b o o bs t: s:? c; a t a r i n sr n ?; e e v a a p r e í; e? rt t a d o c o m o o

e ;i. d o r s'i d o b r a s i 1 e i v o .

As decepções destes p i o neiros com a falta de estradas;, c o m é r c i o e surto de m o s q u i t o s serviu, no entanto, de c o n t r a p r o p a g a n d a , r e d u z i n d o s e n s i v e l m e n t e o fluxo m i g r a t ó r i o . A grave crise e c o n ô m i c a e n f r e n t a d a pelo Rio G r a n d e do £>ul e seus reflexos no o este c a t a r i n e n s e foi a p r i n c i p a l c ausa das dificuldades e n f r e n t a d a s pelos pioneiros

G a c o n s e q ü e n t e redução do fluxo m i g r a t ó r i o à região. A r e c u p e r a ç ã o da economia gaúcha, a partir de 1938, retomou o d e s e n v o l v i m e n t o da colonização, que desde e n t ã o não parou de crescer. A ex p a n s ã o da s u i n o c u l t u r a na região, a partir d-e .1.940, foi decisiva no d e s e n v o l v i m e n t o da c o l o n i z a ç ã o do osfste catarinense.

No entanto, até í938, as d i f i c u l d a d e s foram enormes.

A falta de mercado para os produtos, entre outras

d i f i c u l d a d e s , fez com que muitas fa m í l i a s r e t o r n a s s e m aos l o c a i s de origem. Outros c o l o n o s esta v a m tão d e s c a p i t a l i z a d o s , que não puderam retornar, o b r i g a n d o - o s a e n f r e n t a r os problemas. Os t e u t o - r u s s o s e n c o n t r a r a m d i f i c u l d a d e s ainda maiores. 0 relevo acidentado, as matas e o p r ó p r i o clima, ao qual não e s t a v a m acostumados, fez com que ma i s da metade desta população de i x a s s e a r e gião antes de e f e t u a r e m o primeiro pagamento do lote de terra c o m p r a d o da c o l o n i z a d o r a .

T a mbém os colonos vindos do Rio Gran d e do Sul e n c o n t r a r a m problemas para pagar suas terras. D e s c a p i t a l i z a d o s , vinham para Santa Catarinai com o obj e t i v o

de s a l d a r e m as dívidas das terras com as c o l h e i t a s que e f e t u a r i a m . Como não havia c o m é r c i o para os produtos colhidos, a C o m p a n h i a Sul Brasil o b r i g o u - s e a extender os p r a z o s de p a g a mento das terras.

At:ïî íi ascBcição da sui nocul tu.ra, na década de 1940, os ú n i c o s pro d u t o s que possui a m mercí^do se'sur o erairi o tabaco, a partir de i93S, e a madeira, que era tra n s p o r t a d a a São Tomé, na Argentina, em épocas de enchentes.

A penet r a ç ã o dos colonos de origem alemã e italiana r e s u l t o u na dese-tpropriaçao dos posseiros, em sua grande mai o r i a l u s o - b r a s i l e i r o s . Na primeira fase da colonização, s e r v i r a m eles de mão de obra para a Sul Brasil e m a d e i r e i r o s

da região. Entre os s e rviços prestados, dest a c a m - s e a a b e r t u r a de e stradas e picadas, a e xtração da madeira, a mo n t a g e m e o transporte das balsas. Com o avanço da c o l o n i z a ç ã o , os mesmos passaram a ser desalojados, m e diante i n d e n i z a ç ã o do rancho e da plantação. Aos que resistiam, sra o f e r e c i d a a possibilidade da compra do lote, geralmente a b a n d o n a d o por eles quando não c o n s e g u i a m pagar as prestações. Como os luso-bras i l e i r o s não se preoc u p a v a m em acumular capital, o pagamento do lote dif i c i l m e n t e ocorria. A e s t r a t é g i a da coloninadora de vender o lote para re t o m á - l o

posteriormente, reduziu s i g n i f i c a t i v a m e n t e o número de despejos judiciais.

A m a i o r i a dos posseiros e x i s t e n t e s nas terras da Sul Brasil l o c a l i z a v a m - s e na parte norte, a últi m a a ser colonizada. M u i t o s deles haviam se instalado ali antes da chegada da c o l o n i z a d o r a , visa n d o a e x p l o r a ç ã o da erva mate. O u t r o s tantos se instalaram na regi ã o depois da c h e g a d a da Sul Brasil, uma vez que a mesma levou quatro décadas para c o l o nizar toda área. Devido a e x tensão de suas terras, a Co m p a n h i a Sul Brasil não co n s e g u i u evitar novas o c u p a ç o e s . Um l e v a n t a m e n t o efetuado pela Sul Brasil em í95S, em apenas 7 seçoes, d emonstrou a existê n c i a de 40S famílias posseiras, num total de 3.i9i pessoas.

A e x p u l s ã o do luso-brasi leiro e'ra bem vista pelos colonos de o r i g e m estrangeira. A "limpeza da área", como a

clenomi na.vam, trazia um certo alívio, p r i n c i p a l m e n t e entre os a 1 e m a e s . á e n t r e o s i t a 1 i a n o s , p r e s e n ç: a d o

luso-brasi lei ro era tole?rada, sendo comum a u t i l i z a ç ã o dos líiesirios como agregados ou diaristas.

Apesar das diversas t e n t a t i v a s da Cia Sul Brasil em trazer e m i g r a n t e s estrang e i r o s , entre eles eslavos, p o r t u g u e s e s e italianos, os únicos e s t r a n g e i r o s que se i n s t a l a r a m na região foram os t e u t o - r u s s o s , A o cupaçao de suas terras se deu basic a m e n t e por colonos gaúchos, atraídos por belas propagandas e pela ação dos agentes de terra, e s t i m u l a d o s pelos iO% que a c o l o n i z a d o r a lhes repassava.

A Cia;: Sul Brasil i n t r o d u z i u em suas terras famílias de difere n t e s origens é t n i c a s e credos religiosos. Este p r o c e s s o foi diferente da C h a p e c ó Peperi que c o o r denou a c o l o n i z a ç ã o de Mondai, d e s t i n a d a e s p e c i f i c a m e n t e a alemães evan g é l i c o s , e da V o l k s v e r e i n , que introduziu na região de

I t a p i r a n g a apenas d e s c e ndentes de alemães católicos.

A estra t é g i a de c o l o n i z a ç ã o da Cia. Sul Brasil era investir no d e s e n v o l v i m e n t o de alguns núcleos cap a z e s de a t r a í r e m novos colonos. Por isso, vendiam lotes nestes núcleos somente a famílias que se transfe r i s s e m à região no prazo máxi m o de i8 meses, d e p e n d e n d o da l o c alização do lote. As famílias que não tinham a intenção de se t r a n s f e r i r e m à região neste prazo, a c abavam comprando, mato adentro, lotes que não tinham a c e s s o por estrada.

Os colonos que a d q u i r i r a m suas terras dos agentes vendedores, muitas vezes a c a b a v a m se instalando em meio ao mato, longe de quaisquer m o r a d o r e s e sem acesso por estrada. Já os colo n o s que c o n h eciam a realidade, prefiriam comprar .1.70

;i. o t e s u r b a n os ou c h á c a r a s , f i c a i'i d o , a s s i ni, p r o ;•< i irio s escola, igreja e comércio.

0 s u r g i m e n t o das cidades, deu-se a partir da expansão do c o m é r c i o e das pequtMias indústrias. Tanto é que nem todos

os núcl e o s urbanos, planejados pela C o m p a n h i a 8ul Brasil, se t r a n s f o r m a r a m em c i d a d e s , e n quanto que o u t r a s s u r g i r a m sem terem si d o t r açadas pela colonizadora.

A té o i n icio da década de 60, as c i d a d e s de Sao C a rlos e P a l m i t o s atuavam como princ i p a i s c e n t r o s c o m e r c i a i s da r e g i ã o c o l o n i z a d a pela Sul Brasil.' Os demais povoados, com e x c e ç ã o de Riqu e z a que c o m e r c i a l i z a v a b a s i c a m e n t e com Mondiií, d e p e n d i a m destas duas cidades. A cr iaç30 dos m u n i c í p i o s de São Carlos e Palmitos, em 1953, foi uma c o n s e q ü ê n c i a deste desenvolvimento. Ao m u n i c í p i o de Sao C a r l o s p e r t e n c i a m os atuais m u n i c í p i o s de Saudades, P i nhi-^lzi n h o , Modelo, Serra Alta e Sul Brasil. Já do m u n i c í p i o de P a l m i t o s desme m b r a r a m - s e Caibi, C u n h a Porã, Marav i l h a , Sao Miguel da Boa Vista e Iraceminha. 0 m u n i c í p i o de R i q u e z a d e s m e m b r o u - s e de Mondai, mas também foi c o l o n i z a d o pela Sul Eirasil. Em 1965 já haviam sido cria d o s 8 m u n i c í p i o s na área colon i z a d a pela Sul E<rasil. Recentemente, mais c i n c o m u n i c í p i o s se emanciparam, totaliz5>.ndo treze os m u n i c í p i o s c r i a d o s na área colon i z a d a pela C o m p a n h i a Sul B r a s i 1 .

Apes a r do s u r g i m e n t o das div e r s a s cidades, nenhuma delas ultrapassa, até? o momento, i99E, os 20 mil habitantes. A aus ê n c i a de grandes indústrias faz com que as cidades

d ep e n d a m b a s i c a m e n t e da produção agrícola. Por isso as m e s m a s nao e s t ã o preparadas para a b s o r v e r e m a mao de obra

lib e r a d a no campo.

As c a u s a s do fraco desempenho das i n d ú s t r i a s nestas c i d a d es ca r e c e m d e e s t u d o s iria i s a p r o f u n d a d o , m a s u m a. d a s c a u s a s do a t raso industrial é a nao a p l i c a ç a o na r e g i ã o dos lucros a c u m u l a d o s pela -Sul Brasil, m a d e i r e i r o s e muitos comer c ian tes . 0 u tr os e m p )“esar ios a i nda pr ef er i ram a p 1 i ca)• o

c a p i t a l na a q u i s i ç a o de terras e nao na co l o c a ç a D da in d ústrias. Uiria das poucas i n i c i a t i v a s no raimo da i ndustr ial inaçao -Foi a c o n s t r u ç ã o do F r i g o r í f i c o de São Carlos, na déca d a de 1970, mas que acabou sendo fechado anos de pois que os d i r e t o r e s fugiram com o d inheiro result a n t e da v e n d a das açoes. A t u a l m e n t e o mesmo não passa de um simples po s t o de a b a t e do F r i g o r í f i c o Chapecó.

Numa r e g i ã o em que a tônica do d e s e n v o l v i m e n t o é dada pelas a g r o i n d ú s t r i a s , a cidade de M a r a v i l h a é a que a p r e s e n t a as m a i o r e s perspectivas de c r e s c i m e n t o com a r e c e n t e i m p l a n t a ç ã o do F r i g o r í f i c o Aurora, destinado ao a b a t e de aves.

S e não s u r g i r a m grandes i n d ú s t r i a s na área c o l o n i2xada pela Cia. Sul Brasil, a produção da pequena prop r i e d a d e da r e g i ã o c o n t r i b u i u para o s u r g i m e n t o das a g r o i n d ú s t r i a s no o e s t e cat a r i n e n s e . Os grupos F'erdigão, Chapecó, Sadia a A u r o r a divi d e m entre si os i ntegrados da região. Este sistema, i n t r o d u z i d o pelas agroindústrias, reduziu s i g n i f i c a t i v a m e n t e o número de c r i a d o r e s de suínos, o que

levou à e x p r o p r i a ç ã o dos colonos e x c l u í d o s do mesmo. Como as i n d ú s t r i a s destes m u n i c í p i o s não c o n s e g u e m a b sorver este e x c e d e n t e populacional, acaba ele m i g r a n d o para outras regiões, i n c l u s i v e r e t o r n a n d o p^ra o Rio Grande do Sul.

0 fato de o relevo dificultar a m e c a n i z a ç ã o das lavouras, gera um processo de d e s v a 1ori z a ç ã o das terras,

pois as m e s m a s não interessam ao latifundiário. Por isto, a v e n d a do lote é e f etuada a preços que nem sempre c o brem o V a 1 o r d a s b e n f e i t o r i a s .

Atual m e n t e , a pequena p r o priedade ainda predomina na r e g i ã o , a p e s a r d a s s é r i a s d i f i c u 1 d a d ss p o r q u e a t r a v e s s a n o momento. Este quadro se reverterá em poucos anos, se novas a 1 1 e r n a t i v a s e c o ii õ iri i c as, a c o m p a n ii a d a s d e u iria u ma poli t i c a

a g V :í c o 1 a v o ;i. t; a t;la a p e q u s n a p r o r> i• á. e d a d e , nao f o i" e m ;i. ntroduiri das .

Este t r abalho procurou levantar as d i f i c u l d a d e s da c o l o n i n a ç a o da regi ã o atr a v é s da política de unria e m p r e s a e do e s f o r ç o dos colonos que con t r i b u í r a m para o d e s e n v o l v i m e n t o e c o n ô m i c o do oeste catarinense. Entretanto,

por não abranger a totalidade das terras do oeste

catarinense, a v isão global da c o l onisação torna-se precaria por carecer de o u t r o s est u d o s semelhantes. Nosso o b j e t i v o é de que este nosso trabalho sirva como início de uma série de outros. Achamos que um e s tudo como este, bem como de outros temas, deve continuar , ser a p r o f u n d a d o e ampliado, para que nossa história, ainda tao maltratada, possa ser enfim resgatada.

F O N T E S P R I M í í R I A S

01 ” M u s e u Mu n i c i p a l P e . F e r n a n d o Nagel, Antiga Sede da Cia.

Sul Brasil. Acervo Eiocumental da Sul Efrasil.

M a r a v i 1 ha-SC

OE - A r q u i v o Terraparnpá Territorial e A g r o p a s t o r i l do Sul LTDA., Setor Cia. Sul Brasil. Porto Alegre--RS.

0 3 - A r q u i v o P ú b l i c o de Santa Ca t a r i n a - C o n c e s s ã o de Terras T.C., 5 volumes. F l o r i a n o p o l i s - S C .

0 4 - B i b l i o t e c a Pública de F l o r i a n ó p o l i s - Setor de Einerote- ca .

0 5 - Pre-Feitura Municipal de Sao Carlos. Casa da Cultura. 06 -- P r e f e i t u r a Municipal de Palmitos. Arq u i v o Municipal. 07 - P r e f e i t u r a Municipal de Caibi. Arquivo Municipal.

08 - P r e f e i t u r a Municipal de M a r a v i l h a - Setor de Mapas. Ar qu i vo Mu n ic i pax 1 .

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Í83 C3í!x> . . • VÍS? . .»-*■

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r --- Por ter sido requerido verbalmente ao Sr, Procurador da

Fasenda Estadoal,Ivo d*Aquino,certifico que revendo de ordem de cieDmo livro de contractos n® 9 nelle encontrei o termo de contracto do theor se­

guinte : • j

" Termo de contracto celebrado entar» o Governo do Estado e o_^Sr. José Rupp, para a constrtcção da estrada de rodagem ligando a povoação do Herval J^io Canoas, no municipio de Campos Novos *■

Aos tresa dias do mõz dè'Julho de mil novecentos e vinte , perante estaSecço

r.vcção do ^Contencioso do Thesouro do Estado de Santa Catharina compareceu