CHAPITRE 4 : CALIXARENE HYDROSOLUBLE FLUORESCENT POUR LA
I. I NTRODUCTION
I.1. Ligands sélectifs du césium
Estudos empíricos com dados em painel prestaram bom serviço na indicação das variáveis macroeconômicas associadas com a ocorrência de crises cambiais. Entretanto, a possibilidade de uso dessas variáveis como indicadores antecedentes de crises cambiais é, ainda, bastante restrita. Berg e Pattillo (1999a; 1999b) questionaram a utilidade de alguns sistemas de indicadores antecedentes para a previsão de crises cambiais. A utilização de alguns dos sistemas propostos na literatura demonstrou desempenho precário ou mesmo nulo na previsão da ampla crise cambial e financeira asiática de 1997. Particularmente, um simples e convencional modelo Probit multivariado, embora de capacidade preditiva limitada, apresentou desempenho significativamente superior a todos os sistemas de indicadores antecedentes avaliados.
2.9 Conclusão.
A literatura acadêmica sobre crises cambiais é extensa. A multiplicidade de modelos teóricos reflete a variada gama de hipóteses que foram lançadas ao debate. Naturalmente, cada hipótese procura retratar determinada faceta do tema, mais ou menos importante conforme o evento de crise cambial em foco. Fica evidente que o desenvolvimento da teoria espelha, em alguma medida, a evolução do padrão característico das crises cambiais ocorridas ao longo das últimas décadas.
Por um motivo de limitação de tempo e de espaço, foram omitidas algumas vertentes da teoria. Menciono aqui, para referência, modelos que conferem destaque à seleção adversa e moral hazard. Tais modelos advogam que o Fundo Monetário Internacional, ao socorrer sistematicamente países objeto de ataques especulativos, incentivou o
comportamento propenso ao risco não só dos governos desses países mas também dos credores sediados nos países centrais. Cabe destacar Mussa (2002), Haldane (2002), Haldane e Taylor (2003) e Honohan e Klingebiel (2003).
Uma determinada crise cambial também pode ter várias de suas facetas destacadas por modelos diferentes. Assim, a crise cambial mexicana de 1994 foi explicada pela deterioração dos fundamentos macroeconômicos, por profecia auto-realizável, por problemas no setor financeiro, por comportamento de manada, por problemas de coordenação informacional entre os agentes. Todas essas hipóteses apresentam evidências empíricas que as sustentem. Além disso, elas não são mutuamente excludentes em sua totalidade.
Da mesma forma, a crise cambial brasileira de 1999 pode ser explicada a partir de diversas hipóteses diferentes, de acordo com o aspecto que o analista deseja destacar. Assim, é possível advogar que essa crise cambial decorreu de fatores tais como: déficit fiscal elevado e crescente, déficit de conta corrente elevado e crescente, choque externo constituído pela elevação da taxa internacional de juros, contágio proveniente da Ásia e da Rússia, profecia auto-realizável, fragilidade do sistema financeiro, desequilíbrio monetário nos balanços das empresas do setor não- financeiro, moral hazard, populismo cambial etc. Pretender explicá-la a partir de uma única abordagem seria por demais simplista. Pretender explicá-la a partir de todas as abordagens possíveis seria um trabalho interminável.
No Capítulo 3 apresento evidência empírica da relevância de modelos de primeira geração para a explicação das crises cambiais ocorridas no Brasil nas décadas de oitenta e noventa. No Capítulo 4 examino uma crise cambial em particular – a de 1999 – e proponho uma interpretação de algumas de suas especificidades.
Tabela 2.1 – Periódicos e séries examinados na revisão da literatura. Periódicos
American Economic Review; Annals of Economics and Finance; Brookings Papers on Economic Activity; Bulletin of Economic Research; Canadian Journal of Economics; Carnegie-Rochester Conference Series on Public Policy; Cuadernos de Economía (Chile); Econometrita; Economic Journal; Economic Modelling; Economic Notes; Economic Record; Economic Theory; Economica; Economics Letters; Emerging Markets Review; European Economic Review; Global Finance Journal; International Economic Review; International Finance; International Review of Economics and Finance; International Studies Quarterly; Journal of Applied Econometrics; Journal of Applied Economics; Journal of Banking & Finance; Journal of Development Economics; Journal of Economic Dynamics and Control; Journal of Economic Literatura; Journal of Economic Perspectivas; Journal of Economic Studies; Journal of Economic Surveys; Journal of Economic Theory; Journal of Economics and Business; Journal of Finance; Journal of Financial Economics; Journal of International Business Studies; Journal of International Economics; Journal of International Financial Markets, Institutions and Money; Journal of International Money and Finance; Journal of Macroeconomics; Journal of Monetary Economics; Journal of Money, Credit and Banking; Journal of Policy Modeling; Journal of Political Economy; Kyklos; Oxford Bulletin of Economics and Statistics; Oxford Economic Papers; Oxford Review of Economic Policy; Quarterly Journal of Economics; Quarterly Review of Economics and Finance; Review of Economic Dynamics; Review of Economic Studies; Review of Economics and Statistics; Revista Brasileira de Economia; Revista Brasileira de Economia de Empresas; Revista de Economia Política; Scandinavian Journal of Economics; Staff Papers of the International Monetary Fund; World Bank Economic Review.
Séries
Banco Central do Brasil (Bacen): Texto para Discussão; Nota Técnica; Banco Central Europeu: vários; Banco de Espanha: vários; Banco Nac. de Desenv. Econômico e Social (BNDES): Trabalhos para Discussão; Bank of International Settlements (BIS): Economic papers; Papers; Working Paper; Federal Reserve (Fed): Board: Finance and Economics Discussion Series; International Finance Discussion Papers; Fed: Atlanta: Working Paper; Federal Reserve: Boston: Working Paper; Fed: Cleveland: Economic Review; Working Paper; Policy Discussion Paper; Fed: Dallas: Economic and Financial Review; Fed: Kansas: Symposium; Fed: Minneapolis: Quarterly Review; Staff Report; Working Paper; Fed: New York: Economic Policy Review; Research Paper; Staff Reports. Fed: Philadelphia: Business Review; Working Paper; Fed: Richmond: Economic Quarterly; Working Paper; Fed: Saint Louis: Review; Working Paper; Fed: San Francisco: Working Paper; Fundação Getúlio Vargas (FGV): Estudos Econômicos; Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA): Texto para Discussão; Inter-American Development Bank (IADB): Working Paper; International Monetary Fund (IMF): Working Papers; National Bureau of Economic Research (NBER): Working Paper; Pontifícia Univ. Católica do Rio de Janeiro: Texto para Discussão; Pontifícia Univ. Católica de São Paulo: Texto para Discussão; Princeton University: Essays in International Finance; Universidade de Brasília: Texto para Discussão; Universidade de Campinas: Texto para Discussão; World Bank: Working Papers.