1. Présentation du contexte
1.2. Présentation du projet
1.2.1. Lieu d’étude
Conforme a definição da Resolução do Conama nº 307 (CONAMA, 2002), os Resíduos da construção civil são os provenientes de construções, reformas, reparos e demolições de obras na construção civil, e os resultantes da preparação e da escavação de terreno, comumente chamados de entulhos, caliça ou metralha. Os RCC podem ser constituídos de tijolos, blocos cerâmicos, concreto, solos, rochas, madeiras e compensados, argamassa, gesso, telhas, pavimento asfáltico, vidros, plásticos, tubulação, etc.
Ainda segundo a Resolução do Conama nº 307 (2002) os resíduos da construção civil são classificados como:
Classe A: são os resíduos reutilizáveis ou recicláveis como agregados, tais como:
de construção, demolição, reformas e reparos de pavimentação e de outras obras de infraestrutura;
de construção, demolição, reformas e reparos de edificações como componentes cerâmicos, argamassa e concreto;
de processo de fabricação e/ou demolição de peças pré-moldadas em concreto produzidas nos canteiros de obras;
Classe B: são os resíduos recicláveis para outras destinações, tais como: plásticos, papel/papelão, metais, vidros, madeiras e outros;
Classe C: são os resíduos para os quais não foram desenvolvidas tecnologias ou aplicações economicamente viáveis que permitam a sua reciclagem/recuperação, tais como produtos oriundos do gesso;
Classe D: são resíduos perigosos oriundos do processo de construção, tais como tintas, solventes, óleos e outros ou aqueles contaminados ou prejudiciais à saúde oriundos de demolições, reformas e reparos de clínicas radiológicas, instalações industriais e outros produtos nocivos à saúde.
2.5.1 Impactos Ambientais
A Resolução do Conama nº 001 (CONAMA, 1986) considera o impacto ambiental como sendo qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente, causada pelas atividades humana que afetam, direta ou indiretamente: a saúde,
segurança e bem-estar da população; as atividades econômicas e sociais; a biota; condições estéticas e sanitárias do meio ambiente; a qualidade dos recursos ambientais.
A história da humanidade caracteriza-se pela modificação do ambiente natural a fim de adaptá-lo as necessidades, anseios e buscas por condições de moradia segura e, com o desenvolvimento constante, a indústria da construção civil, ao longo dos anos, vem gerando resíduos sem se preocupar com sua destinação adequada, contribuindo para o agravamento de problemas ambientais, econômicos e sociais nas cidades (MAIA et al., 2009).
Os resíduos gerados são provenientes da produção de materiais, na atividade de canteiro, durante a manutenção, modernização e da demolição (JOHN, 2000). Segundo estudos executados por Pinto (1999) as atividades de canteiros de obras, nas cidades brasileiras, são responsáveis por 50% dos resíduos gerados, enquanto as atividades de demolição e manutenção são responsáveis pela outra metade.
A cadeia produtiva da construção civil é a principal consumidora de matérias primas, uma das maiores geradoras de resíduo, energia e também colabora na poluição ambiental, incluindo o efeito estufa (JHON, 2000). Os problemas mais graves enfrentados pela administração pública são os impactos causados pela grande quantidade de resíduos gerados e, principalmente, pelo descarte irregular (SILVA et al., 2010).
Portanto, torna-se essencial o traçado de novos métodos para a gestão pública dos resíduos da construção civil a fim de corrigir a forte e descontrolada ocorrência de impactos no ambiente urbano, geradas, principalmente, pelo descarte indevido desses resíduos (PINTO, 1999).
2.5.2 Gerenciamento dos Resíduos da Construção Civil
A Resolução do Conama nº 307 (CONAMA, 2002) determina que os geradores sejam responsáveis por seus resíduos e devem ter como objetivo prioritário a não geração e, secundariamente, a redução, reutilização, reciclagem e destinação final. Em seu artigo 10, esta resolução também especifica a correta destinação final dos resíduos da construção civil, que deverá ser da seguinte forma:
Classe A: deverão ser reutilizados ou reciclados na forma de agregados ou encaminhados para área de aterro de resíduos da construção civil, dispostos de forma a permitir sua reciclagem ou utilização futura;
Classe B: deverão ser reutilizados, reciclados ou encaminhados a áreas de armazenamento temporário para que, futuramente, possam ser reciclados; Classe C: deverão ser armazenados, transportados e destinados em
conformidade as normas técnicas específicas;
Classe D: deverão ser armazenados, transportados, reutilizados e destinados em conformidade com as normas técnicas específicas.
No Brasil, a disposição dos resíduos da construção civil é feita geralmente em aterros, o que provoca o constante esgotamento desses locais, aumentando os gastos públicos com desapropriações necessárias para a criação de novas áreas para este armazenamento. As áreas próprias para construção de aterros estão cada vez mais distantes dos centros urbanos, o que tem causado uma elevação dos custos de transporte e gastos com limpeza pública (GRUBBA, 2009).
Segundo Angulo (2005), a partir de um levantamento bibliográfico internacional, mostra que alguns componentes orgânicos como plásticos, tintas, óleos, asfaltos e algumas substâncias inorgânicas podem contaminar os aterros ou colocar em risco a saúde das pessoas, mesmo que este resíduo seja considerado inerte segundo a NBR 10.004 (ABNT, 2004).
A situação de gestão dos resíduos de construção civil é agravada pelos altos índices de disposição irregular desses materiais na malha urbana, provocando diversos impactos ao meio ambiente e a sociedade, como a degradação de áreas de mananciais e de preservação permanente, proliferação de agentes vetores de doenças, assoreamento de rios e córregos, obstrução dos sistemas de drenagem e degradação de áreas urbanas (GRUBBA, 2009).
A maioria das prefeituras municipais apenas aplicam medidas corretivas a este cenário apresentado, isto é, equipes de limpezas realizam operações de coleta de entulhos em pontos de disposição irregular. Porém, esse tipo de solução não resolve o problema, sendo necessária a adoção de alternativas a fim de resolvê-lo (GRUBBA, 2009).
A partir desse contexto, Zordan e John (2004) explicam que dentre as alternativas para o gerenciamento de resíduos, a reciclagem, ao lado do reuso, tem sido a solução mais adequada. Dentre as vantagens apresentadas pela reciclagem pode-se citar a redução de problemas urbanos, preservação dos recursos naturais, alternativa quanto à falta de espaço em aterros, entre outros.
Cresceu, significativamente, o número de pesquisas voltadas para o estudo do reaproveitamento destes resíduos visando à aplicação na construção civil. E, muitas dessas pesquisas apresentaram resultados positivos em relação ao desempenho desses materiais alternativos (ZORDAN; JOHN, 2004).
3 MÉTODO DE PESQUISA
Neste capítulo serão abordados a estratégia e delineamento da pesquisa, seguidos pela apresentação dos materiais e misturas utilizadas e da descrição da metodologia dos ensaios e demais procedimentos realizados para a efetivação deste trabalho.