6. Possessive constructions 1. Attributive
5.2. Lexical verbs
dos utilizadores do CDUA relativamente à informação e serviços oferecidos.
A primeira questão deste grupo pretendia saber qual a opinião dos entrevistados relativamente à pertinência da documentação que se encontra no Centro de Documentação da FAUP no estudo da Arquitetura Portuguesa e Portuense. Neste aspeto, todas as respostas foram unânimes, sendo que a totalidade dos entrevistados considera a documentação reunida no CDUA imprescindível para o estudo da evolução do ensino, das linguagens, dos materiais, das técnicas e das influências de estilos de arquitetura. Os CODA, em especial, espelham a evolução do ensino de arquitetura em Portugal e a diferença do tipo de ensino entre o Porto, na EBAP, e Lisboa, na ESBAL.
Além disso, a documentação do CDUA pelo seu valor histórico é, de facto, um recurso vital para os investigadores por serem peças originais e sem interpretações historicistas da obra.
“Os CODA são muito importantes porque permitem perceber, no fundo, quais
são as referências mais importantes em cada época. Julgo que são documentos fundamentais para perceber a arquitetura que cada época. (…). Apesar do ensino estar centralizado no Porto e em Lisboa, eram muito diferentes. Apesar dos currículos em certa altura não serem muito diferentes, era muito diferente o tipo de ensino na prática e os projetos que dele resultavam. Os CODA são as transcrições mais diretas e mais fiéis dessa diferença. (…) Qualquer pessoa que queira perceber o ensino, e o ensino é fundamental na evolução do ensino de arquitetura em Portugal, tem que passar pelos C DA, isso é inevitável!”
(entrevistado 3)
Sim, é essencial porque é no CDUA que encontramos o material genuíno”.
(entrevistado 7)
“Considero a documentação do CDUA muito importante pelo facto de os elementos disponíveis serem peças originais e sem interpretações historicistas da
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obra ou de partes da obra. Assim, esses elementos em bruto, tratando-se de peças por interpretar, poderão trazer novas interpretações ou questionamentos sobre a arquitetura Portuguesa e Portuense dentro de novas perspetivas ou de linhas de pesquisa”.
(entrevistado 8)
A questão nº 2 tinha como finalidade saber como é que os utilizadores tiveram conhecimento de que a informação que procuravam se encontrava no CDUA, ou seja, identificar os diversos canais de informação. Praticamente todos os inquiridos responderam que conseguiram essa informação através de referências bibliográficas em teses e outros trabalhos escolares e/ou através de colegas/professores, à exceção de um investigador que afirmou saber da existência da série CODA, através da página do CDUA no site da FAUP.
Analisando os resultados, apesar dos investigadores fazerem uso dos canais formais, constata-se que os canais informais de comunicação têm grande importância na comunidade de arquitetura, uma vez que 7 dos 9 inquiridos adotam mais os métodos informais para satisfazer as suas necessidades informacionais através da comunicação com colegas/professores Observa-se também que, de certa forma, os canais informais são o elo para o canal formal.
“Relativamente aos C DA, foi através de uma tese de doutoramento em arquitetura: “A escolha do Porto” de Eduardo Fernandes, salvo erro. Relativamente ao arquivo profissional de Arménio Losa que também já consultei diversas vezes, penso que foi alguém que me disse, um colega, um professor, não me recordo bem”.
(entrevistado 1)
“Através da indicação numa legenda ou nota bibliográfica e através da recomendação de um colega”.
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“Ao pesquisar sobre os C DA na internet, encontrei a página do centro de documentação no site da FAUP (…) e foi dessa forma que soube onde encontrar os C DA”.
(entrevistado 9) Todos os sujeitos da amostra afirmaram que, na maioria das vezes, encontram o material que procuram no CDUA. Percebe-se então que o nível de satisfação dos utilizadores em relação à informação que procuram, é notoriamente positivo, sendo que o facto de nenhum entrevistado ter respondido o contrário demonstra que o CDUA tem satisfeito suficientemente as necessidades informacionais do seu público.
Uma das questões destinou-se especificamente a analisar a satisfação relativamente aos serviços oferecidos pelo CDUA. Segundo as respostas obtidas que variaram entre “Bom”, “ uito Bom”, Ótimo” e “Excelente”, percebe-se que as opiniões no que toca à qualidade dos serviços apresentam-se em níveis bastante satisfatórios. Todavia, percebemos que questionar os investigadores sobre a qualidade dos serviços pode levar a conclusões que não correspondem à realidade pois a maioria dos entrevistados embora tenham conhecimento de vários outros serviços que poderiam existir à sua disposição, responderam positivamente apesar da insuficiência de instrumentos de acesso.
A questão nº 10 teve como finalidade identificar os serviços que os utilizadores gostavam que o CDUA disponibilizasse. Analisando resultados da questão anterior e a diversidade de respostas obtidas nesta questão, foram notadas algumas contradições: apesar de os investigadores terem avaliado positivamente a qualidade dos serviços disponiveis no CDUA, quando questionados acerca dos serviços que gostavam que o CDUA disponibilizasse, as propostas foram variadas: serviço de consulta online em regime de livre acesso; reprodução documental a custos mais reduzidos; catálogos, guias e índices disponíveis online.
“Um arquivo digital para disponibilizar os documentos textuais e alguns desenhos , nem que fossem só os mais importantes, do ponto de vista da notabilidade dos autores . (…) as compreendo que dada a atual conjuntura de crise económica e financeira, é muito pouco provável iniciar um projeto dessa dimensão porque os
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custos envolvidos num projeto assim calculo que sejam elevadíssimos (…) portanto, ficaria satisfeito com um guia de fundos e colecções à semelhança do Arquivo da Torre do Tombo”.
(entrevistado 1)
“Gostaria de ter acesso online ao catálogo completo do CDUA”.
(entrevistado 9)
“ ais disponibilidade de informação online, principalmente relativa aos elementos que possuem já organizados. Mais precisamente em forma de índice desses mesmos elementos”.
(entrevistado 4)
“Serviços de reprodução mais baratos embora sabendo que o preço que o CDUA cobra é abaixo do preço de reprodução”.
(entrevistado 3)
“Um serviço de consulta online seria ótimo mesmo que na internet só estivesse
disponível uma digitalização em baixa resolução para perceber o tipo de informação que o centro de documentação tem porque é um núcleo desconhecido para a maioria das pessoas. Além disso, gostaria de ter acesso a uma guia, um inventário para saber, por exemplo, quais os C DA existentes e alguns dados sobre os mesmos”.
(entrevistado 6) Com o desenvolvimento das tecnologias de informação, os investigadores estão cada vez mais habituados a aceder à informação de forma rápida e segura de tal forma que a perceção que os entrevistados têm relativamente à necessidade de acesso aberto à informação é unânime: todos os entrevistados concordam que o CDUA deveria oferecer aos seus utilizadores a possibilidade de aceder à informação sobre os fundos e visualizar os documentos já digitalizados, através da internet. Porém, o simples ato de disponibilização de documentos implica um conjunto diversificado e complexo de tarefas tais como a organização, ordenação e descrição arquivística, a transferência de
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suporte, etc. e grandes esforços financeiros que nem sempre estão ao alcance das instituições. Alguns dos entrevistados estão cientes dessas implicações:
“Se o preço a pagar pelo acesso informação é a deterioração da documentação (…), é prioritário salvaguardar a conservação dos documentos. Eu penso que o CDUA ainda está na fase do “como é que consegue organizar”, ainda não está na fase de divulgar (…), sendo que ambas são a razão der do CDUA, não pode ser só uma espécie de arquivo fechado. Mas acho que a aposta aqui, com os meios que temos, tem sido mais na conservação e organização e parece-me bem. Como e que se evolui disso para a disponibilização é que me parece a dificuldade até porque sabendo nós qual é o preço da reprodução dos documentos, imagino qual é o custo envolvido na disponibilização digital dos documentos. Como é que nós fazemos para arcar com uma despesa dessa ordem?”
(entrevistado 3)
De entre os 9 entrevistados, apenas um dos investigadores (entrevistado 3) é da opinião de que não é viável o CDUA disponibilizar toda a informação online uma vez que a principal fonte de receita do CDUA advém dos pedidos de reprodução. Este investigador afirma que apesar de gostar de ter a informação acessível na internet, compreende a posição do CDUA e considera inviável, do ponto de vista da gestão da informação, o acesso aberto a toda a informação:
“(…) É óbvio que qualquer utilizador de um centro de documentação desta natureza gostava de ter mais informação disponível na internet. Às vezes dava-me jeito, em vez de ter que vir aqui, estar em casa a trabalhar no doutoramento mas admito que isso para mim seja menos relevante porque de facto tenho uma presença física muito grande aqui. Mas, de facto, é um problema. Contudo, é um problema que não se pode ver só do lado de quem investiga, tem de ser ver do lado de quem guarda a documentação e desse ponto de vista, também para mim não é viável que o acesso
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descriminado à informação seja a melhor forma de a gerir (…) principalmente quando a sobrevivência de um centro de documentação depende do pagamento do acesso a essa informação. (…) Não me parece que colocar a informação totalmente disponível seja a melhor forma de gerir o CDUA. Acho natural que haja uma contrapartida para o acesso à informação”.
(entrevistado 3)
A solução proposta por este investigador para solucionar este problema consiste na digitalização de documentos em baixa resolução e disponibilizá-los apenas num computador do CDUA, oferecendo a possibilidade de reprodução de alta resolução mediante pagamento. Desta forma, “a consulta é mais rápida e a manipulação e
consequente deterioração dos documentos é menor”.