Les amphores du Haut-Empire
III- 2-2-2) Les variantes de bords
No segmento de armas leves, munições leves e explosivos destacam-se as empresas Imbel (estatal) e as empresas privadas Taurus, CBC e Condor. A Imbel produz pistolas, fuzis e metralhadoras além de explosivos de uso civil e militar. Cerca de 45% da produção de armas leves da Imbel é exportada, principalmente para o mercado norte-americano, particularmente para o Federal Bureau of Investigation (IMBEL, 2012). A Figura 33 mostra alguns produtos da Imbel no segmento de armas leves e explosivos.
Figura 33: exemplo de explosivos e armas leves produzidas pela IMBEL
Fonte: IMBEL (2012)
No segmento de munições pesadas, A Imbel fabrica ainda munições para canhão de 90mm e munições de artilharia de105mm e 155mm, granadas para morteiro de 60mm, 81mm e 120mm, e propelentes para foguetes. No segmento de comunicações, a Imbel seu principal produto são os rádios de campanha. No segmento de material de intendência, fabrica modernas barracas de campanha. O principal cliente da Imbel nesses segmentos é o Exército Brasileiro (IMBEL, 2012). A Figura 34 apresenta um exemplo de munições pesadas, equipamento de comunicações e material de intendência produzidos pela Imbel.
142 Figura 34: munições, material de comunicações e de intendência.
Fonte: IMBEL (2012)
A Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC) possui praticamente o monopólio nacional na produção de munições leves. Produz ainda, de forma secundária, armas decaça e esportivas e coletes à prova de bala. Produz munições para fuzil de 5,56 mm, 7,62 mm e para metralhadora .50, munição para pistolas e revólveres nos calibres .22 a .45, munições para armas de caça e pólvora. Cerca de 70% da sua produção é exportada. A CBC adquiriu recentemente duas fabricantesde munições européias, a alemã Metallwerke Elisenhutte Nassau (MEN), em 2007, e a tchecaSellier & Bellot, em 2009. A Figura 35 mostra exemplos de munições produzidas pela CBC (CBC, 2012).
Figura 35: exemplos de munições produzidas pela CBC
Fonte: CBC (2012) 20mm e 30mm
143 A Forjas Taurus SA produz revólveres, pistolas, carabinas e metralhadoras, sendo atualmente uma das três maiores fabricantes mundiais de armas curtas, conforme mostrado na Figura 36. A maior parte da sua produção é exportada, possuindo também uma unidade nos EUA, a Taurus International Manufacturing Inc. (TAURUS, 2012).
Figura 36: exemplos de armas produzidas pela Taurus
Fonte: TAURUS (2012)
A Condor SA Indústria Química produzarmas e equipamentos não-letais, a exemplo dos que são mostrados na Figura 37. Mais de 70% de sua produção é exportada. O segmento de armas não-letais vem crescendo no mundo todo, especialmente para uso de forças de segurança pública, mas também devido ao crescimento do número de missões de paz (CONDOR, 2012).
Figura 37: exemplos de armas não letais produzidas pela Condor
Fonte: CONDOR (2012)
144 A Emgepron é uma espresa estatal, vinculada ao Ministério da Defesa por intermédio do Comando da Marinha. A Emgepron possui a Fábrica Almirante Jurandyr da Costa Muller de Campos (FAJCMC), onde são produzidas a munições pesadas de 105mm e 155mm para a Marinha. A Emgepron gerencia ainda projetos de construção e modernização de navios, além de prestar serviços oceanográficos (EMGEPRON, 2012).
A Britanite Industrias Quimicas SA produz explosivos, cordel detonante, espoletas e outros acessórios de detonação. Recentemente, a Britanite, em conjunto com a Mectron e com o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) da Força Aérea, desenvolveu um sistema de guiamento para bombas de queda livre lançadas de aeronaves, denominado SMKB, mostrado na Figura 38 (BRITANITE, 2012).
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Fonte: BRITANITE (2012)
A Avibras fabrica sistemas de artilharia de foguetes de saturação de área, denominado sistema “Astros”. Pode tanto ser utilizado como terra-terra quanto terra- mar. O Astros é um sistema multicalibre que pode lançar foguetes a uma distância de até 80 Km. A Avibras fabrica ainda foguetes terra-ar de 70mm (Skyfire) para uso a partir de aeronaves. Desenvolveu também um Veículo Aéreo Não- tripulado (VANT), com alcance de 150 Km, denominado “Falcão”. A Figura 39 mostra exemplos dos aludidos produtos da Avibrás (AVIBRAS, 2012).
145 Figura 39: Astros, foguetes Skyfire e VANT Falcão
Fonte: AVIBRAS (2012)
A Mectron tem uma atuação destacada na área de missilística. Além de diversos mísseis ar-ar, a empresa desenvolveu um míssil anticarro, em conjunto com CTEx, denominado Míssil Solo-Solo 1.2. Trata-se de um míssil com alcance de 2.000 m, guiado por feixe de LASER. Portanto, esse míssil tem com uma de suas principais vantagens não poder ser “enganado” por contra-medidas, o que ocorre com os mísseis guiados por calor. Uma das desvantagens é a necessidade de o míssil ser conduzido por um operador, que deve apontar o feixe LASER para o alvo. A Figura 40 mostra o MSS 1.2 (MECTRON, 2012)
Figura 40: missil anticarro MSS 1.2
Fonte: Mectron (2012)
A Orbisat fabrica radares de vigilância. O primeiro a ser produzido é o radar SABER M-60, também em conjunto com o Centro Tecnológico do Exército. Com um alcance de 60 Km, o radar pode monitorar 60 alvos aéreos simultaneamente. A linha de produçao do SABER M-60 encontra-se no Arsenal de Guerra de São Paulo, unidade do Exército Brasileiro subordinada ao Departamento de Ciência e Tecnologia. A Figura 41 mostra o radar SABER M-60 (ORBISAT, 2012).
146 Figura 41: Radar SABER M-60
Fonte: ORBISAT (2012)
A empresa Indústria Naval do Ceará (INACE) e a empresa Estaleiro da Ilha SA (EISA) estão fabricando navios-patrulha marítima da classe Macaé, a partir do projeto do navio da empresa francesa Constructions Mécaniques de Normandie. O navio desloca 500 toneladas, possui 55,6 m de comprimento, está armado com um canhão de 40mm e duas metralhadoras de 20mm e atinge a velocidade de 21 nós. Ao todo, serão construídos 27 navios da classe Macaé, mostrado na Figura 42 (INACE, 2012).
Figura 42: navio-patrulha marítima da classe Macaé
147 O Setor de Plataformas Aeroespaciais é atualmente o mais amplo da BID brasileira tanto pelo número e porte das empresas participantes, como por envolver diversos segmentos industriais. A Embraer é, atualmente, a maior empresa da BID brasileira, apesar do setor de defesa representar menos de 10% das suas receitas. Atualmente a participação da empresa no mercado de aeronaves militares está focada em dois nichos, o de aviões turboélices para treinamento militar e ataque leve, com o EMB-314 Super Tucano, e o de aviões de vigilância eletrônica construídos em plataformas comerciais, no caso os modelos EMB-145 AEW&C e RS/AGS. Buscando ampliar sua participação no segmento militar, a Embraer está investindo, em conjunto com a FAB, em torno de R$ 2,3 bilhões no programa KC- 390, um avião a jato de transporte militar tático e reabastecimento aéreo. O contrato para desenvolvimento foi assinado em 2009 e no ano seguinte a FAB confirmou uma encomenda inicial de 28 aeronaves, cujas primeiras entregas estão previstas para 2016. A Figura 43 mostra o Super Tucano, o EMB-145 AEW&C e o KC-390, os três principais produtos de defesa da EMBRAER (2012).
Figura 43: aeronaves Super Tucano, EMB-145 AEW&C e KC-390
Fonte: EMBRAER (2012)
A SantosLab desenvolveu e produz o Veículo Aéreo Não Tripulado (VANT) “Carcará”, mostrado na figura 44, o qual alcança 8 km e consegue voar a 3.500 m de altitude, embora tenha sido concebido para voar a 200 metros. Seu motor elétrico garante uma operação silenciosa e discreta com velocidade padrão de 40 km/h e consegue funcionar durante 60 a 95 minutos. Pesando apenas 2 kg, ele tem uma câmara móvel com zoom de 10X ou um sensor de infra-vermelhos (SANTOSLAB, 2012).
148 Figura 44: VANT Carcará
Fonte: SANTOSLAB (2012)
A Helibras é a única empresa da BID que produz helicópteros. No entanto, a produção está restrita a montagem de peças e componentes importados da Eurocopter (grupo EADS), da qua a Helibrás é subsidiária. Atualmente, a empresa possui uma encomenda do MD para produzir 50 helicópteros EC-725, mostrado na Figura 45. Há a perspectiva de atingir um índice de nacionalização de 50% na fabricação desses helicópteros (HELIBRAS, 2012).
Figura 45: Helicóptero EC-725
Fonte: HELIBRAS (2012)
A Agrale produz uma família de veículos 4x4 para uso militar. O Exército Brasileiro já,adquiriu mais de 100 unidades da viatura Agrale Marruá, mostrada na Figura 46 (AGRALE, 2012).
149 Figura 46: viatura Agrale Marruá
Fonte: AGRALE (2012)
Para o desenvolvimento e a produção de uma nova família de veículos blindados, depois de um processo de licitação encerrado em 2007, foi contratada a Iveco Brasil, subsidiária do grupo Fiat voltada para produção de veículos pesados, cuja matriz italiana possui uma unidade especializada em veículos militares. No Brasil, a Viatura Blindada de Transporte de Pessoal Média de Rodas 6x6 (VBTP- MR), mostrada na Figura 47, está sendo desenvolvida em conjunto com o Centro Tecnológico do Exército (CTEx). O contrato inicial, assinado em 2009, prevê a fabricação no Brasil de 2.044 unidades do VBTP-MR em um período de 20 anos (IVECO, 2012).
Figura 47: VBTP-MR “Guarani”.
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