État de l’art
II. 3.8.2.2.2 Réprésentation des partitions
II.4.1.2 Les variables linguistiques
O projeto foi implementado numa Escola Básica do 1.º Ciclo, na cidade de Lisboa. A caracterização do contexto escolar que se segue foi feita com base no projeto educativo do agrupamento, Relatório da Avaliação Externa do agrupamento, na observação da aula, na entrevista à docente da turma e na síntese das fichas de aluno.
3.2.1. Espaço físico e logístico
Segundo o Projeto Educativo, o agrupamento de escolas X é constituído por três escolas básicas do 1º ciclo e três jardins-de-infância, além de uma escola básica de 2º e 3º ciclo, que constitui a sede do agrupamento. Este agrupamento localiza-se num “espaço mais
ou menos marginal” da cidade de Lisboa ocupado por “camadas sociais mais desfavorecidas”, “excluídas” e em situação de “marginalidade económica, social e cultural”. Por este motivo, o agrupamento obteve há já alguns anos estatuto de território TEIP.
Segundo o referido projeto, a escola Y integra um jardim de infância, acolhendo treze turmas, das nove horas às quinze horas e trinta minutos. O edifício da escola Y, segundo o Projeto Educativo, oferece condições de trabalho deficitárias. Este é constituído por dois pisos, distribuídos por dois blocos (norte e sul): No bloco norte, há três salas de aula e uma sala a funcionar como Centro de Recursos no rés-do-chão, e há quatro salas de aula no primeiro andar. No bloco sul, há duas salas de aula no rés-do-chão e quatro salas de aula no primeiro andar. Para além das salas de aula existe um gabinete da Coordenação, uma sala no exterior para dinamização de atividades em pequeno grupo, duas salas de Jardim de Infância, um refeitório com confeção local que funciona em dois turnos, quatro casas de banho para os alunos, duas casas de banho para os docentes e não docentes, duas arrecadações, dois compartimentos diminutos no 1º andar e dois no rés-do-chão para apoio das assistentes operacionais. Circundando o edifício escolar, existe um pátio de recreio de piso irregular. Na parte posterior do edifício existem dois telheiros para abrigo. Pelo facto do pátio de recreio ter um piso irregular, dimensões e forma que dificultam a vigilância nos períodos de recreio, obriga a que este trabalho tenha de ser desempenhado, em simultâneo, por vários adultos.
A planificação anual de todas as atividades de enriquecimento curricular e de apoio à família é feita pela sede do Agrupamento, em conjunto com as respetivas coordenadoras das escolas. Estas atividades extracurriculares e CAF decorrem das quinze horas e trinta minutos às dezassete horas e trinta minutos, só sendo possíveis devido a uma parceria com a Junta de Freguesia que contrata os responsáveis por estas. A Supervisão é feita pelos docentes titulares da escola. O apoio ao estudo é dado pelos docentes da escola sede e pelos professores titulares das respetivas escolas (Projeto Educativo da escola).
3.2.2. Recursos humanos
No momento em que foi consultado o projeto educativo do agrupamento X, a escola Y dispunha de duas Educadoras de Infância; catorze professores; duas assistentes operacionais; um professor do ensino especial (930); um professor do socioeducativo; um vigilante; duas
assistentes operacionais da Câmara Municipal e uma assistente operacional do Fundo de Desemprego.
3.2.3. Dinâmica educativa
O projeto educativo refere que a população escolar é constituída maioritariamente por jovens oriundos de famílias carenciadas, o que é evidenciado pelo elevado número de alunos subsidiados com o escalão A (546 num universo de 1120) e com o escalão B (171 alunos), número total que ultrapassa a metade dos alunos do Agrupamento. Sendo provenientes de famílias bastante desfavorecidas economicamente e deficitárias no que diz respeito às condições de vida mais básicas, estas crianças refletem na escola problemas de instabilidade emocional e de difícil relação com o próximo. Muitos dos seus problemas e frustrações são trazidos para a sala de aula, registando-se casos de indisciplina e de reais dificuldades na aquisição das aprendizagens e das competências sociais básicas. Por outro lado, a maioria destes alunos não tem hábitos de estudo ou de organização, visto que muitos deles só têm um acompanhamento assertivo na escola. O facto de muitos destes alunos não falarem fluentemente a língua portuguesa com os colegas e familiares é outro dos grandes óbices que torna mais difícil o seu percurso escolar.
Todos estes fatores associados geram insucesso traduzido na inconsistência das aprendizagens consubstanciando-se, muitas vezes, em repetências. Havendo da parte dos alunos e também das famílias pouco envolvimento com o que a escola representa, torna-se muito difícil a orientação e subsequente acompanhamento eficaz a muitos dos jovens, no que se refere à escolha de qualquer profissão ou de percursos alternativos ao ensino regular.
3.2.4. Preocupações explícitas para a dinamização de uma escola de sucesso
para todos e com todos
O Projeto Educativo do Agrupamento de Escolas X e o Relatório da Avaliação Externa permitiram conhecer as Áreas e Metas fundamentais do agrupamento.
O referido relatório apresenta como pontos fortes do agrupamento “a diversidade de estratégias conducentes ao adequado comportamento dos alunos; a resposta atempada às problemáticas das crianças e alunos pelos docentes de educação especial e dos apoios educativos, com recurso a técnicas de várias áreas, no âmbito das parcerias estabelecidas; a oferta de apoio de português como língua não materna, que corresponde às necessidades dos alunos estrangeiros com pouco ou nenhum domínio da língua portuguesa; a eficaz gestão dos recursos humanos assente no conhecimento das suas competências e conhecimentos; o empenho do pessoal docente e não docente que implementa respostas pedagógicas no sentido de ir ao encontro das necessidades da comunidade” (IGE, 2009-10).
Destaca-se também o projeto TEIP que tem como objetivos prioritários: 1- Melhorar o ambiente educativo e a qualidade das aprendizagens dos alunos, traduzida no sucesso escolar; 2- Intensificar as relações Escola – Família – Meio, atribuindo à escola um papel de veículo de promoção cívica. De entre os muito planos de intervenção que a escola tem levado a cabo destacam-se: Viver com saúde, que tem como objetivos implementar estilos de vida saudável, melhorando a qualidade de vida, escolar e comunitária; “A comunicar, todos aprendemos”, cujos objetivos são facilitar a comunicação e a colaboração entre todos os elementos do agrupamento; “Turma Mais”, destinado a promover o sucesso escolar dos alunos; Português Língua Não Materna cujos objetivos são promover uma melhor integração através de uma melhor competência na Língua Portuguesa (Projeto Educativo, 2009-2013).
Pode-se ainda acrescentar alguns projetos/atividades extracurriculares, como por exemplo, o projeto Conhecer e dar a conhecer os museus de Lisboa, cujos objetivos são: promover a relação/comunicação entre cegos e normovisuais, promover a interculturalidade, conhecer aspetos culturais de outros países através da Arte; ou o projeto Top Bloco que pretende levar os alunos a aprender a respeitar o outro/o seu par, a respeitar as diferentes etnias, culturas, religiões; ou ainda o projeto Desporto Escolar que tem como objetivos: Contribuir para o combate ao insucesso e abandono escolar e promover a inclusão, a aquisição de hábitos de vida saudável e a formação integral dos jovens em idade escolar, através da prática de atividades físicas e desportivas (Projeto Educativo, 2009-2013).