1. L’éducation thérapeutique chez l’enfant atteint de mucoviscidose
1.1. Physiopathologie et prise en charge thérapeutique de la mucoviscidose
1.1.2. Les symptômes et traitements symptomatiques
tendo em vista que buscamos de um representante da comunidade e outro da mantenedora, os quais puderam fornecer dados bastante significativos em relação ao papel desempenhado pela instituição escolar dentro da Colônia.
Na escola, participaram da fase de entrevistas: a) membros coordenação pedagógica, b) professores de língua alemã e portuguesa e c) alunos indicados pela coordenação de alemão32 a participar das entrevistas devidamente autorizados por seus responsáveis legais. De todos os participantes dos grupos citados, apenas uma professora de alemão não se mostrou disposta a participar da pesquisa. Embora tenha aceitado a princípio, na sequência notou-se que ela sentia um desconforto excessivo em relação a nossa presença em suas aulas.
Quanto aos professores de alemão, de um total de sete que trabalharam no colégio durante a realização deste trabalho, apenas quatro foram acompanhados em todas as fases da investigação, pois duas professoras que já haviam sido entrevistadas foram desligadas da escola e outra delas, como já dissemos, sentiu-se desconfortável com a pesquisa, de modo que respeitamos seu desejo de não participar. Essa docente não se manifestou de modo algum em relação à nossa atuação, mantendo-se distante da pesquisadora, desse modo entendemos que a insistência em sua participação poderia causar conflitos no ambiente e esse não era nosso objetivo.
No que se refere aos professores de português, estes são em menor número na escola. Totalizam três docentes, os quais participaram da pesquisa demonstrando satisfação em poderem auxiliar.
Os critérios para a escolha dos quatro alunos participantes da pesquisa que concederam entrevistas tinham em vista a língua materna (geralmente a língua que afirmaram usar em casa) e o tempo de estudo na instituição (mais de dois anos, pois já são alunos que têm algum conhecimento de Hochdeutsch). Esses critérios foram definidos de acordo com o tipo de discussão que queríamos fazer nesta dissertação e os alunos possuindo tais características poderiam colaborar com tais reflexões. Segundo esses critérios, escolheríamos: dois descendentes de suábio e falantes nativos de
Schwowisch e dois falantes nativos de português não-descendentes de imigrantes.
Estabelecidos esses critérios, contou-se com o auxílio da coordenação pedagógica e da
32
A coordenação da área de alemão responsabilizou-se voluntariamente em escolher os alunos que contribuiriam com esta pesquisa, pois havia um interesse por parte da docente que fossem alunos bastante engajados no aprendizado da língua alemã e que representassem a realidade da escola: a) não- descendentes de suábios, b) descendentes de suábios falantes de Schwowish e c) descendentes não falantes da variedade local de língua alemã.
professora coordenadora da área de alemão para definir quais alunos seriam mais adequados. Quando houve esse contato, os critérios de escolha foram alterados, pois a coordenadora da área de alemão demonstrou interesse que participassem da entrevista alunos comprometidos com o aprendizado da língua alemã e que pudessem representar a realidade da escola. Assim, participaram: três descendentes de suábios dos quais dois são falantes nativos de Schwowisch e um de português; e um não descendente de suábio e falante nativo de português.
Outros 117 alunos da instituição (alunos do sétimo ano do Ensino Fundamental II à 3ª série do Ensino Médio) também participaram da pesquisa respondendo ao questionário elaborado para verificar o número de falantes da variedade local da língua alemã, o Schwowisch. As séries anteriores não foram consideradas para a aplicação dos questionários, pois são muito jovens e, apesar de contato com o Hochdeutsch na escola seu conhecimento ainda não foi testado pelas DSD, e, nesse caso, não podem falar em relação a essa língua como os alunos das séries escolhidas.
Ainda contamos com a participação de um representante da mantenedora e um representante da comunidade os quais contribuíram de forma decisiva com as entrevistas concedidas para observarmos a coerência entre as políticas linguísticas adotadas pela comunidade e a prática de ensino de línguas na escola, esta que se tornou instrumento de planejamento linguístico na comunidade.
Na próxima seção, para facilitar a compreensão das afirmações analisadas no capítulo 4 e fornecer uma visão geral dos participantes, fornecemos o perfil deles detalhado num quadro explicativo.
3.4.1 Perfil dos participantes
Com o intuito de preservar a identidade dos participantes, utilizamos siglas correspondentes primeiramente ao gênero dos entrevistados: Locutor Feminino (LF) e Locutor Masculino (LM) para diferenciar os docentes. Em seguida, estes foram numerados de acordo com a ordem das entrevistas, por exemplo, LF1/alemão refere-se à primeira locutora feminina entrevistada. Acrescentamos ainda a extensão /alemão ou /português para demonstrar com que disciplina (língua) cada participante trabalha, como em LF1/alemão que se refere a uma professora de alemão da instituição. Além dessas denominações, utilizamos também o termo Coordenação Pedagógica (CP) para
diferenciar os dois profissionais dessa equipe dos docentes, numerando-os também de acordo com a ordem das entrevistas. Ainda temos a participação dos alunos os quais são referidos da seguinte forma: A, seguido da numeração indicativa da ordem da entrevista, em que A1 foi o primeiro entrevistado. Para designarmos os representantes da mantenedora e da comunidade, utilizamos para nos referirmos a eles respectivamente as siglas RM e RC.
Para uma visualização mais detalhada e a construção de um perfil mínimo dos participantes, disponibilizamos um quadro explicativo.
Identificação Sexo Função Tempo de atuação/ estudos no Colégio Imperatriz Formação/grau de escolaridade Ascendência (segundo o participante) 33 CP1 M Coordenação Pedagógica 1 ano Letras português/alemão Especialização Germânica CP2 F Coordenação Pedagógica Total 22 anos (11 como professora do Ensino Fundamental I e 10 anos na Coordenação Pedagógica – desde 2002 até agora) Pedagogia Especialização Germânica
LF1/alemão F Professora de língua alemã
3 anos Letras
português/alemão
Germânica LF2/alemão F Professora de língua
alemã 6 anos Letras português/alemão Especialização Germânica /suábia LF3/alemão F Professora de língua
alemã
4 meses Letras
português/alemão
Germânica LF4/português F Professora de língua
portuguesa
2 anos Letras Português Especialização
Mestranda
Brasileira
LF5/português F Professora de língua portuguesa
5 anos Letras Português Especialização
Germânica
LM1/alemão M Professor de língua 6 anos Letras Germânica
33 Utilizamos o termo ascendência para nos aproximarmos o máximo possível da denominação utilizada
pelos participantes da pesquisa. Convém esclarecer, no entanto, que todos os entrevistados são naturais do Brasil, mas alguns se identificam como germânicos, pois seus antecedentes vieram da Europa no movimento descrito no Capítulo 1 desta dissertação. Outros se designam brasileiros, pois não têm ascendência germânica. Consideramos pertinente distinguir aqui os profissionais que, embora sejam de ascendência alemã, não são suábios, desse modo usamos “germânica” para nos referirmos aos profissionais cuja ascendência não é suábia e “germânica/suábia” para fazer referências aos suábios. Outra observação importante é que os próprios participantes afirmaram sua ascendência quando questionados, então, no quadro 1, temos caraterizações feitas por eles e não por nós.
alemã português/alemão LM2/português M Professor de língua
portuguesa
6 anos Letras Português Especialização
Brasileira
A1 F Estudante Está na escola
desde 2010
3º ano/EM Brasileira
A2 M Estudante Está na escola
desde 1999
2º ano/EM Germânica /suábia
A3 F Estudante Está na escola
desde 1999
2º ano/EM Germânica /suábia
A4 M Estudante Está na escola
desde1999 2º ano/EM Germânica /suábia RM M Representante da Mantenedora Germânica /suábia RC M Representante da Comunidade Germânica /suábia
Quadro 1: Perfil dos participantes entrevistados.
Pelo quadro, é possível perceber que o número de professores de língua alemã é superior ao de professores de língua portuguesa o que se explica pelo fato de as turmas serem divididas em Turma A e Turma B nas aulas de língua alemã. Em um mesmo horário de aula, são disponibilizados dois professores de alemão para uma mesma turma. A dinâmica é bastante tranquila para os alunos, pois quando chega a hora dessa aula, os alunos que devem ir para outra sala encaminham-se rapidamente, sem alvoroço, como percebemos durante as observações das aulas de língua alemã. Esse procedimento não é adotado nas aulas de língua portuguesa, em que todos os alunos da série permanecem em uma única sala, orientados por apenas um profissional. Há que se ressaltar, neste ponto, que a escola possui apenas uma turma de cada série e, em média, cada uma abriga 20 alunos, com algumas exceções como o 6º ano do Ensino Fundamental II que tem apenas 10 estudantes.
Descritos os participantes, no próximo item, descrevemos o primeiro contato e as demais etapas realizadas dentro da instituição escolar em foco para que seja possível compreender a pesquisa como um todo.