Chap. IV : Du langage algorithmique vers le langage Visual basique for application (VBA)
F. Les structures conditionnelles et boucles
O primeiro conteúdo analisado refere-se à disponibilidade e capacidade pessoal. A figura 4.1.1 ilustra a rede relativa a esse mesmo conteúdo.
Figura 4.1.1: Rede relacionada com o conteúdo “Disponibilidade e Capacidade Pessoal” (elaboração própria)
Como se pode verificar, este grafo é constituído por três nós, o que corresponde ao tamanho desta rede. Apresenta fluxos unidirecionais, ou seja, num único sentido; neste caso o ID19 (Lavradores de Feitoria) interage com o ID13 (Quinta M), mas o ID13 não interage com o ID19; o ID28 (Fornecedores) interage com o ID8 (Quinta H), mas o ID8 não interage com o ID28; e
o ID21 (Universidades) interage com o ID9 (Quinta I), mas o ID9 não interage com o ID21. Observam-se também diversos nós isolados dentro da rede, o que significa que não estabelecem qualquer tipo de fluxo em relação ao conteúdo “Disponibilidade e Capacidade Pessoal”, que diz respeito à capacidade de construir relações entre os diversos atores e também à disponibilidade a nível funcional, ou seja, a empresa dar resposta sempre que necessário. Os nós isolados são produtores, ID1, ID2, ID3, ID4, ID5, ID6, ID7, ID10, ID11, ID12, ID14, ID15, ID16, ID17, ID18, e ainda os atores ID20 (Outros produtores), ID22 (Centros Tecnológicos), ID23 (Associações setoriais), ID24 (Entidades de Desenvolvimento Local), ID25 (Entidades de Certificação), ID26 (Exportadores), ID27 (Importadores), ID29 (Família e Amigos).
▪ Densidade
A rede relacionada com o conteúdo “Disponibilidade e Capacidade Pessoal” apresenta uma densidade igual a 0,4% (há um total de 3 nós e 29 relações de 812 possíveis [RP= 29 x (29- 1) = 29 x 28 = 812], correspondente a uma densidade de 0,4% [D= 3/812 x 100= 0,4%]), ou seja, em 100% de relações possíveis (rede total), apenas se verificam 0,4% de interações entre os atores.
▪ Grau de Centralidade
Com o grau de centralidade obtém-se a intensidade de fluxos de cada ator na rede anteriormente apresentada, ou seja, quais os atores que são mais centrais. Na figura seguinte é possível visualizar os resultados de centralidade para cada ator.
Figura 4.1.2: Resultados de centralidade de cada ator (elaboração própria)
Os resultados da Figura 4.1.2 mostram, o grau de entrada e de saída de todos os nós. As duas últimas colunas, o grau de saída normalizado e o grau de entrada normalizado, referem- se à representação percentual dos graus mencionados. Assim, pode-se dizer que os atores centrais desta rede, em termos de fluxos emitidos são o ID19 (LDF), ID21 (Universidades) e ID28 (Fornecedores), pois têm um grau de saída de 1 e um grau de saída normalizado de 3,6%. Contrariamente em termos de fluxos recebidos, os atores centrais desta rede são o ID8, ID9 e ID13 (produtores), pois apresentam um grau de entrada de 1 e um grau de entrada normalizado de 3,6%.
Na figura seguinte, é possível visualizar as estatísticas descritivas do grau de centralidade, expressas em valores médios. Deste modo, as estatísticas descritivas constituem um conjunto de indicadores gerais da rede, no qual se pode observar a Média (Mean), de todas as relações (neste caso é de 0,1). O desvio padrão (Stv Dev) representa a variação da média. A soma (Sum) diz respeito à soma de todas as relações da rede em questão.
Figura 4.1.3: Estatísticas Descritivas do grau de centralidade (elaboração própria)
Os resultados relativos ao grau de centralidade desta rede permitem afirmar que os atores ID19 (LDF), ID21 (Universidades) e ID28 (Fornecedores) têm um posicionamento de destaque no centro da rede em termos de emissão de fluxos. Isto deve-se ao fato de estes atores possuírem uma maior capacidade de construir relacionamentos com outros atores e também de apresentarem uma maior disponibilidade de dar respostas sempre que necessário. Todavia, os atores ID8, ID9 e ID13 têm um posicionamento de destaque no centro desta rede em termos de receção de fluxos porque apresentam dificuldades em estabelecer relações profissionais com outros atores, não existindo partilha de informação entre eles. Estes atores atuam meramente como recetores de informação, o que lhes confere uma posição de passividade central nesta rede. O fato de a maior parte dos nós se classificarem nós isolados dentro desta rede, designadamente a maior parte dos produtores, devido à inexistência de qualquer tipo de fluxo, o que por sua vez indica a ausência de vínculos, deve-se à indisponibilidade dos atores a nível funcional, gerada pela dificuldade de estabelecer relações, o que leva à fraca partilha de recursos entre os atores.
4.2.
FONTES DE CAPITAL
O segundo conteúdo analisado refere-se às Fontes de Capital. A figura 4.2.1 ilustra a rede referente ao conteúdo mencionado.
Figura 4.2.1: Rede relacionada com o conteúdo “Fontes de Capital” (elaboração própria) Esta rede é constituída por dois nós e os fluxos têm apenas um sentido, ou seja, são unidirecionais: o ID19 (LDF) interage com o ID13 (Quinta M), mas o ID13 não interage com o ID19; o ID29 (Família e Amigos) interage com o ID16 (Quinta P), mas o ID16 não interage com o ID29. É visível a existência de diversos nós isolados dentro desta rede, ou seja, não estabelecem qualquer tipo de fluxo em relação ao conteúdo “Fontes de Capital” que constituem o conjunto de capitais internos e externos à empresa, usados para o financiamento das aplicações e dos investimentos realizados. Os nós isolados são a quase totalidade dos produtores (ID1, ID2, ID3, ID4, ID5, ID6, ID7, ID8, ID9, ID10, ID11, ID12, ID14, ID15, ID17, ID18, e outros atores ID20 (Outros produtores), ID21 (Universidades), ID22 (Centros Tecnológicos), ID23 (Associações setoriais), ID24 (Entidades de Desenvolvimento Local), ID25 ( Entidades de Certificação), ID26 (Exportadores), ID27 (Importadores), ID29 (Família e Amigos).
Para esta rede não se procedeu à análise de indicadores, devido ao tamanho insuficiente, pois a sua análise é relevante apenas para redes com tamanhos superiores a dois nós. A inexistência, ou quase, de interações nesta rede é explicada pela falta de apoios financeiros. Muitos dos atores referiram que o pagamento pela matéria-prima, neste caso a uva, era baixo dado o contexto económico de então (2013). A falta de financiamento para a maioria dos atores leva à inexistência de interações nesta rede. Contudo, é possível observar duas ligações, o ID19 (LDF) interage com o ID13 (Quinta M), ou seja, há uma emissão de fluxo
através do ID19, e o ID13 age como recetor desse mesmo fluxo; o mesmo acontece com os atores ID19 (LDF) e ID16 (Quinta P), em que o ID29 (Família e Amigos) age como emissor de fluxo e o ID16 como recetor de fluxo.
4.3.
FORMAÇÃO / EDUCAÇÃO
O terceiro conteúdo abordado refere-se à Formação, Educação. A figura 4.3.1 ilustra a rede relacionada com o conteúdo “Formação / Educação”.
Figura 4.3.1: Rede relacionada com o conteúdo “Formação / Educação” (elaboração própria) Esta rede é formada por seis nós, que constituem o seu tamanho. Verificam-se fluxos unidirecionais: o ID23 (Associações setoriais) interagem com o ID1, ID5, ID7, ID8, ID12 (produtores), mas o ID1, ID5, ID7, ID8, ID12 (produtores) não interagem com o ID23; o ID21 (Universidades) interage com o ID9, mas o ID9 não interage com o ID21. Os atores ID2, ID3, ID4, ID6, ID10, ID11, ID13, ID14, ID15, ID16, ID17, ID19, ID18, que são produtores, e os atores ID20 (Outros produtores), ID22 (Centros Tecnológicos), ID24 (Entidades de Desenvolvimento Local), ID25 (Entidades de Certificação), ID26 (Exportadores), ID27 (Importadores), ID28 (Fornecedores), ID29 (Família e Amigos), são nós isolados dentro desta rede, pois não estabelecem qualquer tipo de fluxo em relação ao conteúdo “Formação / Educação”.
A densidade desta rede é igual a 0,7% (há um total de 6 nós e 29 relações de 812 possíveis [RP= 29 x (29-1) = 29 x 28 = 812], o que corresponde a uma densidade de 0,7% [D= 6/812 x 100= 0,7% ]), %]), ou seja, em 100% de relações possíveis (rede total), apenas se verificam 0,7% de interações entre os atores.
▪ Grau de Centralidade
No grafo apresentado pode-se observar que o ID23 (Associações setoriais) é o que ator que possui um maior número de vínculos, sinónimo de mais poder; apresenta uma posição estrutural mais favorável e é o ator que se encontra mais próximo de todos os outros atores. Para uma melhor perceção a figura 4.3.2 mostra os resultados de centralidade de cada ator.
A partir da figura apresentada é possível ver o grau de entrada e de saída de todos os nós. E as duas últimas colunas indicam o grau de saída normalizado e o grau de entrada normalizado e referem-se à representação percentual dos graus mencionados. Deste modo, pode-se dizer que os atores centrais desta rede, em termos de fluxos emitidos são o ID21 (Universidades) e o ID23 (Associações setoriais), pois têm um grau de saída de 1 e de 5 e um grau de saída normalizado de 3,6%, e de 17,9%, respetivamente. Contrariamente em termos de fluxos recebidos, os atores centrais desta rede são o ID1, ID5, ID7, ID8, ID9 e ID12 (produtores), pois apresentam um grau de entrada de 1 e um grau de entrada normalizado de 3,6%. Na figura seguinte, é possível visualizar as estatísticas descritivas do grau de centralidade, expressas em valores médios.
Figura 4.3.3: Estatísticas Descritivas do Grau de Centralidade (elaboração própria)
A média de todas as relações nesta rede é igual a 0,2 e a soma de todas as relações da rede é igual a 6. O grau de centralização de saída da rede (17,7%) é superior ao grau de centralização de entrada (2,9%) da rede.
A partir dos resultados obtidos relacionados com esta rede, verifica-se que o ID23 é o ator que apresenta mais vínculos, considerando-se o ator central, o que o torna menos dependente dos outros atores e o ator com mais poder dentro desta rede. O ID23 corresponde às associações setoriais e é o ator que tem um posicionamento de destaque no centro desta rede em termos de emissão de fluxos. Por outro lado, os atores recetores de fluxos através do ID23 são o ID1 (Quinta A), ID5 (Quinta E), ID7 (Quinta G), ID8 (Quinta H) e o ID12 (Quinta L). No caso do ID1, foi a ADVID (Associação para o Desenvolvimento da Viticultura Duriense)
que realizou formações especializadas, forneceu muita informação e apresenta uma componente muito forte de investigação; no caso do ID5, foram as associações AJAP (Associação de Jovens Agricultores de Portugal) e SATIVA na transmissão de informação sobre o desenvolvimento rural e a produção integrada; no ID7 a Casa do Douro, atualmente substituída pelo IVDP (Instituto dos Vinhos do Douro e Porto) forneceu informação sobre a legislação e sobre as iniciativas a realizar e também a AANT (Associação de Agricultores do Nordeste Transmontano); por outro lado, no caso do ID8 o Instituto de Vinho e da Vinha realizou formações para o manuseamento de químicos e sobre a segurança e higiene no trabalho; por último, o ID12 através da AFUVOPA (Associação de Fruticultores e Olivicultores do Planalto de Ansiães) recebeu apoio e aconselhamento por parte da associação. É também importante referir o ID21 que tem um posicionamento de destaque no centro desta rede em termos de emissão de fluxos. Este ator refere-se às Universidades, que prestam aconselhamento e partilham recursos técnicos, neste caso com o ID9 (Quinta I).
Este conteúdo é relevante para o estudo de caso no sentido de melhorar a produtividade e qualidade da matéria-prima, neste caso a uva, através do aconselhamento de associações setoriais e da partilha de recursos técnicos, e assim aumentar a produção e a qualidade do vinho.
4.4.
INICIATIVAS PÚBLICAS/UE
O quarto conteúdo analisado designa-se de “Iniciativas Públicas/UE". A figura 4.4.1 demonstra a rede relacionada com o conteúdo referido.
Figura 4.4.1: Rede relacionada com o conteúdo “Iniciativas Públicas/UE” (elaboração própria) Esta rede é formada por 7 nós e os fluxos indicam apenas um sentido, ou seja, são unidirecionais (o ID23 interage com o ID13, mas o ID13 não interage com o ID23; o ID19 interage com o ID5 e o ID7, mas o ID5 e o ID7 não interagem com o ID19; o ID29 interage com o ID5 e com o ID16, mas o ID5 e o ID16 não interagem com o ID29; o ID20 interage com o ID5, mas o ID5 não interage com o ID20; o ID24 interage com o ID5, mas o ID5 não interage com o ID24). É também visível o grande número de nós isolados dentro desta rede, ou seja, não estabelecem vínculos com os outros atores desta rede em relação ao conteúdo “Iniciativas públicas UE” que permitem divulgar e promover a rede LDF e assim, poder ser reconhecida a nível nacional e até internacional (ID1, ID2, ID3, ID4, ID6, ID8, ID9, ID10, ID11, ID12, ID14, ID15, ID17, ID18, ID21, ID22, ID25, ID26, ID27, ID28).
▪ Densidade
A densidade desta rede é igual a 0,9% (há um total de 7 nós e 29 relações de 812 possíveis [RP= 29 x (29-1) = 29 x 28 = 812], sendo a densidade de 0,9% [D= 7/812 x 100= 0,9%]), %]), ou seja, em 100% de relações possíveis (rede total), apenas se verificam 0,9% de interações entre os atores.
▪ Grau de Centralidade
A partir da visualização da rede anterior, é possível identificar o ator que tem um posicionamento de destaque no centro da rede em termos de receção de fluxos: o ID5 (Quinta
E). Este ator em virtude de apresentar o maior número de vínculos, em termos de receção, beneficia de um número maior de recursos relativamente a outros atores. O ator que recebe muitos vínculos denomina-se “proeminente” ou de “prestígio”. A figura seguinte mostra os resultados de centralidade de cada ator.
Figura 4.4.2: Resultados de centralidade de cada ator (elaboração própria)
Segundo os resultados apresentados, verifica-se que os atores centrais desta rede, em termos de fluxos emitidos são o ID29 (Família e Amigos) e o ID19 (LDF), pois têm um grau de saída de 2 e um grau de saída normalizado de 7,1%. Contrariamente em termos de fluxos recebidos, o ator central desta rede é o ID5, pois apresenta um grau de entrada de 4 e um grau de entrada normalizado de 14,3%.
Na figura seguinte, pode-se visualizar as estatísticas descritivas do grau de centralidade, expressadas em valores médios.
Figura 4.4.3: Estatísticas descritivas do grau de centralidade (elaboração própria)
A média de todas as relações nesta rede é igual a 0,2 e a soma de todas as relações é igual a 7. O grau de centralização de entrada desta rede (13,9%) é superior ao grau de centralização de saída (6,5%) da rede.
Perante os resultados obtidos os atores ID19 (LDF) e ID29 (Família e Amigos) assumem um posicionamento central nesta rede em termos de fluxos emitidos; no entanto o ator ID5 assume um posicionamento central nesta em termos de fluxos recebidos. Estes resultados podem ser explicados pelo fato de a Lavradores de Feitoria (ID19), no caso do ID5 (Quinta E), permitir o aprofundamento de conhecimentos técnicos de gestão e agricultura, bem como o contato intenso com os indivíduos de outras empresas através da frequência de workshops e cursos, bem como de feiras e mostras em Portugal e na Europa (Prowein, Vinexpo, Essência do Vinho). Outros exemplos de iniciativas públicas referidas pelo ID13 (Quinta M) através das associações setoriais (ID23) foram a venda de produtos para a agricultura, a realização de promoções bem como os prémios dos Lavradores.
Este conteúdo é importante para o estudo de caso porque é através destas iniciativas que a LDF é reconhecida quer a nível nacional ou internacional, pois estas iniciativas permitem a promoção e divulgação da empresa.
4.5.
LEGISLAÇÃO
O conteúdo “Legislação” foi outro dos conteúdos analisados. A rede relacionada com este conteúdo é ilustrada através da seguinte figura.
Figura 4.5.1: Rede relacionada com o conteúdo “Legislação” (elaboração própria)
Esta rede é constituída por 7 nós e apresenta fluxos unidirecionais, ou seja, apenas num sentido. O nó que apresenta mais interações é o ID19 (Lavradores de Feitoria), interage com o ID5, ID8 E ID7. No entanto, é visível um grande número de nós isolados dentro da rede, porque não estabelecem qualquer tipo de fluxo em relação ao conteúdo “Legislação” que constitui o conjunto de leis acerca de um determinado assunto, neste caso sobre a política de preços, ou seja, sobre o preço a que o vinho é vendido (ID1, ID2, ID3, ID4, ID6, ID9, ID10, ID11, ID12, ID13, ID14, ID15, ID17, ID18, ID21, ID22, ID25, ID26, ID27, ID28).
▪ Densidade
A densidade desta rede é igual a 0,9% (há um total de 7 nós e 29 relações de 812 possíveis [RP= 29 x (29-1) = 29 x 28 = 812], o corresponde a uma densidade de 0,9% [D= 7/812 x 100= 0,9%]), %]), ou seja, em 100% de relações possíveis (rede total), apenas se verificam 0,9% de interações entre os atores.
Neste grafo, o ator que tem um posicionamento de destaque no centro desta rede em termos de receção de fluxos é o produtor ID5; em termos de emissão de fluxos, o ator que tem um posicionamento de destaque no centro da rede é o ID19 (LDF). Na figura seguinte é possível visualizar os resultados de centralidade de cada ator.
Verifica-se que o ator central desta rede, em termos de fluxos emitidos é o ID19 (LDF), pois tem um grau de saída de 3 e um grau de saída normalizado de 10,7%. Outos atores como o ID29 (Família e Amigos), ID24 (Entidades de Desenvolvimento Local), ID23 (Associações setoriais) e ID20 (Outros produtores) também se consideram atores centrais, mas com valores mais baixos, em que o grau de saída corresponde a 1 e o grau de saída normalizado a 3,6%. Contrariamente em termos de fluxos recebidos, o ator central é o ID5, pois apresenta um grau
de entrada de 4 e um grau de entrada normalizado de 14,3%. Em termos de fluxos recebidos também se podem referir os atores (produtores) ID7, ID8 e ID16 pois apresentam um grau de entrada de 1 e um grau de entrada normalizado de 3,6%.
As estatísticas descritivas do grau de centralidade, expressadas em valores médios são apresentadas na figura seguinte.
Figura 4.5.3: Estatísticas descritivas do grau de centralidade (elaboração própria)
A média de todas as relações nesta rede é igual a 0,2 e a soma de todas as relações é igual a 7. O grau de centralização de entrada da rede (13,9%) é superior ao grau de centralização de saída (10,2%) da rede.
O ID5 é o ator que tem um posicionamento central nesta rede, em termos de receção de fluxos; o ID19 (LDF) corresponde ao ator que tem um posicionamento central nesta rede em termos de emissão de fluxos. Já o ID5 é denominado de “proeminente” porque recebe muitos vínculos, o ID19 é um ator que possui uma grande capacidade de interagir com diversos atores.
Os atores ID5, ID7, ID8 após integrar a rede LDF têm registado mudanças, particularmente a nível dos recursos partilhados, nomeadamente informação ao nível da legislação. Este fato é visível nesta rede anteriormente apresentada, em que o ID19 (LDF) transmite fluxos para o ID5, ID7 e ID8. Em suma, o conteúdo “legislação” é importante para o estudo de caso porque demonstra que a LDF tem contribuído para um maior conhecimento sobre a legislação, através da partilha de informação, neste caso sobre a política de preços, ou seja, sobre o que determina o preço pelo qual determinado vinho é vendido.
4.6.
MERCADO
O conteúdo “Mercado” foi o conteúdo seguinte a ser analisado. A figura seguinte indica a rede relacionada com esse conteúdo.
Figura 4.6.1: Rede relacionada com o conteúdo “Mercado” (elaboração própria)
Esta rede é constituída por onze nós. De acordo com os fluxos, estes são unidirecionais, são feitos apenas num sentido. O ID19 (LFD) é, conforme esperado, o ator que estabelece um maior número de interações, em termos de emissão de fluxos: interage com o ID1, ID5, ID8, ID11, ID12 e ID13. É também visível o grande número de nós isolados dentro desta rede em relação ao conteúdo “Mercado” que está relacionado com o volume de vendas de um determinado produto, neste caso, o vinho: ID2, ID3, ID4, ID6, ID9, ID10, ID14, ID15, ID16, ID17, ID18. Outros nós isolados correspondem a outros atores não produtores que não desempenham papel na rede ao nível desta dimensão “mercado”, caso dos atores ID21 (Universidades), ID22 (Centros Tecnológicos), ID23 (Associações setoriais), ID25 (Entidades de Certificação), ID27 (Importadores), ID28 (Fornecedores).
▪ Densidade
A densidade desta rede é igual a 1,4% (há um total de 11 nós e 29 relações de 812 possíveis [RP= 29 x (29-1) = 29 x 28 = 812], sendo a densidade da rede de 1,4% [D= 11/812 x 100=
1,4%]), %]), ou seja, em 100% de relações possíveis (rede total), apenas se verificam 1,4% de interações entre os atores.
▪ Grau de Centralidade
O ID19 (LDF) é o ator que tem um posicionamento central nesta rede, em termos de emissão de fluxos. No entanto, o ID5 (produtor, Quinta E) é o ator que tem um posicionamento central nesta rede, em termos de receção de fluxos, fato que se tem vindo a verificar em redes anteriores. A figura que segue indica os resultados de centralidade de cada ator.
Segundo a figura apresentada, os atores centrais desta rede, em termos de fluxos emitidos são o ID19 e o ID20 pois têm um grau de saída de 6 e de 2, e um grau de saída normalizado de 21,4% e 7,1%, respetivamente. Em termos de fluxos recebidos, os atores que apresentam um posicionamento central nesta rede são o ID5 e o ID12, pois têm um grau de entrada de 3 e de 2 e um grau de entrada normalizado de 10,7% e de 7,1%, respetivamente.
Seguidamente, a figura 4.6.3 indica as estatísticas descritivas do grau de centralidade, expressas em valores médios.
Figura 4.6.3: Estatísticas descritivas do grau de centralidade (elaboração própria)
A partir da figura, acima apresentada, pode-se verificar que a média de todas as relações nesta rede é igual a 0,4 e a soma de todas as relações da rede é igual a 11, o que indica o seu tamanho. O grau de centralização de entrada desta rede (9,7%) é inferior ao grau de centralização de saída (20,8%), resultado este que demonstra que o número de fluxos emitidos é superior ao número de fluxos recebidos.
Os resultados obtidos demonstram que o ID19 (Lavradores de Feitoria) é o ator que apresenta uma maior vantagem de interação com os outros atores, pois apresenta um grau de saída elevado, em comparação com os diversos atores que constituem esta rede. Este conteúdo é importante para o estudo de caso porque demonstra mais uma vez, que o ID19 (Lavradores de Feitoria) é o ator que tem o posicionamento mais central dentro desta rede, em termos de fluxos emitidos. Após a integração na rede LDF, os atores ID1, ID5, ID8, ID11, ID12, ID13 aumentaram a capacidade de produção, para assim ser possível responder a vários
mercados; incrementaram a procura de mercados potenciais maiores e que valorizam mais a qualidade do vinho LDF. Outro aspeto relevante é que a LDF teve um impacto positivo na região, na medida em que diversos atores escoaram o seu produto, o que antes de integrar a