I. Emergence d’une source en ligne sur le marché du travail
2. Les sources usuelles de la statistique publique
A Escola Municipal Cora Coralina pertence à Rede Municipal de Educação de Silvânia/Goiás, funciona em dois turnos, atendendo uma turma de crianças de cinco anos no período matutino e uma turma de crianças com quatro anos no vespertino. É uma escola de
uma sala só. A instituição contava com uma sala de aula, uma cozinha, dois banheiros, uma
área externa gramada (que, por ocasião da pesquisa, encontrava-se descuidada, precisando de capina), um pequeno parquinho com escorregador, tanque de areia, um balanço (em precário estado de conservação). A rua onde está localizada a escola é bastante movimentada e
perigosa, com circulação intensa de caminhões que produzem ruídos e atrapalham constantemente as aulas.
A instituição, portanto, não conta com secretaria. É uma escola sem coordenadora pedagógica e diretor. A coordenadora pedagógica que visita a escola atende toda a rede municipal e não tem condições de realizar um acompanhamento mais sistematizado e/ou contínuo. Durante a realização do experimento esteve presente apenas uma vez. Não há proposta pedagógica ou a definição de um currículo para rede municipal destinado à Educação Infantil. Assim, as duas professoras (a do período matutino e do vespertino) trabalham de forma isolada sem um acompanhamento pedagógica a que tem direito.
A estrutura física da escola é constituída de espaços bastante reduzidos, tantos os internos como os externos, acabando por prejudicar a realização de várias ações pedagógicas que requeriam espaço maior, mas que necessariamente tiveram que ser desenvolvidas em sala ou no corredor da instituição.
A título de exemplo, numa das atividades realizadas no início do mês de agosto, a sala precisou ser organizada para o jogo de bolinha de gude. As equipes eram: da cobra, do urso, do jacaré e do leão. No entanto, a atividade foi bastante prejudicada pela falta de espaço, pois, sendo a sala pequena, as carteiras e cadeiras precisavam ser afastadas. Além disso, no espaço disponível, somente dava para jogar uma equipe por vez, tornando a atividade muito demorada. Apesar desses limites, as crianças se envolveram (Diário de campo – data: 12/08/2009).
Para compensar estas limitações do espaço físico, durante a realização do experimento foram tentados outros ambientes externos, inclusive uma pracinha que fica em frente à instituição, mas sem sucesso, pois as árvores ainda eram bem pequenas para proporcionar sombra, e o terreno era sujo.
A professora
Desde a concepção da pesquisa a ser realizada, firmamos o entendimento de que a escolha daprofessora deveria ser bastante criteriosa. Uma vez que o processo de formação de conceitos requer uma atuação muito segura na interação com as crianças. A professora deveria apresentar uma boa prática pedagógica, mostrar envolvimento e disposição para planejar e estudar. Buscávamos alguém que estivesse disposto a pensar/refletir acerca da própria prática e não se intimidasse com o olhar do outro, mesmo que em perspectiva de contribuir com seu crescimento profissional. Após verificar, na cidade, escolas que favoreceriam a realização da pesquisa (na verdade, apenas duas escolas) e as professoras
possíveis de serem convidadas, chegamos à professora que acabou sendo a escolhida. Pareceu-nos a pessoa adequada, pois havia cursado o Proinfantil (curso específico de formação de professores para atuar na Educação Infantil), e a pesquisadora havia sido uma de suas professoras formadoras, tendo oportunidade de acompanhar seu desempenho no curso. A par disso, era bastante visível seu desejo de evoluir.
Desse modo, foi selecionada a professora que iria conduzir o plano de ensino, objeto do experimento. A professora tem 37 anos de idade, seis anos de experiência com crianças de Educação Infantil, é casada. Atualmente encontra-se cursando Licenciatura em Pedagogia na Universidade Estadual de Goiás.
As crianças e as relações na classe
A turma era composta por vinte crianças na faixa etária de cinco anos, provenientes da classe média baixa, com exceção de uma criança proveniente de família sabidamente mais pobre que as demais. Eram nove meninos e onze meninas.
As crianças sempre se apresentavam muito tranquilas, alegres e muito colaborativas com a professora. A professora sabia lidar bem com as crianças, inclusive estabelecendo limites. As crianças praticamente não brigavam e, os conflitos que não conseguiam resolver, eram levados para a professora que, geralmente, criava situações de reflexão sobre a situação, retomando firmemente os “combinados” (as regras estabelecidas no coletivo). Em um dos diálogos observados em classe, uma criança se negava a passar batom na única menina negra da turma:
(Lorena chamou a professora e disse que a Eloísa estava mentindo). Professora: Em que a Eloísa está mentindo?
Lorena: Está mentindo que não tem batom.
Professora: Olha, se alguém trouxe batom é para passar em todo mundo. Não pode ficar escolhendo em quem passar. Foi o que a gente combinou. Imagine se você não ia gostar se alguém fizesse isso com você. Se trouxe pra sala é para passar em todo mundo.
(Então, a Eloísa passou batom na Lorena). (Observação: 24/06/2009).
Na turma havia quatro filhos de professoras, duas crianças residiam no meio rural, mas em propriedades diferentes (um casal era dono de uma pequena propriedade e outro era empregado de empresário que reside em Goiânia), duas tinham mães comerciárias, duas tinham mães profissionais não-docentes de uma escola. Outras dez crianças, uma era filha de contabilista, uma a mãe trabalhava como gari, uma a mãe trabalhava na Secretaria de Saúde, uma a mãe era diarista. As outras seis se ocupavam com os afazeres domésticos.
Entre os pais havia um comerciário, um lavador de máquinas pesadas, um mecânico, três pedreiros, um contabilista, um lanterneiro, dois bóias-frias, dois motoristas, um caminhoneiro, dois caseiros de chácara, um técnico de futebol e um técnico da companhia telefônica. Três crianças não contavam com a presença do pai.