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Les schémas numériques

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Méthodes numériques

I- Les schémas numériques

Para melhor entender a aplicação de uma das ferramentas utilizadas neste trabalho (BEHAVIOR VÏDEO, Item 5.6.1), se faz necessária à compreensão da análise da tarefa, ferramenta criada e desenvolvida pelos ergonomistas e utilizadas por administradores, engenheiros e designers, para organizar, descrever e avaliar a interação entre um homem e o seu ambiente de trabalho.

Segundo KIRWAN & AINSWORTH (1993.), a “análise da tarefa” tem como função; formular uma ou mais decisões para otimizar o ambiente e as ações tomadas nele, potencializar o número de acertos dos operadores envolvidos e, principalmente, minimizar o número de erros cometidos por falha na interpretação cognitiva dos sistemas. Ainda segundo os autores, a análise da tarefa deve ser usada para definir as relações entre um operador, ou um grupo de operações, diante de um determinado número de atividades prescritas.

O uso das técnicas de análise da tarefa pode tornar as ações tomadas no posto de trabalho mais eficientes e efetivas. KIRWAN & AINSWORTH (op.cit.) dividem os sistemas de análise da tarefa em 3 áreas: Segurança, Produtividade e Disponibilidade, sendo:

9 Segurança: Usada para identificar riscos para o operador no ambiente de trabalho e na relação entre produto/usuário. A análise da tarefa pode ser usada para adequar sistemas de segurança no ambiente e a confiabilidade de sistemas.

9 Produtividade: A análise da tarefa pode auxiliar na tomada de decisões, na automatização de sistemas e treinamento de pessoal através de técnicas seguras e eficientes.

9 Disponibilidade: Neste caso a análise da tarefa pode ser usada para identificar demandas e definir a necessidade de ferramentas de apoio na prescrição e excursão da tarefa.

SOARES & MORAES (2001), apontam que a base do diagnóstico e de uma investigação que busca melhorar o trabalho é o estudo das interações e comunicações que ocorrem no local de trabalho e no seu ambiente, sempre com o foco no trabalhador e a sua relação com o ambiente físico e organizacional, com suas ferramentas, equipamentos, máquinas, ordens de produção, com todos os problemas e/ou gratificações do cotidiano. A análise da tarefa apresenta-se como extremamente útil neste diagnóstico.

De acordo com DRURY (1987), os termos “análise da tarefa” e “análise do trabalho” são freqüentemente e muitas vezes usados como se fossem equivalentes, mas não são. Segundo ele a “análise da tarefa” trata de detalhes como trocas específicas entre o pessoal e os equipamentos de um sistema particular (ou classe de sistema, se os projetos são suficientemente similares). Na análise da tarefa, não ha necessidade de especificar por qual pessoa ou em qual tarefa de um trabalho dado ou partes de tarefa são desempenhadas. Já a “análise do trabalho” trata das atividades de uma dada categoria ou posição profissional, em uma organização ou contexto de um determinado sistema. Segundo DRURY (op. cit.), este conjunto de atividades deve ser visto como um subconjunto do total de atividades que ocorre na operação, na manutenção ou em outros aspectos da organização ou do sistema.

Segundo SOARES & MORAES (2001), os ergonomistas franceses utilizam a expressão “análise do trabalho” para descrever a “tarefa” prescrita e tratam a “atividade” como sendo o comportamento e o desempenho do operador. Já para os ingleses e americanos a abordagem da “análise da tarefa” prescrita é o real, através da “descrição do sistema” ou “descrição da tarefa” ao se referir ao trabalho prescrito e de “análise da tarefa” ou, mais precisamente, “análise do comportamento da tarefa” em relação ao trabalho real.

Uma outra definição de DRURY (1987), demonstra que: a “análise da tarefa” é um processo de identificação e descrição das unidades de trabalho, para a analisar dos recursos necessários para um desempenho do trabalho bem sucedido. Recursos neste contexto são aqueles trazidos pelo operador (habilidade, conhecimento, capacidade física) e aqueles que devem ser fornecidos no ambiente de trabalho (comandos, mostradores, ferramentas, procedimentos, ajudas).

Para a maioria dos autores pesquisados, os métodos utilizados na análise da tarefa partem da divisão do trabalho ou de uma determinada atividade em partes, que quando somadas, representam o total. Por sua vez, cada uma destas subdivisões, podem ser ulteriormente divididas para fornecer mais detalhes e sub-tarefas.

Para LAVILLE (1986), tarefa e atividade são duas noções essenciais para o analista. A tarefa é o objetivo a atingir, o resultado a obter. No entanto, para se realizar uma tarefa é necessário atribuir-se meios, como ferramentas para o operário da linha de montagem, linha e máquina de costura para a costureira. De posse destes conhecimentos, definem-se, igualmente, as condições nas quais deve-se realizar a tarefa: tempos, paradas, ordem de operação, mas também um espaço, um ambiente físico, os regulamentos a respeitar. Para

realizar a tarefa com os meios disponíveis e nas condições definidas, o trabalhador desenvolve diversas atividades, tais como se deslocar, gesticular, olhar, escutar; organizar o ambiente de trabalho, planejar ações, proceder raciocínios e entre outras. Todas estas atividades fazem uso das funções fisiológicas e mentais do trabalhador, tais como: músculos, articulações, sistema cárdio-pulmonar, visão, audição, tato, memória, etc. Associado a isto está às condições nas quais se realiza a tarefa, tais como: constrangimentos, previsibi1idade, imprevistos, anormalidades e entre outras.

SOARES & MORAES (2001), descrevem um exemplo que ilustra o que foi dito anteriormente. Para os autores as etapas podem ser visualizadas na atividade de um motorista de caminhão que compreende numerosas operações sucessivas: ao partir, verificar o estado do caminhão, tomar conhecimento da sua lista de entregas, definir uma rota, organizar um trajeto em função do tempo disponível, dos locais de entrega, dos engarrafamentos de trânsito, e dos impedimentos para estacionar; prever um plano de carregamento do seu caminhão; sustentar e arrumar a carga, dirigir o veículo e modificar sua conduta e seu percurso em função de eventos imprevistos, de incidentes. Este motorista vai desempenhar funções motoras para se deslocar, carregar e dirigir, funções sensoriais para ler, inspecionar o ambiente, controlar o estado da marcha do seu caminhão, funções cognitivas de memorização e raciocínio para organizar o carregamento do seu caminhão e seu percurso. Influenciam o desempenho das atividades as condições externas de trabalho nas quais se realiza a tarefa: constrangimentos de horários a respeitar apesar dos imprevistos do trânsito; características de peso, de volume, de manipulação da carga; acesso às áreas de carregamento e descarga; a precisão dos endereços de entrega; as características do caminhão e, em particular, da cabine de comando. Assim como as condições internas - condições de saúde, humor, ansiedade.

Para STAMMERS (1990), existem três níveis para o processo de análise da tarefa. Segundo ele, a distinção dos três níveis é muito importante para o processo de análise da tarefa.

1. Requisitos da tarefa: Competem aos objetivos ou as condições definidas pelo

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