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§2 / LES RESSOURCES DES ETABLISSEMENTS DE PAIEMENT
esta medida. Mais de 10 000 balastros electrónicos foram instalados, integrados numa rede inteli- gente de telegestão, que permitiu a sua regulação de fluxo para serem obtidos os melhores níveis de iluminação.
Este sistema permitia identificar remotamente as lâmpadas avariadas, e em muitos casos, pre- ver as falhas para estas serem substituídas sem que os utilizadores da IP dessem conta. Esta medida reduziu os custos as equipas de manutenção e tornou-as mais eficientes.
A cidade ao longo de 6 anos, conseguiu obter uma poupança de 62% no consumo de energia para a IP.
Cerca de um terço das poupanças económicas, foram resultado de redes de IP interligadas que conseguiu reduzir os custos de manutenção.
Em combinação com tecnologia LED, lâmpadas optimizadas de HID e balastros electrónicos, é possível obter grandes económicas de energia [78].
6.14.2.5 França
A região da Bretanha em França, implementou desde 2005, um projecto-piloto para redução dos consumos na IP. A região dispôs a 44 redes de IP sistemas avançados de telegestão de controlo centralizado, equipando balastros electrónicos nas suas luminárias.
A unidade central de controlo tinha um relógio astronómico integrado que automaticamente ligava e desligava as luzes ao anoitecer e amanhecer, e diminuía o fluxo luminoso de todas as luminárias até 60% entre as 23 horas e as 5 horas. O consumo de electricidade foi reduzido em 46%, o que resultou numa redução dos custos com a IP em 30%.
As poupanças projectadas estimam-se em 80 000 dólares por ano [77].
6.15
Exemplos de ineficiência energética em Portugal
A iluminação de espaços verdes é das que tem apresentado maiores lacunas de eficiência, sendo que a maioria das luminárias utilizadas, emitem luz em todas as direcções, utilizam difusores opacos para menor proveito da luminosidade das lâmpadas, encontrando-se muitos deles sem manutenção, como mostra a figura 6.34.
162 Medidas de eficiência energética em redes de IP
Figura 6.34: Exemplos de luminárias para iluminação de espaços verdes em Portugal [41].
A figura 6.35, mostra que os difusores que emitem em todas as direcções, além de contribuírem para a poluição luminosa, contribuem também para um aumento do desperdício de energia, devido ao fluxo luminoso acima do hemisfério superior.
Figura 6.35: Distribuição de luz e poluição luminosa [21].
Na iluminação das vias públicas com trafego motorizado, também são encontrados muitos casos de luminárias ineficientes ainda em funcionamento, já bastante antigas e ultrapassadas, emi- tindo uma percentagem bastante significativa de luz para a atmosfera, causando grande poluição luminosa, carecendo de difusores para protecção adequada contra a poluição e corpos estranhos, resultando numa maior depreciação do fluxo luminoso que advém da luminária ao longo do tempo. Exemplos de luminárias ineficientes são apresentadas figura 6.36.
6.15 Exemplos de ineficiência energética em Portugal 163
Figura 6.36: Exemplos de luminárias ineficientes utilizadas na IP em Portugal [41].
Em particular, além do uso de luminárias antigas e pouco eficientes, as principais ineficiências energéticas na IP em Portugal são [2][4]:
• IP ligada de dia, ou com horário de ligação desajustado às necessidades ambientes.
Figura 6.37: Exemplo IP ligada de dia, ou com horário de ligação desajustado às necessidades ambientes.
164 Medidas de eficiência energética em redes de IP
• Utilização de iluminação excessiva.
Figura 6.38: Exemplo do uso excessivo de iluminação [2].
• Luminárias obstruídas por objectos estranhos.
6.15 Exemplos de ineficiência energética em Portugal 165
• Emprego de luminárias sobrepostas.
Figura 6.40: Emprego de luminárias sobrepostas [2].
• Difusores danificados, impedindo a boa distribuição espacial do fluxo luminoso obtido.
166 Medidas de eficiência energética em redes de IP
• Luminárias vandalizadas.
Figura 6.42: Exemplo de luminária vandalizada [2].
• Iluminação intrusiva.
6.15 Exemplos de ineficiência energética em Portugal 167
• Uso desadequado de luminárias para o tipo de via.
Figura 6.44: Exemplo de uso desadequado de luminárias para o tipo de via [2].
• Obstrução do fluxo luminoso por copas de árvores.
168 Medidas de eficiência energética em redes de IP
• Sobreposição de redes diferentes de IP.
Figura 6.46: Exemplo de sobreposição de redes diferentes de IP.
6.16
Conclusão
Neste capítulo estudaram-se medidas de poupança e eficiência energética que podem ser apli- cadas nas redes de IP.
Quando utilizados no seu máximo potencial, as poupanças de energia estimadas utilizando sistemas de telegestão avançados são elevadas, podendo ser de até 85% utilizando tecnologia LED [29]. Enquanto que o investimento inicial em redes de telegestão é significante, as poupanças em energia e em manutenção são substanciais.
Combinado com os potenciais de aumento de performance, e baseado nos casos de estudo existentes, as redes de IP com tecnologia LED, sujeitas a regulação de fluxo dinâmico, são reco- mendadas como sendo a melhor prática para novas instalações de iluminação pública [29][77].
No próximo capítulo, realizar-se-á uma análise técnico-económica a várias soluções tecnoló- gicas para iluminação das vias públicas, que validam esta análise.
Capítulo 7
Projecto de IP com o novo documento
de referência
7.1
Introdução
Este estudo, proposto pelo grupo Schréder, é um projecto de IP que tem por objectivo analisar a viabilidade técnico-económica, da substituição das 191 luminárias existentes de vapor de sódio de alta pressão por luminárias com tecnologia LED, na variante de Rabo de Peixe, na ilha Açoriana de São Miguel.
Para o nível de iluminação se adequar à função do espaço e necessidades da via, foi feita a classificação segundo os pressupostos indicados no DREEIP, baseada na norma europeia EN 13201 para a IP.
Foi realizada uma análise tecno-económica aprofundada à proposta da Schréder, comparando- a com a solução existente.
Foram ainda realizados outros estudos para verificar a viabilidade tecno-económica de pro- jectos luminotécnicos para a mesma variante, utilizando lâmpadas de HPS de menor potência para a mesma luminária existente, utilizando uma nova luminária de alta eficiência fotométrica, e lâmpadas de MH para a luminária existente.
Em suma, os casos de estudo neste capítulo são:
• Solução existente: Luminárias com lâmpadas HPS de 250 W. • Solução proposta: Luminárias LED 73 W.
• Proposta de estudo 1: Luminária existente com lâmpada HPS redimensionada. • Proposta de estudo 2: Luminária de alta eficiência fotométrica de nova geração. • Proposta de estudo 3: Luminária existente com lâmpada de MH.
170 Projecto de IP com o novo documento de referência