PREMIERE PARTIE : LE 11 NOVEMBRE 1918, LA GRANDE VICTOIRE
II. Les voies de la remobilisation patriotique en 1918
2. Les ressorts d’une remobilisation patriotique
Uma rápida análise das principais obras sobre o tema evidencia que definir sistemas complexos adaptativos não parece ser uma tarefa trivial. Muitos autores preferem iniciar suas considerações sobre o termo a partir de exemplos ou de propriedades comuns.
Mitchell (2009), após elencar uma série de exemplos – dentre eles o sistema econômico - delimita três principais características comuns a sistemas complexos: a) comportamento coletivo complexo, constituído por diversos agentes, guiados por regras relativamente simples e sem um controle central27
; b) Uso e produção de informações em
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Aquilo que os autores chamam de geografia, logicamente, está muito longe de abarcar toda a complexidade do sistema ambiental tratado pelo presente trabalho. Para os autores, a variável geográfica está relacionada a duas questões. A primeira ligada à produtividade de nações e regiões associadas à localização, aglomeração e tamanho. A segunda está pautada no impacto direto do clima, da distribuição de recursos naturais e da topografia, fatores este que, segundo os autores, podem influenciar a saúde de uma população, a produtividade agrícola, os custos de transporte e difusão de informações e conhecimento (SNOWDON; VANE, 2005). É curioso e importante lembrar que os recursos naturais como insumos para o processo produtivo são considerados pelos autores como endógenos ao modelo.
27 Sistemas em que o comportamento organizado surge sem um controle interno ou externo são também chamados de sistemas auto-organizados (MITCHELL,2009).
relação aos ambientes internos e externos; c) Adaptação, ou uma mudança de comportamento dos agentes através de aprendizagem ou processos evolucionários.
Visando garantir mais precisão ao constructo, Mitchell (2009) refina o termo para sistemas complexos adaptativos, excluindo sistemas onde o fator adaptação não desempenha uma função importante, como o caso de rios turbulentos ou furacões.
Holland (1995 apud FOLKE, 2006) elencam quatro propriedades básicas de sistemas complexos adaptativos: a agregação, a não linearidade, a diversidade e os fluxos. O autor afirma que a não linearidade está relacionada à dependência do caminho28
, e às regras locais de interação que alteram o desenvolvimento e a evolução de um sistema. Ainda, a principal consequência da dependência do caminho é a existência de múltiplas bacias de atração e de múltiplos estados de estabilidade em um sistema (FOLKE, 2006).
Miller e Page (2007) partem de uma visão mais simples, a partir da relação entre agentes. Segundo os autores, em um primeiro e mais básico nível, o estudo de sistemas complexos parte da idéia da compreensão do comportamento de cada componente e como ocorrem suas relações mais primárias para então, entender o sistema como um todo.
Nesse contexto, Beinhocker (2006) relembra as origens da idéia de complexidade, com os primórdios dos estudos sobre sistemas de comportamento caótico, não periódico e irregular, principalmente através do chamado problema dos três corpos (ou n-corpos)29
e os estudos originais de Poincaré sobre a estabilidade do sistema solar, que evidenciaram as dificuldades na interação de forças quando considerados mais de dois corpos (situação esta prevista e solucionada pela teoria newtoniana), além da sensibilidade às condições iniciais.
Beinhocker (2006), desta forma, inicia sua construção conceitual sintetizando um sistema complexo como um sistema constituído de muitos agentes que interagem dinamicamente e, a partir dessas interações na escala micro, apresentam padrões emergentes de comportamento na escala macro. Após, o autor avança para uma definição
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Path-dependency. 29
de sistema complexo adaptativo como um sistema onde há interação e adaptação na relação entre os agentes e entre eles e o seu ambiente. Ainda, afirma que sistemas adaptativos complexos são uma subcategoria de sistemas abertos e longe do equilíbrio30
.
Mitchell (2009) propõe uma definição alternativa de sistemas complexos adaptativos como um sistema que exibe comportamentos auto-organizados emergentes não triviais. A autora observa que a questão central do estudo de sistemas complexos adaptativos é entender como esse comportamento emergente acontece.
Beinhocker (2006), adicionalmente, afirma que, em razão dessas relações entre os agentes e a sua possibilidade de adaptação, previsões são quase impossíveis, mesmo no curto prazo.
Miller e Page (2007) e Page (2009) estabelecem quatro características fundamentais em sistemas complexos: a) a diversidade de entidades; b) a conexão entre as entidades, c) a interdependência entre as entidades ou a força entre as conexões e, d) a existência de adaptação, evolução ou aprendizado.
Essas características elencadas por Miller e Page (2007) e Page (2009) podem ocorrer em diferentes intensidades, em suas diferentes aplicações. É possível, por exemplo, pensar nessas características a partir de situações extremas. Em um pólo, é possível imaginar cenários onde não há diversidade de agentes, ou não há conexão entre eles, ou ainda, a força da conexão é constante, e não existe adaptação. Para essas condições, uma solução determinística bastaria para entender seu comportamento e realizar previsões. Num pólo oposto, onde todos os agentes são diferentes, e não há nenhum padrão na existência de conexões e suas intensidades, ou onde mudanças ocorrem de maneira instantânea e aleatória, não seguindo nenhuma regra de evolução ou adaptação evidente. Nessas
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Beinhocker (2006), citando John Holland, afirma que um sistema aberto em equilíbrio não é um sistema estável, mas um sistema morto. Tal definição não se confunde com a ideia de múltiplos estados de equilíbrios em sistemas dinâmicos, com diferentes níveis de estabilidade, conforme tratado no capítulo 3.
condições, o sistema apresenta-se mais próximo do caos onde, conhecendo com precisão as condições iniciais31
, também poderia ser analisado através de regras determinísticas32
.
Figura 7 - Esquema posicionando os sistemas complexos entre os extremos.
Miller e Page (2007) afirmam, porém, que sistemas classificados como complexos frequentemente apresentam situações intermediárias33
em relação a essas características, e que esses sistemas são os mais comuns na natureza (BEINHOCKER, 2006).