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Como última ação para finalizar a produção do material ilustrado, realizamos o brainstorming. O brainstorming foi efetuado nas dependências do CeAC com duração de uma hora e 30 minutos, e contou, conforme previsto, com a participação de profissionais com habilitação e experiência na área da habilitação auditiva e formação mínima de doutorado. Esses participantes foram convidados por meio de carta convite (Anexo 9) enviada a seus respectivos emails.
Os aspectos a seguir foram discutidos ao longo de toda a elaboração do material e, especificamente, no brainstorming foram sugeridas alterações importantes que foram incorporadas na versão final do material ilustrado.
O grupo decidiu realizar a discussão pontuando página por página e, concomitantemente, foram sendo discutidas questões referentes ao layout e a estrutura.
A partir da discussão, respeitando as regras pré-estabelecidas, foram propostas as seguintes modificações:
- Modificar o papel para uma textura rústica e fosca. Considerando que o tipo utilizado causa manchas com a caneta e provoca inibição, tanto para o fonoaudiólogo, quanto para a família, para a escrita no material. Sugestão de utilização de papel vergê.
Resultados*e*Discussão! 52! *
- Manter a encadernação espiral, o formato de livreto, o tamanho A5 e o colorido em tons pastéis.
- Ressaltar o logotipo do CeAC na capa do material, visando enfatizar a autoria do grupo dos conteúdos do livreto.
Notou-se a necessidade de acrescentar textos explicativos e organizacionais para o uso do material. Portanto, será inserido no espiral: - Uma apresentação do livreto para os responsáveis, explicitando a proposta do material e convidando para a participação com anotações, questões e sugestões.
- Um sumário, como um índice, em formato de perguntas simples que também possam orientar os responsáveis quanto ao conteúdo do material. Esse sumário deve ser organizado em cores para identificar e dividir em blocos as categorias em seus respectivos assuntos. Sendo definidos cinco blocos: 1)cuidados referentes aos AASI, 2) adesão, 3) capacidade auditiva, 4)manifestações de comportamento auditivo e, 5) manifestações de fala e linguagem.
Em separado, disposto em um bolso na primeira folha do material, foi também incluído um texto introdutório, direcionado ao fonoaudiólogo contendo orientações explícitas para utilização do material ilustrado (Anexo 10).
Com relação a organização dos conteúdos nas páginas e modificações nas ilustrações, ficou decidido:
- Transferir as referências bibliográficas da página 02 para a última página, acrescentar essa dissertação e o capítulo de Novaes, BCAC, Mendes, BC. Capítulo 29 - Habilitação Auditiva: Intervenção em Bebês e Crianças. In: Tratado de Otorrinolaringologia – ABORL ccf. 2 ed. São Paulo : Editora Roca, 2011, p. 371-380. Incluir na mesma página dados da equipe que colaborou na elaboração deste material.
- Transferir para a página 02, o espaço para dados referentes a endereços e telefones das empresas para informações de manutenção e venda de pilhas, que se encontra na última página.
- Ainda na página dois, compondo os dados da data de início da utilização do material e nome da terapeuta, se acrescenta um espaço para o nome do responsável.
- Na página três, acrescentar um enunciado e uma frase para relacionar a cor que identifica o lado correto das orelhas com os AASI. Exemplo: Lembre-se: Cor vermelha para orelha direita / Cor azul para orelha esquerda.
- Na página quatro modificar o enunciado “minha audição” por “o que ouvimos”. Tirar a frase “o que escuto com e sem aparelho” que está como subtítulo. E no final da folha substituir, no espaço para anotações, a frase “minha audição” para “anotações”.
- Na página cinco, tirar o enunciado “minha audição” e realocar o audiograma na parte superior da página. No final da página, tirar o espaço de anotações para dar lugar a um bolso que servirá para acomodar a transparência da “banana da fala”, que deve ficar presa por um barbante e ter o tamanho exato da largura do audiograma.
- Acrescentar a questão do implante coclear em uma página na categoria de capacidade auditiva.
- Na página seis colocar a marcação que indica a colocação correta do molde na cor verde.
- Acrescentar na página sete a questão da microfonia, a metade superior da folha deve conter ilustrações demonstrando causas do apito e resoluções que podem ser cumpridas pelos responsáveis em casa, e na parte inferior fica mantido o espaço para anotações.
- Na página 10, trocar a palavra “baixo” por “fraco” e alterar o desenho da boca, pois não está representando claramente a ideia de correspondência entre a distância da fala e o volume. Serão colocados balõezinhos a exemplo dos gibis com a expressão “blá, blá, blá” que irão minimizando de tamanho conforme a distância da criança para passar a ideia do som estar ficando mais fraco.
- Na página 13, modificar a carinha que demonstra o pouco uso dos AASI. Colocar uma expressão de desapontamento.
Resultados*e*Discussão! 54! *
- Organizar um bloco respeitando a sequência das seguintes páginas oito, nove,11, 12 e 13.
- No final da página 14 tirar a frase que orienta sobre o uso do desumidificador e transferi-la com uma ilustração do objeto para o espaço de anotações na página 15. Permanece neste lugar a frase sobre o cuidado que se deve ter com a criança para que ela não pegue a bateria dos AASI, ressaltando a atenção da mãe com um enunciado como “Cuidado: Travar o aparelho...”
- Ainda na página 15, modificar as figuras “lavar somente o molde” e remover a “não molhar o aparelho”. Colocar o desenho do molde aparecendo enquanto lavado e não do tubinho. Na mesma figura colocar um móvel ao lado da pia com o AASI em cima para dar a ideia de que não molhar AASI enquanto o molde está sendo lavado.
- Acrescentar uma página com a descrição dos componentes do aparelho (molde, tubinho, pilha, gancho) demonstrados em figura.
- Na página 16 e 20 adicionar a foto de um bebê na figura “converse de frente comigo” e “fale comigo sobre o que acontece e o que vai acontecer”. Acrescentar uma figura que possibilite aparecer a importância do silêncio na página 16.
- Trocar o desenho da campainha e dos telefones que aparecem no material ilustrado. Na página 22, mudar a cor do passarinho.
E, como sugestão final, implementar ISBN, com o intuito de difundir e disponibilizar o material para venda ou doação aos serviços e/ou profissionais interessados.
A versão final foi confeccionada considerando as observações dos pais, dos fonoaudiólogos que aplicaram a versão preliminar do material ilustrado e os resultados do brainstorming.
As sugestões dadas pelos fonoaudiólogos e pelos pais foram rediscutidas no brainstorming, sendo que a sugestão de indicações para terapia externa e de uma página demonstrando crianças com mais deficiências foram abdicadas por não se enquadrarem no intuito deste material.
Contatamos com a designer que confeccionou a versão preliminar e agendamos uma reunião onde foram apresentadas e discutidas as sugestões do grupo que participou da pesquisa para as modificações no material. Nesse encontro, considerando as necessidades apresentadas pela equipe, escolhemos o papel offset 170g na cor branca. As demais sugestões descritas no item do brainstorming também foram realizadas na versão final, como pode ser observado no anexo 11.
Por fim, o material ilustrado está cadastrado no ISBN pelo número 978-85-915851-0-6 (Anexo 12).
Conclusões! 56! *
6. CONCLUSÕES
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• As famílias/ responsáveis cuidaram do material com zelo e, de modo geral, o livreto foi trazido para as sessões. O material ilustrado foi utilizado em casa principalmente para sanar dúvidas dos responsáveis ou relembrar informações realizadas durante a terapia fonoaudiológica. Nesse sentido, pareceu colaborar para o envolvimento familiar, ampliando sua influência para além da pessoa que acompanhava as sessões de terapia, e trazendo tópicos de discussão para dentro de casa. A colocação correta dos AASI (que aparelho em qual orelha), limpeza e momentos em que o AASI deve ser utilizado foram os aspectos mais citados nas etapas iniciais de adaptação dos AASI.
• O material teve boa aceitação entre os fonoaudiólogos que trabalham em um serviço do SUS. Segundo os mesmos, norteou o processo de reabilitação e foi considerado como material de apoio à família e ao terapeuta. No início de seleção e adaptação dos AASI, as páginas mais utilizadas estiveram centradas na adesão ao uso e cuidados com os AASI e capacidade auditiva. O maior conhecimento e experiência do terapeuta nas questões de habilitação auditiva pareceram permitir melhor uso do material ilustrado, incluindo maior utilização dos espaços de anotações.
• A adesão ao uso dos AASI foi muito heterogênea entre os sujeitos e pareceu sofrer a interferência de diversos fatores no processo de adaptação dos mesmos. Na população estudada, foram identificados fatores como: dificuldade de compreensão da família quanto à importância do AASI no desenvolvimento da linguagem, baixa expectativa dos familiares, crianças que permanecem a maior parte do tempo com cuidadores não envolvidos no processo, e
inconsistência dos pais em recolocar os AASI quando retirados pela criança.
• O comportamento de pais e fonoaudiólogos na utilização do material ilustrado, como apoio e norteador nas etapas iniciais de adaptação do AASI e reabilitação auditiva, pareceu indicar que sua utilização pode contribuir para maior explicitação dos processos envolvidos, podendo ser considerado um facilitador na comunicação entre as famílias e os terapeutas. A inclusão de orientações ao fonoaudiólogo na versão final do material deverá contribuir para que fonoaudiólogos com menos experiência identifiquem os aspectos a serem explorados nesta etapa, ampliando sua utilização para outros serviços.
Anexos! 58! *
7. ANEXOS
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