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Les pouvoirs de l’exécuteur testamentaire

de réforme du droit des successions

II. L’APPORT DE LA RÉFORME : LE POSSIBLE ET LE SOUHAITABLE

2. Les pouvoirs de l’exécuteur testamentaire

Para Roesch “o fato de que há exigência de o relatório incluir a situação problemática tratada, a literatura revisada e a metodologia utilizada no trabalho, leva alguns alunos a sentir dificuldades da hora de preparar seu trabalho de conclusão”.

Muitas foram as dificuldades encontradas pelos acadêmicos durante a elaboração do TCC, expressas nas falas dos sujeitos, conforme relatos a seguir.

“O embasamento teórico foi uma das dificuldades. Por ter se tratado de um trabalho de marketing em uma instituição de ensino, não existe muita literatura específica sobre o marketing educacional. Outra dificuldade encontrada foi a coleta de dados junto aos clientes da instituição. Vários questionários foram entregues aos pais

de alunos, mas poucos retornaram no prazo estabelecido”. (formado 01). “[...] embasamento teórico que seja coerente com o tema desenvolvido no trabalho [...]” (formando 02). “A questão das normas da ABNT [...]”, “[...] falta de bibliografia disponível sobre alguns temas na biblioteca do Campus Panambi” (formando 03). “A maior dificuldade em ter que ler muita teoria, detesto estudar, isso torna o trabalho ainda mais penoso” (formando 04).

Cabe à IES instrumentalizar o estudante para que possa articular de forma inteligente os referencias de caráter teórico e os elementos de ordem prática, para estar atento à interpretação e à análise fundamentada dos fenômenos políticos, econômicos, sociais e culturais (MANOLITA, 2004).

“Escolha do tema a ser elaborado, como começar a fazer, o que escrever [...]” (formado 05). A falta de material disponível no acervo da biblioteca emerge nas falas: “[...] poucos livros que podem ser retirados da biblioteca [...]” (formado 05). “Muita dificuldade em encontrar livros sobre o assunto do meu trabalho, a UNIJUÍ ainda não tem uma biblioteca com um bom acervo de livros para pesquisa, principalmente o Campus Panambi” (formado 06). “[...] eu imaginava que a elaboração do TCC seria mais fácil, pois nunca tive problemas com a elaboração dos trabalhos realizados durante o curso” (formando 10).

A definição do tema é umas mais difíceis quando se inicia o TCC, que não pode ser confundido com área do conhecimento. Por exemplo, Finanças ou Recursos Humanos não são temas, são áreas. Dentro das áreas poderá estar o tema a ser contemplado pelo TCC. Focar o tema do trabalho de maneira precisa constitui um primeiro e importante desafio a ser vencido pelo acadêmico. Deve ser abrangente para permitir um adequado desenvolvimento, mas delimitado a um problema específico. Considerar as preferências e interesses do aluno, os objetivos que tem em relação à realização do trabalho e as informações disponíveis (BERTUCCI, 2009).

O aluno necessita de muita dedicação, ler e escrever exaustivamente. Precisa sacrificar horas de lazer e convivência com amigos e familiares. Para que dessa forma cresçam sua capacidade de leitura e interpretação, seu senso crítico, sua habilidade em elaborar pareceres e relatórios (BERTUCCI, 2009).

No que concerne às dificuldades enfrentadas para a realização do TCC foram recorrentes as questões que envolvem a coleta de dados, conforme os depoimentos: “A maior dificuldade foi de conseguir um número X, que respondessem o meu questionário [...]” (formando 01). “[...] coleta de dados para serem analisados” (formando 02). “As dificuldades estão em conseguir os dados suficientes para a realização do TCC e também com a tabulação destes, no sentido de cruzamento de dados” (formando 07). “Aplicar entrevistas e colher informações”. (formado 04). “As dificuldades estão em conseguir os dados suficientes para a realização do TCC” (formando 09). “O baixo índice de devolução dos questionários, que são a minha base para a coleta de dados” (formando 11).

A dificuldade na coleta de dados, principalmente quando são empíricos, isto é, baseados na observação do mundo, em vez da intuição, levantados geralmente por questionários aplicados aos sujeitos, é provável que esteja relacionada ao comprometimento ou não do sujeito que está sendo consultado.

Sabemos por experiência própria que o que não nos interessa, não é dado importância. Nesta época em que vivemos, onde a pressa é cada vez maior, com inúmeras atividades para cumprir, fazemos uma seleção das prioridades. Se a pessoa que enviou o questionário for conhecida, as chances de recebê-lo respondido são maiores. Caso contrário o retorno é baixo. Contribui ainda a questão do envio por meio eletrônico, onde basta deletar para se livrar desse compromisso.

A falta de tempo também se repete, visto que a maioria dos sujeitos trabalham durante o dia: “Pouca facilidade, já que peguei um período bastante complicado na empresa onde trabalho e não tive muito tempo para desenvolver o TCC” (formado 06). “Pouca facilidade, viajo muito, temos que conciliar trabalho, família e todas demais atividades com o TCC, que nesse período requer maior dedicação do aluno” (formando 11). “Falta de tempo, dificuldade em passar os pensamentos para o papel, relacionar o resultado das pesquisas com a teoria” (formando 05). “[...] falta de tempo, para render o desenvolvimento do trabalho são necessárias várias horas consecutivas de estudo e não pingado, uma hora hoje, outras duas depois” (formando 06).

A capacidade de administrar o tempo de modo eficaz é muito importante para um bom resultado. As atividades de pesquisa exigem tempo, realizá-las em períodos curtos é improdutivo.

Para desenvolver um trabalho satisfatório, será necessário fechar a porta, desligar o telefone e sentar com seus livros durante cinco ou seis horas sem interrupção. Apenas na parte de correções, modificações e aperfeiçoamentos esse período de tempo poderá ser mais curto (COLLIS; HUSSEY,2005).

Para a grande maioria a defesa do TCC na banca é a parte mais difícil, pelo fato de ser uma apresentação individual, não sendo possível contar mais com a ajuda de outros colegas, como nos demais trabalhos desenvolvidos durante o curso.

As dificuldades em relação ao professor orientador também foram descritas: “Falta de tempo do orientador para com o orientando” (formado 02). “[...] retorno da minha orientadora quando eu mandava o material para ela analisar [...]” (formado 03). “[...] dificuldade de comunicação com o orientador, principalmente quando ele não te responde e-mail e não diz qual o caminho para seguir. Você fica boiando sem saber o que fazer” (formado 06). “Tem ocorrido de enviar minhas dúvidas via e-mail para o professor, para ele me auxiliar, só que ele não consegue responder em tempo, isso faz com que eu tenha que parar e esperar a resposta dele. Claro que o professor nunca me deixou na mão, mas isso acaba atrasando o trabalho” (formando 13).

As dificuldades relatadas pelos alunos em relação ao professor orientador representam para o professor coordenador do TCC um desafio, quando diz “O desafio de coordenar uma equipe de professores orientadores de modo que se alcance efetividade na orientação e na avaliação das etapas de modo a atingir ao previsto no PPC”. Percebe-se novamente sintonia entre as dificuldades dos alunos e preocupação do professor, isso é bom, para a melhoria do processo.

Novamente faz-se referência ao estudo realizado por Enise Barth Teixeira et al, em 2011 na UNIJUÍ, sobre Relação Orientador-Orientando e seus Reflexos na Elaboração do Trabalho do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC): Uma avaliação no Curso de Administração da UNIJUÍ. De onde foi retirado o quadro abaixo para

ilustrar as dificuldades em relação ao Orientador-Orientando, haja vista que algumas se repetem em ambos os estudos.

Orientadores Orientandos

Falta de observância do cronograma de atividade (atropelos)

Incompatibilidade de horários para atendimento Limitações de formação básica do orientando Não houve pontos negativos

Falta de entrosamento entre as partes Inflexibilidade na condução de divergências

Resistência do aluno Expectativa de maior contribuição por parte do

orientador

Cumprimento mínimo das atividades requeridas Limitação de referências sobre o tema em estudo

Ocorrência de plágios Falta de comunicação entre as partes

Falta de iniciativa e autonomia Distância geográfica

Cobrança maior das metodologias científicas Limitação de tempo na agenda do professor orientador Professores com padrões diferenciados na condução

do TCC

Descomprometimento de uma das partes O destaque excessivo na banca aos problemas em

detrimento da contribuição

Falta de interesse do aluno Disparidades nos critérios de atribuição de notas pelos

componentes da banca

Falta de estímulo à divulgação dos resultados do TCC

Quadro 4: Pontos Negativos na Relação Orientando-Orientador Fonte: Dados da Pesquisa

Pouco material para elaboração do referencial teórico, falta de tempo do orientador e demora nos retornos, coleta, tratamento e análise dos dados, escolha do tema e a falta de tempo para se dedicar à elaboração do TCC, foram as principais dificuldades encontradas pelos alunos na elaboração do TCC.

Os aspectos dificultadores na ótica do professor responsável pela coordenação do TCC são relatados na fala: “O acúmulo de bancas em curto período. Isto exige muito do professor da disciplina pelo fato de que há a decisão de que deva participar de todas as bancas”.