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Les perspectives de TYFA : les implications socio-économiques,

de l’azote et ses conséquences

Encadré 3. Les différents types de prairies et de VSN

5. CONCLUSIONS ET PERSPECTIVES

5.3. Les perspectives de TYFA : les implications socio-économiques,

O envolvimento dos fornecedores no DCNP refere-se à incorporação de tecnologias, informação técnica, ideias e ao desenvolvimento de tarefas para incrementar o desempenho dos novos produtos (van Echtelt et al., 2008; Johnsen, 2009; Büyüközkan & Arsenyan, 2012; Menguc et al., 2014; Yeniyurt et al., 2014). Esta temática tem sido abordada por diversos autores para aferir sobre a forma como as empresas interagem no DCNP (Ragatz, Handfield & Scannell, 1997; Wognum et al., 2002; Petersen et al., 2005; van Echtelt et al., 2008; Brun et al., 2013).

Neste enquadramento, diversos estudos referem os objetivos que conduzem ao envolvimento dos fornecedores no DCNP. Chesbrough (2003), Koberg et al. (2003), Gassmann (2006) e Koufteros, Vickery e Droge (2012) defendem que as empresas de grande dimensão, principalmente as que operam em indústrias high-tech, envolvem os fornecedores no DCNP para conceber produtos diferenciados. A este respeito, Damanpour e Wischnevsky (2006) e Jiao, Du, Jiao e Butler (2008) alegam que o DCNP ocorre entre empresas que possuem elevadas competências sobre a natureza e aplicabilidade dos produtos. Noutra perspetiva, outros estudos referem que as empresas – PME e de grande dimensão – envolvem os fornecedores no DCNP para incorporar novos conhecimentos que incrementam a eficiência da sua atividade (Van de Vrande et al., 2009; Lee et al., 2010; Park, Shin, Chang & Park, 2010). Para Lecocq e Demil (2006), Van de Vrande et al. (2009) e Hossain (2015), as PME envolvem os fornecedores no DCNP quando pretendem diversificar o seu portfólio de produtos. Van de Vrande et al. (2009) e Bianchi et al. (2010) acrescentam que a diversificação da atividade das empresas potencia o alargamento da base de fornecedores envolvidos no DCNP. Claramente, a diferenciação de produto promove o envolvimento a montante entre empresas de grande dimensão, enquanto a diversificação e o incremento da eficiência promovem a colaboração a montante envolvendo tanto grandes empresas como PME. Neste ponto de vista, é expectável que o envolvimento dos fornecedores no DCNP ocorra de forma diversa, devido à especialização e diversificação das atividades realizadas pelas empresas.

5.2.1.2. A inovação gerada

A inovação gerada no DCNP deriva da natureza dos projetos inovadores e da tipologia de empresas envolvidas (Faems et al., 2005; Van de Vrande et al., 2009; Parida et al., 2012; Slater, Mohr & Sengupta, 2014). A este respeito, a literatura refere que o envolvimento dos fornecedores no DCNP depende do objetivo da inovação quanto à conceção de produtos e dos processos de fabrico e metodologias de gestão que os materializam (Petersen et al., 2003; Lakemond et al., 2006; Jiao et al., 2008; Van de Vrande et al., 2009; Inauen & Schenker-Wicki, 2012), que se podem caraterizar como novos – gerados de raiz e que rompem com os produtos existentes – ou melhorados – alterados ou reformulados em relação aos produtos existentes (Garcia & Calantone, 2002; Qin & Wang, 2006; Laursen & Salter, 2006, Inaunen & Schenker-Wicki, 2012; Parida et al., 2012). Estes conceitos serão utilizados neste estudo para descrever a inovação gerada no DCNP.

Outras pesquisas relacionam a inovação gerada no DCNP com o tamanho das empresas, referindo que o desenvolvimento de produtos novos é normalmente efetuado entre as empresas de grande dimensão, porque possuem elevada capacidade tecnológica (Gray, 1997; Damanpour & Wischnevsky, 2006; Gassmann, 2006; Parida et al., 2012), enquanto as PME operacionalizam frequentemente a melhoria e reformulação dos produtos (Garcia & Calantone, 2002; Qin & Wang, 2006; Van de Vrande et al., 2009). É importante referir que alguns autores assumem posições contrárias sobre esta temática. O estudo de Koberg et al. (2003) sobre as indústrias eletrónica e aeroespacial mostra que a colaboração entre as empresas de grande dimensão resulta tanto no desenvolvimento de produtos novos como melhorados, de acordo com o ambiente colaborativo da indústria em que as empresas operam. Por outro lado, Lee et al. (2010) alegam que as PME também colaboram com os seus clientes para o desenvolvimento de produtos novos, porque possuem flexibilidade e especialização para responder aos requisitos do DCNP.

Noutra perspetiva, Faems et al. (2005), Knudsen (2007), Parida et al. (2012) e Slater et al. (2014) defendem que o desenvolvimento de produtos melhorados é gerado pela colaboração entre fabricantes, enquanto o desenvolvimento de produtos novos deriva da colaboração entre fabricantes e também entre estes e os fornecedores de serviços, devido à diversidade da especialização requerida pelo DCNP. Inauen e Schenker-Wicki (2012) relacionam a inovação gerada pela colaboração entre as empresas com a intensidade

tecnológica da indústria em que operam, defendendo que o DCNP de elevada radicalidade é gerado por empresas – PME e de grande dimensão – que operam em indústrias high-tech. Estas perspetivas relacionam a inovação gerada no DCNP com os seus intervenientes, mas não referem a sua influência sobre o tipo de envolvimento entre as empresas.

5.2.1.3. Tipologia de fornecedores envolvidos

O envolvimento dos fornecedores no DCNP é maioritariamente realizado entre as empresas de grande dimensão, devido à experiência que possuem em relacionamentos colaborativos e à capacidade para desenvolver produtos e processos de fabrico com elevada diferenciação e em grande escala (Kessler & Chakrabarti, 1999; Wognum et al., 2002; Chesbrough, 2003; Christensen et al., 2005; Gassmann, 2006). Contudo, outras pesquisas concluem que as PME também colaboram com as empresas de grande dimensão no DCNP (Johnsen & Ford, 2006; Van de Vrande et al., 2009; Lee et al., 2010). Apesar da limitação dos recursos das PME poder condicionar a sua colaboração no DCNP (Chesbrough, 2003; Gassmann, 2006; Johnsen & Ford, 2006; Lee et al., 2010), a especialização e capacidade de adaptação das PME ao ambiente constituem competências para o seu envolvimento no DCNP com empresas de maior dimensão (Powell et al., 1996; Christensen et al., 2005; Johnsen & Ford, 2006; Lee et al., 2010). A este respeito, a literatura sobre o DCNP centra-se no estudo dos fatores que promovem a sua interação. Não obstante, é importante descortinar de que forma o tamanho das empresas influencia o tipo de envolvimento dos fornecedores no DCNP.

Outros estudos referem que a colaboração é influenciada pela natureza da atividade das empresas (Koberg et al., 2003; Roy et al., 2004; Gassmann, 2006; Van de Vrande et al., 2009; Lee et al., 2010). Segundo Gassmann (2006), Van de Vrande et al. (2009), Lee et al. (2010) e Menguc et al. (2014), as empresas industriais envolvem fornecedores industriais no DCNP porque partilham tecnologias equivalentes. A este respeito, Roy et al. (2004) e Menguc et al. (2014) alegam que este envolvimento ocorre quando os produtos são disruptivos. Contudo, outras pesquisas referem que as empresas industriais também envolvem fornecedores de serviços no DCNP (Faems et al., 2005; Nieto & Santamaria, 2010; Hossain, 2015), nomeadamente quando as PME necessitam diversificar o seu portfólio (Hossain, 2015). Estas visões sustentam que o envolvimento dos fornecedores no DCNP operacionaliza-se de acordo com as suas competências e a necessidade de

especialização dos seus clientes (Johnsen & Ford, 2006; Slater et al., 2014), mas não relacionam a inovação gerada no DCNP com o tipo de envolvimento dos fornecedores. O envolvimento dos fornecedores no DCNP é também influenciado pela indústria onde as empresas operam. A este respeito Chesbrough e Crowther (2006) e Van de Vrande et al. (2009) referem que o envolvimento entre os intervenientes no DCNP ocorre entre empresas que operam em diferentes indústrias. Contrariamente, Gassmann (2006) e Keupp e Gassmann (2009) verificaram que as empresas envolvem fornecedores que operam na mesma indústria quando a operacionalidade do DCNP exige elevada especialização ou o uso de tecnologias similares.

5.2.1.4. Coordenação das atividades desenvolvidas entre as empresas

A interação entre as empresas e os fornecedores no DCNP operacionaliza-se de acordo com o tipo de coordenação das atividades desenvolvidas – interação total, interação funcional e interação independente – o tamanho das empresas e a inovação gerada (Sobrero & Roberts, 2002; Gomes et al., 2003; Roy et al., 2004; Lakemond et al., 2006).

Segundo Sobrero e Roberts (2001, 2002), Roy et al. (2004) e Lakemond et al. (2006), a interação total baseia-se na partilha do mesmo local de trabalho entre as empresas e os seus fornecedores durante o DCNP (co-location work), nomeadamente para o desenvolvimento de processos de fabrico (Jiao et al., 2008). A interação total ocorre entre empresas de grande dimensão (Kessler & Chakrabarti, 1999; Lakemond et al., 2006), devido à elevada dependência gerada no DCNP (Sobrero & Roberts, 2002). Noutra perspetiva, os estudos de Gomes et al. (2003) e Lakemond et al. (2006) referem que a interação funcional corresponde ao envolvimento interdepartamental entre fornecedores e clientes em determinadas fases do DCNP. Por norma, a interação funcional ocorre aquando de conceção da ideia/design ou do desenvolvimento do processo de fabrico e operacionaliza- se através da partilha do mesmo local de trabalho (Gomes et al., 2003). Este tipo de interação sustenta-se no relacionamento duradouro, mas pode ocorrer de forma pontual (Lakemond et al., 2006). Para Sánchez (1995) e Lakemond et al. (2006), a interação independente, que corresponde à realização separada das atividades pelos intervenientes no DCNP, ocorre quando o fornecedor se limita a seguir as especificações do cliente para o desenvolvimento dos produtos, intervindo apenas na fase da ideia/design. Diversos autores (Sobrero & Roberts, 2002; Lakemond et al., 2006) comparam o tipo de coordenação das

atividades desenvolvidas entre os intervenientes no DCNP e concluem que a interação independente ocorre quando existe baixa dependência entre as empresas envolvidas no DCNP, devido à reduzida necessidade de coordenação das atividades desenvolvidas Noutra perspetiva, Truffer e Durrenberger (1997), Kessler e Chakrabarti (1999) e Roy et al. (2004) relacionaram o tipo de coordenação das atividades desenvolvidas no DCNP a montante com a inovação gerada, tendo concluído que a maior interatividade gerada entre as empresas deve-se à interação total dos fornecedores para gerar produtos novos. Kessler e Chakrabarti (1999) particularizam que a maior interatividade no DCNP é gerada entre as empresas de grande dimensão, porque possuem maior capacidade para desenvolver produtos novos. As perspetivas anteriormente referidas sobre o tipo de coordenação das atividades realizadas no DCNP baseiam-se na realidade das empresas de grande dimensão. Não obstante, o estudo desta temática na realidade das PME permite comparar a influência do tamanho das empresas envolvidas no DCNP a montante sobre o tipo de coordenação das suas atividades.