Chapitre 5 : METHODOLOGIE DE L’ETUDE
5.3. Description des essais
5.3.6. Résistance au cisaillement
5.3.6.4. Détermination des paramètres de résistance au cisaillement
5.3.6.4.1. Les paramètres de résistance au cisaillement
Eu acho que eles (os professores) deveriam ter um curso, um treinamento para aprender novas técnicas para dar aulas para deficientes. Com o uso das novas tecnologias, buscar outros métodos de estudos. O que tem na química lá que nós fizemos a tabela acessível, contendo os elementos, as moléculas, foi muito bom. (JOÃO)12
A inclusão social e acadêmica vem exigindo que as instituições e educadores estejam em permanente indagação sobre as necessidades especiais das pessoas com deficiência e das possibilidades das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) para facilitar o desenvolvimento de habilidades e de conceder condições para o aprendizado destas pessoas, conforme apresentado pelo estudante João, na epígrafe.
Desta forma, essas instituições educacionais estão cumprindo seus objetivos para com este público, ao oferecer condições para o desenvolvimento de sua personalidade e aptidões,
12 Codinome usado na identificação de um dos sujeitos pesquisados para ocultar a verdadeira identidade
respeitando a singularidade destes indivíduos, no limite de suas possibilidades, e ainda os preparando para assumir uma vida responsável dentro da sociedade.
Em relação a esses limites e possibilidades, Ferreyra (1998) esclarece que a cultura dos meios eletrônicos proporcionou intensificação dos sentidos do homem, de forma a promover uma nova oralidade, chegando ao ponto de alguns cientistas da comunicação humana considerarem que os meios eletrônicos estendem os nossos sentidos.
Sendo assim, o uso de recursos de tecnologia assistiva possibilita às pessoas com deficiência visual, especificamente, mostrar suas potencialidades e possibilidades, contribuindo, assim, para amenizar a perspectiva limitada que a sociedade tem sobre elas.
No ambiente acadêmico, existe a urgência de as IES buscar meios de ampliar as possibilidades de aproveitamento acadêmico das pessoas com deficiência, por meio do uso de diversos recursos disponíveis na sociedade e, com isso, oferecer condições destas pessoas permanecerem nestas instituições, uma vez que viabilizar o acesso a Educação Superior não é suficiente.
No sentido de buscar os benefícios e aplicações para a educação e para a inclusão de estudantes com deficiência por meio de inovações ofertadas pelos recursos tecnológicos, tem- se a indicação do uso da Tecnologia Assistiva (TA) que Galvão Filho (2009, p.26) conceitua como:
Uma área do conhecimento, de característica interdisciplinar, que engloba produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que objetivam promover a funcionalidade, relacionada à atividade e participação de pessoas com deficiência, incapacidades ou mobilidade reduzida, visando sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social.
Com isso, percebe-se que a inclusão de estudantes com deficiência no Ensino Regular vem requerendo mudanças nas atitudes e nas práticas pedagógicas dos profissionais que participam do processo ensino aprendizagem destes estudantes.
Miranda e Galvão Filho (2012, p.247) acrescentam que: “a Tecnologia Assistiva (TA) vem dar suporte para efetivar o novo paradigma da inclusão na escola e na Sociedade para Todos, que tem abalado os preconceitos que as práticas e os discursos anteriores forjaram sobre e pelas pessoas com deficiência”.
Ainda na perspectiva do pensamento destes autores que corroboram o uso de TA na construção de uma sociedade para todos, pesquisas como as de Mazzoni e Torres (2004),
Ferreira (2010) e Margon (2011) assinalam ser necessária a adoção de novas metodologias de ensino que incorporem o conceito de Desenho Universal à educação, utilizando-se de recursos do espaço digital e de suas tecnologias pelos estudantes e docentes.
O uso dos recursos da Tecnologia Assistiva amplia as potencialidades da pessoa com deficiência significativamente melhorando sua auto-estima, além de contribuir para ultrapassar os limites impostos pela deficiência e, sobretudo pela sociedade. No caso específico de uso do computador como recurso de tecnologia assistiva, Galvão Filho (2009, 193) afirma que: “[…] tem a finalidade de possibilitar a interação, no computador, a pessoas com diferentes graus de comprometimento motor, sensorial e/ou de comunicação e linguagem. Ou seja, a utilização do computador por meio de Tecnologia Assistiva”.
O autor afirma as possibilidades de desenvolvimento e de interação de pessoas com deficiência por meio de recursos da TA e, ainda, em relação à utilização do computador agrupado a estes recursos. Galvão Filho (2009, p. 193) os situa em três grupos:
Adaptações físicas ou órteses: são todos os aparelhos ou adaptações fixadas e utilizadas no corpo do usuário e que facilitam a interação do mesmo com o computador.
Adaptações de hardware: são todos os aparelhos ou adaptações presentes nos componentes físicos do computador, nos periféricos, ou mesmo quando os próprios periféricos, em suas concepções e construções, são especiais e adaptados.
Softwares especiais de acessibilidade: são os componentes lógicos das TIC quando construídos como Tecnologia Assistiva. Ou seja, são os programas especiais de computador que possibilitam ou facilitam a interação da pessoa com deficiência com a máquina.
No caso específico da pessoa com deficiência visual, Carrapós (2003) apresenta alguns recursos de acessibilidade para auxiliar o processo de ensino, como:
Programas de leitor de tela: são adaptações específicas para as pessoas cegas com o objetivo de verbalizar o conteúdo da tela do computador. A exemplo de leitores de tela, o autor cita o Dosvox, Jaws, Virtual Vision, NVDA, dentre outros;
Linha Braille: permite que a pessoa com deficiência visual tenha informação por meio de uma linha com celas em Braille, onde é transmitido o conteúdo da tela do computador, linha a linha;
Impressora Braille: imprime, em Braille, textos escritos no computador com caracteres normais;
Optacon: Aparelho portátil que permite à pessoa cega o acesso à leitura de um texto impresso à tinta. Consiste na transformação de cada signo de um texto em vibrações perceptíveis ao tato, através do relevo de letra ou signo;
Calculadora Científica: Calculadora falante com possibilidade de realizar operações científicas, tais como funções trigonométricas, cronômetro, alarme, Matemática usual etc.
Ademais, no caso do uso de recursos audiovisuais pelo professor, em uma turma que conta com estudante com deficiência visual, foco deste estudo, devem ser observadas as seguintes indicações, como afirmam Rodrigues e Barni (2009, p.40):
Descrever as imagens de modo que, tenham significado e sentido para o aluno com deficiência visual ou com visão reduzida, contribuindo para a compreensão do conteúdo trabalhado, buscando assim, garantir os objetivos propostos […] têm dificuldades de interpretar, assimilar exemplos dados por meios de filmes ou animações […] ao apresentar cartazes, cartilhas, e outros recursos audiovisuais.
Os autores levantam questões importantes e que devem ser observadas pelo professor para oferecer condições de acompanhamento, do conteúdo dado, pelo estudante com deficiência. Neste caso, o professor deverá expôr o conteúdo de forma minuciosa para conduzir a interpretação do estudante, dos exemplos dados, por meio dos referidos recursos audiovisuais, quando utilizados durante sua prática docente.
Da mesma forma, diante das distintas possibilidades e alternativas existentes para apoiar a aprendizagem de estudantes com deficiência, cabe ainda ressaltar que:
[…] as decisões sobre a Tecnologia Assistiva e os recursos de acessibilidade a serem utilizados devem partir de um estudo pormenorizado e individual, com cada pessoa com deficiência. Deve começar com uma análise detalhada e escuta aprofundada de suas necessidades, para, a partir daí ir optando pelos recursos que melhor respondam a essas necessidades. Frequentemente é necessária também a escuta de outros profissionais, como terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas ou fonoaudiólogos, antes da decisão sobre a melhor adaptação a ser utilizada. (GALVÃO FILHO, 2009, p.201).
O autor expõe ser necessário um trabalho conjunto na definição do recurso a ser utilizado pelo estudante e isso remete à urgência de as Instituições de Educação Superior desenvolverem ações que priorizem a acessibilidade física e pedagógica, no sentido de torná- las facilitadoras da aprendizagem e, com isso, conceder melhores condições de acesso e de permanência destes estudantes às IES.
Desta forma, na perspectiva da educação inclusiva, os recursos tecnológicos são de fundamental importância. Estes recursos devem serem utilizados como instrumentos facilitadores da aprendizagem, utilizando-se da criatividade do estudante como uma alternativa para que realize o que precisa ou deseja. Para além disso, esses recursos ainda possibilitam uma melhor comunicação e permite, assim, que o estudante cego ou com baixa visão, construa individualmente ou coletivamente novos conhecimentos.
No sentido de possibilitar essa construção e mudança no conhecimento do estudante, ao refletir os propósitos de Adorno e Horkheimer (1973, p.13) em relação a esta transformação, no sentido de oferecer condições de acesso e de permanência deste público às IES, requer o esclarecimento que poderá estar bloqueado e sendo substituído pela “disposição enigmática das massas educadas tecnologicamente a deixar dominar-se pelo fascínio de um despotismo qualquer, sua afinidade autodestrutiva”.
Assim, Adorno (2012, p.185) levanta a probabilidade de perceber o poder de autodestruição de mudanças e transformações propostas por meio de forças advindas do esclarecimento bloqueado. No sentido de propostas que levem à efetivação da inclusão das pessoas com deficiência, Adorno ainda adverte que mudanças propostas poderão encontrar resistências, porque haverá advogados loquazes que procurarão demonstrar que a pretensão já se encontra há muito superado ou estão desatualizados ou é utópico.
Portanto, na perspectiva do pensamento de Adorno (2012), verifica-se possibilidades de desencontros em relação às mudanças e transformações propostas no processo de inclusão educacional, o que deve ser superado por meio de práticas autônomas e emancipadas.